sexta-feira, 20 de julho de 2012

16º. Domingo do Tempo Comum – B


“Vinde sozinhos para descansar um pouco.” (Mc 6,31). Jesus e seus discípulos têm uma vida agitada e precisam de momentos de afastamento, de solidão.

Jesus convida seus discípulos para relatem a sua missão (Mc 6,30). A primeira lição de Jesus, portanto, é a importância da avaliação. Quando paramos como grupo, comunidade ou individualmente, podemos enxergar de um modo mais ponderado como está a nossa missão. Quando realizada com os irmãos, esta avaliação ganha força, pois a comunidade é sempre um critério para que encontremos o melhor caminho.

Em um segundo momento, Jesus nos ensina a importância do recolhimento. O mundo moderno é o mundo da agitação, da vida ocupada. Facilmente, vivemos em função do nosso trabalho, de nossas obrigações. É geralmente uma corrida que ofusca o verdadeiro tesouro da vida e, não raras vezes, é uma busca pelo ter, pelo sucesso profissional, pelo dinheiro... Nossa corrida nem sempre é missionária, e mesmo a fadiga missionária, não dispensa o descanso merecido.

Como está o nosso descanso? Como aproveitamos o nosso tempo livre? O descanso tem uma dimensão espiritual: Jesus se retirava para rezar, para se encontrar com o Pai e não perder o foco da missão. Esta lição foi ensinada na prática aos discípulos. Reservar tempo para o Senhor nasce de um hábito; é preciso estar alerta, pois facilmente este tempo fica em segundo plano.

A Igreja nos convida e revalorizar o domingo como dia de descanso, de encontro familiar, de reunião comunitária, de celebração da Páscoa do Senhor: “Entende-se, assim, a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, com uma necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a pastoral do domingo e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’ para um novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (DAp 252).

Jesus é o Bom Pastor, o verdadeiro Pastor prometido no Antigo Testamento (Jr 23,5-6). As ovelhas vão atrás de Jesus, pois precisam de uma palavra, de um alento, da água viva que só Ele oferece. Hoje, do mesmo modo, o mundo é um rebanho sedento, deseja uma vida de sentido, mas nem sempre encontra a Palavra do Pastor. Existe uma multidão correndo atrás de Jesus, e talvez nem saiba disso. Somos também estas ovelhas perdidas?

A Santa Missa é uma ocasião para escutar os ensinamentos de Jesus (Mc 6,34b), de contar o que estamos fazendo (Mc 6,30). Na Eucaristia nos encontramos com aquele que nos alimenta com o pão, “que prepara a mesa”, que faz o nosso “cálice transbordar” (Sl 22,5). A Eucaristia é o alimento das ovelhas; é o encontro pessoal com o verdadeiro Pastor.

Pe Roberto Nentwig

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