sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Escola Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética retornará suas aulas em janeiro


No período de um ano e meio a comissão Regional de Animação Bíblico Catequética do Regional Nordeste 2 achou por bem pensar em um processo de formação dos seus catequistas, proporcionando princípios, critérios, conteúdos e linhas metodológicas que facilitem o processo permanente da educação da fé a partir das recentes orientações da Igreja.

Este contexto desafiante exige uma revisão profunda da maneira de educar na fé e, por isso mesmo, da formação do catequista. É imperativo elaborar uma educação na fé que forje uma identidade cristã sólida, com uma consciência lúcida de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo na comunidade.

Para corresponder a necessidade de formação foi proposto a Escola Bíblico-Catequética Regional Nordeste II, IRMÃ VISITATIO LEMOS GIBSON, que iniciou-se em janeiro de 2013, uma escola para a formação dos catequistas do nosso regional Nordeste 2 da CNBB. Dentro da proposta da Iniciação à vida cristã, oferecemos um itinerário de formação para os catequistas utilizando-se da metodologia e a pedagogia da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal.

Dando continuidade aos trabalhos iniciados em janeiro, continuaremos a formação dos catequistas nos dias 9,10,11 e 12 de janeiro de 2014, no Convento Ipuarana (Lagoa Seca-PB) 15km de Campina Grande-PB.

Substituindo a antiga formação para catequistas vamos assumir este programa de formação em sintonia com o que outros regionais estão realizando. O curso tem a duração de dois anos e será realizado em 4 módulos assim distribuídas: 

1. Módulo Querigma: Eixo bíblico-catequético

2. Módulo Catecumenato: Eixo teológico-catequético

3. Módulo iluminação: Eixo metodológico-catequético

4. Módulo mistagogia: Eixo litúrgico catequético

Estes módulos serão trabalhados sempre janeiro e julho, durante 02 anos, num total de 120h/a e a cada etapa o catequista que participa desta formação deverá realizar atividades de pesquisa, aprofundamento de estudo em suas dioceses totalizando a carga horária do curso de 150h/a, estas atividades servirão também para a avaliação em cada disciplina o aluno deverá obter um nota superior a 7,0 (sete), os trabalhos serão orientados pelos professores da matéria.

Homilia do 1º. Domingo do Advento – Ano A


Iniciamos o Tempo do Advento: tempo da vinda do Senhor. As velas acendidas a cada Domingo serão um convite para que nossa esperança brilhe em meio às trevas. O Senhor já veio, o Senhor vem a cada dia, o Senhor virá... Portanto, nossa vida é preenchida de sentido. O Advento alimenta o nosso coração com o combustível da esperança.

A oração da coleta nos convida para que “corramos ao encontro do Senhor que vem”. Onde está este Deus vindouro? Ele está no nosso cotidiano. Antes de procurarmos a Deus nos acontecimentos extraordinários, devemos percebê-lo nos fatos mais corriqueiros da nossa vida. Em cada novo desafio, nas oportunidades novas, nas dores, nas alegrias, em cada nova pessoa que surge diante de nós está o Deus que vem. O advento é todo dia, é cada momento. Advento é deixar Deus existir no nosso dia a dia, é abrir-se para que Ele esteja presente.

O Evangelho nos convida à vigilância. Isto porque o Senhor virá – eis a mística dos dois primeiros domingos do advento: preparar-se para a vinda do Senhor na glória, preparar-se para a vinda do seu Reino glorioso. Vigilância significa ter presente a importância da vida, ou seja, não podemos conduzir a vida no improviso, pois o que realizamos aqui e agora tem consequências eternas. Não sabemos quando o Senhor virá, não sabemos quando nossa vida terrena terá o seu fim, por isso, devemos aproveitar cada minuto. O tempo é bem aproveitado dependendo de nossas opções, de nossas escolhas diante do mistério da vida. Nossas escolhas nos distinguem, por isso, “um será levado e outro será deixado”.

O Evangelho nos fala de duas situações que compõe o cenário da vinda do Senhor. Primeiramente, muitos estarão como “nos dias de Noé”, ou seja, entregues aos prazeres da vida. Depois, estarão ocupados com o trabalho do campo e com a moagem do trigo, ou seja, atarefados com os afazeres da vida. Aqui contém um alerta interessante: não podemos fazer da nossa vida um misto de busca de prazeres e de afazeres a serem cumpridos. Não seria esta dualidade medíocre a tônica da vida de muitos concidadãos da pós-modernidade? Por detrás dos prazeres e do trabalho deve estar o sentido da existência. Uma vida preenchida de sentido consegue transpor o vício do egoísmo e a escravidão do dever. É preciso acordar do torpor da imobilidade: “já é hora de despertar”.

A primeira leitura não revela algo vindo de cima, não nos conduz ao sonho da espera do Céu. Sonhar na esperança do novo é se comprometer com a construção deste novo. O sonho nos impele à mudança. Aqui é bem vinda a poesia de Lothar Zenetti: “Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na Igreja? E eles responderão: a missa. Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na missa? E eles responderão a mutação do pão e do vinho no corpo e sangue do Senhor! Diga então aos cem católicos que o mais importante da Igreja é a mutação. Eles se enfurecerão: Não, tudo deve ficar como está!”. E parece que muitos desejam a imobilidade com a desculpa de estar sendo fiéis à Tradição. Que o diga o Papa Francisco...

 “Já é hora de despertar (...)A Noite já vai adiantada, o dia vem chegando...” Mais uma vez já é chegada a hora de um novo ardor pela vida. “Vinde todos, deixemo-nos guiar pela do Senhor!”

Pe Roberto Nentwig

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Paz e concórdia


Não é tão fácil ter paz verdadeira num mundo e numa cultura de tanta riqueza de diversidade. A desarmonia, em muitas situações, fala muito mais alto. Há muita discórdia, inconformismos, que até provoca situações de violência e vandalismo alhures. O grande símbolo de tudo isto está na total banalização das armas.

Em diversos momentos de sua história as pessoas são tomadas de surpresas. Isto acontece nos incidentes da própria natureza, numa doença, num descuido no trânsito, nas construções visando progresso etc. Em muitos deles existe determinado grau de irresponsabilidade, tirando a paz, levando a grandes desconfortos.

Muitos eventos são apresentados de forma sensacionalista, primando por novidade, por progresso e desenvolvimento. É o caso dos desatinos e correrias na preparação para a copa e as olimpíadas. Será que todo investimento nas construções possibilitará uma realidade de paz, de concórdia e vida saudável para a população, principalmente para os mais pobres e sofridos de nosso país?

Temos que vislumbrar vida nova, de paz, de concórdia, de saúde e qualidade. Mas sofremos as consequências negativas da caminhada tecnológica, tirando a paz e a qualidade de vida da população. As irradiações químicas e os efeitos dos venenos jogados na natureza têm sido contravalores na defesa da vida em todas as suas dimensões.

Estamos muito assustados com o alto índice e o crescimento de certas doenças na vida da população. Assistimos e “elogiamos” um progresso que mata. Não há tanta preocupação com a prevenção e com as consequências negativas e desastrosas dos grandes negócios. Uma fábrica de amônia, por exemplo, que supõe investimentos milionários, não pode colocar toda uma população em risco?

Não podemos ser contra o progresso. Ele é sempre bem vindo e saudável. Isto faz parte das riquezas da história humana, das possibilidades de uma vida melhor para todos, mas tem que ser de forma sustentável, tendo como primeiro e sublime objetivo a qualidade de vida das pessoas, condição essencial para verdadeira paz. Os critérios de responsabilidade devem estar acima de qualquer interesse de âmbito econômico.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Iniciação à Vida Cristã é tema de palestra no segundo dia do Nordestão






No segundo dia do Nordestão de Catequese o regional Nordeste 1 ficou responsável pela oração e pela coordenação na parte da manhã. Pe Luiz Alves de Lima foi convidado a iniciar a primeira palestra com o tema INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, que (manifestou sua alegria em estar no Nordestão.

Dou graças a Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós: no mundo inteiro se proclama que tendes fé. Pois Deus me é disso testemunha: eu faço continuamente menção a vós, pedindo continuamente nas minhas orações, que eu tenha a oportunidade de ir ter convosco. (Rm 1,8-12) " Dou graças a Deus por todos vocês" Saudação bíblica.

Com efeito, tenho o desejo muito ardente de vos ver, a fim de vos comunicar algum dom espiritual, para que por ele, sejais confirmados; ou melhor, para, convosco e no meio de vós, eu ser reconfortado pela fé que é comum a vós e a mim.


Pe Lima iniciou os trabalhos afirmando que a Iniciação à vida Cristã é feita pela palavra e sobretudo na liturgia. Proposto pelo Diretório Nacional de Catequese em Aparecida, foi tema geral da Assembléia da CNBB em 2009 e 2011, tornou-se "Estudo da CNBB - nº 97 - e integra as Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora - DGE e foi também discutido no Sínodo dos Bispos de 2012.

O Documento DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA: 2011-2015
apresenta as cinco URGÊNCIAS EVANGELIZADORAS que devem estar em todos os processos de planejamento e planos:

1. Igreja: em estado permanente de missão
2. Igreja: casa da Iniciação Cristã
 3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida 
4. Igreja: comunidade de comunidades.
5. Igreja: a serviço da vida plena para todos  

A tarefa da Iniciação Cristã, dentro de nosso esquema eclesial de hoje, é confiada, em geral, à catequese, conduzida por pessoas de boa vontade, nem sempre com preparação suficiente.

Essa catequese, por sua vez, é vista tradicionalmente como preparação de crianças e adolescente para receberem os Sacramentos... ditos “da Iniciação Cristã”

A Catequese pertence ao ministério da palavra. É um ministério importante na igreja: pertence a seu DNA!

Entre os grandes Pronunciamentos do Magistério podemos enumerar: 

- RICA 1973:  Rito Iniciação Cristã de Adultos
- Catechesi Tradendae - 1979
- Catequese Renovada - 1983
- Diretório Geral para a Catequese - 1997
- Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja 2011-2015 
- Diretório Nacional de Catequese: 2001-2006
- Aparecida - 2007
- Iniciação à Vida Cristã - 2009
- Sínodo dos Bispos - 2012

O tema da Iniciação Cristã é desdobramento de:

- Concílio Vaticano II (1965)
- Diretório Nacional de Catequese (2006)
- Aparecida (2007)
- Brasil na Missão Continental (2008)
- Diretrizes Gerais da Ação da Igreja... (2011-2015),
- Sínodo dos Bispos de 2012 e outros.

Para você, o que significa I N I C I A Ç Ã O ?

E o que seria INICIAÇÃO CRISTÃ ?
Na Igreja a quem compete fazer essa INICIAÇÃO CRISTÃ?

I Iniciação à Vida Cristã:

A expressão procura traduzir a comunicação de uma fé que não se reduz à intimidade com Jesus Cristo,  mas que tenha reflexos e influências vitais na própria existência,  levando à participação da comunidade,  que no seu conjunto, deve dar Testemunho do Evangelho.
Apesar de todo esforço, o modelo atual de transmissão da fé é precário! A Iniciação Cristã é pobre e fragmentada (DAp 287).

Temos uma multidão de  iniciados ontologica-mente na fé, mas não existencialmente! (falsa compreensão do princípio: “ex opere operato”)
A catequese, como a temos hoje, é fruto de uma longa história. Ela nasceu dentro da estrutura

do CATECUMENATO, ou seja, do processo de iniciação cristã, como o longo momento do ensino, da instrução, do aprofundamento doutrinal…
Mas tudo isso estava rodeado de muitas outras práticas, que ao longo dos séculos desapareceram…Restou só esse grande momento do ensino, chamado “catequese”…Vivia-se a época da cristandade! Na verdade, quem iniciava mesmo na fé, era esse ambiente e ar cristão que se respirava por todo lado!

Num clima de cristandade tudo já leva à prática cristã. O grande esforço da Pastoral era alimentar e fortificar a fé. Hoje: Igreja Missionária.

Era (é) uma pastoral mais de conservação ou manutenção, do que propriamente de avanços e conquistas.

A catequese, em geral para crianças, se dedicava mais à doutrina... A primeira adesão a Jesus Cristo já era suposta, como fruto da família.
Diz o nº 38 das Diretrizes Gerais: “Em outras épocas a apresentação de Jesus se dava através de um mundo que se concebia cristão. Família, sociedade e escola em geral, ao mesmo tempo em que ajudavam a inserir na cultura, apresentavam também a pessoa e a mensagem de Jesus”.

sábado, 23 de novembro de 2013

I Nordestão de Catequese: Os Desafios para a Transmissão da Fé



Teve início no dia (15) o I Nordestão de Catequese. Catequistas de todos os recantos da região nordeste estão em Maceió (AL) para este momento singular para a catequese no nordeste, bem como para a  catequese nacional.  Cremos que a este momento ímpar foi gerado no coração do Pai e tem ganhado corpo com o desejo e trabalho dos catequistas dos regionais: NE1 (Ceará), NE 2 (Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba), NE 3 (Bahia e Sergipe), NE 4 (Piaui) e NE 5 (Maranhão).

Os Desafios para a Transmissão da Fé: Iniciação à Vida Cristã, a Palavra de Deus e a Liturgia serão trabalhados durante este Nordestão. Por volta de 230 catequistas se encontram no evento.

Pe Elison Coordenador do Regional Nordeste 2 deu as boas vindas apresentando um vídeo mostrando as maravilhas da cidade de Maceió. Convidou para compor a mesa Pe Décio Walker, assessor nacional da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico Catequética,  as coordenadoras dos regionais NE 1 Maria Erivan, NE 3 Ir Luciene, NE 4 Ir Maria, NE 5 Joana, Pe Márcio Roberto, coordenador da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Maceió, Pe Jânison Sá, assessor do encontro e os padrinhos do sulão Pe Paulo Gil e Regina Mantovani.

Pe Décio batizou o Nordestão em seguida  Pe Paulo Gil, Regional Sul 1 e Regina Mantovani, Regional Sul 2 contou as experiências  de como realizaram o 1º Sulão com o respaldo do Bispo Murilo. Foi feito o pacto de não deixar nenhum encontro sem a colaboração um dos outros nos seu regionais deixado um abraço de todos os catequistas do Paraná-PR e de São Paulo.


Veja as fotos do primeiro dia

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Homilia da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


Hoje proclamamos Cristo como rei. Trata-se de um título não isento de ambiguidades. Certamente, não seria Ele um Reino monarca da idade média. Nem se parece com qualquer chefe de estado do nosso século. Seu reinado não é deste mundo.

Há um perigo em chamar Deus de rei. O risco é reforçar uma imagem de Deus que deve ser banida de nossas mentes. Sim, banida! Que se apague a imagem de um Deus dominador, poderoso, arbitrário, impassível, imutável. Aquele que reina acima de nós. Este não é o Deus de Jesus Cristo.

Deus veio até nós. Veio participar do nosso drama, de nossas dores, sofrer o que sofremos, sujar-se com a nossa lama. É preciso que levemos mais a sério o que a teologia chama de quenosis, termo que significa rebaixamento, esvaziamento, aniquilamento de Deus. Devemos levar a sério, que o Pai faz a sua quenosis quando cria, pois a criatura lhe é infiel; que o Verbo faz a sua quenosis quando se encarna, e participa da dor humana, do abandono na morte de cruz; que o Espírito faz a sua quenosis quando vem até a Igreja e em cada coração. Deus se rebaixa, Deus participa da fraqueza, Deus sai de seu pedestal onipotente.

Quantas afirmações sobre a onipotência... É comum o discurso que exalta o poder de Deus, sua vitória, sua força, seu domínio... Entendamos, seguidores do Cristo, que Jesus manifestou quem é Deus: “Ele é a imagem do Deus invisível!” (Cl 1,15). E que imagem é esta? Do servo, daquele que é chamado de rei na cruz, daquele que foi insultado ao morrer, daquele que morreu perdoando... Onde está o seu poder? Onde está o seu domínio? Por que se sujeitou aos ultrajes? Por exibicionismo? Não! Ele assumiu a nossa condição com radicalidade. Em Jesus aprendemos que Deus é todo poderoso no amor e na misericórdia.

“Salva-te a ti mesmo se, de fato, és o Cristo?” (Lc 23,35). “Salva-te a ti mesmo e a nós!” (Lc 23,39). Estas frases não são expressões exclusivas das testemunhas da morte do Filho de Deus... São expressões que surgem na boca e no coração de muitos que vivem os seus dramas humanos e pensam em um Deus que deveria vir, sim, em socorro trazendo a salvação imediata. Então, quantas orações carregadas de rancor e desespero: “Salva-me Deus! Salva-me, porque tu és o Todo Poderoso? Onde estás? Até quando terei que suportar?” A resposta de Deus está na entrega do Senhor, na sua quenosis. Ele não nega a lógica de sua criação, Ele não intervém sempre de modo abrupto para mudar a lógica do mundo que segue sofrendo as dores de parto até o dia de sua redenção. Ao contrário, Ele assume toda esta história de limites e contrariedades e, na solidariedade, vem ao nosso encontro sofrer conosco e nos dar a salvação a partir de baixo. Por que? Eu não sei. Mas mesmo sendo mistério, é fácil perceber que é um mistério de amor...

Até quando o ser humano fabricará um ídolo que está acima dele para fazer os seus favores? A imagem da onipotência, faz-nos onipotentes. A imagem do Deus quenosis, faz-nos humildes e servidores. Escolhamos o nosso Deus.

E acima dele havia uma plaquinha: “Este é o rei dos judeus”. Ironia que não revelava a totalidade de seu ser, pois Ele é o rei de todos nós. Rei na quenosis, Rei no amor, Rei na misericórdia que morre perdoando e oferecendo o Paraíso ao ladrão arrependido... 

Pe Roberto Nentwig

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O catequista precisa estar empapado de Cristo, se quiser ser LUZ!


“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Término do Ano da Fé


Neste ano, na Festa de Cristo Rei, finalizando o Ano Litúrgico, também encerramos o Ano da Fé. Foi tempo (11/10/2012 a 24/11/2013) de reflexões, encontros, simpósios e outras iniciativas, numa tentativa de revitalização da fé e motivação para uma vivência cristã mais comprometida com a missão da Igreja.

A fé é dom de Deus, mas passa pelos caminhos da cruz, onde Cristo foi proclamado “rei dos judeus”. É o reinado da fé, um ato de obediência e de seguimento consciente do reino do alto, diferente do reino puramente terreno. Reino da doação, da construção de valores que irrompem na cultura secularizada. 

Na história da vida humana, enfrentamos malfeitores e atitudes que desqualificam a identidade do indivíduo. Diante de tudo que acontece na convivência, somos compelidos a fazer escolhas, de aceitar ou repelir as diversas propostas do bem. Isto reflete as atitudes emanadas dos dois crucificados na cruz com Jesus Cristo.

“Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23, 43). Aquele que foi qualificado como “bom ladrão”, consciente de seus atos escusos, expressa uma situação própria pedida pelo do Ano da Fé. Ele reconhece seus erros e entende a infinita misericórdia do Senhor. Recupera sua prática de fé e é acolhido na “mansão dos vivos”. 

O verdadeiro rei seja político, líder, pai ou mãe, não pode ser avesso às exigências de seu público. Em concreto, é um a serviço de todos, tendo os mesmos sentimentos que expressam o querer social. Na dimensão de fé, o “rei” existe para servir e não para ser servido. Pior ainda quando explora a insensibilidade de seus dirigidos.

Viver intensamente a fé em Deus é fazer um ato de libertação. Resgatar a humanidade das condições de opressão, dos antivalores do mundo, que impedem a realização dos meios pelos quais acontece o “já” e o “ainda não” da plenitude da vida. O “rei” que não tem princípios de fé não consegue enxergar as realidades mais profundas da dignidade da pessoa humana e não põe em prática os valores do reino divino.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Homilia do 33º. Domingo do Tempo Comum – Ano C


Ao nos aproximarmos do fim do ano litúrgico, meditamos sobre o fim dos tempos. Como na semana passada, seguimos refletindo sobre as nossas realidades últimas.

As leituras deste domingo pedem uma boa interpretação. É preciso ter cuidado para que a linguagem apocalíptica não seja tomada ao pé da letra, para que a Palavra de Deus não seja motivadora do medo. Note-se a dramaticidade da primeira leitura: “esse dia vindouro haverá de queimá-los...” Textos apocalípticos nos convidam a pensar na seriedade da vida, mas não devem nos assustar. O nosso Deus é misericordioso, compassivo, amável. Ele não pode dizer uma coisa e depois entrar em contradição. Se lermos o Evangelho com atenção, saberemos que quando Cristo vier, virá com todo o amor que lhe é próprio. A Palavra sobre o fim quer nos dar esperança. As palavras duras servem para ressaltar a seriedade do fim dos tempos.

Vivemos desde já o fim dos tempos. Não se trata de um tempo cronológico, pois o fim do mundo não tem data marcada. Entre a Páscoa e a Parusia (vinda do Senhor) temos o nosso tempo (o tempo penúltimo), quando vivemos na espera pelo que virá. Antigamente, era comum nos perguntarmos: “para onde vamos?”, “teremos a recompensa do Céu?”. Hoje, o importante é refletir sobre o tempo presente: “Como acolher a eternidade que já vem a nós antecipadamente?”, “Em que medida a esperança da salvação nos faz viver esta vida de um modo comprometido?”.

Por isso, São Paulo alertou a comunidade de Tessalônica quanto ao desleixo com as coisas do mundo. Consideravam que era tão certa a vinda imediata de Cristo, que resolveram parar de trabalhar, cruzaram os braços. O apóstolo ensina que esperar a vinda não significa se esquecer da vida.

É preciso também ter prudência. Há muitos cristãos católicos (não só nas seitas) que gostam de falar de revelações sobre os últimos tempos: pregam uma série de práticas para se prevenir do fim do mundo, marcam datas, demonizam tudo e todos, falam do futuro da Igreja, do próximo papa... “Muitos dirão: o tempo está próximo! Não sigais essa gente!” (Lc 21,8c). É preciso preocupar-se com a vida presente e concreta e o modo como podemos contribuir para que o Reino aconteça, sem fugas.

Neste tempo, será necessário enfrentar as tribulações da vida com esperança e fé: “Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida”. Não é possível fugir das dificuldades da vida. Mas, embora tenhamos cruzes, Deus não nos desampara. Ele nos sustenta em cada momento de nossas vidas. Assumir a vida com responsabilidade nos leva a enfrentar situações que se opõem a presença do Reino de Deus. É preciso confiar que, embora haja perseguição, o próprio Deus nos dará palavras acertadas (Lc 21,15).

Os discursos sobre o fim dos tempos nos remetem à seriedade da vida: nós vamos morrer um dia, o mundo será restaurado para que o Reino de Deus seja pleno. E nós? Cada um tem a sua tarefa, a sua responsabilidade no hoje, na construção do futuro de Deus. Ele poderia fazer tudo sozinho, mas no seu mistério de amor, deseja que cada um de nós seja seu colaborador. Note que a questão não é fazer o bem para angariar pontos para ir para o Céu, mas ser co-criador, co-laborador da obra de Deus que se chama Reino. Disto depende nossa eternidade, não porque o Senhor irá nos castigar pelos pecados, mas porque é nesta vida que vamos orientando o nosso coração para o amor ou para o egoísmo que nos afasta de Deus. O que vem depois depende desta orientação do coração. Ouçamos a voz do senhor que nos diz: “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!” (Lc 21,19).

Pe. Roberto Nentwig

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O julgamento


Este é um dos temas ligados ao mês de novembro, dando continuidade à reflexão de todos os santos, finados e ressureição. O julgamento final projeta o “tribunal” de Deus, que não favorece uns, deixando de lado outros. É uma realidade universal, englobando justiça e misericórdia. Deus é justo fazendo misericórdia, e vice versa. 

O julgamento de Deus é realidade misteriosa, que nos convoca a estarmos sempre preparados, porque não sabemos a hora de sua chegada. Não temos como prever e nem imaginar como será o futuro de cada pessoa. Apesar de confiar na misericórdia, plenitude da vida para todos, Deus julgará certamente com justiça.

Fazemos hoje um caminho de julgamento. Ele está fundamentado na reposta que damos às propostas do evangelho do Senhor, no cumprimento de seus mandamentos. O importante é a vitória sobre o mal, que acontece quando damos testemunho autêntico de nossa fé, mesmo sendo ameaçados pelo mundo descrente e sem temor para com o Senhor.

É muito comum o malvado prosperar e o justo sofrer. Ficamos até pensando se vale a pena ser correto e lutar para viver os princípios cristãos! A convicção da presença do Senhor deve ser o nosso conforto. Pelo julgamento final, toda maldade será eliminada e a justiça vai brilhar para todo ser humano cumpridor dos deveres.

Todo julgamento final está baseado na fidelidade a Deus, que tem seus reflexos no cumprimento dos deveres de cidadania, no comprometimento com as tarefas e obrigações terrenas, na vivência de fé e de coerência no relacionamento com as pessoas. Estamos numa vida de expectativa, na espera de um mundo novo e sem males.

Uma certeza deve nos acompanhar: a justiça divina é diferente da nossa. A nossa defesa facilmente é manipulada pela vingança e pela distorção. “Tomai cuidado para não serdes enganados” (Lc 21, 8). Isto não acontece com Deus, por que Ele não se deixa manipular por nada. Seu julgamento é correto, eliminando de seu convívio aqueles que agiram com indignidade e desrespeito para com as exigências de sua obra.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

sábado, 9 de novembro de 2013

Encontro grupo GREBICAT


Estou participando de uma reunião Nacional aqui em São Paulo. Trata-se do GRUPO DE REFLEXÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICO (GREBICAT, antigo GRECAT). Somos 12 bibllistas e catequetas. Devo apresentar um texto direcionado para os catequistas de base, em linguagem bem popular, sobre o tema "Catequese Evangelizadora". Outros temas serão: o mês da Bíblia em 2014, a programação para os próximos anos, reflexão sobre o itinerário catequético em vários níveis e situações, etc. O encontro vai até domingo à tarde. 
Abraços.
Luiz Alves de Lima

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CATEQUESE EM ESTILO CATECUMENAL? O que o nosso Pároco está inventando?????????????

Escrevi esse artigo em 2009, para o informativo de minha paróquia. O título em questão foi para chamar a atenção dos leitores,  que movidos pela curiosidade em saber o que nosso pároco estaria inventando, ficariam por dentro de nossos projetos para a catequese. Fui questionada na época sobre uma possível mudança do título. Expliquei que não mudaria, pois minha intenção era de deixar claro que nosso pároco não está inventando nada, mas que são orientações da Igreja para nossa catequese... Publico aqui esse mesmo artigo, pois acredito que esse assunto, a CATEQUESE EM ESTILO CATECUMENAL ainda é desconhecido ou não é aceito em muitos lugares.

Estamos em tempo de constantes mudanças, transformações, tecnologias cada vez mais avançadas, num curto espaço de tempo ficamos ultrapassados. Nossa catequese, nossa maneira de formar cristãos, precisa acompanhar tais avanços, repensando o método utilizado em nossos encontros, mudando não só a metodologia, o material, mas sim provocar uma mudança de mentalidade por parte dos catequistas, bispos, padres, família, catequizandos.

Nossas crianças, adolescentes, jovens estão cada vez mais exigentes, porém cada dia mais desorientados, vazios das coisas espirituais. O que eles pedem? Podem até não pedir com palavras, mas pedem com gestos, com atitudes, estão sedentos de algo que os preencham, algo que os façam felizes, que dê sentido às suas vidas. E nós não podemos agir ou falar como aquela música que diz; “To nem aí, to nem aí...Pode ficar com seu mundinho, eu to nem aí, não vem falar dos seus problemas, que eu não vou ouvir”. 

Acredito que não tenha nenhum catequista que pense assim, pois não foi isso que aprendemos com Jesus no encontro com os discípulos de Emaús. Ele não saiu atropelando as coisas e muito menos foi omisso ao que acontecia, soube escutar as tristezas, os questionamentos daqueles discípulos, mesmo sendo atacado, quando indignados dizem: “És tu o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nesses dias?” Ele caminhou com eles e no momento certo jogou as cartas.

Eis o coração da catequese, o ponto chave, a meta a ser alcançada . Fazer com que os catequizandos através dos encontros de catequese, através da liturgia, da vivência na comunidade tenham esse encontro pessoal com Cristo e por ele faça sua opção.

E isso quem nos propõe não é o nosso Pároco, mas é uma exigência das diretrizes da CNBB, do Documento de Aparecida, do Diretório Nacional de Catequese e do Ano Nacional de Catequese que nos dão pistas de como transformar nossa comunidade através da catequese. Temos lido que está na hora de romper com a barreira daquela catequese concebida unicamente como doutrina, sacramentos vistos como diploma de um cursinho qualquer ou um simples cumprimento de dever de religião.

Se fizermos uma análise é exatamente isso que acontece com centenas de crianças e jovens que recebem todos os anos os sacramentos em nossas Paróquias, catequizandos e famílias descomprometidas com o projeto do Reino, pois não foram iniciados. Claro que, existem exceções, temos muitos e muitos casos de pessoas transformadas e comprometidas, cristãos que formaram sua identidade através do processo catequético, mas podemos e devemos ser mais abrangentes.

É tempo de deixar de ser sapo do buraco, precisamos descobrir o que o mundo lá fora nos apresenta, precisamos rever nosso material, não só didático, mas nosso material humano, precisamos de catequistas iniciados, apaixonados pela catequese, que estejam atentos às novidades que o ANC nos apresentou, busquem se formar através de leituras sobre o assunto, participem das formações oferecidas, que sintam seu coração arder enquanto caminham com o Mestre, catequistas que assumam e abracem com amor a catequese.

A novidade do momento é o resgate da catequese em estilo catecumenal, essa grande riqueza responsável pela iniciação e formação de tantos cristãos nos primeiros séculos da Igreja. Se falamos em resgate, é porque já existiu, então não é na verdade uma novidade e muito menos invenção de ninguém. A Igreja nos possibilita a formação através de subsídios, livros, revistas, documentos, basta que cada um de nós façamos o “movimento” de ir em busca dessa formação.

Estão nos pedindo que não leiamos o estudo da CNBB 97, mas que ruminemos o que lemos. Bem sabemos o que é ruminar.

O Espírito Santo, que tudo renova, que está sempre em movimento, que é criativo, coloque no coração de cada catequista, de cada pároco, de cada bispo o desejo de uma catequese melhor, adequada à realidades de nossos tempos. 

Imaculada Cintra 
Catequista em constante estado de feitura...



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ESPECIAL 25 ANOS DO SULÃO DE CATEQUESE


* Matéria elaborada por Eliana Patrícia Stumpf  
Assessora de Comunicação do Regional Sul 3 da CNBB


 O TESTEMUNHO DE QUEM VIVE A EXPERIÊNCIA DE SER PROTAGONISTAS DA FÉ

Desde 1988 o Sulão de Catequese congrega os Regionais Oeste 1, Sul 1, 2, 3, e 4 para abordar as vivências da Animação Bíblico-Catequética. O tema escolhido para a oitava edição do evento, realizado de 25 a 27 de outubro no Cecrei, em São Leopoldo (RS), foi “Catequista: protagonista da fé”. Os bispos que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) marcaram presença no evento. O presidente dom Jacinto Bergmann, arcebispo metropolitano de Pelotas (RS), e os membros integrantes dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR), e dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo metropolitano de Uberaba (MG), comandaram os mais de 200 participantes.

Sob a organização da irmã pastorinha Vilma Teresa Rech, coordenadora da Animação Bíblico-Catequética no Regional Sul 3, o VIII Sulão de Catequese comemorou 25 anos abordando as questões pontuais do serviço da Igreja Católica que tem um verdadeiro exército de fiéis engajados na missão evangelizadora. De acordo com o assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, padre Décio José Walker, hoje, o Brasil tem aproximadamente 800 mil catequistas, onde cerca de 600 mil são mulheres. 

“O catequista não é apenas aquele que faz uma ‘reuniãozinha’ com os meninos e com as meninas... não. É importante se dar conta desse protagonismo. A catequese é coisa essencial em nossas comunidades. Todo o projeto evangelizador tem a base na catequese”, destacou pe. Décio Walker, da Diocese de Santo Ângelo (RS). Dom Zeno Hastenteufel, bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente do Regional Sul 3, foi o anfitrião do encontro e celebrante da Missa de Abertura. Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, veio de Brasília para ministrar a primeira conferência do VIII Sulão de Catequese. Além dele, dom Geremias Steinmetz, bispo de Paranavaí (PR), os palestrantes Valmor da Silva e Liana Plentz, entre outros, apresentaram suas experiências a serviço desse protagonismo. Dom José Gislon, bispo de Erexim, também reforçou o episcopado presente. 

Quase 100 dioceses e o testemunho de três gerações de catequistas
O VIII Sulão de Catequese reuniu todos os bispos referenciais da Animação Bíblico-Catequética nos cinco Estados brasileiros representados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Dom Antonino Migliore, bispo de Coxim (MS), dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira (SP), dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR), dom Jacinto Bergmann, arcebispo metropolitano de Pelotas (RS), e dom Jacinto Flach, bispo de Criciúma (SC) acompanharam de perto a partilha de experiências que envolveu cerca de 100 dioceses.

O depoimento de três gerações de catequistas corrobora o entendimento de pe. Walker sobre o protagonismo de quem serve à missão da catequese. Ir. Vilma Teresa Rech cita as Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil: “é uma urgência essa catequese catecumenal porque nós temos que assumir um novo jeito de ser católicos”.

Já irmã Neli Basso, missionária scalabriniana da Congregação de São Carlos Borromeo, conta que há cerca de cinco anos está fazendo um trabalho de inspiração catecumenal e por meio da leitura orante. A religiosa revela que sua grande preocupação é que “o encontro de catequese não seja uma sala de aula, e que o catequista não seja um professor, mas sim aquele que vai fazendo o caminho junto com os seus catequizandos. Um caminho de descoberta do grande mistério de Deus”. Ir. Neli Basso tem a responsabilidade de coordenar a Animação Bíblico-Catequética da Diocese de Caxias do Sul (RS), que tem um exército particular de 3 mil catequistas como protagonistas da fé. 

Lidia Joner vive o protagonismo da catequese há 15 anos, e constata a necessidade da capacitação por meio da metodologia da leitura orante. “Não podemos amar aquilo que não conhecemos. Pecisamos estar em estudo, precisamos conhecer. O jovem também começa a entender que o seu chamado pode ser depois que ele fez a sua confirmação e vê que a catequese é contínua, e não só uma preparação sacramental”, comenta a referencial leiga da Diocese de Montenegro (RS). À frente de uma grande quantidade de catequistas jovens, em alguns casos até mesmo adolescentes, Lidia não vacila ao falar da missão que existe na catequese: “o catequista tem que preparar o terreno para que Cristo consiga agir”.

Acompanhe a entrevista do assessor nacional pe. Décio José Walker










Escute o relato das catequistas irmã Vilma Teresa Rech, irmã Neli Basso e Lidia Joner




FONTE: http://cnbbsul3.org.br/paf.asp?catego=11&exibir=4132

Ouça o Hino do VIII Sulão de Catequese e assista ao vídeo com a comissão organizadora
Confira a avaliação de dom Jacinto Bergmann sobre a realização do VIII Sulão de Catequese

Homilia do 32º. Domingo do Tempo Comum – Ano C


No Evangelho deste domingo, Jesus é questionado pelos saduceus, uma casta religiosa muito influente, que não acreditava na ressurreição dos mortos. A ressurreição não era um tema de unanimidade entre os judeus, havia discordâncias. O texto de 2º. Macabeus mostra que a fé na ressurreição já está formulada no Antigo Testamento, embora fosse um texto recente, escrito a menos de dois séculos antes de Cristo: “Prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará” (2 Mc 7, 14). Jesus afirma a fé na ressurreição dos mortos, respondendo aos seus adversários.

O que é a ressurreição dos mortos? Antes de dar uma resposta, é preciso constatar que o povo cristão, de modo geral, tem uma visão muito limitada a cerca das verdades da Vida após a vida (ou vida após a morte, como queiram!). Pensa-se em um céu romântico e bucólico, simbolizado por um jardim cheio de mata verde, com pessoas de túnicas brancas caminhando sobre a relva. Pensa-se em “alminhas” que saem dos corpos, como “fantasminhas” que vão para o céu, obviamente depois do juízo e do purgatório. Pensa-se a salvação de modo muito reduzido: como uma mera recompensa individual pelas obras. Em geral, uma recompensa pouco atrativa. Teme-se mais a condenação do fogo do inferno do que se deseja a Eternidade. Não tenho dúvidas de que é preciso uma boa catequese sobre a escatologia (=estudo das realidades últimas), acompanhada de uma ressignificação de conceitos da doutrina tradicional: morte, juízo, Céu, inferno, purgatório, ressurreição...

“Creio na ressurreição da carne”. Professamos isso cada vez que recitamos o Credo. O que significa esta formulação de fé? Cremos que a “glória de Deus é o homem vivo”, como nos diz Santo Irineu de Lião, ou seja, cremos que o maior desejo de Deus é a felicidade plena de cada um de seus filhos e filhas, e que isto significa vida em abundância. Cremos que um dia (e não me perguntem se os que já morreram estão esperando, pois não sei se se pode falar de tempo depois da morte!), estaremos reunidos no Reino de Deus – a reunião de todos os redimidos, felizes, sem temores, sem pecados, sem males, sem dores. Do ponto de vista individual, a ressurreição é a plenitude da vida: ou seja, tudo o que existe de bom em nós (afetos, capacidades, consciência, inteligência...) elevado à estatura de Cristo, à estatura do “homem perfeito” (Ef 4,13).

Nesta vida nova dada gratuitamente por Deus, há uma ruptura e uma continuidade. Há uma ruptura, porque não haverá mais o mal e o pecado, não haverá as contingências deste mundo limitado. Haverá, sim, a transformação de nossos corpos mortais. Como nos ensina Jesus no Evangelho, não haverá mais a relação homem-mulher, porque estará inaugurada uma novidade nas relações: seremos como “anjos” (= vida dedicada ao louvor a Deus) e como “filhos de Deus” (= relação de intimidade com Deus Amor-Trindade e de igualdade entre todos os irmãos e irmãs).

Há também uma continuidade. No Céu se mantém a nossa consciência, reconhecemos a nós mesmos e as pessoas que fizeram parte de nossa história, mantém-se a memória. Por isso, será uma alegria o reencontro. O Céu não é um mundo sem prazeres, sem alegria, “sem graça”. Não cremos na destruição da matéria e na demonização do prazer e da vida concreta, palpável. Ao contrário, cremos que todo o Universo será restaurado pelo poder amoroso de Deus. O mundo será glorificado Nele, incluindo os seus filhos e filhas. Este mundo que “geme e chora, esperando o dia de sua restauração” chegará ao seu sentido último, quando encontrar o Ômega – Jesus Cristo, Nosso Senhor. Habitaremos, então, na comunhão da Trindade.

Pensar a vida após a morte implica em pensar a vida nossa de cada dia. Antes de nos preocuparmos com o Céu, precisamos ter a consciência de que há uma tarefa: fazer o Céu acontecer aqui e agora. Como nos diz Anselmo Grüen: “O Céu começa em você”. Parafraseando: o Céu começa em sua casa, em seu trabalho, em sua comunidade, em sua igreja, em seu coração. O céu começa onde há promoção de vida plena, onde reina o amor e o perdão, onde se promove a paz, onde as relações humanas são elevadas de acordo com o desejo de nosso Deus, ou seja, quando vivemos como irmãos e irmãs, verdadeiramente, e não sob meras aparências. Faça o Céu acontecer!

Pe. Roberto Nentwig

A ressurreição


A palavra “ressurreição”, literalmente, significa levantar, erguer. Ela é muito usada nos textos da Sagrada Escritura, quando fala da ressurreição dos mortos. É o ato de uma pessoa, considerada morta, viver novamente. É termo que passa por profunda reflexão no mês de novembro, principalmente quando celebramos o dia de todos os santos e de finados.

Nos fundamentos e no entendimento dos cristãos, a ressurreição tem uma base de fé. Para os descrentes ela não passa de uma aberração. Os cristãos a entendem como plenitude da vida, tendo seu desfeche em Deus. É o que motiva e dá ânimo para o enfrentamento dos sofrimentos na história de vida das pessoas.

O que dá base para a fé na ressurreição é a fidelidade aos ensinamentos divinos. A vida temporal, na terra, deve apoiar-se na fé, na esperança e na caridade. Pela ressurreição, ela terá continuidade na eternidade, não necessitando mais destas virtudes humanas, mas apenas na totalidade do amor de Deus.

No tempo presente, a pessoa precisa cultivar o jardim de sua existência mesmo sendo dificultado por atos de perseguição, de sofrimentos e de desânimo. Mas deve levar consigo a certeza de que a morte não é o término da vida, mas o caminho que leva para a realização daquilo que é a finalidade do ser humano, a vida em Deus.

Pensar na ressurreição como obra divina significa ter convicção de que Deus é sempre misericordioso, mas que também leva em conta a prática da justiça. Deus não abandonará na morte os que preferirem morrer a negar a fé. Portanto, a ressurreição é fruto também da escolha de fé feita de forma livre e determinada.

Não é fácil ter fé firme no meio de um mundo marcado pela descrença. Muitas pessoas, além de não ter fé na ressurreição, tentam também impedir a propagação do evangelho. Existe até uma hostilidade de adversários, mas o cristão não pode se intimidar e desanimar só porque encontra dificuldades. É fundamental trabalhar a possibilidade de vida nova, vida feliz e plenamente realizada em Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

domingo, 3 de novembro de 2013

Oração do I Nordestão de Catequese

Jesus, nosso Mestre, nós te agradecemos por estarmos reunidos, como catequistas dos Regionais do Nordeste, tendo a graça de participar de uma enriquecedora vivência de comunhão de vida e de partilha de experiência.

Em nossa condição de discípulos e discípulas, tu nos enviaste em missão, anunciando tua Palavra às crianças, adolescentes, jovens e adultos, ao realizarmos nosso trabalho de catequese, em nossas Comunidades, em nossas Paróquias, em nossas Dioceses e em nossos Regionais. 

Na realização de nossa atividade catequética, temos consciência da responsabilidade que assumimos, perante nossas famílias, aos nos tornarmos educadores e educadoras da fé católica de seus filhos e filhas e perante nossas Comunidades, como servidores e servidoras do Evangelho. Mesmo considerando as dificuldades pessoais e os limites institucionais, em face dos “Desafios para a transmissão da Fé”, colocamos nossa vida e nosso ofício a serviço da Animação Bíblico-Catequética, em nossas Igrejas.

Jesus, nosso Senhor, roga ao Pai que nos envie sempre o Espírito Santo, para que nos assista em nosso trabalho de catequistas e assim, fortalecidos com as graças do Ano da Fé, possamos anunciar o Evangelho aos irmãos e irmãs.

Amém 
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