quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos: A Nova Evangelização para a transmissão da fé - (Parte 4)


PROPOSIÇÃO 13: AS PROVOCAÇÕES (DESAFIOS) DA NOSSA ÉPOCA

A proclamação da boa nova nos diferentes contextos do mundo – marcado pelos processos de globalização e secularização – apresentam diversos desafios à Igreja: às vezes é uma perseguição religiosa absoluta, em outros momentos uma indiferença generalizada, ingerência, restrição e inibição. O Evangelho nos oferece uma visão da vida e do mundo que não pode ser imposta, mas só proposta, como a boa notícia do amor gratuito de Deus e da paz. A mensagem da verdade e da beleza pode ajudar as pessoas a superar a solidão e a falta de sentido frequentemente suscitadas pelas condições da sociedade pós-moderna.
Portanto, os crentes devem se esforçar por mostrar ao mundo o esplendor de uma humanidade baseada no mistério de Cristo. A religiosidade popular é importante, mas não suficiente; é necessário um pouco mais para ajudar a reconhecer o dever de anunciar ao mundo a razão da esperança cristã aos católicos afastados da Igreja, aos que não seguem Cristo, aos que seguem seitas ou experimentam diferentes tipos de espiritualidades.

PROPOSIÇÃO 25: CENÁRIOS URBANOS DA NOVA EVANGELIZAÇÃO
A Igreja reconhece que as cidades humanas e a cultura que produzem, assim como as transformações que provocam, são lugar privilegiado da nova evangelização. Entendendo que ela mesma está a serviço do plano salvífico de Deus, a Igreja reconhece que a “cidade santa, a nova Jerusalém” (cf Ap 21, 2-4) já está presente de certo modo nas realidades humanas. Colocando em prática um plano pastoral urbano, a Igreja quer identificar e compreender essas experiências, linguagens e estilos de vida, que são típicas das sociedades urbanas. Ela tem a intenção de fazer com que suas celebrações litúrgicas, suas experiências de vida comunitária, e seu exercício da caridade sejam pertinentes ao contexto urbano, com a finalidade de encarnar o Evangelho na vida de todos os cidadãos.
A Igreja também sabe que em muitas cidades se constata a ausência de Deus, nos constantes ataques à dignidade humana. Entre eles: a violência relacionada com o narcotráfico, a corrupção de todo tipo e muitos outros crimes. Estamos convencidos de que o anúncio do Evangelho pode ser a base para restabelecer a dignidade da vida humana nesses contextos urbanos. É o Evangelho de Jesus que “veio para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 10, 10),
PROPOSIÇÃO 36: A DIMENSÃO ESPIRITUAL DA NOVA EVANGELIZAÇÃO
O agente principal da evangelização é o Espírito Santo que abre os corações e os converte para Deus. A experiência do encontro com o Senhor Jesus, que foi possível pelo Espírito, que introduz a pessoa na vida trinitária, acolhida em espírito de adoração, súplica e louvor, deve ser fundamental para os aspectos da NE.  É dimensão contemplativa da NE que se alimenta continuamente através da oração, a partir da liturgia, especialmente da Eucaristia, fonte e cume da vida da Igreja.
Portanto, propomos que a oração seja ensinada e praticada desde a infância. As crianças e jovens devem ser educados na família e nas escolas para conhecer a presença de Deus em suas vidas, para louvá-Lo, agradecê-Lo pelos dons dEle recebidos e pedir que o Espírito Santo os guie.
PROPOSIÇÃO 45: O PAPEL DOS FIEIS LEIGOS NA NOVA EVANGELIZAÇÃO
A vocação e a missão própria dos fies leigos é a transformação das estruturas terrenas, para que todo o comportamento e as atividades sejam impregnados pelo Evangelho. Esse é o motivo pelo qual é tão importante guiar os leigos cristãos em direção do conhecimento íntimo de Cristo, a fim de formar sua consciência moral através de sua vida em Cristo. O Concilio Vaticano II aponta quatro aspectos principais da missão dos batizados: o testemunho de sua vida, as obras de caridade e de misericórdia, a renovação da ordem temporal e a evangelização explícita (cf. LG, AA). Assim, serão capazes de dar testemunho de uma vida verdadeiramente coerente com a própria fé cristã, individualmente e como comunidade.
Os leigos cooperam na obra evangelizadora da Igreja, como testemunhas e ao mesmo tempo como instrumentos vivos da sua missão salvífica que condividem (cf. AG 41). Por isso, a Igreja aprecia os dons que o Espírito distribui a todos os batizados para a construção do corpo (de Cristo) e deveria proporcionar um encorajamento adequado e preparação para favorecer seu zelo apostólico na transmissão da fé.

PROPOSIÇÃO 46: A COOPERAÇÃO DO HOMEM E DA  MULHER NA IGREJA
A Igreja aprecia a igual dignidade das mulheres e dos homens na sociedade, feito à imagem de Deus e na Igreja, e em base à sua vocação comum como batizados em Cristo. Os pastores da Igreja reconhecem as capacidades especiais das mulheres, tais como a atenção aos outros e seus dons de prover o alimento e de compaixão, sobretudo em sua vocação de mãe.
As mulheres junto com os homens dão testemunho do Evangelho da vida através de sua dedicação à transmissão da vida na família. Juntos ajudam a manter viva a fé. O Sínodo reconhece que hoje em dia, as mulheres (leigas e religiosas), junto com os homens contribuem para a reflexão teológica em todos os níveis e compartilham responsabilidades pastorais com novas formas; com isso levam adiante a evangelização para a transmissão da fé.

PROPOSIÇÃO 54: O DIÁLOGO ENTRE CIÊNCIA E FÉ

O diálogo entre a ciência e a fé é um campo vital na Nova Evangelização. Por um lado, esse diálogo requer a abertura da razão ao mistério que a transcende e a consciência dos limites fundamentais do conhecimento científico. Por outro lado, também se requer uma fé aberta à razão e aos resultados da pesquisa científica.

PROPOSIÇÃO 55: O ÁTRIO DOS GENTIOS

As comunidades eclesiais abrem uma espécie de pátio dos gentios onde os crentes e não crentes possam dialogar sobre temas fundamentais: os grandes valores da ética, a arte, a ciência, a busca do transcendente. Esse diálogo se dirige em particular “àqueles para os quais a religião é algo de estranho, para quem Deus é desconhecido e que, contudo, não querem permanecer simplesmente sem Deus, sem aproximar-se dEle, ainda que como a um Desconhecido” (Bento XVI, Discurso aos membros da Cúria Romana em 21 de dezembro de 2009). De maneira particular, as instituições educativas católicas poderiam promover um diálogo, que nunca se separa do “primeiro anúncio”

PROPOSIÇÃO 57: A FÉ CRISTÃ QUE DEVE SER TRANSMITIDA

"Sereis minhas testemunhas" (At. 1, 8). Desde o princípio, a Igreja entendeu sua responsabilidade de transmitir a Boa Nova. A tarefa da nova evangelização, segundo a tradição apostólica, é a transmissão da fé. O Concílio Vaticano II nos recorda que essa tarefa é um processo complexo que implica a fé e a vida de todo o cristão.
Essa fé não pode ser transmitida numa vida sem sentido, mas através de uma vida modelada no Evangelho e na verdade. Por isso, a NE para a transmissão da fé cristã convoca todos os crentes para renovar sua fé e seu encontro pessoal com Jesus na Igreja, para aprofundar a compreensão da verdade da fé e da alegria de partilhá-la com os irmãos.

Pe. Luiz Alves de Lima, sdb – participante do Sínodo

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