quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O DIRETÓRIO NACIONAL DA CATEQUESE E AS ORIENTAÇÕES DAS FUNÇÕES.- VII


“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um
coloque à disposição dos outros o dom que recebeu” (1Pd 4,10).
Os leigos na catequese 

Os fiéis leigos têm missão importante como batizados e crismados. Eles têm uma sensibilidade especial para encarnar os “valores do Reino” na vida concreta, a partir de sua inserção no mundo do trabalho, da família, das profissões, da política, da cultura... especialmente entre os afastados ou em ambientes onde outros agentes da Igreja não estão habitualmente presentes. Eles podem ouvir quem não se sente Igreja, percebendo por que cada pessoa se afastou, descobrindo o que os de fora gostariam de encontrar na Igreja, quais as expectativas das pessoas que ainda não cativamos. Essa percepção ajudaria a encontrar caminhos de evangelização e catequese. (DNC 241) 

Religiosas e Religiosos na Catequese

A Igreja convoca para a atividade catequética as pessoas de Vida Consagrada e deseja que “as comunidades religiosas consagrem o máximo das suas capacidades e de suas potencialidades à obra específica da catequese” (CT 65; cf CDC 778), pois o testemunho dos religiosos, unido ao testemunho dos leigos, mostra a face única da Igreja que é sinal do Reino de Deus. Convida também os religiosos desde a formação inicial a participarem da formação, organização e animação catequética em sintonia com o Plano de Pastoral e orientações da diocese. A presença alegre, disponível e entusiasta de religiosos na catequese aviva a comunidade e anima os catequistas (DNC 246).

O Pároco na catequese 

  É responsabilidade dos presbíteros e dos diáconos, mas principalmente dos párocos (cf cân. 519; DNC 250):

a) entusiasmar-se pela catequese para que os catequistas se sintam valorizados;
b) acompanhar a catequese em clima de diálogo com a coordenação, dando estímulo à formação permanente dos catequistas e acompanhando as famílias;
c) estimular e apoiar a vocação catequética, ajudando os catequistas a realizarem esse ministério com amor e fidelidade;
d) suscitar na comunidade o senso de responsabilidade para com a catequese;
e) estar atento à qualidade da mensagem, à metodologia, ao crescimento na leitura bíblica, à dimensão antropológica da catequese, ao comprometimento da catequese com a transformação da realidade social;
f) integrar a catequese no projeto de evangelização, em estreita ligação com a liturgia e o compromisso social;
g) assegurar a integração da catequese nos planos diocesanos;
h) zelar para que as orientações pastorais e catequéticas em nível diocesano sejam levadas a efeito;
i) favorecer financeiramente a formação de catequistas e outros gastos da catequese;
j) incentivar a presença de homens no ministério da catequese.

O Bispo na Catequese

João Paulo II, falando aos Bispos, afirma que a preocupação de promover uma Catequese ativa e eficaz deve levá-los a assumir em suas dioceses, de acordo com os planos da Conferência Episcopal, a superior direção da catequese, rodeando-se de colaboradores competentes e merecedores de confiança (Cf. CT 63). O Diretório dos Bispos (Apostolorum Sucessores) de 2004 dedica o parágrafo III do capítulo V (Munus Docendi) ao tema do Bispo, como “primeiro responsável da catequese” (nºs 127 a 136). Afirma que “o Bispo tem a função principal, junto com a pregação, de promover uma catequese ativa e eficaz” (nº 128; DNC 249). 

Esse empenho episcopal na promoção da catequese implica em:

a) assegurar efetiva prioridade de uma catequese ativa e eficaz na Diocese, com atenção especial na cidade;
b) suscitar e alimentar uma verdadeira paixão pela catequese;
c) incentivar a devida preparação dos catequistas, abrangendo: método, conteúdo, pedagogia e linguagem;
d) acompanhar e atualizar a qualidade dos textos utilizados na catequese;
e) organizar um projeto global de catequese na Diocese, integrado no conjunto da pastoral;
f) assegurar meios, instrumentos e recursos financeiros;
g) despertar o ministério catequético;
h) zelar pela formação catequética dos presbíteros, tanto nos seminários como na formação permanente.

Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo, css 

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