domingo, 5 de agosto de 2012

Leitura Orante da Palavra de Deus: Ministros Ordenados

Neste mês em que a Igreja lembra as diversas vocações que enriquecem a Igreja com sua presença e ação, queremos, na unidade, sintonizar com as mesmas, fazendo a nossa leitura orante, conforme nos sugere o texto preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e que se encontra no site da CNBB.


Ministros Ordenados:
a Serviço do Povo de Deus
(bispos, padres e diáconos)

Leitura Orante da Palavra de Deus

A.: A Igreja desde o seu início viu florescer um celeiro de diferentes vocações, respondendo sempre às necessidades missionárias e pastorais que iam surgindo. Na leitura que vamos ouvir, veremos a escolha dos diáconos para ajudarem os apóstolos no atendi-mento da comunidade que crescia diariamente, pois a Palavra de Deus ia se espalhando cada vez mais.

Canto (à escolha)

A.: Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 6,1-7).
L2: “Naqueles dias, o número dos discípulos ti¬nha aumentado, e os fiéis de origem grega começa¬ram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. Então os doze após¬tolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram:

T.: ‘Não está certo que nós deixemos a pre¬gação da Palavra de Deus para servir às me¬sas. Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos de sabe¬doria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. Desse modo nós poderemos dedicar-nos intei¬ramente à oração e ao serviço da Palavra’.

L3: A proposta agradou a toda multidão. Então escolheram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pár¬menas e Nicolau de Antioquia, um grego que seguia a religião dos judeus. Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé”.

A.: Palavra do Senhor.
T.: Graças a Deus.
(Breve momento de meditação)
Passos para a Leitura Orante
1º passo – O que o texto diz em si?

L4: O texto narra um episódio importante de uma das primeiras comunidades cristãs. A Igreja estava em período de formação, conduzida pelos apóstolos, mas principalmente pela ação do Espírito Santo. 

L5: A partir do texto de At 6,1-7 responda: Como era essa comunidade? Quem eram os seus membros? Surgiu um problema na comunidade. Que problema era esse? Como foi resolvido?

2º passo – O que o texto me diz? E para minha comunidade?

L6: Ouçamos novamente At 6,1-7 para res¬ponder: Como é minha comunidade? Tenho consciência de que pelo batismo sou chamado a ser membro ativo da Igreja? Eu participo das discussões dos problemas da comunidade? Quais são as necessidades de minha comunidade? Qual serviço/ministério eu me sinto chamado a desempenhar na comunidade? Faltam ministros? Para que? Em nossa comunidade haveria necessidade de um diácono permanente? Há pessoas na comunidade dignas de serem indicadas para esse ministério? Tenho consciência da importân¬cia do Ministro Ordenado na comunidade? Como eu posso ajudá-lo na sua missão?

3º passo – O que este texto me leva a dizer a Deus?

L7: Em silêncio, recolho aquilo que brota do co¬ração para dizer a Deus. Em seguida, cada um faz em voz alta a sua oração.

4º passo – Quais os compromissos que eu assu¬mo a partir da Palavra de Deus? 

A.: Sou convidado a sentir e a saborear a pre¬sença de Deus, que através de sua Palavra vem me falar ao coração. Perceber como esse encontro pessoal com Jesus me enriquece, me transforma e me dá novo olhar. Frente a isto não posso continuar o mesmo, mas me deixo transformar. Isso é contemplação (privilegiar um momento de silêncio)!

L1: Pergunto-me: Quais os compromissos que eu assumo a partir da Palavra de Deus? Escreva num papel seu compromisso (não é necessário partilhar).

T.: Se colocamos a nossa vida nas mãos do Senhor, descobrimos quais e quantos dons temos para dar, Cristo ressuscitado age em nós para partilhar tudo conosco.

L2: Agora, Cristo utiliza das nossas mãos para continuar a abençoar. Utiliza de nossos lá-bios para continuar a falar. Utiliza de nosso amor para continuar a doar a experiência de um amor que vence tudo. Utiliza de nossos pés para alcançar cada canto do mundo com o anúncio da salvação. Ele nos acompanha e completa o nosso testemunho com a força de seu amor por todos seres humanos que o aguardam.

Canto (à escolha)
Louvor
T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, pa¬dres e diáconos.

L3: Queremos, Senhor, para a Igreja Ministros Ordenados capazes de renascer no Espírito todo dia. Queremos para a Igreja Ministros Ordenados sem medo do amanhã e livres do passado. Queremos para a Igreja Ministros Ordenados que não tenham medo de mudar, que não falem só por falar.

T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, pa¬dres e diáconos.

L4: Queremos para a Igreja Ministros Ordenados capazes de viver junto aos outros, de trabalhar junto, de sorrir junto, de amar junto, de sonhar junto. Queremos para a Igreja Ministros Ordenados capazes de perder sem se sentir destruídos, de questionar-se sem perder a fé, de levar a paz onde há inquietude e quietude onde não há paz.

T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, padres e diáconos.

L5: Queremos para a Igreja Ministros Ordenados que saibam usar as mãos para abençoar e apontar o caminho a seguir. Queremos para a Igreja Ministros Ordenados sem muitos recursos, mas com muito a fazer. Ministros Ordenados que nas crises não busquem outro trabalho, mas como trabalhar.

T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, padres e diáconos.

L6: Queremos para a Igreja Ministros Ordenados que sejam livres para viver e servir e não para fazer sua própria vontade. Queremos para a Igreja Ministros Ordenados que tenham saudade de Deus, da Igreja, do povo, da pobreza de Jesus, da obediência de Jesus.

T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, pa¬dres e diáconos.

L7: Queremos para a Igreja Ministros Ordenados que não confundam a oração com as palavras ditas por costume, a espiritualidade com o sentimentalismo, o serviço com a própria segurança pessoal. Queremos para a Igreja Ministros Ordena¬dos capazes de viver e morrer por ela, profetas de Deus, que falem com suas vidas.

T.: Obrigado, Senhor, pela vida dos bispos, pa¬dres e diáconos.
          Eis que faço novas todas as coisas!

Oração Vocacional

T.: Senhor Jesus, entre nós escolhestes bispos, presbíteros e diáconos e os enviais para proclamar a vossa Palavra e para agir no vosso Nome. Por um dom tão grande para a vossa Igreja, vos louvamos e vos damos graças.

Lado A: Vos pedimos para inflamá-los com o fogo do vosso amor, para que o ministério deles re¬vele a vossa presença na Igreja. Por serem vasos de argila, pedimos que o vosso poder os fortaleça em suas fraquezas.

Lado B: Em suas aflições, não permitais que sejam esmagados, nas dúvidas se desesperem. No tempo da fraqueza, enviai-lhes o vosso Espírito e ajudai-os a louvar o vosso Pai celestial.

T.: Com vosso Santo Espírito pondes a vossa Palavra em seus lábios e o vosso amor em seus corações, para que levem a Boa Nova aos po¬bres e curem os corações feridos.

A.: O amor do Pai nos reuniu, irmãos na fé, pelo desejo de fazer a sua vontade. Elevemos a Ele a nossa comum oração, dizendo (alternando com o animador):
A.: Pai nosso que estais nos céus. 
T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração.
A.: Para que seja santificado o vosso nome. 
T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração.
A.: Para que a vossa vontade seja feita no céu e na terra. 
T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração.
A.: Para doar-nos o Pão da vida. 
T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração.
A.: Para perdoar as nossas culpas. 
T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração.
A.: Para que nos ajudem a superar as tentações. 

T.: Dai-nos bispos, presbíteros e diáconos segundo o vosso Coração, e livrai a nós e a eles de todo mal. Amém!

Lado A: Ó Senhor, queremos presbíteros que não somente consagrem o pão, mas sobretudo pessoas, que nos conduzam a vós. Que todos os mi¬nistros falem com a vida, mais do que com a palavra. Ministros que vivam santamente.

Lado B: Dai-nos Ministros Ordenados que nos falem de vós, que se doem, que saibam irradiar-vos. Que sejam pessoas de coração aberto, que sejam generosos no empenho pastoral, fiéis e vigilantes na oração, alegres e solícitos no serviço à comunidade cristã.

T.: Senhor, dignai-vos dar-nos estes minis¬tros generosos, sinais de vossa presença e ação. Amém!

Segue a bênção com o Santíssimo onde for costume.
Canto final (à escolha)

Aprofundamento
O episódio relatado nos Atos dos Apóstolos mos¬tra como na comunidade cristã surgiu uma ten¬são entre grupos a respeito da ajuda às viúvas.
Lucas não condena o conflito. O conflito faz parte da experiência comunitária. Onde os conflitos não existem não há comunidade, ou eles são mascarados, reprimi¬dos. O importante não é fazer desaparecer os conflitos, mas administrá-los para o crescimento da comunidade.

A comunidade torna-se disponível ao serviço e, por isso, o ministério apostólico e o serviço da diaconia favorecem a unidade. Hoje a Igreja está ciente de seu dever e chamado à oração, à caridade e ao serviço da Palavra e da missão.

Os ministérios ordenados garantem a comunhão, a unidade onde as diferenças são vividas no âmbito da co¬munhão, tornando-se motivo de riqueza. Em uma socie¬dade individualista e violenta, o movimento da Palavra precisa de uma comunidade ministerial, lugar de unidade na diversidade, que vive a comunhão para a missão.

Desde o início emergem os três ministérios essenciais da Igreja: o serviço da Palavra, o serviço litúrgico da oração e o serviço da assistência aos pobres. Não é utilizado o termo “diácono”, embora haja referência à diaconia e à imposição das mãos.

O diácono é sinal do próprio Cristo Senhor servo, é animador do serviço da Igreja junto às comunidades cristãs e intérprete das necessidades e aspirações delas.
A Igreja articula suas funções procurando dar respostas diferentes de acordo com os problemas que se apresentam no próprio caminho histórico, a fim de viver a comunhão, a responsabilidade comum e uma eficiente colaboração.

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