domingo, 5 de maio de 2013

Catequese QUIETISTA, nos novos tempos... Vamos transformar, trabalhando!

"O otimismo é uma questão mais psicológica, uma posição perante a vida. Algumas pessoas vêem sempre o copo meio cheio, e outras, ao contrário, meio vazio. A esperança tem algo de passivo em sua base porque é um dom de Deus. Não se pode adquirir a virtude da esperança por si mesmo, ela tem que ser dada pelo Senhor. Algo diferente é como cada um a utiliza, como a administra, como a assume. Em nossa concepção, a esperança é uma das três virtudes teologais, junto com a fé e a caridade. Costumamos dar mais importância à fé e à caridade. Entretanto, é a esperança que nos estrutura todo o caminho. O perigo é se encantar com a trilha e perder de vista a meta, e outro perigo é o quietismo: ficar olhando o objetivo e não fazer nada no caminho. O cristianismo teve épocas de fortes movimentos quietistas, que iam contra o preceito de Deus, que diz que se deve transformar a terra, trabalhar." ( do livro Sobre o céu e a terra - Jorge Bergoglio e Abraham Skorka- Paulinas)




Lendo essas palavras de BERGOGLIO, quando ele era ainda arcebispo de Buenos Aires, pus-me a pensar em nossa catequese, nas mais diferentes realidades espalhadas por esse Brasil, e porque não dizer, por esse mundo. 

Como catequista atuante  na minha paróquia e  também através do blog e  redes sociais,  estou ciente da realidade da catequese,  de nossas famílias,  a maioria com uma fé superficial, infantil, descompromissada com o Reino de Deus. Enfim, retrato daquilo que temos escutado tanto ultimamente, famílias batizadas, não evangelizadas, não iniciadas devidamente na fé. E nós catequistas, em nosso fazer catequético, por mais que tentemos ser criativos, ousados, parece que estamos dando braçadas contra a maré. 


Algumas pessoas vêem sempre o copo meio cheio, e outras, ao contrário, meio vazio”. Amei isso, e posso dizer com certeza, que mesmo diante da real situação, quando o assunto é a evangelização(nova)/catequese/IVC, estou no grupo dos que veêm o copo meio cheio. Por outro lado, em muitos lugares, o que vemos, são catequistas desanimados, enfraquecidos,  desmotivados...

Sendo a esperança um dom de Deus, quando fomos escolhidos para essa missão, fomos agraciados por ele. O catequista vocacionado, jamais deve perder a esperança de transformar uma sociedade, através de um trabalho pensado, renovado, organizado, ousado. Talvez, o que nos falta, é sermos bons administradores dessa esperança. “Algo diferente é como cada um a utiliza, como a administra, como a assume”. 

ASSUMIR, esta é a palavra de ordem para cada um de nós. Olhar pra frente e conseguir enxergar, mesmo que distante, um novo horizonte. Não basta só enxergar, é preciso colocar-se à caminho. É a esperança que nos estrutura todo o caminho.” 

O perigo é se encantar com a trilha e perder de vista a meta, e outro perigo é o quietismo: ficar olhando o objetivo e não fazer nada no caminho. Nossa meta, nosso objetivo na catequese: FORMAR CRISTÃOS. 

“O preceito de Deus, que diz que se deve transformar a terra, trabalhar." Sendo assim, ficar de braços cruzados, numa catequese QUIETISTA, está contra o preceito e Deus: TRANSFORMAR, TRABALHANDO. Lembre-se, a esperança é o que nos move.

QUIETISMO nos novos tempos, infelizmente, ainda é o câncer em muitas dioceses, paróquias, bispos, párocos, catequistas, agentes de pastorais.

Imaculada Cintra 
Catequista 

4 comentários:

  1. Lendo este texto mexeu muito comigo o nosso PAPA FRANCISCO nos fala muito da humildade, mas tem muitas pessoas que ainda infelimente não pois empratica essa humildade que é assumir o seu trabalho como catequista, emfrentar as dificuldades em nossas Dioceses, paróquias,comunidades e em nossas Familias, mas comos cristãos verdadeiro de CRISTO temos que ir enfrente da nossa MISSÃO que é EVANGELIZAR a todos sem DISTINÇÃO...AMEM...

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  2. Parabéns, que juntos possamos elevar um prece ao Senhor, por todos os catequistas que enchergam "o copo meio cheio", mas que teêm que enfrentar padres e bispos que ainda pensam uma catequese "QUIETISTA"! Eliana Ferraz

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  3. Historicamente o "quietismo" foi um movimento de busca exagerada da experiência espiritual cujo horizonte era de um subjetivismo absoluto, alheio a qualquer compromisso com o mundo real. É um perigo que ainda pode atingir as comunidades. Daí a urgência de uma formação catequética integral, onde a experiência espiritual, na perspectiva do sonho de Jesus é viver o valores do Reino no coração do tempo e da cultura. Saber dialogar com o que é diferente. E promover a cultura da paz e da justiça. E não se esquecer que a laicidade é um dom para aqueles cujo carisma é viver a fé no coração da história.

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  4. Lendo seu texto sobre "quietismo" e procurando colocá-lo dentro do contexto da catequese de minha paróquia eu cheguei à conclusão de que por aqui nosso pároco não tem nada de 'quietista" Pelo contrário, ele demonstra bastante interesse pela nossa catequese. Um pouco incompreensivo às vezes, pq cobra mas a realidade de quem está frente à catequese é diferente do que pensam os padres. É preciso sentir na pele como funcionam nossas famílias mal iniciadas na fé como vc mesma disse. Mas , levamos a ele as dificuldades e ele procura resolvê-las. Nos orienta e cobra bastante os pais na participação da vida catequética de seus filhos. Quanto aos catequistas, é claro que há aqueles pouco interessados , que mal preparam os encontros e ficam se envolvendo em atritos com os pais, em vez de procurar ver onde está a dificuldade e como saná-la. Mas, o que falta mesmo é formação e conhecimento de como conduzir um encontro catequético. Muitos tem boa vontade , mas se perdem Ficam presos à manuais e tornam os encontros cansativos . Ficam preocupados se vai dar tempo de terminar o tal "manual", se fulano já está mais adiantado que seu grupo, e etc... Eu considero que "o manual" é muito útil sim, mas como um apoio e não como uma regra rígida. Tudo depende de como caminha cada grupo. Da vivência e experiência de cada um deles. Cada grupo é uma realidade e como tal deve ser trabalhada. Estou com vc: Fora quietismo! Vamos transformar trabalhando!

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