quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos: A Nova Evangelização para a transmissão da fé - (Parte 3)


A P Ê N D I C E: ALGUNS TEXTOS  (tradução não oficial e às vezes imperfeita...)

Texto da Mensagem nº 7. Evangelização e Família
Desde a primeira evangelização a transmissão da fé na sucessão das gerações encontrou um lugar natural na família. Nela - com um papel muito especial desempenhado pelas mulheres, mas com isto não pretendemos diminuir a figura paterna e a sua responsabilidade - os sinais da fé, a comunicação das primeiras verdades, a educação para a oração, o testemunho dos frutos do amor foram inseridos na existência das crianças e dos jovens, no contexto da solicitude que cada família dedica ao crescimento dos seus filhos. Mesmo se na diversidade das situações geográficas, culturais e sociais, todos os Bispos no Sínodo reconfirmaram este papel essencial da família na transmissão da fé. Não se pode pensar numa nova evangelização, sem uma responsabilidade específica em relação ao anúncio do Evangelho às famílias e sem lhes dar apoio na tarefa educativa. Não escondemos o fato de que hoje a família, que se constitui no matrimônio de um homem e de uma mulher, que os torna «uma só carne» (Mt 19, 6) aberta à vida, é atravessada em toda a parte por fatores de crise, circundada por modelos de vida que a penalizam, descuidada pelas políticas daquela sociedade da qual é contudo a célula fundamental, nem sempre respeitada nos seus ritmos nem apoiada nos seus compromissos pelas próprias comunidades  eclesiais. Mas precisamente isto nos estimula a dizer que devemos ter uma solicitude particular pela família e pela sua missão na sociedade e na Igreja, desenvolvendo recursos de acompanhamento antes e depois do matrimônio. Desejamos expressar também a nossa gratidão aos muitos esposos e famílias cristãs que, com o seu testemunho, mostram ao mundo uma experiência de comunhão e de serviço que é semente de uma sociedade mais fraterna e pacificada. O nosso pensamento dirigiu-se também às situações familiares e de convivência nas quais não se reflete aquela imagem de unidade e de amor para toda a vida que o Senhor nos ensinou. Há casais que convivem sem o vínculo sacramental do matrimônio; multiplicam-se situações familiares irregulares construídas depois da falência de precedentes matrimônios: vicissitudes dolorosas nas quais sofre também a educação dos filhos na fé. A todos eles queremos dizer que o amor do Senhor nunca abandona ninguém, que também a Igreja os ama e é casa acolhedora para todos, que eles permanecem membros da Igreja mesmo se não podem receber a absolvição sacramental e a Eucaristia. As comunidades católicas sejam acolhedoras em relação a quantos vivem tais situações e amparem caminhos de conversão e de reconciliação. A vida familiar é o primeiro lugar no qual o Evangelho se encontra com o dia-a-dia da vida e mostra a sua capacidade de transfigurar as condições fundamentais da existência no horizonte do amor. Mas é importante também para o testemunho da Igreja mostrar como esta vida no tempo tem um cumprimento que vai além da história dos homens e alcança a comunhão eterna com Deus. À mulher samaritana Jesus não se apresenta simplesmente como aquele que dá a vida, mas como aquele que dá a «vida eterna» (Jo 4, 14). O dom de Deus, que a fé torna presente, não é simplesmente a promessa de condições melhores neste mundo, mas o anúncio que o sentido último da nossa vida está além deste mundo, naquela comunhão plena com Deus que esperamos no fim dos tempos (segue texto sobre Vida Consagrada.
TEXTO DE ALGUMAS PROPOSIÇÕES:
PROPOSIÇÃO 8: TESTEMUNHAR NUM MUNDO SECULARIZADO
Somos cristãos vivendo num mundo secularizado. Embora o mundo seja e continue sendo criação de Deus, a secularização tomou conta da cultura humana. Como cristãos, não podemos ficar indiferentes ao processo de secularização. Estamos de fato numa situação semelhante à dos primeiros cristãos e como eles devemos considerá-la ao mesmo tempo como um desafio e uma oportunidade. Vivemos no mundo, mas não somos do mundo (cf Jo 15,19; 17,11.16). O mundo é criação de Deus e manifesta seu amor. Em Jesus e por meio Dele, recebemos a salvação de Deus e somos capazes de nos dar conta do progresso da criação. Jesus nos abre as portas para nos renovar, podemos, sem temor, abraçar as chagas da Igreja e do mundo (cf Bento XVI).
No tempo presente, que apresenta aspectos mais difíceis de entender que no passado, somos como  o “pequeno rebanho” (Lc 12,32) damos testemunho da mensagem evangélica da salvação e somos chamados a ser sal e luz de um novo mundo (cf Mt 5,13-16).

PROPOSIÇÃO 9: NOVA EVANGELIZAÇÃO E PRIMEIRO ANÚNCIO

A base do primeiro anúncio, aspecto querigmático da Boa Nova, é o anúncio proeminente e explícito da salvação. “Transmiti-vos em primeiro lugar aquilo que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras; foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas e depois aos doze” (1Co 15,3-5)
No “primeiro anúncio”, a mensagem do mistério pascal de Jesus Cristo, o “querigma”, proclamado com toda força espiritual deve levar ao arrependimento do pecado, à conversão do coração e à decisão de crer. Verifica-se então uma  continuidade entre a primeira proclamação e a catequese, em que se faz a instrução sobre o depósito da fé.
Consideramos necessário que o plano pastoral preveja o primeiro anúncio, de iniciação ao encontro vivo com Jesus Cristo. E que contenha igualmente os elementos do processo catequético, indicando como se inserem na vida das comunidades paroquiais.
Os padres sinodais propõem que se estabeleçam por escrito as linhas mestras do querigma, incluindo:
- o ensino sistemático do querigma na Escritura e na Tradição da Igreja Católica;
- os ensinamentos e escritos dos santos missionários e mártires de nossa história católica e que nos assistem nos desafios pastorais de nossos dias;
       - características e orientações para a formação dos evangelizadores católicos nos dias de hoje.

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