quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

5º. Domingo do Tempo Comum – Ano C O encontro decisivo


É interessante imaginar como tudo acontecia no tempo em que Jesus passava pelas terras da Palestina, como as pessoas se encantavam com a fama de um jovem pregador... Jesus realmente encantava o povo e de algum modo despertou o interesse dos pescadores do lago de Genesaré: seu olhar, suas palavras, suas atitudes eram diferentes e provocavam sentimentos e sonhos...

Simão Pedro, bem como os outros pescadores, já conhecia Jesus, mas não com profundidade. Teve uma experiência profunda e decisiva de alguém que transformou a sua vida. Contudo, não sabia quem realmente era Jesus, qual a sua real proposta, que caminhos deveria enfrentar e qual seria o seu fim. Somente sabia que aquele homem mudou a sua vida e que não poderia deixar de segui-lo – algo tão profundo acabava de acontecer que deixava o passado sem importância. Então, o Simão pescador se transformou em pescador de homens.

A narrativa revela um pedido desconcertante. Os pescadores já tinham tentado apanhar peixes a noite toda, mas aceitaram jogar as redes por atenção ao pedido de Jesus. Os apóstolos perceberam a inutilidade de seu trabalho. Precisavam confiar mais na graça de Deus do que na inutilidade de seus esforços. Depois de uma fantástica pesca milagrosa, Simão se reconheceu como pecador, reconheceu a sua pequenez diante da grandeza de Deus. As palavras do Mestre de Nazaré são decisivas: “Não temas, doravante serás pescador de homens.” (Lc 5,10b). E o texto ainda acrescenta que deixaram tudo e seguiram Jesus.

Todos nós precisamos da mesma experiência de Simão e dos apóstolos. Precisamos de uma experiência fundante, de um encontro com o Senhor, de uma experiência de conversão, de um novo sentido para a vida, uma experiência de amor. Corre-se o risco de vivermos o seguimento sem levar em consideração a experiência decisiva do primeiro amor.

Quando somos arrebatados pela presença amorosa de Jesus, não há outro caminho senão perceber a nossa fraqueza. Isaías já tinha percebido que era um homem de lábios impuros, São Paulo que não era merecedor de muita coisa, São Pedro que era, de fato, um pecador... O toque amoroso de Deus faz com que sintamos a nossa pequenez e que percebamos que o mais importante é o poder da graça de Deus: “É pela graça de Deus que sou o que sou” (1Cor 15,10). Se nos abrimos para o amor de Deus que chama, nossa vida será redimida e vocacionada, a graça não será estéril.

Você pode encontrar o mesmo Jesus do Mar da Galiléia, pode avançar para águas mais profundas mesmo que pareça sem sentido, pode reconhecer-se pecador diante da grandeza do amor de Deus, pode escutar a mesma voz do Senhor dizendo vem! Encontro, disponibilidade, perdão, chamado... Cada uma destas palavras fazem sentido em nossa existência.

Algumas perguntas... Quando você encontrou o Senhor? Precisa reencontrá-lo? Precisa avançar para águas mais profundas? O que denuncia sua pequenez diante da grandeza do Senhor? Que redes precisa deixar para trás?

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