quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Batismo do Senhor – C


Jesus não necessitava do Batismo de João Batista. Ele aceitou o Batismo para se tornar solidário aos pecadores. Mesmo sem pecado, Jesus desejou estar no meio dos pecadores. O Senhor quis descer para resgatar a todos, pois o caminho da salvação é o rebaixamento que torna possível encontrar o caído onde ele está. Jesus percebeu que algo precioso na pregação de João: todos eram admitidos para o Batismo no Jordão, independente de sua classe, sexo ou posição. Bastava se arrepender e mudar de vida. Para ser solidário a este povo excluído da religião judaica (pobres, mulheres, publicanos...), Jesus aceitou o sinal de João.

Além disso, o Batismo de Jesus manifesta o Espírito e marca o início de sua missão. A ação do Espírito faz dele o ungido do Pai: é o Cristo (=Messias, ungido, enviado), aquele que recebeu a missão de entregar-se pela humanidade. “Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito e com poder. Ele andou por toda a parte fazendo o bem e curando...” (At 10,38).

Todos os evangelhos sinóticos narram o Batismo de Jesus. A marca do Evangelista Lucas é a descida do Espírito Santo sobre o Senhor, quando o mesmo se encontra em oração. A vida de Jesus é toda conduzida pelo Espírito Santo. Mas é na intimidade, na sua relação com o Pai, em sua vida de oração, que o Jesus descobre os caminhos que deve trilhar. Sua vida é movida a partir da intimidade com o Pai, na unidade com o Espírito.

A festa deste dia nos traz importantes lições. Como Jesus, somos convidados a solidariedade com os sofredores. É necessário ter verdadeira compaixão, ou seja, sofrer com aquele que sofre.
Além disso, somos batizados no Espírito, que orienta, suscita e fortalece. Este mesmo Espírito nos faz cristãos (=ungidos, enviados). Este Espírito nos move na medida em que nos abrimos. Tal abertura se dá quando estamos dispostos a fazer a vontade do Pai, e a vontade do Pai é revelada e fixada em nosso coração pela oração. Seguindo o exemplo de Jesus, não rezaremos como interesseiros que desejam um Deus escravo de nossos desejos, mas para descobrir a vontade do Pai e para se abrir à ação do Espírito. Como batizados, deveremos curar as doenças, ser luz, testemunhar o amor de Deus...

O Batismo nos mergulhou no mistério trinitário. Fez-nos participantes do mistério Pascal de Cristo. Estamos neste mundo para viver como filhos amados em Cristo, e animados pelo Espírito do Senhor. Pelo Batismo, as mortes são geradoras da vida, quando cada sofrimento é visto na dinâmica da Páscoa.

Pe. Roberto Nentwig

Um comentário:

  1. Pe Roberto,
    Paz e Luz!

    Agradeço imensamente suas homilias. Inúmeras vezes tem me ajudado nas reflexões da Palavra das celebrações as quais presido em minha Paróquia [...] Neste momento estou coordenando as 6ª e 7ª Trumas do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Pedagogia Catequética pela PUC-GO e Diocese de Goiás na Cidade de Goiás-GO.

    Abraços fraternos!

    Prof.Ms.Valdivino José Ferreira
    Diocese de Goiás

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