quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

3º. Domingo do Advento – C


“Alegrai-vos sempre no Senhor, eu repito alegrai-vos”. Estamos no domingo da alegria. Alegria porque o Senhor vem, alegria porque somos seguidores do Deus da paz e do amor. É a alegria que os anjos anunciam aos pastores: “Eis que vos anuncio uma grande alegria...”. Deste modo, precisamos entender que a alegria não é resultado das coisas que acontecem ao nosso redor, ela não pode ser achada fora de nós. A alegria é consequência da presença salvadora de Cristo. É surpreendente a Epístola aos Filipenses ser chamada carta da alegria, quando sabemos que ela foi escrita quando São Paulo estava na prisão. Como este homem pode falar com tanto ânimo em uma situação tão triste? Eis a lição para cada um de nós. Não importa o que nos oprime, o que nos deprime; muitas podem ser as nossas prisões, até o pecado. Poderíamos ser fatalistas, achando que não há solução. Mas São Paulo dá uma receita melhor: apresentar nossas necessidades em súplicas e orações. O cristão é aquele que ora com confiança a Deus, colocando a sua vida nas mãos do Pai. Segue em frente, porque tem a certeza de que Deus dá a fortaleza. Por fim, o apóstolo recomenda a ação de graças: agradecer por tudo o que recebemos, mesmo pelas coisas não tão boas. Filipenses nos faz um convite para parar de reclamar da vida, assumindo-a com a alegria de quem tem a certeza da vitória de Deus.

O Evangelho traz o conteúdo da pregação de João Batista. Sugere três aspectos de conversão.

a) “repartir as túnicas...”. É preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar. É tão bonito ver distribuição de alimentos, brinquedos, doces e roupas no fim de ano. Mas que não seja um desencargo de consciência. Que acima de tudo seja um gesto de partilha, de amor por aqueles que são pequenos, que sofrem as dores do próprio Cristo. Se solidário é ter um coração que se importa com o sofrimento alheio, seja qual for.

b) “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. É preciso quebrar os esquemas de exploração e proceder com justiça. Vencer o lema de Gerson que clama ao desejo de levar vantagem em tudo. A honestidade começa nas pequenas coisas.

c) “Não tomeis a força o dinheiro de ninguém...”. É preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar os irmãos. Não adianta se emocionar com os sensacionalismos dos programas de auditório, e depois ser violento com as pessoas que residem conosco, intransigentes no trânsito, na fila do comércio... Não podemos nos utilizar de nenhum privilégio ou cargo para oprimir ou tratar mal alguém. É preciso que transpareçamos a ternura do Evangelho.

 Vivamos a alegria e a conversão, preparando-nos para o Jesus que vem. “Procuremos acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão” (provérbio Chinês).

Pe Roberto Nentwig

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