terça-feira, 5 de junho de 2012

Jesus: Discípulo e Mestre


Durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese as reflexões bíblicas, muito profundas e fáceis de assimilar, propostas pela dupla Frei Carlos Mesters e Francisco Orofino, levaram os participantes a se apaixonarem mais ainda por Jesus Cristo. Juntos, um completando o outro, sempre de forma apaixonante, foram evidenciando principalmente alguns aspectos de Jesus enquanto “Formando” e “Formador”.

É fundamental que todo catequista ou evangelizador tenha Jesus como seu modelo inspirador. O problema é que muitos veem Jesus somente como o Mestre que ensina com autoridade e se esquecem, que antes disso, Jesus foi um formando bem aplicado. Afinal, se ele foi igual a nós em tudo, menos no pecado, ele também teve seu processo de aprendizagem assim como todo ser humano.
Carlos Mesters afirma sem nenhuma dúvida: “Jesus foi um bom mestre, porque antes foi um bom discípulo; foi um bom catequista porque foi um bom catequizando; foi bom formador, porque foi e continuava sendo um bom formando. Falando de Jesus formando e formador, não se trata de dois períodos distintos, como se nos trinta anos em Nazaré ele fosse só formando, e nos outros três anos fosse só formador. Na realidade, o formando sempre é fator de formação para seu próprio formador. O formador se forma formando seus discípulos. O formando se forma convivendo com o formador”.

Fundamentalmente a escola de Jesus foi na família, e na comunidade, onde foi conhecendo a história de seu povo através do contato frequente com a Bíblia. Foi por causa de sua intimidade com a Bíblia, que Jesus foi desenvolvendo sua experiência de Deus como Abba, Pai. Por isso, suas palavras e gestos, nascidas dessa experiência de Filho, sem mudar uma letra sequer, mudaram todo o sentido do Antigo Testamento. Mais do que falar sobre Deus, Jesus irradiava para todos uma nova imagem de Deus que o animava por dentro: não a imagem de um Deus severo, que impõe medo, mas de um Deus ternura, que acolhe de forma amorosa e permanece na vida das pessoas.

Enquanto formador, Jesus acompanhava os discípulos como amigo: convivia com eles, comia com eles, andava com eles, se alegrava com eles, sofria com eles. Através dessa convivência os discípulos iam se formando, pois iam percebendo a forma humana que Jesus dava à sua experiência de Deus como Pai. Assim através dessa experiência de vida comunitária ao redor de Jesus, ia ficando claro para os discípulos que eles também tinham a mesma missão de Jesus Cristo: participar efetivamente no anúncio do Reino de Deus.

Conheça e aprofunde mais sobre esse tema no livro “3ª Semana Brasileira de Catequese. Iniciação à Vida Cristã”, publicado pela “Edições CNBB”, nas páginas 117-151. Consulte o site www.edicoescnbb.com.br e veja como adquirir este livro.

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário

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