segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Renúncia de Bento XVI


Depois de sete anos ocupando a cadeira papal, atuando como administrador pontifício e sendo ponto de unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papa Bento XVI, de forma livre e consciente, anuncia sua renúncia ao cargo a ele confiado. Foi decisão com coragem e preocupado com a efetiva missão da Igreja no mundo, que não pode ser prejudicada por causa de sua impossibilidade física, sua saúde e sua idade avançada.

Não diria que fomos pegos de surpresa, porque isto pode ocorrer com qualquer autoridade. No caso de Bento XVI, de identidade alemã, intelectual e muito coerente em suas ações, uma decisão desta não é novidade. Aliás, já aconteceram outras renúncias na história dos papas. A última foi do papa Celestino V, na data de 13 de dezembro de 1294, tendo como causa sua humildade e saúde.

Agora os trâmites serão normais. Ficando vaga a sede de Pedro, depois de 28 de fevereiro próximo, os Cardeais vão se reunir em Conclave para eleger o sucessor de Bento XVI. Da nossa parte fica a expectativa da escolha de alguém com capacidade para dar os passos necessários que a Igreja precisa. Por isto devemos estar em atitude de oração, de súplica a Deus para que a escolha seja eficaz.

A grande preocupação que temos é em relação à Jornada Mundial da Juventude, em julho próximo, no Brasil, mas há tempo suficiente para a escolha do novo papa que, com certeza, estará cumprindo essa agenda histórica realizada pelos últimos papas em relação aos jovens. Portanto, não devemos desanimar nos trabalhos de preparação da juventude em direção à Jornada no Rio de Janeiro.

As mudanças são sempre positivas para a vida da Igreja. Elas causam, no primeiro momento, espanto, dificuldades, crises, mas geram vida nova e novo dinamismo. As pessoas são diferentes e têm modos de agir próprios, proporcionando enfrentamentos com novas iniciativas. Bento XVI, certamente, pensou nisto ao anunciar sua renúncia. Teve em vista o bem da Igreja, que não poderia ser dificultado por causa de suas deficiências.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

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