sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Oração: uma força no caminho ecumênico

 O Concílio Vaticano II define a oração como “alma de todo o movimento ecumênico.” Na encíclica Ut Unum Sint (21), João Paulo II relembra a força que nos vem da oração: A oração comum dos cristãos convida o próprio Cristo a visitar a comunidade dos que lhe rezam: “Pois onde estiverem reunidos, em meu nome, dois ou três, eu estou no meio deles”. (Mt 18,23)

De fato, a oração tem um papel importante na busca da unidade, por muitos motivos: a unidade virá por ação do Espírito Santo, a oração educa o nosso coração e gera compromisso, a oração une as pessoas porque elas percebem que estão se dirigindo ao mesmo Deus que quer bem a todos.

Em se tratando de ecumenismo, podemos recorrer à oração em muitas situações e de modos diferentes. Temos, por exemplo:

- Tempos já consagrados, como a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A catequese e a Pastoral de Conjunto deveriam aproveitar bem esse tempo, divulgando o tema de cada ano e fazendo o possível para celebrar junto com outras Igrejas.

- Oração pessoal, em que cada um reza pela unidade cristã , mas também pede pelos amigos de outras Igrejas ou até agradece a Deus por coisas boas que eles realizaram.

- Oração dos católicos, em grupo, pela causa da unidade. Em alguns lugares e situações, é muito difícil ter a companhia de fiéis de outras Igrejas, mas sempre é possível educar o coração dos católicos para um objetivo que a nossa Igreja recomenda tanto.

- Celebrações de datas cívicas, formaturas, movimentos populares, em que pessoas de diferentes Igrejas se unem numa alegria ou num trabalho comum.

- Atendimento a doentes, encarcerados ou outros irmãos necessitados, que precisam de ajuda e devem ter a sua identidade religiosa respeitada.

- Orações em família, ou com grupo de vizinhos, onde houver diversidade de denominações cristãs.

Em todos os casos, a oração se dirige a Deus mas, ao mesmo tempo, compromete aquele que ora. Seria muito estranho pedir alguma coisa ao Pai e depois insistir em atitudes que prejudicassem a realização daquilo que estamos pedindo. Aí também a catequese deveria mostrar como temos que ser colaboradores de Deus, instrumentos a serviço do projeto do Reino. Seria bom igualmente lembrar que rezamos pela unidade em nossas missas, quando pedimos: “Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz, não olheis os nossos pecados, mas a fé da vossa Igreja e dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade...”

Cremos que a plena unidade, pedida por Jesus quando orou por seus discípulos, há de vir, mas não sabemos como nem quando. Esse é um motivo a mais para colocarmos a caminhada ecumênica diante de Deus nas nossas orações. Ele é que vai nos indicar como devemos trilhar esse caminho. Conversando com Deus, vamos ficando mais preparados para construir a paz e para amar melhor os filhos e filhas desse mesmo Pai. A catequese é educação da fé e, como tal, é também educação para a fraternidade, o diálogo, a descoberta de tudo de bom que o Senhor já realizou mesmo fora das fronteiras visíveis da nossa Igreja. 

Therezinha Cruz

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