quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PARA UMA COORDENAÇÃO EFETIVA - VIII

“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um
coloque à disposição dos outros o dom que recebeu” (1Pd 4,10).

O que apresentamos abaixo nasceu a partir de diversos encontros com catequistas sobre o tema do ministério da coordenação, sempre começamos perguntando sobre o que uma coordenação precisa para dar certo. Foram citadas as seguintes orientações: 

a) trabalho em equipe, se apoiando na confiança, compartilhando um objetivo comum e acolhendo idéias; 
b) no processo de formação, aprender a definir objetivos claros, não se preocupar com o conteúdo, mas sim com a mensagem a ser anunciada; 
c) conhecimento das pessoas com quem convivemos, ver a necessidade de cada pessoa e saber valorizar os dons de cada um; 
d) diálogo e sensibilidade com o outro,  tratar os catequistas com respeito,  carinho e atenção.; 
e) respeito e valorização pelo trabalho do outro, elogiar sempre; 
f) confiança e liberdade de ação na missão evangelizadora; 
g) ter espiritualidade de qualidade, agregando-se a Jesus Cristo, viver em uma mística da conversão cristã. fonte inspiradora na arte de coordenar;
h) união para formação de um grupo mais ativo e participativo; 
i) incentivo para que o grupo tenha mais desprendimento e discernimento; 
j) solidariedade para estar sempre trabalhando em grupo para que haja revezamento e partilha; 
k) encorajamento, isto é, lutar para vencer o desânimo; 
l) ajudar os catequistas a compreenderem que seu ministério é uma missão; 
m) favorecer a pastoral orgânica e de conjunto sempre fazendo a ligação vida e fé;
n) ser o articulador (a) do trabalho;
o) incentivar sempre a caminhada da catequese na mística de uma missão; 
p) perceber a realidade e as diversidades; 
q) ser aberto à inclusão.

COORDENAÇÃO PAROQUIAL

- Será integrada pelo coordenador paroquial e pelos coordenadores das comunidades que integram a paróquia. Sugere-se que cada nível ou ano de catequese tenha um coordenador. 
- Cabe à coordenação paroquial promover a catequese nos diversos níveis, zelando para que não faltem catequistas, planejando os recursos materiais necessários.
- Promover um estreito diálogo com o pároco, ao longo do processo catequético. 
- Promover encontro, cursos, estudos, encontro com as famílias. 

Toda paróquia terá uma equipe de catequese sob a orientação pastoral do pároco. Ela envolverá membros das comunidades e catequistas das várias etapas da catequese. São tarefas dessa equipe:
a) estar integrada e presente no Conselho Pastoral da Paróquia ou da comunidade;
b) articular com todos os catequistas os projetos e programas assumidos em conjunto;
c) estar em sintonia e integrada com a programação paroquial;
d) assumir as propostas da catequese em nível diocesano e as orientações aprovadas pela Diocese;
e) organizar equipes nos vários níveis de catequese (adultos, Matrimônio, Batismo, Confirmação, Eucaristia, catequese junto às pessoas com deficiência...);
f) promover reuniões periódicas para programar e avaliar; dar nova condução a trabalhos sem eficiência, corrigindo as falhas;
g) assegurar formação adequada e permanente dos catequistas, em nível local, sistematizando jornadas, semanas, escolas paroquiais de catequese;
h) sistematizar uma catequese permanente com os pais e promover ações referentes à formação com adultos;
i) suscitar a troca de experiências entre as comunidades paroquiais (DNC 325). 

COORDENAÇÃO REGIONAL (Vicariato) E DIOCESANA

- Será composta pelo assessor (a) e pelo (a) coordenador (a). 
- Articular as propostas diocesanas e do regional, zelando pela unidade da pastoral catequética.
- Assessorar as coordenações paroquiais nos diversos serviços da catequese, especialmente uma formação permanente dos catequistas.
-Cuidar da integração e organicidade da catequese nos diversos níveis da ação pastoral.
 A organização da catequese na diocese tem como ponto de referência o Bispo e sua equipe de coordenação (cf. DGC 217 e 265; cf. CDC 775; AS cap. V, item 3). A coordenação diocesana da catequese, formada por uma equipe (bispo, padres, diáconos, religiosos e catequistas), assume tarefas fundamentais, como:
a) buscar uma visão clara da realidade geográfica, histórica, cultural, sócio-econômica e política da diocese;
b) perceber os desafios, as ameaças e as oportunidades com relação à prática catequética;
c) elaborar um planejamento com objetivos claros, ações concretas, integrado com a pastoral da diocese;
d) estabelecer os itinerários e a modalidade da catequese segundo a pedagogia catecumenal para as diversas idades, especialmente para adultos, tanto batizados como não batizados;
e) discernir sobre a idade, duração das etapas, celebrações e outros elementos necessários para o bom andamento da catequese;
f) elaborar ou indicar para a diocese instrumentos necessários para a educação da fé de seus membros como: textos, manuais, subsídios, programas para diferentes idades;
g) promover uma aprimorada formação dos catequistas, sobretudo das coordenações paroquiais, envolvendo-os em jornadas, reuniões, escolas catequéticas, retiros, momentos de oração e de confraternização;
h) apoiar as coordenações paroquiais em suas iniciativas, dando-lhe sustento por meio  de reuniões, subsídios, jornais catequéticos, revistas;
i) criar e organizar escolas catequéticas diocesanas com programas e conteúdos adequados à realidade, com maior atenção à formação bíblica, litúrgica e metodológica;
j) prover fonte de recursos e uma sustentação econômica para o projeto catequético diocesano;
k) integrar a catequese com a liturgia, os ministérios, as pastorais e ações prioritárias assumidas;
l) efetivar os compromissos assumidos em nível nacional e aprovados pela CNBB, entre eles a elaboração ou renovação do Diretório Diocesano de Catequese;
m) ler, estudar e aprofundar documentos elaborados em nível nacional, latino-americano e da Sé Apostólica, e colocá-los na prática com os catequistas;
n) participar com responsabilidade das reuniões efetivadas em nível regional;
o) utilizar os meios de comunicação e a internet para possibilitar um intercâmbio e maior aprofundamento;
p) detectar  os “novos areópagos” da catequese no âmbito da diocese (DNC 329).

ASSESSORES

Os assessores, sejam eles padres, religiosas, religiosos, leigos ou leigas devem ter a capacidade de liderança, respeito às pessoas e às suas ideias, firmeza, sabedoria de vida, inserção numa comunidade eclesial, espírito de oração, vivência espiritual, desprendimento das coisas materiais, fé e coragem, acreditar profundamente no projeto da animação bíblico-catequética, capacidade de enfrentar dificuldades, perseverança, pessoa objetiva, amor pelos pobres, consciência crítica, senso de justiça, percepção da realidade, alegria, equilíbrio, serenidade, capacidade de diálogo, acolhida, interesse pela pessoa, abertura, convicção, franqueza, vida coerente. Claro que somente Jesus Cristo conseguiu juntar todas estas qualidades numa só pessoa. Esta relação indica a direção que devemos trilhar em nossa ação catequética na escolha dos assessores. 

a) Cada Regional (vicariato) contará com o serviço de um (a) assessor (a), que poderá ser um clérigo ou um (a) religioso (a) ou leigo (a) que tenha a necessária competência para desempenhar esse serviço.
b) Compete ao assessor (a) auxiliar a respectiva comissão para que cumpra bem sua finalidade. Deverá, sobretudo, ocupar-se da formação dos catequistas, aprofundarem a identidade e a missão da Pastoral Catequética. Propor programas, métodos ou estratégias que visem tornar mais eficiente o trabalho da Pastoral Catequética. 
c) O assessor (a) participa da comissão como membro.

Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo, css 

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