terça-feira, 19 de junho de 2012

A Iniciação à Vida Cristã e o Discipulado 1


O Diretório Nacional de Catequese afirma muito claramente que “o fruto da evangelização e catequese é o fazer discípulos”. Mais do que somente preparar as pessoas para receberem esse ou aquele sacramento, é necessário ajudar os candidatos a chegarem a uma verdadeira conversão a Jesus e ao seu projeto para o mundo.

Tal relação entre ser catequizado e transformar-se em seguidor autêntico de Jesus foi muito bem desenvolvida durante o painel “Discípulos Missionários hoje: Catequese, caminho para o discipulado”, que foi apresentado por Dom Juventino Kestering juntamente com Ir. Vera Bombonato, durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese.

Entender a catequese como caminho para o discipulado exige que façamos uma profunda revisão e ampliação de horizontes sobre esse importante momento de evangelização. Pois, como disse Dom Juventino, sem que se abandonem as crianças e os jovens, é necessário que fique muito claro para todos que “os adultos são os primeiros interlocutores e a preocupação básica do cuidado pastoral”. Além disso, no mundo de hoje, marcado pela mudança de época, que questiona profundamente a fé e o agir cristão, não se pode ainda conceber uma catequese que simplesmente dê informações sobre a fé, a Igreja e os sacramentos.

De fato, na atual realidade brasileira, não é mais normal que a transmissão da fé aconteça na família, na comunidade ou mesmo na própria sociedade, como acontecia há tempos atrás. Hoje, os vários ambientes proporcionam as mais diversificadas possibilidades de escolhas e isso acaba exigindo que a transmissão da fé seja encarada como uma ação evangelizadora que oferece uma opção muito clara e atraente.

Enquanto caminho para o discipulado a catequese tem que ser entendida como uma ação evangelizadora que deve estar interligada a “outros caminhos, como a liturgia, a dimensão social da fé, o ecumenismo, a dimensão missionária” e, por isso mesmo, não acontece de forma isolada, mas é um ato essencialmente eclesial. Somente assim conseguirá realizar sua missão de lançar as bases da vida cristã naqueles que desejam seguir Jesus, através da catequese de iniciação.

Segundo Dom Juventino, os catequizandos conseguirão se transformar em autênticos discípulos missionários na medida em que passarem por um caminho composto de vários passos: “é no caminhar, na persistência, na busca, nas motivações, nas descobertas que a pessoa vai se encontrando com Jesus Cristo, com a comunidade e com a missão. É importante o primeiro passo: o Kerigma, o encontro entusiasmante com Jesus Cristo. Mas é preciso caminhar para o segundo passo: A conversão, o seguimento, a persistência, o aprofundamento. Mas não pode parar por aí. O caminho é para um terceiro passo: O discípulo missionário, o engajamento, a transformação da realidade, a sua inserção nas profissões, na família, no mundo do trabalho, da política, das profissões e aí permear com os valores do Evangelho, da ética e da cidadania”.

A realização desses passos vai exigir das comunidades que todas as pastorais, grupos e movimentos trabalhem de forma mais harmoniosa e orgânica, e somente assim se conseguirá que o processo de iniciação à vida cristã aconteça de forma plena e eficaz.

 
Conheça e aprofunde mais sobre esse tema no livro “3ª Semana Brasileira de Catequese. Iniciação à Vida Cristã”, publicado pela “Edições CNBB”, nas páginas 161-167. Consulte o site www.edicoescnbb.com.br e veja como adquirir este livro.


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário

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