segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Concílio Vaticano II – A Gaudium et Spes


“A Igreja e o mundo, a Igreja no mundo?” Outra das ousadias dos 2.156 membros do Concílio Vaticano II foi o de colocar corajosamente, em começos da década de 60, a questão da relação entre a Igreja e o mundo. Como fazer isso se a Igreja, dominada pela hierarquia e pela vida religiosa contemplativa e conventual, esta tipicamente da “fuga do mundo (fuga mundi), sempre se colocara acima do mundo e, muitas vezes em clara oposição e condenação ao mundo, visto como o espaço das vaidades, da luta pelo poder, pelo ter, pelo prazer, a arena da injustiça, da corrupção, da concupiscência e do pecado? Foi admirável o bom senso e o espírito evangélico dos padres conciliares em reconhecer que a Igreja está no mundo, vive no mundo, é parte deste mundo e é pecadora por ser composta de pessoas inseridas no mundo. Reconhecer que Deus criou este mundo e mandou seu Filho para salvar este mundo era indispensável para que a Igreja se reconhecesse de Jesus Cristo. Mas não um Jesus Cristo idealizado pelas altas teologias de então, mas o Nazareno, encarnado na história humana de um povo, de um país, em uma determinada cultura, com um corpo humano nascido de mulher, em relacionamento contínuo com pessoas de todas as categorias, especialmente pobres e pecadoras. Como ser Igreja deste Jesus encarnado sem amar este mundo e dar a vida para amar este mundo a ajudar a todas as pessoas, crentes ou não, a serem felizes?

A “Gaudium et Spes” uma Constituição Pastoral revolucionária. É lamentável que neste percurso de 50 anos do Concílio se tenha colocado de escanteio e/ou se tenha combatido este documento conciliar de primeira grandeza. Tomara que agora, pelo impulso do jubileu conciliar, ele seja lido, assimilado e colocado em prática. 
Da Apresentação ou proêmio da Gaudium et Spes contento-me em citar este texto que deixa claro o que o Concílio quis propor no decorrer de todo o documento:  As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para comunicá-la a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história. (GS 1)

Grandes temas da “Gaudium et Spes”: Tomara que pelo fato conhececer este esquema você se sinta motivado em ler a “Gaudium et Spes”: Proêmio ou Apresentação; Introdução (a condição do ser humano no mundo de hoje); Primeira Parte A Igreja e a vocação do ser humano (1. A dignidade humana; 2.A comunidade humana; 3.A atividade humana no mundo; 4. A Missão da Igreja no mundo de hoje); Segunda parte: Alguns problemas mais urgentes (1. A promoção da dignidadade do matrimônio e da família; 2. A conveniente promoção do progresso culturai; 3. A vida econômica e social; 4. A vida da Comunidade política; 5. A promoção da paz e a comunidade internacional); Conclusão.  

Irmão Nery fsc – irnery@yahoo.com.br

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