segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos: A Nova Evangelização para a transmissão da fé - (Parte 1)

Com a colaboração do Pe. Luiz Alves de Lima iniciamos hoje a publicação de uma série de quatro artigos que falará da A Nova Evangelização para a transmissão da fé material esse trabalhado no Sínodo dos Bispos de 2012.

A Nova Evangelização para a transmissão da fé

Origem antiga da palavra SínodoSyn-hodos [sun+odós] significa: caminhar juntos, reunião, assembléia. Modernamente o Sínodo dos Bispos nasceu em 1965 para manter vivo o espírito do Vaticano II e ser instrumento da Colegialidade Episcopal (cada bispo tem responsabilidade também de toda a Igreja; por outro lado, é um modo de os bispos colaborarem no governo de toda a Igreja, junto com o Papa).

Os Padres Sinodais eram: 167 delegados das Conferências Episcopais da Igreja Católica Romana; 18 delegados das Igrejas Católicas Orientais;  10 eleitos pela União dos Superiores Gerais ; 26  Prefeitos da Cúria Romana; 40 eleitos pelo Papa (Beni, Santoro, Pres. e Secr. CELAM... Opus, Schoenstadt, Communione e Liberaz...).  Total: 261 com voz e voto (presença média de 255). Brasil: Odilo Scherer, Leonardo U. Steiner, Sérgio Rocha, Geraldo Lyrio, B. Beni + Braz Avis e Dionísio Lachovicz (paranaense, rito grego-católico-ucraniano). Outros participantes: 45 peritos, consultores (6 leigos, 3 leigas, 8 religiosas ,  2 religiosos, 28 sacerdotes diocesanos e religiosos) e 40 ouvintes  (Bruscato, Ivone, Guzman, Ari, Kiko, Flores, Marc, Pierick, Simón, Voce, Miano, Spinelli...); 2 Chefes de Igrejas não católicas:  Bartolomeu (Constantinopla) e Rowan Douglas Williams (Inglaterra) + 14 delegados fraternos e convidados especiais (entre eles Ir. Alois, que preside Taizé). TOTAL: 431 PARTICIPANTES.

Como o Sínodo vê a situação do mundo hoje quanto à Evangelização1) As transformações socioculturais do mundo de hoje colocam em cheque a força evangelizadora da Igreja; avanço do secularismo (tsunami)... fenômeno europeu, mas também americano  2) Clima de latente oposição ao cristianismo: imposição de modelo de vida sem a presença da dimensão religiosa... 3) perseguições a cristãos que vivem em ambiente mulçumano; 4) Há, por parte da Igreja institucional, grande preocupação em realizar sua missão evangelizadora; 5) Por toda parte surgem grupos de cristãos que buscam novas formas de evangelização.

TEMA do Sínodo: “Nova Evangelização para a transmissão da fé”. É Nova por que: 1) se refere aos já evangelizados afastados (pessoas e povos); 2) se refere aos cristãos já evangelizados (evangelização interna da Igreja): conversão, reforço e firmeza da fé fiducial (encontro pessoal com J. Cristo), TESTEMUNHO pessoal e comunitário; e 3) Anunciar o evangelho aos povos não cristãos: ad gentes.

2 Documentos do Sínodo: MENSAGEM (com 14 §§, elaborada por uma comissão, discutida e aprovada em plenário) 58 PROPOSIÇÕES (surgidas das intervenções em plenário durante a primeira semana em torno do Instrumento de Trabalho, das discussões nos grupos menores sintetizadas em 58 e depois aprovadas em assembleia). São entregues ao Papa para futura exortação apostólica. Além desses dois documentos, o Papa, e seus assessores, levam em conta os mais de 400 discursos ao longo do Sínodo, o Instrumento de Trabalho, os Lineamenta, e os 4 grandes relatórios feitos durante o sínodo.

Foi muito forte, durante o Sínodo, a presença do documento de Aparecida; inclusive algumas expressões próprias do documento de Aparecida, passaram para as PROPOSIÇÕES do Sínodo.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DO SÍNODO: 1) Vivência mais profunda, mais autêntica e transparente da Fé dos cristãos; testemunho vital de fé, Ano da Fé; 2) Primeiro Anúncio: Querigma e consequente processo  de iniciação cristã. 3) Sacramentos da Iniciação Cristã para os já batizados: sua importância e renovação (inversão entre crisma e eucaristia!); 4) O encontro pessoal com Jesus Cristo na Igreja (Proposição 3): “Antes de falar a respeito das formas que essa NE deve assumir na Igreja, sentimos necessidade de exprimir a convicção profunda de que tudo, na fé, se decide na relação que se cria com a pessoa de Cristo, que vem ao nosso encontro. A NE consiste em propor de novo e sem cessar, ao coração e à mente, quase sempre distraídos e confusos, dos homens e mulheres de nosso tempo, a começar por nós mesmos, a beleza e a novidade perene do encontro de Cristo conosco. Convidamo-los todos a contemplar a face do Senhor Jesus Cristo, a mergulhar no mistério de sua existência, dada inteiramente por nós, até a cruz, reconfirmada como dom do Pai na sua ressurreição e que nos foi comunicada pelo Espírito. Na pessoa de Jesus se revela o mistério do amor de Deus Pai por toda a família humana, que Ele não quis deixar à deriva na sua impossível autonomia, mas a acolheu num renovado pacto de amor.

A Igreja é o espaço que Cristo oferece na história onde Ele pode ser encontrado, pois lhe confiou sua Palavra, o batismo, que nos torna filhos de Deus, seu Corpo e seu Sangue, a graça do perdão do pecado, em particular no sacramento da Reconciliação, a experiência de uma comunhão que é reflexo do mistério da Santíssima Trindade e finalmente a força do Espírito, que gera o amor para com todos.

Mas é preciso, na comunidade dos que O acolhem, que todos os marginalizados nela encontrem sua casa e façam uma experiência concreta de comunhão, na força ardente do amor – “Vejam como se amam!” (Tertuliano) – atraindo os olhares desencantados da humanidade contemporânea.

A beleza da fé deve brilhar, em particular na ação litúrgica, a começar pela Eucaristia do domingo.  Justamente nas celebrações litúrgicas é que a Igreja se manifesta como obra de Deus, tornando visível, em palavras e gestos, a significação do Evangelho.

Compete-nos hoje tornar acessível a experiência de Igreja, multiplicar os poços para os quais os homens e mulheres possam ser convidados para encontrar Jesus, oferecer-lhes oásis no deserto da vida. Esta a responsabilidade das comunidades cristãs e de cada discípulo do Senhor, a quem é confiado um testemunho pessoal insubstituível, para que o Evangelho possa alcançar a vida de todos, o que exige de todos, uma vida santa.”

Pe. Luiz Alves de Lima, sdb – participante do Sínodo

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