domingo, 29 de julho de 2012

Regional Nordeste 2: ABP e Leitura Orante é trabalhado no retiro da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora


 

Buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Deus. Um retiro espiritual deve ser marcado por este principal objetivo. Vivemos hoje num mundo de grande velocidade, agilidade de informação e compromissos diversos, onde, quase sempre, não temos tempo para nada e se não tiver tempo para Deus à morte espiritual é absolutamente certa! O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Pai celestial. O retiro torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Senhor Deus. (Pe. Inácio José do Vale, OSBM).

Com isso a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora na Arquidiocese de Maceió realiza o II Retiro de Espiritualidade e Formação com os Catequistas entre os dias 28 e 29 julho com o tema CRER EM JESUS CRISTO HOJE e com o lema “E EIS QUE EU ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS!” (Mt 28,20). Nesse retiro, o texto em destaque é a Carta Apostólica do Papa Bento XVI, assim como, o material utilizado na ABP. Além disso, vivenciam-se momentos de Leitura Orante como uma das formas privilegiadas do encontro com a Palavra-Jesus.

Estamos eufóricos, pois, pela primeira vez vamos reunir os catequistas das dimensões catequéticas: Batismo, Crisma, Eucaristia e Matrimônio, com a orientação presencial de nosso pároco Pe. Marcos Antônio Deus seja louvado! O retiro está acontecendo no Recanto Coração de Jesus - Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus diz Luiz Carlos participante do Primeiro Congresso da Animação Bíblica da Pastoral em Goiânia.

Com esse trabalho a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética observa que os trabalhos realizados no Primeiro Congresso da Animação Bíblica da Pastoral chegam à base da nossa igreja. Parabéns a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora pelo trabalho que vem realizando com seus catequistas.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

17º. Domingo do Tempo Comum – B


A comida é um dado antropológico rico, pois obviamente ninguém vive sem alimento. Não só apenas no cristianismo a comida assume um significado religioso, como podemos perceber desde as religiões primitivas. Quando queremos festejar algo, nós de fato comer-moramos, alegramo-nos ao partilhar farta comida, geralmente um bom churrasco, ou um jantar mais requintado. Até mesmo as grandes decisões são feitas à mesa.

É neste contexto de importância do alimento que se inserem as leituras deste domingo. Jesus deu de comer e Eliseu partilhou o pão das primícias da colheita com o povo.
O gesto de alimentar significa que Deus se preocupa com as nossas necessidades, com nossas fomes: fome de pão, fome de liberdade, fome de dignidade, fome de realização plena, fome de sentido para a vida, fome de amor, fome de paz... Deus não é alheio às nossas necessidades, e sempre se oferece como dom, como presente. A atitude de Jesus é uma expressão clara do amor e da bondade de um Deus atento às necessidades do seu Povo. Ao longo do caminho, Deus vai ao nosso lado, atento aos nossos dramas e misérias. De nossa parte, resta-nos abrir o coração ao seu amor e acolher a sua graça. Este é o maior milagre.

Jesus é o novo Moisés que alimenta o povo, não mais com o maná – o pão perecível. O contexto do deserto e da Páscoa nos lembra do Êxodo. Jesus é aquele que liberta o seu povo, e o conduz para a verdadeira Terra Prometida – seu Reino de amor. Somente o alimento dele não perece.

Filipe não acreditou na proposta de Jesus.  É a atitude comodista, daquele que cruza os braços e não quer se comprometer. Filipe representa, pois, a ação humana que é inclinada a desanimar, duvidando da ação poderosa de Deus. Somos tentados a dizer: “deixe que se virem!” Essa não é a solução cristã, pois somos indagados a confiar no Senhor e a nos comprometer com as necessidades dos nossos irmãos.

Para o milagre, Jesus se utiliza de poucos dons trazidos por um menino – cinco pães e dois peixes. É sinal de que Deus não resolve tudo milagrosamente, sem nossa colaboração, de um modo cômodo. Um menino traz os pães: a infância é o início de tudo, é a pureza, a humildade, o sinal da dependência... É o convite ao despojamento e à confiança incondicional. É preciso ser como a criança para se ter vez no Reino de Deus.

Jesus não quer que o milagre crie uma massa alienada e interesseira: “Quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte” Na sequencia do discurso do Pão da vida (Jo 6) percebemos claramente que Jesus não quer pessoas que só vão buscar do milagre. Elevar Jesus como Rei pode ser uma desculpa para se acomodar, para ter uma religião que espera que tudo caia do Céu. A verdadeira confiança no Senhor não espera apenas as benesses oferecidas por Deus.

Jesus também nos convida à comunhão. O gesto de alimentar evoca a partilha, que se faz na comunhão. São Paulo deixa claro que temos o mesmo Deus. Como Povo de Deus, na fonte de unidade que é a Trindade, caminha na mesma direção, com os mesmo sentimentos, na mesma graça, esperando o mesmo fim, trabalhando para o mesmo objetivo. O segredo resume-se em três palavras: humildade, mansidão e paciência – tudo no amor.

Alimentemo-nos do Pão da Vida, do Pão da vida eterna oferecido gratuitamente. Hoje Ele nós dá deste pão e não cessa de partir e oferecer entre nós.

Pe. Roberto Nentwig

Regional Leste 1 realizou o seu 20º Encontro da Comissão de Animação Bíblico-Catequética



O 20º Encontro da Comissão de Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste 1, que aconteceu entre os dias 13 à 15 de julho de 2012, com o tema: Reflexão Catequética do Vaticano II aos nossos dias e o lema: ‘Jesus chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois’ (Mc 6, 7), aconteceu na Betânia Casa de Encontros e Orações, em Vassouras –RJ, contou com a presença do bispo referencial da Catequese Regional Dom Elias Mannig e o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética Nacional Pe. Décio Walker e 70 participantes. Composição do Regional 10 (dez)dioceses: Diocese Barra do Piraí-Volta Redonda; Diocese de Campos; Diocese de Duque de Caxias; Diocese de Itaguaí; Arquidiocese de Niterói; Diocese de Nova Friburgo; Diocese de Nova Iguaçu; Diocese de Petrópolis; Diocese de Valença; Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Todos os participantes foram acolhidos pela Fatinha, da comissão de círculos bíblicos de Vassouras e Vera Lucy coordenação regional.

O momento de oração na sexta-feira (13/07), diversos documentos da Igreja indicadores do itinerário de catequese de estilo catecumenal e o principal instrumento de trabalho,  a Bíblia, dão inicio ao encontro. Na dinâmica de apresentação das Dioceses, feita pelo Rio de Janeiro, foi apresentado as 5 (cinco) urgências das DGAE 2011-2015. Os vários rostos e as diversas  experiências da catequese trazidas num tijolo compartilhando os trabalhos de comunhão das Dioceses com a Igreja do Brasil: Conquistas, Desafios e Prioridades.

O bispo referencial Dom Elias acolheu com carinho os participantes e ao Pe. Décio assessor da Comissão Episcopal Pastoral da  ABC Nacional. Pe. Décio  que falou da composição da  Comissão Episcopal Pastoral de ABP Nacional, Bispos, assessores, bispos referenciais, coordenadores e coordenadoras regionais, grupo de reflexão catequética, catequetas, biblistas, catequese com deficientes e indígena.

No sábado, ao final da missa, foi lida a carta do Pe. José Antonio, pároco da cidade de Vassouras, dirigida aos participantes do 20º encontro. Pe Décio traz uma reflexão sobre a caminhada dos 50 anos do Concilio Vaticano II, diz do grande empenho com  o trabalho da Iniciação Cristã. 

A   Reflexão Catequética do Vaticano II aos nossos dias, confrontando as experiências catequéticas daquela época com as experiências catequética de nosso dias, através dos documentos conciliares, permitindo uma volta as raízes, de  como se deu nossa  iniciação cristã . Parte da tarde, o trabalho de grupo, ajudou aos catequistas compartilhar suas experiências catequéticas e trazer para plenário, as perspectivas e plano de ação para hoje, atenta aos desafios e as necessidades da evangelização regional, diocesana. No domingo, a luz da Palavra de Deus “Então os doze partiram” (cf Mc 6, 12). A apresentação da organização da catequese de estilo catecumenal  da  Diocese de Valença, pelo Pe. Abimar, nos mostra a possibilidade do trabalho em outras dioceses na formação do catequista. Contribuição de Irmã Lúcia na Escola Catequética Paroquial, Regional,  para formação de formadores no itinerário de inspiração catecumenal enfatizouda redação e formatação da cartilha, em andamento.  Dom Elias apresentou uma síntese do encontro com os  bispos referenciais da catequese que aconteceu em Brasília, enfatizando o doc 97 Discípulos e Servidores da Palavra de Deus na missão da Igreja. Destacou a apresentação dos regionais da Catequese Catecumenal. Assim podemos afirmar que, o  20º encontro regional Leste 1, foi marcado pelo ambiente harmonioso entre participantes e despojamento do Bispo Dom Elias. Pela grande contribuição que Pe. Décio trouxe com a reflexão a cerca da catequese de estilo catecumenal nos cinqüenta anos do Concílio Vaticano II. Pelas coordenações: Regional e Diocesanas, pelos  momentos de orações, pela acolhida de  Irmã Bertila na Casa de Oração. Pelas descobertas e encaminhamentos  para nossa missão evangelizadora. Assim diz Vera Lucy.

Rico em misericórdia


A expressão, “rico em misericórdia”, refere-se a Jesus Cristo, tendo em conta seu modo de proceder e de olhar as pessoas no âmbito da convivência. A riqueza está expressa na sua simplicidade de vida, no “agir com os pés no chão”, sem triunfalismo infantil e preocupações externas. Jesus anuncia o Reino do Pai, mas totalmente despido de qualquer realidade de aparência e vaidade.

Ele é sinal do Reino de Deus, e realizou sinais com aquilo que era mais simples em sua vida. Sua identidade vai sendo revelada nas “coisas” simples, como no partilhar o pão com os seus amigos e sua comunidade. A multiplicação dos pães é um ensinamento que nos leva a acreditar na Providência e na Bondade de Deus, sem discriminação.

Ninguém deveria passar fome numa realidade de tanta riqueza, como acontece no Brasil. Somos sinalizadores de grande progresso econômico pela quantidade de grãos que produzimos. Mas ainda sinalizamos miséria, cinturão de pobreza. Tudo isto por não acreditar na Providência divina, que só age quando somos capazes de partilhar.

Corremos o risco de cair no comodismo, numa prosperidade egoísta sem nos dar conta de que o apego ao conforto acumulado impede a riqueza da Misericórdia divina. Só uma oferta generosa em favor da realização do bem maior da população poderá permitir a humanização e a dignidade das pessoas mais carentes.

A prática da vida cristã, que perpassa por tudo aquilo que realizamos na sociedade, deve considerar os valores que contam, para que “todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Essa prática deve ser diferente daquela que orienta a sociedade secularizada e pagã de hoje. O amor fraterno deve ser o valor maior.

Quem tem autêntica experiência de Deus é capaz de agir em favor dos outros e ser mais humano com eles. Normalmente é pessoa mais dócil aos apelos que veem de Deus. É capaz de sair da mesquinharia, do egoísmo e do indiferentismo em relação aos outros. Deixa de ser exploradora e usurpadora dos bens alheios.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

terça-feira, 24 de julho de 2012

CNBB lança livro de Animação Bíblica da Pastoral


Bento XVI na Exortação Apostólica Verbum Domini (VD) consagra a expressão animação bíblica de toda pastoral e urge a sua prática. Assim diz o Papa: “a animação bíblica de toda pastoral ordinária e extraordinária levará a um maior conhecimento da Pessoa de Cristo, Revelador do Pai e plenitude de toda a Revelação divina”. Por outro lado Bento XVI não deixa de denunciar um vazio pastoral quando a pastoral não é animada pela Palavra de Deus (VD 74).

Diante desses apelos, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB organizou um Congresso sobre esse atualíssimo tema, realizado em outubro de 2011, em Goiania-GO. O tema foi inspirado numa das expressões mais importantes da Bíblia sobre a Palavra de Deus: “A Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4,12).

A presente obra traz os textos completos das palestras e a riqueza da reflexão desenvolvida pelos palestrantes, não deixando de  registrar  também as linhas de ação e os encaminhamentos que os congressistas elaboraram, além da Mensagem final aprovada por todos em plenário, reafirmando a urgente necessidade de passar da pastoral bíblica para uma verdadeira e intensa animação bíblica de toda e qualquer pastoral.

Você pode adquirir nas Edições CNBB no valor de R$ 15,70.

Diocese de Goiás e PUC- GO promovem Pós-Graduação em pedagogia catequética


Numa parceria com a Comissão Episcopal para animação bíblico-catequética e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), a diocese de Goiás está realizando no período de 16 a 24/07 no Centro Diocesano de Pastoral Luís Ório, cidade de Goiás (GO), o 3º Intensivo do curso de Pós-Graduação em Pedagogia Catequética.

Em busca de uma formação catequética norteada pelos eixos teológico, pedagógico e propriamente catequético, o curso visa alcançar o incentivo da pesquisa, o fortalecimento da caminhada e a dinamização da missão evangelizadora da Igreja. Catequistas de todo o Brasil se fazem presentes na busca do saber e de mais experiências de catequese.

O curso neste mês de julho conta com a direção geral do bispo de Goiás, dom Eugênio Rixen, e a coordenação do professor Valdivino José Ferreira. O Corpo docente terá os professores Ivone A. Pereira (PUC-GO); o assessor da comissão para a Animação Bíblico-catequética, padre Décio José Walker (CNBB-Nacional); frei Paulo Sérgio C. Ferreira (Diocese de Goiás), irmã Maria Aparecida Barboza (Rio de Janeiro) e padre Luiz Alves de Lima (São Paulo).

“Ensina-me o bom senso e o saber” (Sl 119, 66), cita dom Eugênio Rixen. “Nós catequistas das várias Dioceses dos vários regionais estamos reunidos em Goiás, comungando da mesma palavra e rogando ao Deus da Vida que nos cumule de sabedoria nos ajudando a compreender para vivenciar a evangelização da boa nova catequética”, declarou o bispo.

Fonte: CNBB

sábado, 21 de julho de 2012

Leitura orante com enfoques específicos


Cresce cada vez mais na Igreja o exercício de Leitura Orante como uma das formas privilegiadas do encontro com a Palavra-Jesus.

Cada pastoral, cada grupo cristão busca a Palavra de Deus a seiva de vida para sua ação. 

Vejam por exemplo, a Leitura Orante realizada no dia 21/07 durante o 3º Encontro da Pastoral de Comunicação (PASCOM): o encontro de Jesus com a Samaritana na ótica da comunicação.


Mantra preparando ambiente: (mapa da palestina, jarras com água, potes de barro...)

Motivação: No momento mais quente do dia, à beira de um poço famoso Jesus pede de beber. Inicia-se um diálogo profundo que se torna vibrante como a fonte de água! 

 Vamos meditar uma das mais belas narrativas do 4º Evangelho: a conversa de um judeu com uma samaritana. A comunidade joanina é uma das mais distantes do acontecimento Jesus de Nazaré... poucas pessoas eram testemunhas oculares de Jesus. Jesus morreu pelo ano 33 e o evangelho foi concluído por volta do ano 100 da era cristã.

O evangelho de João é cheio de simbologia (que comunica muito!),  mas  é mais difícil de ser entendido.Símbolos, metáforas, comparações são  elementos importantes para esclarecer uma mensagem. Quanto símbolo fala mais que muitas palavras!!!!

O capítulo 4, 1-30 narra a conversa entre Jesus e a samaritana. A conversa foi difícil: tanto para Jesus quanto para a samaritana. Os dois tiveram que superar algumas barreiras. Jesus se encontrava em um ambiente estranho... fora de casa... de sua cidade...(precisava passar pela Samaria – Jo 4,4).  A samaritana estava em seu próprio ambiente... ambiente de sua casa e do seu trabalho. Mas, por ser mulher, ela não podia conversar com um homem estranho, judeu e de outra religião. Mesmo assim, os dois tentaram superar barreiras... Depois de várias tentavas... a comunicação dialógica avançou significativamente e se estabeleceu uma comunicação interativa  entre os dois... Difícil acolher uma pessoa estranha e diferente  sobretudo quando se quer realizar comunicação que é comunhão de vida... interatividade....

INVOCAÇÃO DO Espírito Santo:A nós descei...

Vamos ouvir o texto que nos relata o encontro: Jo 4,1-30 

Refrão: Escuta Israel, o Senhor, teu Deus, vai falar...

Ler uma segunda vez a partir da ótica da comunicação, percebendo como vão se dando os passos comunicativos de forma crescente até constituir comunhão de vida: quem fala, para quem fala, sobre o que estão falando. Detenha-se sobre o que mais lhe chamou atenção no texto.

Momento de silêncio...

1º passo: Leitura: O QUE DIZ O TEXTO

RECONTAR O TEXTO: 

1- Jo 4,1-6: Palco/espaço onde se realiza o encontro: Jesus percebe que os fariseus podem irritar-se com a sua atividade batismal, ele sai da Judéia e volta para Galiléia. Assim ele evita uma briga religiosa (4,1-3). Ao voltar ‘era preciso que passasse pela Samaria... perto do meio dia... chega junto ao poço de Jacó... Cansado, senta-se perto do poço onde a samaritana vai encontrá-lo. O poço era o point dos encontros. Hoje quais são os lugares (físicos e virtuais) do encontro?

2- Jo 4,7-15: primeiro nível de comunicação: água e trabalho: água, corda, balde poço (eram os elementos que marcavam o mundo do trabalho da samaritana. Jesus é quem toma a iniciativa do diálogo... As barreiras se rompem... Ele vai ao encontro, assim como Deus tomou a iniciativa de vir ao encontro da humanidade, de se comunicar conosco, de vir  ao encontro de cada um de nós... Jesus parte de uma necessidade concreta, de sua sede e pede água... Pela pergunta, a samaritana percebe que Jesus precisa de sua ajuda para resolver o problema que é a sede! Com isso Jesus desperta nela o interesse/gosto para ajudar e servir. Desde o início da conversa Jesus usa a palavra água nos dois sentidos: normal (água que mata a sede) e simbólico (como fonte de vida e como dom do Espírito Santo prometido no AT – Zc 14,8; Ez 47,1-12). Aí aparece um primeiro ruído de comunicação: a samaritana só entende água no sentido normal: água que mata sede do corpo. Há uma tensão: Jesus tenta ajudar a samaritana a passar para outro nível de entendimento e a samaritana, por sua vez, procura levar Jesus a entender as coisas conforme o sentido que ela tem no cotidiano. Conclusão: por essa porta Jesus não consegue comunicar-se com a samaritana e o diálogo não avança...

3- Jo 4,16-18: segundo nível de comunicação: Marido ou família. Jesus manda buscar o marido. A resposta da samaritana não permite que Jesus estabeleça comunicação com ela; a reposta é seca: “não tenho marido”. E Jesus: “tá certo... tiveste cinco, e o que tens agora não é seu marido!”. Os cinco maridos evocam simbolicamente os cinco ídolos do povo samaritano (2 Rs 17,29-30). O sexto marido a que Jesus alude, provavelmente fosse João Batista venerado como Messias, ou a fé diferente dos samaritanos em Javé. 

4- Jo 4,19-24: terceiro nível de comunicação, a adoração. Até que enfim! Por causa da resposta de Jesus a samaritana o identifica com o Messias... Aí é ela quem começa a perguntar... a comunicação muda o rumo: onde adorar a Deus?  Em Jerusalém ou em Garizin?  Agora é Jesus que aproveita a porta aberta pela samaritana para comunicar-se com ela.  Ele estabelece interatividade dialógica, porta para a comunhão de vida, de comunicação. Primeiro Ele relativiza o lugar do culto: nem em Jerusalém, nem em Garizin, ou seja, aqui não há privilégio para os judeus! Em seguida Jesus esclarece que tanto judeu como samaritano adoram a Deus. A diferença é que os judeus adoram o que conhecem. Os samaritanos adoram o que ainda não conhecem... ‘pois a salvação vem dos judeus’! Jesus termina dizendo que chegará o tempo em que se poderá adorar a Deus em qualquer lugar, desde que seja em “espírito e verdade”.

5- Jo 4,25-30: quarto nível de comunicação, a revelação: “O Messias sou eu que estou conversando contigo”! A samaritana muda de novo o rumo da comunicação e passa para outro assunto, a esperança messiânica do seu povo (sei que vem o Messias!). E Jesus aproveita essa ‘deixa’ para se apresentar, para revelar-se, para comunicar-se no verdadeiro sentido da palavra: comunhão de vida que é compromisso entre ambos. (“Sou eu que estou conversando contigo”).  O diálogo é interrompido pela chegada dos discípulos (novo ruído: eles se admiram de Jesus estar conversando com uma mulher). A samaritana – que agora já não necessita mais do balde, pois encontrou a água viva – regressa para a sua aldeia e aí estamos no ponto alto do relato, o espetáculo da comunicação: a palavra de salvação se propaga; a samaritana se torna discípula missionária. Desperta a curiosidade dos samaritanos que dão seus primeiros passos ao encontro com Jesus. O diálogo de Jesus começou com a mulher, mas vai bem além dela: os samaritanos todos participam acolhem Jesus – a comunicação do Pai.

Refrão: ÉS ÁGUA VIVA, ÉS VIDA NOVA...

2º passo: Meditação: O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

Colocando-nos no lugar da Samaritana, escutamos Jesus que nos pede água.  Qual é a água que ele nos pede?

A samaritana se admira de que Jesus peça água a ela... afinal ela era a necessitada...
Eu.. você.. temos nossas necessidades, nossas buscas, nossas sedes...e é Jesus que pede água. O que significa isso? Como Ele me pede de beber? O que significa essa insistência...
“O senhor não tem balde para tirar a água...e o poço é fundo...” O poço de minha vida, de minhas buscas  e desejos é fundo. Como vou conseguir essa água da vida? Será que o Senhor é mais importante que Jacó? –
Como a samaritana, deixemos que essas perguntas ressoem em nosso coração: Como vou conseguir essa água viva que me satisfaça? Será que Jesus não é mais do que eu sei e que os outros me comunicaram e comunicam? Que Jesus nós comunicamos? (Só o encontro profundo, íntimo revela quem Jesus é!
“A água que eu lhe der se tornará nele (a) fonte de água viva” -  De que água eu estou bebendo para alimentar minha missão de comunicador/a?

Refrão: 

3º  passo: Oração: O QUE O TEXTO ME FAZ DIZER A DEUS

È o momento da oração; do diálogo espontâneo e direto com Jesus. Ele que se apresentou como profeta, Messias, Comunicador da boa notícia da salvação para todos. 
É o momento da comunicação mais profunda entre Jesus e eu.
Ele me falou no texto lido; eu respondo em oração.
Peça neste momento a água que você precisar para viver, para cumprir a sua missão de ser fonte para os outros....

4º passo: Contemplação: A QUE AÇÕES /COMPROMISSOS O TEXTO ME REMETE 

Vamos contemplar/ encantar-nos com a beleza e a profundidade do texto e sua consequência para a missão de comunicadores/ comunicadoras.
É o momento de silêncio profundo que também comunica... é o momento em que a palavra ouvida penetra minha vida e me sugere uma ação... mudança de vida... novo jeito de comunicar
O momento do silêncio nos permite distinguir o importante, o essencial do acessório, do periférico... Quanto mais abundantes  a comunicação de mensagens e informações... mais necessários se fazem os  momentos de silêncio
É no silêncio que se identificam os momentos mais importantes da comunicação entre aqueles que se amam
Deixemo-nos amar por Deus... contemplemos esse amor  e de coração assumamos o que este amor nos propõe... 

Pai Nosso e Canto final: É como a chuva que lava...


Por Maria Cecília Rover
Assessora Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação 
Bíblico-Catequética 

Regional Sul 1 dá início a sua rede de blogs


Um marco importante no Regional Sul 1 é a divulgação do projeto da rede de blogs, que tem como objetivo unir, promover de maneira eficaz e rápida a comunicação do Regional.
Todo projeto é resultado de um sonho. E sonho que se sonha sozinho, nunca se tornará realidade. Então, a rede de blogs precisa ser um sonho de todos nós, de todos os regionais, unidos à Comissão Bíblico-Catequética-CNBB.

Um dos pontos positivos a resposta ao desafio lançado por Imaculada no início da semana, onde várias dioceses aderiram a rede de blogs, sendo grande parte deles criados durante os intervalos da escola de catequese que aconteceu entre os dias 17 a 20 de julho.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética parabeniza a Comissão Regional Sul 1 pelo belo trabalho desenvolvido na comunicação da ABC. Sabemos que é um processo longo e que há muito a ser feito. A Comissão Nacional pede para que todas as dioceses venham aderir a essa rede construindo seu blog diocesano fortalecendo assim o unidade no Regional Sul 1.



Visite o blog do Regional Sul 1

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ministério da Coordenação da Animação Bíblico-Catequética


CATEQUESE UMA AÇÃO DA IGREJA - I 

“Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um
coloque à disposição dos outros o dom que recebeu” (1Pd 4,10).

Querido catequista, nestes próximos temas iremos aprofundar a necessidade de uma boa articulação no ministério da coordenação em nossa ação como catequistas. Hoje faremos uma introdução geral para o que iremos aprofundar posteriormente nos outros artigos. 

Toda ação da Igreja é portadora de catequese já nos afirmava o Papa João Paulo II, no entanto esta ação tem que ser planejada, pensada e organizada, a improvisação não permite uma ação evangelizadora eficiente e eficaz. O ministério da coordenação da animação Bíblico-catequética é algo tão essencial como a própria catequese, no entanto para isto é preciso articulação e definição das funções dos catequistas, religiosas, religiosos, pároco e do bispo para um bom desempenho no ministério de coordenar.  É preciso compreender a mística do ministério da coordenação não como cargo a ser exercício, mas como dom e carisma, serviço que se coloca para e com o outro inspirado nas atitudes de Jesus Cristo. 

Aquele/a que assume o ministério da coordenação da catequese na comunidade deve ter algumas atitudes que o ajudem a bem animar o grupo, a dinamizar e, acima de tudo, prezar pelo humano com quem esta lidando. Vamos fazer uma breve reflexão sobre as virtudes cardeais que são a justiça, fortaleza, temperança e prudência e as três virtudes teologais que são a fé, esperança e o amo, acreditamos que este será um bom caminho para quem se propõe na arte de coordenar a ação da catequese. 

O termo catequese não significa como geralmente se pensa a organização catequética, nem a ciência catequética, nem tão pouca a catequese dirigida apenas às crianças; refere-se, em geral, à ação de catequizar em seu conjunto.

Desde meados dos anos 1960, tornou-se clássica a expressão: “Todo ato da igreja é portador de catequese”! Queria dizer que todas as ações eclesiais: proféticas, litúrgicas, testemunhais, etc contribuem para amadurecer a vida cristã, são educadoras da fé. O próprio João Paulo II (CT, 49 a) o indica também quando diz que “toda atividade da igreja tem dimensão catequética”, uma capacidade para educar na fé. Não obstante, esta virtualidade atribui-se sempre de maneira especial às ações vinculadas ao ministério da Palavra, as quais se designam com termos como: pregação, anúncio missionário, catequese, homilia e ensinamento teológico. 

Nós, catequistas que assumimos o ministério da coordenação da Animação Bíblico-Catequética, sempre temos dificuldades na hora de esclarecer as funções da equipe de coordenação. Os artigos seguintes nos ajudarão a aprofundar a partir do Diretório Nacional de Catequese e da nossa realidade, para nos ajudar, pois queremos coordenar a partir de um ministério. Exercer a coordenação não é uma função, mas um ministério. Isso implica um estudo mais aprofundado do que é ministério. Portanto, queremos aprofundar o significado deste ministério em nossa missão de catequistas no próximo artigo. 

Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo, css 

O pastoreio


Queremos olhar para a figura do Bom Pastor, Jesus Cristo. Ele percorreu um caminho de alteridade, de encontro com as ovelhas, com as pessoas, para as quais deveria pastorear. Teve como perfil a autenticidade, atitude que deve ser perseguida por todas as autoridades verdadeiramente constituídas.

Neste ano vamos, mais uma vez, escolher as novas autoridades dos municípios. Agora é a corrida para as candidaturas, os conchavos políticos e as campanhas eleitorais. Em grande parte dos casos, não passa de uma busca de poder, de estabilidade e até de conforto econômico.

Ser autoridade, prefeito ou vereador, é ter poder com sufrágio dos eleitores. Isto deve acontecer de forma livre e responsável. Aqui cabe o adágio popular: “Voto não tem preço, tem consequências”. É hora de refletir sobre que tipo de autoridade queremos para conduzir os destinos dos nossos municípios.

O trabalho de qualquer autoridade precisa ser como um pastoreio. É fundamental olhar para Jesus Cristo, que agiu com autoridade de Deus. E toda verdadeira e autêntica autoridade vem de Deus. E uma das exigências é que seja honesta e justa em sua gestão, olhado para as necessidades do povo, e não própria.

A sociedade tem estado carente de boas autoridades. Em certos momentos podemos até dizer as palavras de Jesus, quando viu o povo sem esperanças: “eram como ovelhas sem pastora” (Mc 6, 34). O descuido e a omissão dos pastores, das autoridades, prejudicam a comunidade.

Na visão do profeta Jeremias, Deus condena os maus líderes, aqueles que deixam o povo sem perspectiva de futuro, sem segurança, justiça e paz. Eles devem ser substituídos por quem age com dignidade e respeito, como Cristo que deu a vida por suas ovelhas.

Nós, eleitores, vamos escolher quem vai nos conduzir. A responsabilidade recai sobre quem vota sem medir as consequências e o peso de sua escolha. De certa forma, torna-se cúmplice com quem for mal escolhido e terá que sofrer, durante quatro anos, pelo que fez, tendo que se sujeitar a ação de um poder inconsequente.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

16º. Domingo do Tempo Comum – B


“Vinde sozinhos para descansar um pouco.” (Mc 6,31). Jesus e seus discípulos têm uma vida agitada e precisam de momentos de afastamento, de solidão.

Jesus convida seus discípulos para relatem a sua missão (Mc 6,30). A primeira lição de Jesus, portanto, é a importância da avaliação. Quando paramos como grupo, comunidade ou individualmente, podemos enxergar de um modo mais ponderado como está a nossa missão. Quando realizada com os irmãos, esta avaliação ganha força, pois a comunidade é sempre um critério para que encontremos o melhor caminho.

Em um segundo momento, Jesus nos ensina a importância do recolhimento. O mundo moderno é o mundo da agitação, da vida ocupada. Facilmente, vivemos em função do nosso trabalho, de nossas obrigações. É geralmente uma corrida que ofusca o verdadeiro tesouro da vida e, não raras vezes, é uma busca pelo ter, pelo sucesso profissional, pelo dinheiro... Nossa corrida nem sempre é missionária, e mesmo a fadiga missionária, não dispensa o descanso merecido.

Como está o nosso descanso? Como aproveitamos o nosso tempo livre? O descanso tem uma dimensão espiritual: Jesus se retirava para rezar, para se encontrar com o Pai e não perder o foco da missão. Esta lição foi ensinada na prática aos discípulos. Reservar tempo para o Senhor nasce de um hábito; é preciso estar alerta, pois facilmente este tempo fica em segundo plano.

A Igreja nos convida e revalorizar o domingo como dia de descanso, de encontro familiar, de reunião comunitária, de celebração da Páscoa do Senhor: “Entende-se, assim, a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, com uma necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a pastoral do domingo e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’ para um novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (DAp 252).

Jesus é o Bom Pastor, o verdadeiro Pastor prometido no Antigo Testamento (Jr 23,5-6). As ovelhas vão atrás de Jesus, pois precisam de uma palavra, de um alento, da água viva que só Ele oferece. Hoje, do mesmo modo, o mundo é um rebanho sedento, deseja uma vida de sentido, mas nem sempre encontra a Palavra do Pastor. Existe uma multidão correndo atrás de Jesus, e talvez nem saiba disso. Somos também estas ovelhas perdidas?

A Santa Missa é uma ocasião para escutar os ensinamentos de Jesus (Mc 6,34b), de contar o que estamos fazendo (Mc 6,30). Na Eucaristia nos encontramos com aquele que nos alimenta com o pão, “que prepara a mesa”, que faz o nosso “cálice transbordar” (Sl 22,5). A Eucaristia é o alimento das ovelhas; é o encontro pessoal com o verdadeiro Pastor.

Pe Roberto Nentwig

PASCOM Brasil

Apesar do clima frio da cidade de Aparecida (SP), o calor dos participantes aqueceu a abertura do 3º Encontro da Pastoral da Comunicação (Pascom), promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Desta quinta, 19 de julho, até o próximo domingo, mais de 600 agentes da Pascom de todo o país participam deste encontro no Santuário Nacional para o aprendizado e a troca de experiência.


A solenidade de abertura contou com a presença de dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação; dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a comunicação no Regional Sul 1; os dois assessores da Comissão, Ir. Élide Fogolari e Padre Clóvis Andrade; e os missionários redentoristas padres César Moreira e Evaldo César, representando o Santuário Nacional e a Rede Aparecida de Comunicação, respectivamente.

Em seu discurso, dom José Moreira destacou a sua experiência como estudante da temática da comunicação, e convidou os participantes a estar disponíveis para a troca de experiências. “Vamos somar, esta é a palavra do momento e vai ajudar o nosso trabalho”. Já dom Dimas recordou a importância de que cada comunicador cristão recorde a sua missão batismal, que é levar a Boa Nova de Cristo.


A Comissão Espiscopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética está participando do encontro com a assessora da comissão Maria Cecília Rover e Joseilton Luz administrador do blog Catequese e Bíblia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Regional Nordeste 2 lança TV via Internet - WEB TV ABC


Durante o encontro de formação de Coordenadores Diocesanos do Regional Nordeste 2 da Animação Bíblico-Catequética em Campina Grande-PB entre os dias 11 e 14 de julho foi lançado mais um trabalho de formação via Web chamado de WEB TV ABC REGIONAL NORDESTE 2 (ABC – Animação Bíblico-Catequética). Com isso o Regional irá transmitir em tempo real as formações e também disponibilizar todos os vídeos em seu blog de variados temas com o objetivo de formar, capacitar e atender todos os catequistas do Regional NE2. 

A TV via Internet pode mudar a maneira como acessamos as informações e o entretenimento.
A nova tecnologia pode mudar a maneira como recebemos as notícias e o entretenimento. O rádio desafiou os jornais no início da década de 1900, e a televisão desafiou o rádio. Agora, parece que a televisão tradicional tem sua própria concorrente, mas ela não é facilmente separada da televisão. Ela até tem televisão em seu nome: ela é o que agora estamos chamando de TV via Internet.

A TV via Internet, em termos simples, são vídeos e áudios oferecidos através de uma conexão de Internet. Ela também é conhecida como televisão de protocolo da Internet, ou IPTV. Você pode assistir a TV via Internet no monitor de um computador, na tela de uma televisão (através de um decodificador) ou de um dispositivo móvel como um telefone celular ou um iPod.

É quase o mesmo que sintonizar uma televisão por meio de uma antena ou uma série de fios de cabo: a diferença é que as informações são enviadas via Internet como dados. Ao mesmo tempo, você pode encontrar ainda mais variedade na TV via Internet do que na TV a cabo. Além de muitos dos mesmos programas que você encontra nas grandes redes, muitos sites da Web oferecem programas produzidos independentemente voltados para pessoas com interesses específicos. Se você deseja assistir a um programa sobre cozinha vegetariana, por exemplo, provavelmente pode encontrá-lo mais facilmente na Internet do que na TV regular.

Como muitos sites oferecem serviços sob demanda, você não tem de monitorar a programação. Para sites que usam webcasting ou transmissão de vídeo em tempo real, porém, a transmissão ao vivo também é uma opção.

A TV via Internet é relativamente nova. Existem diversas formas de obtê-la, e a qualidade, o conteúdo. Os programas podem ter materiais com alta qualidade, produzidos profissionalmente, ao passo que outros podem lembrar Wayne e Garth transmitindo "Wayne's World" de seu porão. As redes de TV tradicionais também estão aderindo à tecnologia e experimentando diferentes formatos diz Jean Carlos.

A nossa Comissão não podia ficar de fora dessa realidade e está se adequando as novas tecnologias proporcionando uma qualidade de formação para nossos catequistas.  

Informamos que em breve estaremos lançando mais novidades .

Veja abaixo o vídeo de lançamento:


Joseilton Luz
Comunicação da Comissão Regional Nordeste 2 para a
Animação Bíblico-Catequética


Fonte: Regional Nordeste 2

sexta-feira, 13 de julho de 2012

10 anos de ordenação episcopal de dom Jacinto

Dom Jacinto Bergmann, presidente da Comisssão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB celebra o d~ecimo ano do seu episcopado. A Arquidiocese de Pelotas (RS) está em clima de festa e se prepara para  essa celebração. Sua ordenação episcopal ocorreu no dia 14 de julho, na Catedral São Francisco de Paula, pelas mãos de Dom Jayme Henrique Chemello.
Para comemorar essa data, a arquidiocese está preparando uma celebração eucarística de Ação de Graças para esta sexta-feira, 13 de julho, a partir das 18h30min. Após a cerimônia haverá um momento de confraternização na frente da Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula (havendo tempo bom) ou nas dependências da catedral (havendo tempo ruim). Por ocasião da data, dom Jacinto declarou que ao longo desses dez anos de trabalho episcopal procurou viver o lema que assumiu ao ser ordenado bispo: "In Nomine Trinitatis" ("Em nome da Trindade"). Para o arcebispo, cada dia dessa experiência foi possível perceber que a missão episcopal praticamente se resume na construção da unidade à luz da Trindade. "Por isso, a convicção que possuo hoje é total: fazer juntos é divino! Louvo a Deus pelos 10 Anos de Ordenação Episcopal. Agradeço a todos que me ajudaram a viver o In Nomine Trinitatis. Renovo novamente o meu Eis-me aqui, Senhor!".
(lema presbiteral) para ser um simples operário da vinha do Senhor".

EpiscopadoFoi ordenado bispo na Catedral São Francisco de Paula, em Pelotas, por Dom Jayme Henrique Chemello, no dia 14 de julho de 2002. No dia 15 de junho de 2004, o Papa João Paulo II, nomeia, Dom Jacinto como bispo da Diocese de Tubarão, em Santa Catarina. De 2002 a 2004 foi o bispo responsável pelas Comunicações Sociais do regional Sul 3 da CNBB. Desde 2004 foi o coordenador da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética e Missionária do regional Sul-4 da CNBB. Em âmbito nacional, de 2007 até 2011 foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Dom Jacinto Bergmann, foi nomeado pelo Papa Bento XVI, para bispo da Diocese de Pelotas no dia 1º de julho de 2009, sucedendo a Dom Jayme Henrique Chemello, ex-presidente da CNBB. Tomou posse da diocese no dia 27 de setembro de 2009. No dia 13 de abril de 2011 o Papa Bento XVI o elevou a dignidade de arcebispo, data da criação da Província Eclesiástica de Pelotas. No dia 11 de maio de 2011 foi eleito Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, período a concluir-se em 2015. Dom Jacinto Bergmann, sexto filho de Antônio e Regina Bergmann, nasceu em Alto Feliz, Rio Grande do Sul, no dia 29 de outubro de 1951. Após seus estudos primários em sua terra natal, de 1957 a 1963, ingressou no Seminário Menor São José, da Arquidiocese de Porto Alegre, em Gravataí. Foi ordenado sacerdote no dia 30 de outubro de 1976, na capela Bom Jesus do Carmelo de São Leopoldo.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Diocese de Campina Grande sedia encontro de formação de Coordenadores Diocesanos de Catequese do Regional NE2.


 

Em clima de alegria iniciou hoje (11/07) e vai até o dia (14/07) o encontro de formação de Coordenadores do Regional Nordeste 2, na cidade de Campina Grande-PB. O objetivo do encontro é estimular um trabalho orgânico nesta dimensão no nosso Regional, sobretudo para orientar de forma direta através dos coordenadores, os trabalhos que estão sendo desenvolvidos dentro deste campo.

Este ano, o encontro terá como tema: A ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL, sendo assessorada pela assessora nacional para a animação Bíblico-Catequética Maria Cecília Rover e pelo Coordenador do Regional Nordeste 2, Pe Elison Silva.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O chamado


A conquista da felicidade faz parte do plano universal da vida humana. Ser feliz é um dom, mas tem que ser fruto de esforço e da prática de um chamado. Não há acepção ou discriminação de pessoas, mesmo que cada uma exerça missão diferente das outras, mas tendo como fim o bem e a dignidade como alvos a ser atingidos.

Responder a um chamado para construir algo é contribuir com o progresso, com o desenvolvimento da cultura, mas isto pode ser dificultado, e até impedido, quando o egoísmo passa fazer parte de nossa identidade humana. Pior ainda quando o bem comum e a partilha não são uma conquista, a coletividade fica fortemente prejudicada e todos passam a sofrer as consequências.

No âmbito cristão, o chamado significa e supõe resposta de amor, de gratuidade e serviço de transformação do mundo em fraternidade e paz. Onde reina a solidariedade, a honestidade e a seriedade na conquista das coisas, o reino da morte e do mal acaba cedendo espaço. O bem, quando honestamente trabalhado, vence o mal e ocasiona vida responsável e saudável.

Na nova cultura, com muita facilidade, corremos o risco das falsas promessas, inclusive dos diversos charlatões prometendo felicidade “barata” em troca de benefícios, iludindo as pessoas. Isto é falsear a resposta ao chamado para o verdadeiro sentido da vida. Aí não transparece o espírito de despojamento, mas de exploração.

Estamos em tempo de preparação para mais uma Jornada Mundial da Juventude, que vai acontecer nos meados do ano que vem. Todos os jovens do Brasil são chamados a um despertar, para usar suas forças e criatividade construindo um país melhor. A juventude tem força transformadora e precisa coloca-la em prática.

O encontro do Papa Bento XVI com os milhares de jovens de todo o mundo, no Rio de Janeiro em 2013, será momento de um grande chamado. O Brasil ainda é jovem, portanto, com uma força capaz de vencer o mal causado por muitas lideranças pouco preocupadas com a dignidade humana e cristã.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

15º. Domingo do Tempo Comum - B


São Paulo nos presenteia neste domingo com um belo texto do Novo Testamento: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.(...) Em Cristo Ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor.” (Ef 1,3-4). A nossa vida é uma benção, que nos faz bendizer, agradecer e louvar a Deus. Nesta benção está uma escolha, uma predileção que antecede a criação, que se insere no mistério e no coração divino - uma predileção no amor. Aqui está enraizado o sentido da vida humana: responder a esta escolha, que implica chegar a Deus por Cristo Jesus, seguindo seus passos, anunciando a experiência desta escolha e benção, esperando a vida que nos será dada em plenitude, quando tudo for unido em Cristo.

O Senhor nos escolhe no amor e para o amor. Escolhe-nos também para sermos profetas e missionários como vemos na primeira leitura e no Evangelho. A missão tem suas exigências, que não garantem de imediato a sua eficácia, mas trazem maior credibilidade e coerência com a proposta divina. As leituras nos revelam que a palavra chave da missão é a liberdade.
O profeta Amós (1ª. leitura), profeta da justiça social, é livre diante dos poderes políticos e econômicos. Amasias é sacerdote do templo, precisa falar em nome do rei, de acordo com os interesses do reino; por isso tenta calar e afugentar o profeta que incomoda. Por sua vez, Amós não é profeta e nem filho de profeta, ou seja, tornou-se mensageiro por mandato divino, não deve nada a ninguém e, portanto, prega a verdade, denuncia sem medo.

Em nossa vida, devemos ser livres das amarras da corrupção, livres de interesses, livres diante de qualquer pessoa, seja ela pobre ou rica, ornada de cargos ou sem referência alguma. Amós nos ensina que não podemos nos pautar em esquemas que roubam a nossa autenticidade, nossa identidade. A Igreja e os seus profetas devem aprender a lição de Amós, pois em muitas ocasiões preferiu as migalhas do poder e do dinheiro, pensando, por vezes, que estaria fazendo um bem à instituição, enquanto o que estava em jogo era a integridade do nome cristão e da própria Igreja.

No Evangelho, Jesus, ao enviar os doze, “recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.” Não se trata de uma lista a ser seguida a risca. Os evangelhos são contraditórios e confusos ao descrever as renúncias que Jesus propõe neste contexto. Logo o que importa é o sentido: a missão exige despojamento.
Confiamos facilmente em muitas coisas: na nossa capacidade e inteligência, nos bens materiais, no dinheiro acumulado, nos planejamentos. Jesus está nos pedindo mais do que nossa pobreza material, deseja sim o desapego de nosso orgulho, de nossa vaidade, dos interesses que não nos abandonam quando falamos e agimos em seu nome. Por vezes as atividades pastorais são meios para se obter gratificação ou para curar carências, provenientes de lacunas pessoais.

Os meios empregados são também conteúdo evangelizador. Portanto, a Igreja deve cuidar com o que leva no seu alforje. Uma Igreja das cores, do brilho, a eficiência da perfeição ritualista e da multidão pode esconder a perversão da proposta evangélica. Despojar-se e apresentar o Cristo que nos deseja na mesma linha, confiando na graça - eis nossa tarefa.
Jesus enviou os seus discípulos, dois a dois. Nunca envia ninguém sozinho, evidenciando que a partilha e o apoio mútuo são facilitadores. Ninguém pode ser critério de si mesmo, portanto, o outro e a comunidade sempre poderão nos fazer crescer.

Por fim, a mesma missão do Cristo é a nossa missão: converter e vencer o mal. O mundo endemoniado pela desilusão e desespero espera sedento a palavra e o calor das mãos de enviados, espalhados pelo mundo, sinais do Senhor e de sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte. Quem os recebe, recebe o próprio Senhor.

Pe Roberto Nentwig

Regional Nordeste 2: Trabalhos em grupo encerram o I Congresso Provincial de Animação Bíblica da Pastoral



O I Congresso Provincial para Animação Bíblica da Pastoral terminou no domingo (08) em Maceió com trabalhos em grupos envolvendo leigos, religiosas, seminaristas e padres. A assessora da Comissão para Animação Bíblica-Catequética da CNBB, Maria Cecília Rover, conduziu o momento.

Os participantes, divididos entre as três dioceses, escolheram algumas sugestões propostas para a Animação Bíblica da Pastoral colocadas na última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. "Agora chegou a vez de vocês. Trabalhando em grupo, podemos iluminar a nossa caminhada e ver as melhores pistas de ação para o nosso trabalho pastoral", disse.

Quando os trabalhos terminaram os participantes voltaram em procissão trazendo velas e a Bíblia entoando cânticos relacionados às Sagradas Escrituras. "É um momento celebrativo entre os catequistas", destacou Rover. Em seguida, uma plenária foi realizada onde foram expostas as ideias de cada grupo.

Com a presidência do Arcebispo de Maceió, Dom Antonio Muniz, a Celebração Eucarística encerrou o Congresso. "Estou muito feliz de vê-los  aqui e confiar no trabalho e esforço de cada um como semeador da Palavra", colocou durante a homilia.

A assessora agradeceu o convite durante o encerramento: "O encontro foi bastante positivo. É uma maravilha a gente se encontrar nos intervalos e escutar as experiências que vocês aqui em Alagoas possuem. Ter comunhão na Igreja é isso", finalizou. 



Fonte: CAC Maceió

terça-feira, 10 de julho de 2012

Regional Centro-Oeste: Diocese de Jataí-GO realiza encontro Bíblico-Catequético



Aconteceu entre os dia 06 e 08 de julho na Diocese de Jataí-Go o encontro de formação com coordenadores de catequese e catequistas, envolvendo um total de 57 participantes, os quais foram assessorados por Pe. Décio José Walker da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, sob a coordenação da Ir. Fátima Piai.

Dentre tantos temas abordados, o foco principal foi o de aprimorar e estimular a prática da leitura orante dentro do processo catequético. Sentimos que a mesma desperta grande  paixão no coração de quem a desenvolve e a prática em sua vida cristã e na catequese, além de difundir a palavra de Deus em nosso meio de forma contemplativa.




sexta-feira, 6 de julho de 2012

Perdoar e ser perdoado


         No episódio do apedrejamento da mulher adúltera, Jesus achou um modo original de defendê-la. Ele disse: Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra. E não sobrou um com pedra na mão... A frase de Jesus é tão sábia que passou para a linguagem comum, sendo usada até por pessoas que nem tem religião. É que falhas existem em todos os grupos e pessoas e quem reconhece seus erros está em melhores condições de compreender o próximo.

            Isso vale também para as relações ecumênicas. Às vezes encontro pessoas que se recusam a ouvir falar de ecumenismo porque já vivenciaram algum episódio em que se sentiram rejeitadas, ofendidas por cristãos de outras Igrejas. Mas será que eles também não poderiam dizer o mesmo de muitos de nós? E por causa disso vamos continuar pondo lenha nessa fogueira e contrariando o pedido de Jesus e a orientação da nossa própria Igreja?

            Há quem ache que pedir perdão é algo humilhante, que seria se reconhecer como alguém que tem menos valor. Mas, como Jesus bem percebeu no caso da mulher adúltera,  todos temos falhas; então, saber reconhecê-las é, ao contrário, um sinal de maturidade e de grandeza de coração.

            Por isso a nossa Igreja, sem medo e consciente do seu próprio valor, é capaz de fazer uma declaração assim:

            Das culpas, também contra a unidade, vale o testemunho de São João: “Se dissermos que não temos pecado, fazemo-lo de mentiroso e sua palavra não está em nós” (1 Jo 1,10). Por isso pedimos humildemente perdão aos irmãos separados, assim como também perdoamos aos que nos têm ofendido. (Unitatis Redintegratio 7)

            O mesmo texto diz que “sem a conversão interior do coração não há verdadeiro ecumenismo.”  UR 7

            Por que Jesus faz tanta questão de nos ensinar a prática do perdão? Ele manda perdoar setenta vezes sete, dar a outra face, caminhar uma milha a mais com o outro. Será que ele quer nos transformar em covardes vítimas de todo tipo de abuso? Ou ele está nos convidando para uma coragem maior ainda, capaz de desarmar com grandeza quem pensou em nos ofender?  A maior vitória possível numa guerra é conseguir que não haja guerra! Isso funciona em todos os campos das relações humanas. Não há vitória maior do que, sinceramente, sem outras intenções ocultas, transformar o inimigo em amigo, porque aí, além de os dois lados serem vitoriosos, cria-se um clima de fraterno relacionamento que vai beneficiar mais gente.

            Em tempos como hoje, em que, por exemplo, o bullying corre solto nas escolas e os jovens são pressionados a ter prazer ofendendo outros, trabalhar na catequese a beleza do perdão mútuo entre cristãos e Igrejas que se separaram e construíram sua identidade no confronto é trabalho capaz de produzir muitos efeitos colaterais benéficos. É uma educação para a paz, para a valorização da amizade, para o crescimento imenso que vem de saber perdoar e ter coragem de pedir perdão.

            A situação que as Igrejas vivem hoje é consequência de uma história de séculos vividos com outra mentalidade. Agora temos condições de transformar esse caminho, mas é preciso construir novos mapas para essa estrada e, para isso, a catequese é um instrumento indispensável.    

Therezinha Cruz
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