quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conhecer os interlocutores da catequese Criança de 04 a 06 anos

Acreditamos que o grande desafio que temos enfrentado nos últimos tempos, nos encontros de catequese, é o de conhecermos as pessoas a quem vamos transmitir uma mensagem, catequizar. A catequese tem cada vez mais ampliado os seus interlocutores, por isso, precisamos pensar em uma catequese do ventre materno à pessoa idosa. Precisamos superar a idéia de uma catequese apenas para as crianças com o objetivo do sacramento  somente (CR, n. 131)
 
A catequese deve ser compreendida como processo ou itinerário, caminho que uma pessoa percorre ao longo da sua vida, de sua história, “Tal processo procurará unir fé e vida; dimensão pessoal e dimensão comunitária; instrução doutrinária e educação integral; conversão a Deus e atuação transformadora da realidade; celebração dos mistérios e caminhada com o povo” (CR, n.29).
 
Para que uma pessoa, seja ela, criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso, possa amadurecer na fé, é preciso que o conteúdo, a mensagem catequética seja adaptada ao desenvolvimento psicológico em que a pessoa vive.
 
Apresentamos a seguir alguns indicativos do desenvolvimento na linha de pesquisa da psicologia do desenvolvimento e sugerimos algumas alternativas de ação para os catequistas.
 
As crianças fase dos 04 a 06 anos são ativas, é sempre bom explorar o máximo possível da sua energia saudável, lembrando que a criança ainda se cansa facilmente.
Têm pouco poder de concentração no desenvolvimento das atividades.

São curiosas, buscam conhecer as coisas, tudo o que está a sua volta, já tem um interesse aguçado para saber a origem das coisas, querem saber o porquê, mesmo tendo um vocabulário limitado gostam de conversar, por isso o catequista deve utilizar sempre uma linguagem simples.
 
Gostam de repetir histórias que ouviram ou criar histórias a partir do que viveram com os pais, responsáveis e também no encontro da catequese.

Ainda é fase da fantasia, gostam de "fazer de conta".

A música exerce influência em sua formação, pois gostam da música para dançar, exercitar-se, imitar os cantores.

Gostam de ser elogiadas em tudo o que fazem, lembre-se que a criança vive o momento de centrar-se em si, por isso, sempre irá chamar a atenção ao que está fazendo.

Por fim, o catequista deve explorar todas as atividades que sejam lúdicas: brincadeiras, teatro, correr, pular, dançar, fazer gestos através de músicas etc. A rotina é um grande risco para a evangelização, qualquer pessoa se cansa da mesmice, ainda mais as crianças que estão com intensa energia, por isso variar as atividades com constante freqüência, é um recurso metodológico que o catequista não pode deixar de fazer.

Pe Eduardo Calandro
Pe Jordélio Siles Ledo, css
 
 

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