quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sagrada Família, Jesus Maria e José – A



Consideremos que a Sagrada Família não foi isenta de muitos dos dramas que qualquer família enfrenta. Mais do que simplesmente idealizar a vida de Jesus, Maria e José, a festa de hoje nos leva a fazer uma reflexão sincera sobre a família.

A primeira leitura nos ensina a viver o respeito aos pais: “Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida” (Eclo 3,4-5.14-15). Hoje vemos o egoísmo invadir as relações. Os mais velhos, bem considerados por sua sabedoria nas sociedades orientais, são vistos no Ocidente, em muitos casos, como pesos, como pedras que precisam ser jogadas fora. A Palavra de Deus exorta aos filhos, para que respeitem e cuidem de seus pais, independente de qualquer coisa.

A segunda leitura nos fala de “esposas solícitas” e de maridos convidados a “amar suas esposas” (cf. Cl 3,18-19). As relações homem-mulher não podem ser baseadas na submissão, quando um dos cônjuges sofre calado as arbitrariedades do parceiro. Também se mostra ultrapassado o conceito de complementariedade. Devem ser construídas na reciprocidade: diálogo e compreensão da individualidade de cada um; contribuição mútua para a felicidade de ambos.

O Evangelho nos fala da conhecida fuga no Egito. Os pais de Jesus, que já haviam enfrentado tantos dramas para ter o seu filho, devem agora abandonar às pressas a cidade de Belém e fugir do rei Herodes. Este fato revela que o projeto de Deus se realiza na luta contra o mal: o mal sempre é uma presença marcante, e nós sofreremos as suas consequências, como a família do Menino Deus. Certamente, em nossa vida há muitos casos em que o mal parece reinar. Então resta-nos confiar, não sem a luta, tendo a certeza de que Deus conduz a história mesmo diante dos limites do pecado que leva ao ódio e à morte.

Pe Roberto Nentwig

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal de Jesus


A noite de Natal nos faz contemplar a manjedoura de Jesus Menino: “encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12). Celebrar o Natal, portanto, é perceber a ação quenótica de Deus que se revela na pobreza. Os anjos não glorificam um menino no seu trono glorioso, mas um menino pobre no meio dos animais. Na singeleza de Deus, podemos tocá-lo. “Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o Deus que faltava. Ele é o humano que é natural. Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é o Menino Jesus verdadeiro” (Fernando Pessoa).

Por seu rebaixamento, Ele se deixa revelar. “O Verbo se fez carne...” (Jo 1,14). Agora a voz de Deus é uma voz humana, Deus tem carne humana, rosto humano, jeito humano... Agora, sim, sabemos quem é Deus. “A Palavra eterna fez-se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez-se criança para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz; agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré” (Verbum Domini 12).

Ao contemplá-lo, nossa vida é tocada. A encarnação não se resume a imagem poética de Jesus com seus pais terrestres, pois a graça se manifestou no trazendo a salvação (Tt 2,11). Agora somos filhos de Deus, pois nascemos de Deus (Jo 1,12-13). Não há lugar para o ódio e para o rancor. Que o Natal nos ajude a interiorizar a graça da salvação, trazendo-nos a paz e a consciência de que devemos viver todos como irmãos... 

Pe Roberto Nenwing 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mudança de Ano


O último domingo de 2013, na liturgia católica, é dedicado à instituição familiar. A família é indicada como base fundamental para a sociedade. Até dizemos que “se a família vai mal, não será diferente com a sociedade”. Perdendo os valores familiares, caímos numa situação crônica de vulnerabilidade e insegurança.
Conservar valores significa ser feliz por amar o Senhor e andar em seus caminhos. É o que aconteceu com a Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, apresentados como “família modelo”. Ali identificamos valores que são desprezados nos dias de hoje. Citando alguns dizemos da obediência, do respeito, da fidelidade aos compromissos assumidos e a defesa da vida até às ultimas consequências.

Estamos terminando 2013 com créditos positivos em muitas áreas da atualidade. Na esfera do mundo católico deparamos com a renúncia do Papa Bento XVI e a eleição do argentino Jorge Mario Bergoglio. Com Francisco, simples, humilde e corajoso, as expectativas da humanidade se refazem dentro de um clima de grandes expectativas de um mundo melhor e feliz.

O ano que termina foi marcado também por muitas práticas de violência, de desrespeito à vida humana, de muitos assassinatos, inúmeros acidentes fatais no trânsito etc. Foi ano de “mensalões” sendo colocados na cadeia, de gastos exorbitantes em estádios de futebol e em estradas tendo em vista a Copa do Mundo e as Olimpíadas. 

O Brasil deveria ser encarado como uma grande família, com um povo de sentimentos cristãos e que teve a marca de fé desde sua origem. Tem uma riqueza de diversidade, de cultura, de história, mas com incapacidade para harmonizar todas as diferenças nos diversos setores da sociedade. Ressaltamos o belo progresso tecnológico, mas incapaz ainda de atender às necessidades das pessoas mais sofridas.

Agora é olhar para o próximo ano e projetar situações novas, realidades apoiadas nos sentimentos de bondade, humildade, paciência e perdão, entendidos como características próprias da vida familiar. A marca principal de 2014 deverá ser a esperança, a certeza da possibilidade de uma sociedade cada vez melhor e de vida digna para todos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Pe Elison Silva lança DVD para formação de catequistas



Com o objetivo de intensificar os trabalhos da Animação Bíblico Catequética  Pe Elison Silva, lançou no dia 17 de dezembro em Maceió-AL, o seu primeiro DVD "Jesus, modelo de catequista" é a primeira vídeo-aula de uma coletânea que objetiva dar subsídios para a formação permanente de catequistas, atendendo um apelo e suprindo uma necessidade da Igreja dos nossos dias. Pautado no modelo de ação catequética de Jesus, Padre Elison Silva, que é especialista em Pedagogia Catequética, faz uma análise de três encontros protagonizados, em passagens do Evangelho, por aquele que é o Mestre dos catequistas. 

Durante o lançamento foi passado um vídeo com depoimentos de pessoas importantes: Imaculada Cintra representando todos os Catequistas do Brasil, Pe. Décio Walker, Assessor Nacional da Animação Bíblico Catequética CNBB, Pe Luiz Alves de Lima membro da Sociedade Lantino Americana de Catequetas e membro da Sociedade Brasileira de Catequetas, Dom Muniz Fernandes, Arcebispo da Arquidiocese de Maceió, Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró e Referencial para Animação Bíblico Catequética do Regional Nordeste 2 da CNBB, Dom Genival Saraiva, Bispo de Palmares e Presidente do Regional Nordeste 2 CNBB e de dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba e membro da Comissão Episcopal para Animação Bíblico Catequética CNBB.  Veja o vídeo AQUI.


Depois do lançamento Pe Elison todos os convidados participaram de coquetel e sessão de autográfos.
Atuação
Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequética da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.
O DVD já está a venda nos seguintes locais:
Lojas Paráclito
Maceió-AL
Rua do Livramento (ao lado da Igreja do Livramento)
Telefone (82) 3326-0202

Aracaju-SE
Rua Laranjeiras, 540, Centro. 
Telefone (79) 3214-0484.

E também pela assessoria do Padre Elison Silva:
Email: padreelisonsilva@hotmail.com 
Telefone: 55 82 9976-7135.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Homilia do 4º. Domingo do Advento – Ano A


A nossa história é um encontro entre a ação de Deus e a ação humana. Deus quer vir ao encontro do ser humano, quer realizar a profecia ouvida por Acaz, proclamada pelo profeta (“Eis que uma virgem conceberá...”), mas espera uma resposta de José e de Maria. O resultado é o encontro do Divino com o humano: o Emanuel é “descendente de Davi segundo a carne, autenticado como filho de Deus com poder, pelo Espírito...” (Rm 1,3-4). O Deus se fez humano porque encontrou eco na resposta de um homem e de uma mulher, encontrou um sim à sua vontade. Ele não arromba a porta, mas pede licença para hospedar-se em nossa casa e ali fazer a sua morada.
Quais são as características deste sim que abriu as portas para o Salvador?

Um sim de fé. Um ar romântico envolve a narrativa da história que antecede o nascimento do Emanuel, mas na verdade, a vida dos pais de Jesus foi uma vida normal, ou seja, foi tão cheia de Deus, quanto cheia de dificuldades. Imaginemos Maria vendo-se grávida, sem saber do futuro, sem saber como explicar aos pais, ao noivo e à comunidade o acontecido. Imaginemos José, considerando-se traído por Maria, mas mesmo assim a protegendo, arrumando formas de deixá-la longe das punições prescritas para as adúlteras da época. Sem a fé, não haveria uma resposta afirmativa. José é o exemplo do homem que supera as dúvidas e medos e abre-se para Deus. José vive da esperança que nasce da fé, certo de que a promessa está garantida: “o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho” (Spe Salvi 1).

Um sim que faz renúncias. José e Maria abriram mão de seus projetos pessoais, deixaram de constituir uma família convencional, enfrentaram os desafios inerentes à paternidade e à maternidade do Filho de Deus. Acolheram o pedido de Deus, sem questionar ou reclamar...

Um sim aberto aos sinais de Deus. José recebeu uma mensagem pelo sonho. O anjo, enviado como comunicador da mensagem divina, revelou o significado do que estava acontecendo. Poderia José interpretar os fatos com olhos puramente humanos, mas lhe coube a graça de olhar com olhos divinos. Deus se serve de sinais, como havia sido declarado a Acaz pelo profeta. Ainda hoje, continua realizando sinais para que possamos nos abrir à sua vinda. Se esperarmos grandes milagres, talvez fechemos os olhos aos sinais mais simples e preciosos. Nossa vida está repleta deles: acontecimentos que indicam algo, que nos fazem tomar novo rumo, que nos fazem calar e reverenciar a graça que não nos abandona. 

Ao prepararmos a árvore, os presentes, o presépio e a ceia, preparemos também o coração. Que os sinais divinos deste final do ano, quando nos tornamos tão sensíveis, sejam provocadores da fé e da esperança. E assim, caminhemos certos de que o Deus Conosco está realmente ao nosso lado e não nos abandona. 

Pe Roberto Nentwig

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Promessas cumpridas


Estando plenamente em sintonia, com todo o conteúdo do Natal, é possível entender a realização, na história da salvação, do cumprimento das promessas anunciadas pelos profetas do Antigo Testamento. No nascimento de Deus, Jesus se torna verdadeiramente humano, assumindo, em sua pessoa, todas as realidades contidas na fraqueza humana.
A origem de Jesus Cristo é divina, mas sua presença na terra não foi diferente da vida de todos os seres humanos. Nasceu na vila de Belém como algo de novo, fato nunca acontecido antes na história. Isto envolve dois fatos inéditos: nasceu de uma virgem e concebido pelo poder do Espírito Santo, cumprindo a profecia da Escritura (Mt 1, 22 – 23).

Em Jesus Cristo Deus se torna visível e palpável. A palavra “Jesus” é igual a Josué, que em hebraico significa “salvador”. Com Ele começa a era messiânica, sendo revelado Deus no meio do povo com um anúncio totalmente novo, marcado essencialmente pela palavra “amor”. Só conseguimos entender todo o mistério de Deus no mundo tendo em conta o amor.

Além de ser o cumprimento da promessa (Is 7, 14), o nascimento de Jesus no Natal, é também ocasião de quebra de certas estruturas, tanto pessoais como comunitárias. As opções puramente materiais do coração humano devem ser conhecidas, assumindo os esquemas propostos pela Palavra de Deus. Só assim que o Natal passa a ter sentido.

Na esfera bonita das festas natalinas, tudo inspira alegria. Não simplesmente pela chegada do fim do ano, pelos presentes trocados e pela confraternização das famílias, amigos e comunidade, mas pela chegada do “Presente-Jesus”. Ele é o alvo principal, o realizador das promessas, milenarmente esperado e gora se tornando realidade. Ele é o “Emanuel”, o Deus conosco na história.

Na fragilidade de uma criança, a humanidade se fortalece, porque nasce o autor da salvação, de valor incomensurável. Com isto, há possibilidade de encontro das pessoas com Deus, entrando no mistério de sua vida. Para isto, é importante um sim coerente de nossa parte. Feliz e Santo Natal para você.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Padre Elison Silva lança DVD de Formação para Catequistas


O seu primeiro DVD "Jesus, modelo de catequista" é a primeira vídeo-aula de uma coletânea que objetiva dar subsídios para a formação permanente de catequistas, atendendo um apelo e suprindo uma necessidade da Igreja dos nossos dias. Pautado no modelo de ação catequética de Jesus, Padre Elison Silva, que é especialista em Pedagogia Catequética, faz uma análise de três encontros protagonizados, em passagens do Evangelho, por aquele que é o Mestre dos catequistas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pe Elison Silva lançará seu primeiro DVD de Formação para Catequista‏



Lançamento Oficial para todo o Brasil

Pe Elison Silva lançará no dia 17 de dezembro na paróquia Nossa Senhora das Dores em Maceió-AL, o seu  primeiro DVD "Jesus, modelo de catequista" é a primeira vídeo-aula de uma coletânea que objetiva dar subsídios para a formação permanente de catequistas, atendendo um apelo e suprindo uma necessidade da Igreja dos nossos dias. Pautado no modelo de ação catequética de Jesus, Padre Elison Silva, que é especialista em Pedagogia Catequética, faz uma análise de três encontros protagonizados, em passagens do Evangelho, por aquele que é o Mestre dos catequistas.


Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequético da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.

Valor do DVD: R$ 25,00 + R$ 5,00 taxa de correio para todo Brasil. 
O produto pode ser adquirido através:

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Telefone: 55 82 9976-7135.  

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Homilia do 3º. Domingo do Advento – Ano A


No Evangelho de hoje, Jesus responde aos discípulos de João Batista. Ao fazer isso, não realiza um discurso teórico e abstrato. Jesus não é afeito às grandes elaborações filosóficas, como fomos acostumados, para falar de Deus e de sua atividade. O Senhor se define pelo que Ele realiza concretamente. Por isso, Deus fala de suas ações libertadoras: os coxos andam, os cegos veem, os prisioneiros são libertos... Portanto, para participarmos desta graça devemos nos abrir ao Reino, do contrário seremos ainda escravos, cegos e mudos. Será necessário o despojamento de João Batista, sua pobreza. Não há outro caminho, senão o do desapego dos cárceres deste mundo, fundados no poder e no acúmulo dos bens. Nossa libertação depende da aceitação da proposta de Jesus. Esta certeza não elimina nossos limites, mas nos coloca na estrada da esperança do Reino.
A primeira leitura fala, igualmente, de uma proposta concreta de salvação. O povo de Deus no Antigo Testamento vivia na esperança de tempos melhores. Vivia escravo, longe de seu país, na pior. Mas não perdeu a esperança, porque Deus prometeu a restauração (Is 35). Nós também, como o povo da Bíblia, desejamos o mundo prometido por Deus: reino de paz, justiça e amor. Ao mesmo tempo, também vivemos momentos de escravidão: nossos medos, vazios, doenças, a saudade, a morte... Também queremos que Deus venha e ponha fim ao mal, destrua o que nos perturba.

A espera da vitória de Deus proclamada pelo Profeta Isaías são um convite ao ânimo e a alegria: “Alegre-se a terra que era deserta...” (Is 35,1). “Dizei as pessoas deprimidas (os corações abatidos): Criai ânimo! Não tenhais medo!” O nosso mundo está mergulhado no desânimo, na falta de sentido, na angústia e na ansiedade... Talvez em nenhuma outra época, as palavras do profeta Isaías foram tão atuais. Os homens e mulheres deste tempo precisam acolher esta palavra, remédio contra os dramas psíquicos tão presentes. Para isso, será necessário reavivar a confiança no Senhor que vem com amor.

Ele virá, Ele vencerá. Mas, precisamos esperar como o agricultor, na paciência. A paciência exige firmeza: “Firmai os joelhos debilitados...” (Is 35,3). “Ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.” (Tg 5,8). O sofrimento e a paciência são quase sinônimos. Seguir na esperança é seguir com paciência e sem lamúrias, como insiste o Papa Francisco: “Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre. Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo. Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos. Embora com a dolorosa consciência das próprias fraquezas, há que seguir em frente, sem se dar por vencido, e recordar o que disse o Senhor a São Paulo: ‘Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza’ (2Cor 12,9). O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal. O mau espírito da derrota é irmão da tentação de separar prematuramente o trigo do joio, resultado de uma desconfiança ansiosa e egocêntrica” (Evangelii Gaudium 85).

Pe Roberto Nentwig

Pastoral dos Surdos do Brasil promove encontro nacional dos Surdos

Acontecerá de 7 a 11 de janeiro de 2014 em Porto Alegre - RS o 16º Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos - ENAPAS e o 6º Encontro Nacional dos Intérpretes.

Maiores informações veja no folder abaixo.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Proximidade do Senhor


“Deus demora, mas não falta”. É importante esperar, mas uma espera ancorada na fé e na prática da caridade. Não ser envolvido com estas realidades, com facilidade, cai-se no vazio e numa vida sem sentido. Isto faz parte das realidades mais profundas do ser humano, que busca incansavelmente sua plena realização.

No passado o povo de Israel esperava a chegada de um líder que pudesse comandar tropas, guerrear e conquistar espaços. O profeta anuncia a chegada do Emanuel, Deus conosco (Is 7, 14). Esse fato se concretiza no tempo do Natal, com o nascimento de Jesus Cristo, que veio com intenção e práticas totalmente inversas do pensamento popular do seu tempo.

Em vez de guerras fratricidas, Jesus anuncia uma proposta diferente, propondo uma “boa notícia” focada na vida e não na morte. Em vez de liderar represálias, esteve sempre do lado do povo, principalmente dos mais carentes e abandonados. Ele vem curar os corações abatidos e proporcionar dignidade para as pessoas.

A espera foi longa, mas o momento chegou. Realmente Jesus nasceu como “salvador da pátria”, acabou não foi entendido porque tinha e tem outros princípios. Ele vem como agente de salvação, seguindo os passos dos grandes líderes de libertação do passado. Podemos citar o caso de Abraão, de Moisés, de Josué e muitos outros.

Vivenciar o verdadeiro sentido do Natal significa ter proximidade com o Senhor. Aliás, Natal é todo dia e nem depende de tempo. Supõe que os corações e as mentes sejam trabalhados por uma boa catequese. Isto capacita as pessoas para se tornarem “servas do Senhor”, servindo as pessoas com grande espírito de humildade, doação e dedicação de forma fraterna e cristã.

Que o Natal seja momento forte de celebração da fé. Isto deve ser relacionado com as dinâmicas da vida. É festa que ilumina as dimensões da espiritualidade cristã, conseguindo aproximar o Senhor do cristão e das pessoas e vice versa. É como deixar Deus tocar na vida do ser humano para que ele seja elevado em sua dignidade de vida.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pe Elison Silva lançará DVD de formação de catequistas‏‏‏


Acontecerá no dia 17 de dezembro o lançamento do primeiro DVD “Jesus Modelo de Catequista” do Padre Elison Silva visando a formação de catequistas em nossa Igreja. O lançamento acontecerá às 19h30 na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro da Santa Lúcia, Maceió-AL.

Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequético da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.

A partir do dia 17 de dezembro o DVD estará disponível para todo o Brasil.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Homilia – Imaculada Conceição de Nossa Senhora


“Porei inimizade entre ti e a mulher” (Gn 3,15). O chamado proto-evangelho traz consigo o prenúncio do protagonismo da Mulher na vitória sobre mal e o pecado. Ao ser proclamada a plena de graça, Maria é preservada, pelos méritos de Cristo, de todo o pecado, e traz no seu seio a descendência santa, o Novo Adão.

A festa de hoje, um parêntesis neste tempo de Advento, faz-nos meditar sobre a realidade do pecado. Sim, Maria, que não foi isenta das dificuldades da vida em sua luta diária, venceu o pecado com o Cristo. Mas, e nós? O que fazemos diante do assédio que nos assalta dia a dia?

É preciso dizer que somos herdeiros de uma cultura demasiadamente centrada no pecado e na culpa. Não é fácil fazer com que os cristãos vivam a profunda alegria da Boa Nova, com rosto de redimidos e transformados pelo amor de Deus derramado em seus corações. Isso porque a maioria de nossos fiéis não sabe lidar bem com a culpa. Acostumamo-nos a medir os atos, a contabilizar faltas e méritos para conquistar o Céu. E o pobre confessionário torna-se, não raras vezes, lugares frios onde são descarregados os pesos de consciência. Precisaríamos nos responsabilizar mais do que nos culpabilizar. Mais do que buscar uma santidade de vida ideal, do dia para a noite, numa pretensa luta por uma “pureza de alma”, deveríamos assumir com coragem nossos erros e crescer passo a passo na vida de santidade. Sobre este ponto, é oportuno o que nos diz o Papa Francisco em sua nova Exortação: “Portanto, sem diminuir o valor evangélico, é preciso acompanhar, com misericórdia e paciência, as possíveis etapas de crescimento das pessoas, que vão se construindo dia após dia. Ao sacerdotes lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível. Um pequeno passo, no meio das grandes limitações humanas, pode ser mais agradável a Deus do que a vida externamente correta de quem transcorre os seus dias sem enfrentar sérias dificuldades. A todos deve chegar a consolação e o estímulo do amor salvífico de Deus, que opera misteriosamente em cada pessoa, para além dos seus defeitos e das suas quedas” (Evangelii Gaudium 44).

É interessante observar a primeira pergunta feita por Deus ao homem: “Onde estás?” (Gn 3,9). O Senhor não queria saber se Adão estava atrás de uma moita ou dentro de uma caverna. Não se trata de um lugar geográfico, mas de um lugar espiritual. Onde estava Adão? Onde nós estamos? Este é o primeiro passo para que avancemos na vida cristã: saber a nossa real condição, reconhecer com honestidade os nossos limites, ter um quadro de nossas circunstâncias... Quem não sabe onde está, certamente não pode saber para onde vai...

O segundo passo é saber para onde caminhar, ter um rumo, um mapa de viagem. Esta referência segura é o Cristo Jesus, pois “em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor” (Ef 1,4). O texto paulino tem implicações importantes. Primeiro, nossa conversão não está centrada no pecado: é um caminho positivo de crescimento rumo a Deus, o mesmo que enviou o seu Filho para nos elevar e não meramente para nos livrar dos pecados. Segundo, mais do que fazer lista de pecados e de virtudes, o caminho de santificação é o discipulado: olhamos para Jesus de Nazaré, percebemos como este homem pleno viveu sua espiritualidade, fez suas escolhas, posicionou-se diante das instituições e práticas, relacionou-se com as pessoas... Então inculturamos sua vida em nossa vida. E aqui, incluímos outro ser humano como nós, mapa seguro neste caminho – Maria. E ela vem com a vantagem de ser feminina e mãe, dando-nos exemplos concretos de como bem viver. Sua vida que antes de um não ao pecado foi um sim a vontade de Deus: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Que esta mãe terna, aquela que gerou no seu seio puro um homem Todo-Amor, nos ajude a entender que Deus não olha para nós como um juiz, mas nos quer cada vez mais santos, porque assim seremos mais felizes. É isso o que mais deseja Nosso Senhor e Nossa Senhora.

Pe Roberto Nentwig

A Diocese de Petrolina do Regional Nordeste 2 institui o Ministério do Catequista no Tríduo da solene festa de Cristo Rei



“Mas como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão sem terem ouvido falar? E como ouvirão falar, se não houver quem anuncie? E como anunciarão, se ninguém for enviado”? (Rm 10,14). “O que desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam a respeito da Palavra da vida... o que vimos e ouvimos, nós também vos anunciamos.... para que vossa alegria seja completa” (1Jo 1-4).

A Fé é um dos pilares tríade construído e retribuído ao Povo de Deus que está em Petrolina, pelo seu 1º Catequista – Dom Antonio Maria Malan, que foi agraciado ao pisar o solo sertanejo e pastorear a pequena “Passagem de Juazeiro”, hoje Diocese de Petrolina, desde 15 de agosto de 1924.


Uma das motivações desse real encontro com o Senhor aprovada na 24ª Assembleia Diocesana de Pastoral/2012 foi a da “Instituição do Ministério do Catequista”, cujo serviço na comunidade eclesial, é de grande significado na missão da Igreja no mundo, para que Cristo seja conhecido, amado e seguido. 
Respondendo os novos desafios e dando novas respostas, a Diocese de Petrolina “dando graças a Deus e alegrando-se pela fé” e atuação dos seus catequistas – adolescentes, jovens, pais, mães, avós e avôs, que abraçam esse serviço, mantém viva a “esperança, a fé e o amor” em meio às injustiças e adversidades, fazendo ecoar a Palavra de Deus.

Após devida preparação pela Assessoria e Coordenação Diocesana de Catequese, sob a proteção de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, Mãe de Nosso Senhor Jesus e da Igreja e Imposição das Mãos e Oração de Dom Manoel dos Reis de Farias, no último dia do Tríduo da Festa de Cristo Rei (23/11) quase 200 (duzentos) Catequistas foram instituídos MINISTROS EXTRAORDINÁRIO DA CATEQUESE, recebendo assim o “Ministério de Catequista”, função própria para atuar na formação permanente, sistemática, orgânica e progressiva por toda a vida, de muitos leigos e leigas na educação da fé na caminhada da Igreja.  

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE INICIAÇÃO E PROCESSO CATECUMENAL


Trata-se do III Congresso Internacional sobre Catecumenato.
Promoção e Organização: Instituto Católico de París e Universidade Católica Silva Henriques do Chile.

Tema : «A iniciação cristã em mudança de época »

Local e data : Santiago do Chile de 21 a 25 de Julho de 2014 (a copa mundial de futebol termina em 13 de julho).

Línguas oficiais : castelhano e francês. Haverá tradução simultânea nessas duas línguas.

Conceito de Iniciação Cristã: “Por iniciação cristã se entende seu modelo principal que é o Catecumenato de Adultos, inspirado no RICA, e também as formas de catequese de inspiração catecumenal, isto é, que pretendem realmente iniciar na fé e não apenas instrução religiosa para as diversas idades”.

Dinâmicas: grandes palestras de manhã em castelhano e francês, por catequeta de renome internacional; à tarde: seminários de estudos e debates, ou apresentação de experiências significativas, podendo também haver grupos em português (ver exigências abaixo).

Participantes: Catequetas, Estudiosos da Catequese e Pastoralistas com experiências significativas no campo da Iniciação à Vida Cristã conforme a dinâmica catecumenal, coordenadores regionais e diocesanos de catequese, formadores de catequistas na diocese, em cursos de pós-graduação em catequese, em institutos superiores de teologia,. Vagas: cerca de 300 participantes.

Para inscrição, enviar: nome, título acadêmico ou pastoral e correio eletrônico. Em breve serão enviadas informações sobre custos de inscrição, possíveis locais de hospedagem com respectivos custos, temperatura média nessa época (inverno!) e outras informações.

Pede-se a catequetas que enviem títulos de seminários que, eventualmente, possam assumir e orientar à tarde em grupos menores. Nesse caso, o seminário poderá ser em português, com essas condições: apresentar um resumo em francês ou castelhano de suas reflexões acadêmicas ou de uma experiência significativa de catecumenato.

Exemplos de temas para grupos menores (seminários): 1) “Como superar a dificuldade do catecumenato que é a falta de organização missionária e de anúncio querigmático nas dioceses e paróquias?”; 2) “Como integrar catecúmenos e catequizandos na pastoral paroquial e na dimensão social da caridade (serviço)”.

Até agora há a seguinte lista de catequetas com seus temas acadêmicos para os grupos menores: “Falta de organización misionera y de precatequesis, obstáculo al catecumenado » (Javier Díaz Tejo, Chile); « El Camino del Neocatecumenado” (Diác. Miguel Angel Herrera, Chile); « La pedagogía narrativa, introducción a una historia de salvación personal y comunitaria” (José María Siciliani, Colombia); «Iniciar cristianos para la sociedad secularizada, globalizada y postmoderna” (Pe. André Boone, salesiano, Uruguay). Temas relativos à apresentação de experiências : «Integrar catecúmenos y catequizandos en el apostolado parroquial y en el servicio al mundo» (Pe. Jorge Barros Bascuñán, Chile)»; "La vivencia cristiana, factor clave en el catecumenado" (Prof. Eduardo Valenzuela, Chile) ; «Catequesis de adultos de inspiración catecumenal” (Ir. María Irene Nesi, salesiana, Venezuela).

Em anexo, estão sendo enviados dois documentos: 1) “Propuesta de Presentaicón del Congreso Internacional de Catecumenato”; 2) “O Marco Teológico-Pastoral do Congresso” (cuja tradução em português será enviada mais tarde).

Encarregados: Secretário da Comissão Local de Organização (Santiago do Chile):  Ir. Enrique García Ahumada, lassalista (egarciahumada@hotmail.com). Contatos no Brasil : Pe. Luiz Alves de Lima, salesiano (lima.bsp@salesianos.com.br).

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Escola Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética retornará suas aulas em janeiro


No período de um ano e meio a comissão Regional de Animação Bíblico Catequética do Regional Nordeste 2 achou por bem pensar em um processo de formação dos seus catequistas, proporcionando princípios, critérios, conteúdos e linhas metodológicas que facilitem o processo permanente da educação da fé a partir das recentes orientações da Igreja.

Este contexto desafiante exige uma revisão profunda da maneira de educar na fé e, por isso mesmo, da formação do catequista. É imperativo elaborar uma educação na fé que forje uma identidade cristã sólida, com uma consciência lúcida de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo na comunidade.

Para corresponder a necessidade de formação foi proposto a Escola Bíblico-Catequética Regional Nordeste II, IRMÃ VISITATIO LEMOS GIBSON, que iniciou-se em janeiro de 2013, uma escola para a formação dos catequistas do nosso regional Nordeste 2 da CNBB. Dentro da proposta da Iniciação à vida cristã, oferecemos um itinerário de formação para os catequistas utilizando-se da metodologia e a pedagogia da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal.

Dando continuidade aos trabalhos iniciados em janeiro, continuaremos a formação dos catequistas nos dias 9,10,11 e 12 de janeiro de 2014, no Convento Ipuarana (Lagoa Seca-PB) 15km de Campina Grande-PB.

Substituindo a antiga formação para catequistas vamos assumir este programa de formação em sintonia com o que outros regionais estão realizando. O curso tem a duração de dois anos e será realizado em 4 módulos assim distribuídas: 

1. Módulo Querigma: Eixo bíblico-catequético

2. Módulo Catecumenato: Eixo teológico-catequético

3. Módulo iluminação: Eixo metodológico-catequético

4. Módulo mistagogia: Eixo litúrgico catequético

Estes módulos serão trabalhados sempre janeiro e julho, durante 02 anos, num total de 120h/a e a cada etapa o catequista que participa desta formação deverá realizar atividades de pesquisa, aprofundamento de estudo em suas dioceses totalizando a carga horária do curso de 150h/a, estas atividades servirão também para a avaliação em cada disciplina o aluno deverá obter um nota superior a 7,0 (sete), os trabalhos serão orientados pelos professores da matéria.

Homilia do 1º. Domingo do Advento – Ano A


Iniciamos o Tempo do Advento: tempo da vinda do Senhor. As velas acendidas a cada Domingo serão um convite para que nossa esperança brilhe em meio às trevas. O Senhor já veio, o Senhor vem a cada dia, o Senhor virá... Portanto, nossa vida é preenchida de sentido. O Advento alimenta o nosso coração com o combustível da esperança.

A oração da coleta nos convida para que “corramos ao encontro do Senhor que vem”. Onde está este Deus vindouro? Ele está no nosso cotidiano. Antes de procurarmos a Deus nos acontecimentos extraordinários, devemos percebê-lo nos fatos mais corriqueiros da nossa vida. Em cada novo desafio, nas oportunidades novas, nas dores, nas alegrias, em cada nova pessoa que surge diante de nós está o Deus que vem. O advento é todo dia, é cada momento. Advento é deixar Deus existir no nosso dia a dia, é abrir-se para que Ele esteja presente.

O Evangelho nos convida à vigilância. Isto porque o Senhor virá – eis a mística dos dois primeiros domingos do advento: preparar-se para a vinda do Senhor na glória, preparar-se para a vinda do seu Reino glorioso. Vigilância significa ter presente a importância da vida, ou seja, não podemos conduzir a vida no improviso, pois o que realizamos aqui e agora tem consequências eternas. Não sabemos quando o Senhor virá, não sabemos quando nossa vida terrena terá o seu fim, por isso, devemos aproveitar cada minuto. O tempo é bem aproveitado dependendo de nossas opções, de nossas escolhas diante do mistério da vida. Nossas escolhas nos distinguem, por isso, “um será levado e outro será deixado”.

O Evangelho nos fala de duas situações que compõe o cenário da vinda do Senhor. Primeiramente, muitos estarão como “nos dias de Noé”, ou seja, entregues aos prazeres da vida. Depois, estarão ocupados com o trabalho do campo e com a moagem do trigo, ou seja, atarefados com os afazeres da vida. Aqui contém um alerta interessante: não podemos fazer da nossa vida um misto de busca de prazeres e de afazeres a serem cumpridos. Não seria esta dualidade medíocre a tônica da vida de muitos concidadãos da pós-modernidade? Por detrás dos prazeres e do trabalho deve estar o sentido da existência. Uma vida preenchida de sentido consegue transpor o vício do egoísmo e a escravidão do dever. É preciso acordar do torpor da imobilidade: “já é hora de despertar”.

A primeira leitura não revela algo vindo de cima, não nos conduz ao sonho da espera do Céu. Sonhar na esperança do novo é se comprometer com a construção deste novo. O sonho nos impele à mudança. Aqui é bem vinda a poesia de Lothar Zenetti: “Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na Igreja? E eles responderão: a missa. Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na missa? E eles responderão a mutação do pão e do vinho no corpo e sangue do Senhor! Diga então aos cem católicos que o mais importante da Igreja é a mutação. Eles se enfurecerão: Não, tudo deve ficar como está!”. E parece que muitos desejam a imobilidade com a desculpa de estar sendo fiéis à Tradição. Que o diga o Papa Francisco...

 “Já é hora de despertar (...)A Noite já vai adiantada, o dia vem chegando...” Mais uma vez já é chegada a hora de um novo ardor pela vida. “Vinde todos, deixemo-nos guiar pela do Senhor!”

Pe Roberto Nentwig

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Paz e concórdia


Não é tão fácil ter paz verdadeira num mundo e numa cultura de tanta riqueza de diversidade. A desarmonia, em muitas situações, fala muito mais alto. Há muita discórdia, inconformismos, que até provoca situações de violência e vandalismo alhures. O grande símbolo de tudo isto está na total banalização das armas.

Em diversos momentos de sua história as pessoas são tomadas de surpresas. Isto acontece nos incidentes da própria natureza, numa doença, num descuido no trânsito, nas construções visando progresso etc. Em muitos deles existe determinado grau de irresponsabilidade, tirando a paz, levando a grandes desconfortos.

Muitos eventos são apresentados de forma sensacionalista, primando por novidade, por progresso e desenvolvimento. É o caso dos desatinos e correrias na preparação para a copa e as olimpíadas. Será que todo investimento nas construções possibilitará uma realidade de paz, de concórdia e vida saudável para a população, principalmente para os mais pobres e sofridos de nosso país?

Temos que vislumbrar vida nova, de paz, de concórdia, de saúde e qualidade. Mas sofremos as consequências negativas da caminhada tecnológica, tirando a paz e a qualidade de vida da população. As irradiações químicas e os efeitos dos venenos jogados na natureza têm sido contravalores na defesa da vida em todas as suas dimensões.

Estamos muito assustados com o alto índice e o crescimento de certas doenças na vida da população. Assistimos e “elogiamos” um progresso que mata. Não há tanta preocupação com a prevenção e com as consequências negativas e desastrosas dos grandes negócios. Uma fábrica de amônia, por exemplo, que supõe investimentos milionários, não pode colocar toda uma população em risco?

Não podemos ser contra o progresso. Ele é sempre bem vindo e saudável. Isto faz parte das riquezas da história humana, das possibilidades de uma vida melhor para todos, mas tem que ser de forma sustentável, tendo como primeiro e sublime objetivo a qualidade de vida das pessoas, condição essencial para verdadeira paz. Os critérios de responsabilidade devem estar acima de qualquer interesse de âmbito econômico.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Iniciação à Vida Cristã é tema de palestra no segundo dia do Nordestão






No segundo dia do Nordestão de Catequese o regional Nordeste 1 ficou responsável pela oração e pela coordenação na parte da manhã. Pe Luiz Alves de Lima foi convidado a iniciar a primeira palestra com o tema INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, que (manifestou sua alegria em estar no Nordestão.

Dou graças a Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós: no mundo inteiro se proclama que tendes fé. Pois Deus me é disso testemunha: eu faço continuamente menção a vós, pedindo continuamente nas minhas orações, que eu tenha a oportunidade de ir ter convosco. (Rm 1,8-12) " Dou graças a Deus por todos vocês" Saudação bíblica.

Com efeito, tenho o desejo muito ardente de vos ver, a fim de vos comunicar algum dom espiritual, para que por ele, sejais confirmados; ou melhor, para, convosco e no meio de vós, eu ser reconfortado pela fé que é comum a vós e a mim.


Pe Lima iniciou os trabalhos afirmando que a Iniciação à vida Cristã é feita pela palavra e sobretudo na liturgia. Proposto pelo Diretório Nacional de Catequese em Aparecida, foi tema geral da Assembléia da CNBB em 2009 e 2011, tornou-se "Estudo da CNBB - nº 97 - e integra as Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora - DGE e foi também discutido no Sínodo dos Bispos de 2012.

O Documento DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA: 2011-2015
apresenta as cinco URGÊNCIAS EVANGELIZADORAS que devem estar em todos os processos de planejamento e planos:

1. Igreja: em estado permanente de missão
2. Igreja: casa da Iniciação Cristã
 3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida 
4. Igreja: comunidade de comunidades.
5. Igreja: a serviço da vida plena para todos  

A tarefa da Iniciação Cristã, dentro de nosso esquema eclesial de hoje, é confiada, em geral, à catequese, conduzida por pessoas de boa vontade, nem sempre com preparação suficiente.

Essa catequese, por sua vez, é vista tradicionalmente como preparação de crianças e adolescente para receberem os Sacramentos... ditos “da Iniciação Cristã”

A Catequese pertence ao ministério da palavra. É um ministério importante na igreja: pertence a seu DNA!

Entre os grandes Pronunciamentos do Magistério podemos enumerar: 

- RICA 1973:  Rito Iniciação Cristã de Adultos
- Catechesi Tradendae - 1979
- Catequese Renovada - 1983
- Diretório Geral para a Catequese - 1997
- Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja 2011-2015 
- Diretório Nacional de Catequese: 2001-2006
- Aparecida - 2007
- Iniciação à Vida Cristã - 2009
- Sínodo dos Bispos - 2012

O tema da Iniciação Cristã é desdobramento de:

- Concílio Vaticano II (1965)
- Diretório Nacional de Catequese (2006)
- Aparecida (2007)
- Brasil na Missão Continental (2008)
- Diretrizes Gerais da Ação da Igreja... (2011-2015),
- Sínodo dos Bispos de 2012 e outros.

Para você, o que significa I N I C I A Ç Ã O ?

E o que seria INICIAÇÃO CRISTÃ ?
Na Igreja a quem compete fazer essa INICIAÇÃO CRISTÃ?

I Iniciação à Vida Cristã:

A expressão procura traduzir a comunicação de uma fé que não se reduz à intimidade com Jesus Cristo,  mas que tenha reflexos e influências vitais na própria existência,  levando à participação da comunidade,  que no seu conjunto, deve dar Testemunho do Evangelho.
Apesar de todo esforço, o modelo atual de transmissão da fé é precário! A Iniciação Cristã é pobre e fragmentada (DAp 287).

Temos uma multidão de  iniciados ontologica-mente na fé, mas não existencialmente! (falsa compreensão do princípio: “ex opere operato”)
A catequese, como a temos hoje, é fruto de uma longa história. Ela nasceu dentro da estrutura

do CATECUMENATO, ou seja, do processo de iniciação cristã, como o longo momento do ensino, da instrução, do aprofundamento doutrinal…
Mas tudo isso estava rodeado de muitas outras práticas, que ao longo dos séculos desapareceram…Restou só esse grande momento do ensino, chamado “catequese”…Vivia-se a época da cristandade! Na verdade, quem iniciava mesmo na fé, era esse ambiente e ar cristão que se respirava por todo lado!

Num clima de cristandade tudo já leva à prática cristã. O grande esforço da Pastoral era alimentar e fortificar a fé. Hoje: Igreja Missionária.

Era (é) uma pastoral mais de conservação ou manutenção, do que propriamente de avanços e conquistas.

A catequese, em geral para crianças, se dedicava mais à doutrina... A primeira adesão a Jesus Cristo já era suposta, como fruto da família.
Diz o nº 38 das Diretrizes Gerais: “Em outras épocas a apresentação de Jesus se dava através de um mundo que se concebia cristão. Família, sociedade e escola em geral, ao mesmo tempo em que ajudavam a inserir na cultura, apresentavam também a pessoa e a mensagem de Jesus”.

sábado, 23 de novembro de 2013

I Nordestão de Catequese: Os Desafios para a Transmissão da Fé



Teve início no dia (15) o I Nordestão de Catequese. Catequistas de todos os recantos da região nordeste estão em Maceió (AL) para este momento singular para a catequese no nordeste, bem como para a  catequese nacional.  Cremos que a este momento ímpar foi gerado no coração do Pai e tem ganhado corpo com o desejo e trabalho dos catequistas dos regionais: NE1 (Ceará), NE 2 (Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba), NE 3 (Bahia e Sergipe), NE 4 (Piaui) e NE 5 (Maranhão).

Os Desafios para a Transmissão da Fé: Iniciação à Vida Cristã, a Palavra de Deus e a Liturgia serão trabalhados durante este Nordestão. Por volta de 230 catequistas se encontram no evento.

Pe Elison Coordenador do Regional Nordeste 2 deu as boas vindas apresentando um vídeo mostrando as maravilhas da cidade de Maceió. Convidou para compor a mesa Pe Décio Walker, assessor nacional da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico Catequética,  as coordenadoras dos regionais NE 1 Maria Erivan, NE 3 Ir Luciene, NE 4 Ir Maria, NE 5 Joana, Pe Márcio Roberto, coordenador da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Maceió, Pe Jânison Sá, assessor do encontro e os padrinhos do sulão Pe Paulo Gil e Regina Mantovani.

Pe Décio batizou o Nordestão em seguida  Pe Paulo Gil, Regional Sul 1 e Regina Mantovani, Regional Sul 2 contou as experiências  de como realizaram o 1º Sulão com o respaldo do Bispo Murilo. Foi feito o pacto de não deixar nenhum encontro sem a colaboração um dos outros nos seu regionais deixado um abraço de todos os catequistas do Paraná-PR e de São Paulo.


Veja as fotos do primeiro dia

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Homilia da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


Hoje proclamamos Cristo como rei. Trata-se de um título não isento de ambiguidades. Certamente, não seria Ele um Reino monarca da idade média. Nem se parece com qualquer chefe de estado do nosso século. Seu reinado não é deste mundo.

Há um perigo em chamar Deus de rei. O risco é reforçar uma imagem de Deus que deve ser banida de nossas mentes. Sim, banida! Que se apague a imagem de um Deus dominador, poderoso, arbitrário, impassível, imutável. Aquele que reina acima de nós. Este não é o Deus de Jesus Cristo.

Deus veio até nós. Veio participar do nosso drama, de nossas dores, sofrer o que sofremos, sujar-se com a nossa lama. É preciso que levemos mais a sério o que a teologia chama de quenosis, termo que significa rebaixamento, esvaziamento, aniquilamento de Deus. Devemos levar a sério, que o Pai faz a sua quenosis quando cria, pois a criatura lhe é infiel; que o Verbo faz a sua quenosis quando se encarna, e participa da dor humana, do abandono na morte de cruz; que o Espírito faz a sua quenosis quando vem até a Igreja e em cada coração. Deus se rebaixa, Deus participa da fraqueza, Deus sai de seu pedestal onipotente.

Quantas afirmações sobre a onipotência... É comum o discurso que exalta o poder de Deus, sua vitória, sua força, seu domínio... Entendamos, seguidores do Cristo, que Jesus manifestou quem é Deus: “Ele é a imagem do Deus invisível!” (Cl 1,15). E que imagem é esta? Do servo, daquele que é chamado de rei na cruz, daquele que foi insultado ao morrer, daquele que morreu perdoando... Onde está o seu poder? Onde está o seu domínio? Por que se sujeitou aos ultrajes? Por exibicionismo? Não! Ele assumiu a nossa condição com radicalidade. Em Jesus aprendemos que Deus é todo poderoso no amor e na misericórdia.

“Salva-te a ti mesmo se, de fato, és o Cristo?” (Lc 23,35). “Salva-te a ti mesmo e a nós!” (Lc 23,39). Estas frases não são expressões exclusivas das testemunhas da morte do Filho de Deus... São expressões que surgem na boca e no coração de muitos que vivem os seus dramas humanos e pensam em um Deus que deveria vir, sim, em socorro trazendo a salvação imediata. Então, quantas orações carregadas de rancor e desespero: “Salva-me Deus! Salva-me, porque tu és o Todo Poderoso? Onde estás? Até quando terei que suportar?” A resposta de Deus está na entrega do Senhor, na sua quenosis. Ele não nega a lógica de sua criação, Ele não intervém sempre de modo abrupto para mudar a lógica do mundo que segue sofrendo as dores de parto até o dia de sua redenção. Ao contrário, Ele assume toda esta história de limites e contrariedades e, na solidariedade, vem ao nosso encontro sofrer conosco e nos dar a salvação a partir de baixo. Por que? Eu não sei. Mas mesmo sendo mistério, é fácil perceber que é um mistério de amor...

Até quando o ser humano fabricará um ídolo que está acima dele para fazer os seus favores? A imagem da onipotência, faz-nos onipotentes. A imagem do Deus quenosis, faz-nos humildes e servidores. Escolhamos o nosso Deus.

E acima dele havia uma plaquinha: “Este é o rei dos judeus”. Ironia que não revelava a totalidade de seu ser, pois Ele é o rei de todos nós. Rei na quenosis, Rei no amor, Rei na misericórdia que morre perdoando e oferecendo o Paraíso ao ladrão arrependido... 

Pe Roberto Nentwig

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O catequista precisa estar empapado de Cristo, se quiser ser LUZ!


“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra

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