terça-feira, 9 de outubro de 2012

Olá catequistas!


Sou Regina Helena Mantovani, catequista da Arquidiocese de Maringá, Paraná.
A partir de agora vamos nos interagir através deste Blog. A temática principal será o de Escolas Catequéticas e tudo que envolve tal assunto.

Como não poderia deixar de ser quero neste primeiro encontro online partir do contexto que estamos vivendo: AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E  CONSEQUENTEMENTE O EXERCÍCIO DA CIDADANIA. 

Vocês poderiam perguntar: mas, o que tem a ver com escolas catequéticas? Tudo. Primeiro, porque não podemos desconectar a realidade da vida no processo de elaboração e concretização de uma escola catequética. Segundo, porque este é um conteúdo a ser trabalhado a partir dos valores morais e éticos apontados pelo Evangelho; e por último, ser catequista é, antes de mais nada ser profeta da vida e da esperança. 

Assim, olhando atentamente os textos bíblicos e a história do cristianismo podemos perceber que muitas comunidades primitivas buscaram viver a cidadania plena, a ekklesía de iguais: propunha-se que os bens fossem de fato partilhados, que cada pessoa tivesse de acordo com sua necessidade (At 4,32-37; 1Cor 11,17-27); denunciava-se o acúmulo e a exploração (Tg 5,1-6); mulheres foram apóstolas (Jo 4,28-29; Rm 16,7), lideraram comunidades (At 16,11-15; Rm 16,1.3)...

A proposta assumida por muitas destas comunidades cristãs demonstram como entenderam o novo sentido da ekklesía: “Entre nós, não há mais judeu nem grego, nem escravo, nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus” (Gl 3,28). O que se propõe na edificação da nova ekklesía é a cidadania plena para todas as pessoas. Mulheres e crianças, pobres e pequenos, todas as pessoas são reconhecidas em sua dignidade, com voz e vez.

Hoje, a história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre buscam mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas.  Neste contexto, a lei torna-se o último recurso da cidadania, aquela cidadania desejada e praticada no cotidiano.

Não se trata de poder ou se envolver com a política, mas de um chamado profético para atuar influenciando de forma relevante nas instâncias de decisão de nossa nação, atuando no desenvolvimento e votação de novos projetos de lei que estejam de acordo com os princípios de amor e justiça de Deus.

Desta forma a catequese é desafiada a exercer um trabalho de sensibilização e conscientização dos cristãos no sentido de ajudá-los a perceber a relevância do exercício de uma fé cidadã consolidada na ética, justiça e igualdade social. 

Regina Helena Mantovani
E mail: rhmantovani@hotmail.com

Um comentário:

  1. Olá!
    Amei o blog e estou seguindo com alegria. Fui catequista por 10 anos, mas foi necessário que eu parasse com as atividades uma vez que passei a me dedicar nas atividades da Pastoral da Saúde. Precisei fazer esta escolha por não dispor de tempo para as duas atividades, mas continuo ligada a tudo que diz respeito à catequese, ser catequista é uma paixão.
    Tenho um blog relacionado à catequese, cujo link é: http://catequistadecca.blogspot.com, ficarei feliz de receber sua visita.

    Paz e bem a todos
    Lurdes

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