segunda-feira, 11 de junho de 2012

Estive no asilo, e me visitaste!

“As palavras semeiam esperanças, as experiências mudam o mundo. A experiência concreta mostra a beleza de algumas iniciativas e incentiva a criar algo parecido” 

Essas foram palavras do cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, por ocasião do VII Encontro Mundial das famílias. Podemos transferir essa frase para a dimensão catequética. Por mais que o catequista busque meios para se formar, nenhum é tão eficaz quanto a vivência, a troca de experiências no grupo de catequistas. A seguir, eis uma experiência de um encontro diferente, que qualquer catequista pode realizar e sei de muitos que já realizaram encontros bem parecidos.

“Imaculada, gostaria de partilhar com você a experiência de nossa turma, por ocasião da visita ao “lar dos idosos”. Foi muito bom, apenas um catequizando não foi conosco, todos ficaram surpresos com o que presenciaram, pois nunca tinham ido a um “asilo”. Após a visita perguntei o que sentiram...  Alguns disseram que sentiram tristeza de ver aqueles idosos ali sozinhos,  outros, alegria, pois perceberam que eles ficaram felizes com nossa visita.  Apresentamos o teatrinho do Reino dos Potes. O mais importante foi que no encontro anterior, eu havia trabalhado nosso compromisso com Jesus Cristo e todos conseguiram fazer a relação do encontro  com a visita,  nossa oração com os idosos, o ato de poder levar uma palavra ou um agradinho para eles. Ficou claro que nossa catequese, nosso compromisso, não termina com a 1ª Eucaristia, mas, ela  fortalecerá nossa longa caminhada no seguimento  de Jesus.” (Catequistas: Nísia e Mayra - Capelinha- Franca-SP)

Quando partilhamos com entusiasmo algo que deu certo, isso contagia. E o mais lindo é que nas coisas de Deus, ninguém faz igual, porque o Espírito Santo é sempre muito criativo. Quando o que desejamos, vem de encontro à vontade de Deus, as coisas  acontecem. No testemunho em questão, essa visita, havia sido cogitada, mas,  esquecida. Quando essa catequista, pergunta aos seus catequizandos o que gostariam de fazer para o encerramento da etapa, sugestões foram surgindo: um amigo invisível, uma festinha, até que uma criança disse: “Porque não visitamos o asilo, pois falamos em ir desde a primeira etapa e não fomos”...

Destaquei essa frase, porque quando prometemos ou pedimos alguma tarefa, seja ela qual for, é preciso cumprir, olhar com carinho, pois caso contrário, isso desmotiva trabalhos futuros e gera  falta de credibilidade. Essa visita ao asilo, de repente não foi prometida, mas num determinado encontro, foi proposto, sugerido. No entanto, essa criança não se esqueceu. E que bom, pois assim, puderam fazer a experiência do Cristo que visita, consola aqueles mais necessitados. 

Quando escutamos que precisamos ser ousados, isso não quer dizer que precisamos fazer grandes coisas, mas ter em mente e coração que Deus se deixa revelar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos. O fato de organizar um passeio, um dia de lazer, um lanche partilhado, uma visita num lar de idosos, aos doentes,  num orfanato, deixará marcas profundas em quem visita e em quem foi visitado. Basta um pouco de organização e programação, vontade, coragem. No caso de uma visita, organizar com alguns pais a ajuda na locomoção. Se informar com antecedência, quais os critérios da casa a ser visitada, o que poderá ser levado aos idosos ou crianças. 

Já imaginaram o quanto seria rico, se pudéssemos partilhar iniciativas de  catequistas de várias parte do Brasil e porque não, fora do Brasil. Se você tem uma prática catequética que deu certo, envie para meu email(iccintra@hotmail.com) para que possamos escrever sobre ela. 

Termino essa nossa partilha com esse provérbio Chinês: Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com um pão, e, ao se encontrarem, trocarem os pães, cada um vai embora com um. Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com uma idéia, e, ao se encontrarem, trocarem as idéias(experiências), cada um vai embora com duas.

Assim também acontece conosco, quando dividimos, somamos, multiplicamos. Essa é a matemática de Deus. 

Deixo para vocês um vídeo (amador) de uma visita que fiz com minha turma em maio de 2010. Clicando no link a seguir, http://mais.uol.com.br/view/qp6o0gs8wcuw/catequese-em-visitas-04029A3062C0B90366?types=A&, você  verá alguns dos nossos momentos dessa visita a uma casa que cuida de doentes em minha cidade, mas sentir de verdade, só fazendo a experiência. As pessoas são carentes de tudo, carinho, escuta, toque... Num encontro assim, aprendemos muito mais que ensinamos... Voltamos pra casa com um misto de sentimentos: compaixão, omissão... Podemos fazer tanta coisa e ainda insistimos em ficar presos a quatro paredes de uma sala. Ouvi uma frase, não me lembro onde e nem de quem, mas nunca me esqueci dela: “Catequista sem ação, vira bolha de sabão!” E todo mundo sabe o que acontece com uma bolha de sabão!

Grande abraço, uma semana abençoada a todos!

Imaculada Cintra

Um comentário:

  1. A dois anos atras fiz um encontro no asilo e ano passado fui numa casa onde cuida de crianças com câncer. Não há nada mais gratificante do que realizar encontros assim e ver que o encontro, que aquele gesto contribuiu para a evangelização das nossas crianças, tornando-as mais caridosas e humanas. Belo Texto.

    ResponderExcluir

Querido leitor, caso não tenha uma conta google escolha a opção anônimo e deixe seu nome no final do comentário.

Loading...

Cadastre seu email e receba nossas novidades:

Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética

MAPA DE VISITAS