sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Homilia do 1º. Domingo do Advento – Ano A


Iniciamos o Tempo do Advento: tempo da vinda do Senhor. As velas acendidas a cada Domingo serão um convite para que nossa esperança brilhe em meio às trevas. O Senhor já veio, o Senhor vem a cada dia, o Senhor virá... Portanto, nossa vida é preenchida de sentido. O Advento alimenta o nosso coração com o combustível da esperança.

A oração da coleta nos convida para que “corramos ao encontro do Senhor que vem”. Onde está este Deus vindouro? Ele está no nosso cotidiano. Antes de procurarmos a Deus nos acontecimentos extraordinários, devemos percebê-lo nos fatos mais corriqueiros da nossa vida. Em cada novo desafio, nas oportunidades novas, nas dores, nas alegrias, em cada nova pessoa que surge diante de nós está o Deus que vem. O advento é todo dia, é cada momento. Advento é deixar Deus existir no nosso dia a dia, é abrir-se para que Ele esteja presente.

O Evangelho nos convida à vigilância. Isto porque o Senhor virá – eis a mística dos dois primeiros domingos do advento: preparar-se para a vinda do Senhor na glória, preparar-se para a vinda do seu Reino glorioso. Vigilância significa ter presente a importância da vida, ou seja, não podemos conduzir a vida no improviso, pois o que realizamos aqui e agora tem consequências eternas. Não sabemos quando o Senhor virá, não sabemos quando nossa vida terrena terá o seu fim, por isso, devemos aproveitar cada minuto. O tempo é bem aproveitado dependendo de nossas opções, de nossas escolhas diante do mistério da vida. Nossas escolhas nos distinguem, por isso, “um será levado e outro será deixado”.

O Evangelho nos fala de duas situações que compõe o cenário da vinda do Senhor. Primeiramente, muitos estarão como “nos dias de Noé”, ou seja, entregues aos prazeres da vida. Depois, estarão ocupados com o trabalho do campo e com a moagem do trigo, ou seja, atarefados com os afazeres da vida. Aqui contém um alerta interessante: não podemos fazer da nossa vida um misto de busca de prazeres e de afazeres a serem cumpridos. Não seria esta dualidade medíocre a tônica da vida de muitos concidadãos da pós-modernidade? Por detrás dos prazeres e do trabalho deve estar o sentido da existência. Uma vida preenchida de sentido consegue transpor o vício do egoísmo e a escravidão do dever. É preciso acordar do torpor da imobilidade: “já é hora de despertar”.

A primeira leitura não revela algo vindo de cima, não nos conduz ao sonho da espera do Céu. Sonhar na esperança do novo é se comprometer com a construção deste novo. O sonho nos impele à mudança. Aqui é bem vinda a poesia de Lothar Zenetti: “Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na Igreja? E eles responderão: a missa. Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na missa? E eles responderão a mutação do pão e do vinho no corpo e sangue do Senhor! Diga então aos cem católicos que o mais importante da Igreja é a mutação. Eles se enfurecerão: Não, tudo deve ficar como está!”. E parece que muitos desejam a imobilidade com a desculpa de estar sendo fiéis à Tradição. Que o diga o Papa Francisco...

 “Já é hora de despertar (...)A Noite já vai adiantada, o dia vem chegando...” Mais uma vez já é chegada a hora de um novo ardor pela vida. “Vinde todos, deixemo-nos guiar pela do Senhor!”

Pe Roberto Nentwig

2 comentários:

  1. Olás... Quem é o autor da homilia??? obrigada, Cris

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  2. Verdade. ! É verdade. Creio particularmente que enquanto ouver esperança, havera soluçao em Cristo (lim)

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