quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vª Jornada Bíblico-Catequética – Diocese de Bagé/RS




No dia 1º de setembro foi realizada a Vª Jornada Bíblico-Catequética na Diocese de Bagé/RS e neste ano, quem acolheu com alegria todos os participantes foi a Área João XXIII que compreende as Paróquias de Candiota, Hulha Negra, Pinheiro Machado e Rede de Comunidades. O CTG Candeeiro do Pago em Candiota foi o local, onde muitos catequistas e agentes de pastoral se encontraram para refletir sobre a Palavra de Deus.
Esta Jornada teve como Lema: Discípulos e Servidores da Palavra de Deus e o Tema estudado foi o Evangelho de Lucas, assessorado pelo Pe. Pedro Kramer, da Congregação de São Francisco de Sales – Padres Oblatos. No início da Jornada houve um momento de celebração onde foi acolhida a Palavra de Deus dando assim abertura ao mês da Bíblia na Diocese e, ao encerrar a mesma após a celebração da Eucaristia foi realizado o lançamento do Plano da Animação Bíblico-Catequética 2013-2016, que tem como Objetivo: Evangelizar, catequizar e formar como Discípulos Missionários, para que todos possam ser introduzidos, mais profundamente, nos mistérios da fé professados, celebrados, rezados e vividos pelos cristãos católicos a fim de que todos tenham vida crescendo na fé, na esperança e no amor. Prioridades: 1ª. Iniciação com Inspiração Catecumenal. 2ª. Formação de Catequistas. 3ª. Evangelização da Família. Foi entregue um Plano para cada coordenação e párocos presentes, para serem lidos e refletidos junto aos Catequistas. Os coordenadores receberam também uma vela lembrando o ser LUZ como Discípulos e Servidores da Palavra de Deus junto aos grupos de catequizandos nas diversas comunidades.

Parte do tema refletido na Jornada sobre o Estudo do Evangelho segundo Lucas assessorado pelo Pe. Pedro Kramer.

1. Redator, tempo e lugar
Sobre a questão do redator do evangelho segundo Lucas e sobre o tempo e o lugar de sua origem pode-se discutir longamente. Na lista dos livros canônicos e inspirados por Deus do cristão Marcião, por volta do ano 150 da era cristã, constavam apenas o evangelho de Lucas e as cartas de Paulo. No Cânone Muratoriano, do ano 200, já havia uma lista de 22 dos 27 livros canônicos do Novo Testamento e o evangelho de Lucas estava presente nesta coleção. O redator desse evangelho é um companheiro de Paulo (Fm 24; Cl 4,14; 2Tm 4,11), um cristão da segunda geração e conhecedor da língua grega e da cultura helenista. Seus endereçados são provavelmente as comunidades fundadas por Paulo no império romano.
Os estudiosos do evangelho de Lucas pensam que este evangelho surgiu fora da Palestina, talvez em Antioquia da Síria ou na Acaia ou na Grécia, entre os anos 75 a 85. Como há alusões à destruição de Jerusalém (Lc 19,43ss; 21,20-24) no ano 70, por isso, o evangelho de Lucas deve ter surgido depois desta data. 

2. Composição
O evangelista Lucas é o único que nos conta como ele elaborou o seu evangelho (Lc 1,1-4). Destas indicações pode-se deduzir que o evangelho é um escrito feito em mutirão. Quando ele escreve que muitos já tentaram compor uma narração dos fatos que se cumpriram entre nós (v.1), ele provavelmente está se referindo ao evangelho segundo Marcos, escrito pelos anos 65-70, a fonte de palavras Q (a Logienquelle), elaborada pelos anos 50, o escrito apócrifo “As parábolas do evangelho de Tomé”, que foi escrito pelos anos 50, e outros. Lendo-se com atenção o evangelho de Lucas, pode-se perceber bem como o evangelista, para compor seu evangelho, usou suas fontes literárias, isto é, o evangelho de Marcos e a Logienquelle bem como o material próprio que só encontramos no evangelho de Lucas.
Eis o esquema:  Mc: Lc 3,1-6,19   8,4-9,50   18,15-24-12  Evang. de Lc    Lc 6,20-8,3        9,51-18,14    Mat. próprio: Lc 1-2; 7,11-17; 10,25-42; 15,1-32; 16,19-31; 19,1-10; 24,13-53.

3. Leitura Orante da Bíblia

            A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nas suas últimas reuniões anuais, vem insistindo sempre mais no conhecimento e no uso do método de leitura bíblica, chamada de “Leitura Orante da Bíblia”, ou em latim Lectio Divina.
            Este método de leitura pessoal ou em grupos da Palavra de Deus se compõe das respostas a quatro perguntas básicas, dirigidas ao texto bíblico:
1) Após a leitura lenta e atenta do texto bíblico, pergunta-se: “O que diz o texto em si mesmo”? A resposta a esta pergunta consiste no estudo e na compreensão exata do texto. O foco pode ser dirigido às personagens do texto e destacar o que elas dizem ou fazem e como elas se relacionam. Há conflitos entre elas? Que valores defendem?
2) A familiarização com o texto estudado, refletido e compreendido leva automaticamente à segunda pergunta básica: “O que o texto diz para mim ou para nós”? Aqui começa o maravilhoso diálogo entre o texto do passado com a situação presente.
3) Este diálogo entre o texto bíblico e a pessoa, faz brotar instintivamente a terceira pergunta básica: “O que o texto me faz dizer”? Esse é o nível da oração. O que o texto me faz dizer a Deus, talvez, em termos de louvor, de ação de graças, de pedidos de perdão, de pedidos de aumento da fé, da esperança e do amor.
4) O quarto momento da leitura e da reflexão bíblica é a contemplação. A pessoa agora se sente intensamente na presença de Deus e envolvida por ele. Ela, com Deus nos olhos, faz a quarta pergunta básica: “O que o texto me faz viver”? É o compromisso missionário que a pessoa assume para vivenciar, testemunhar e praticar a Palavra de Deus. É uma espécie de ‘ramalhete espiritual’ que a pessoa colhe para, com ele, iluminar os acontecimentos do dia e os afazeres da profissão.
4 Análise e interpretação de Lc 24,13-53
4.1 O que diz o texto em si mesmo?
4.2 O que diz para mim?
4.3 O que o texto me faz dizer?
4.4 O que o texto me faz viver?
Ir. Renata Biasibetti
    Coordenadora Diocesana ABC

Diocese de Bagé/RS

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