quinta-feira, 7 de junho de 2012

O catequista educador da fé


O catequista é o grande responsável pela educação da fé dos seus catequizandos, uma vez que isto não está acontecendo, de modo geral, no seio familiar. Por isso a missão do catequista é ser “educador da fé das pessoas e comunidades, numa metodologia que inclua, sob forma de processo permanente por etapas sucessivas, a conversão, a fé em Cristo, a vida em comunidade, a vida sacramental e o compromisso apostólico” (DP 1007).

Em toda a vida passamos por diversas fases que envolvem a nossa existência, nosso história, com isso vamos vivendo um processo de amadurecimento afetivo e psicológico, o que também ocorre na dinâmica da nossa vida de fé. Por exemplo, a fé de uma criança que vive a sua primeira infância, mais ou menos até os seis anos de vida, é diferente da fé de um adulto de quarenta anos. Desta forma, caracterizar a situação psicológica e existencial do catequizando para depois indicar algumas alternativas da ação catequética, dentro de uma perspectiva metodológica e pedagógica, é uma urgência para nós catequistas.

Somente compreendendo o momento existencial que nosso catequizando vive é que poderemos ajudá-lo no processo de amadurecimento da fé e na vivência em comunidade, e assim atingir a finalidade da catequese” que “é aprofundar o primeiro anúncio do Evangelho: levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo, que nos revela o Pai e nos envia o Espírito Santo. Conduz à entrega do coração a Deus, à comunhão com a Igreja, corpo de Cristo e à participação em sua missão”. (DNC nº 41)     

Portanto, seja qual for a idade da pessoa que nos procure em nossas comunidades, é necessário buscar meios efetivos e afetivos para que a mensagem seja anunciada. Precisamos ser capazes de ir ao encontro, de conhecer suas realidades e ali fazer o anúncio, ajudando assim no caminho de fé em que a pessoa se despertou e quer fazer em nossas comunidades eclesiais.

O contexto atual, marcado por mudanças culturais, perda de valores e crise de paradigmas, atinge de maneira mais direta os jovens, adolescentes e crianças. A Igreja os prioriza como um importante desafio para o presente e o futuro. (DNC, n.187) 

Portanto, a catequese conforme as idades deve ser considerada em nossa formação de catequistas como uma necessidade, pois cada uma das fases da vida é caracterizada por formas diferentes de organização de conhecimento das coisas e de maturidade de fé que possibilitam as diferentes maneiras da pessoa relacionar-se com a realidade que a rodeia. De forma geral, todas as pessoas vivenciam estágios em suas vidas que devem ser levado em conta no itinerário catequético. Eis o desafio para a nossa ação evangelizadora na formação dos nossos catequistas.

Temos muito que caminhar, o que apresentamos neste estudo são apenas pontos de partida, frutos de nossa experiência como catequistas e com os catequistas que encontramos em nossa missão.

Para que uma pessoa seja ela, criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso, possa amadurecer na fé, é preciso que o conteúdo, a mensagem catequética seja adaptada ao desenvolvimento psicológico em que a pessoa vive. Temos consciência que os conteúdos/mensagens da catequese independente da idade, no sentido de fatos, eventos ou seqüências a serem assimilados pelos catequizandos, não serão predeterminados, mas dependerão do meio em que está instalada a catequese e das experiências que os catequizandos podem obter sobre tais conteúdos por suas próprias atividades.

Nos próximos artigos iremos desenvolver separadamente cada fase do desenvolvimento (criança, adolescente, jovem, adulto, idoso) apresentaremos alguns indicativos do desenvolvimento da pessoa humana, dentro da psicologia das idades na linha de pesquisa da psicologia do desenvolvimento e iremos sugerir algumas alternativas de ação para os catequistas, contemplando assim a psicopedagogia catequética.
           
E temos a certeza que nossa ação evangelizadora acontece no hoje da nossa história, pois assim vislumbramos este sonho de amanhã e iniciamos a sua realização. 

Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo

Um comentário:

  1. Pe Eduardo, Pe Jordélio...
    Como catequista, vejo que precisamos muito dessa formação. O catequista precisa saber como passar a mensagem para aquela determinada idade, sem infantilizar a fé...Aquilo que cremos e passamos não muda, o que muda é a maneira como passamos. Ao mesmo tempo corremos o risco de oferecer uma alimento sólido, pra quem ainda está na fase da sopinha. aguardo ansiosa pelos próximos artigos...
    Grande abraço e parabéns pelos escritos...

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