sexta-feira, 29 de junho de 2012

Primeiro Nordestão de Catequese

Durante o encontro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, em Brasília-DF, com os bispos referenciais, coordenadores dos 17 regionais junto com todos os grupos que compõem a comissão nacional, os coordenadores dos regionais Nordeste 1(Ceará), Nordeste 2 (Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte), Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), Nordeste 4 (Piauí) e Nordeste  5 (Maranhão) decidiram realizar durante os dias 25, 26 e 27 de outubro de 2013  o Primeiro Nordestão de Catequese com o tema OS DESAFIOS DA TRANSMISSÃO DA FÉ. O grupo informou que brevemente estará informando o local e detalhes para o encontro.

Papa faz imposição do Pálio a membro da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética Dom Paulo Mendes Peixoto como novo arcebispo metropolitano


Nesta sexta-feira, 29, o Papa Bento XVI fez a imposição do Pálio aos novos arcebispos metropolitanos nomeados neste último ano. A imposição foi feita durante a Santa Missa na Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada na Basílica Vaticana e transmitida ao vivo pela TV Canção Nova às 4h (horário de Brasília).

Dentre os 44 novos arcebispos que receberam o Pálio, sete são brasileiros: Dom Wilson Tadeu Jonck, de Florianópolis (SC); Dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ); Dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO);  Dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP); Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI); Dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG); Dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

Acesse 
.: NA ÍNTEGRA: Homilia de Bento XVI - Solenidade dos Santos Pedro e Paulo - 29/06/201
.: FOTOS da Celebração com o Papa no Vaticano

“Amados Metropolitas, o Pálio, que vos entreguei, recordar-vos-á sempre que estais constituídos no e para o grande mistério de comunhão que é a Igreja, edifício espiritual construído sobre Cristo como pedra angular e, na sua dimensão terrena e histórica, sobre a rocha de Pedro”, disse o Santo Padre.

O Pálio é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de cinco centímetros de largura e dois apêndices. Nele estão bordadas seis cruzes. É confeccionado com a lã de dois cordeirinhos, ofertados ao Papa, no dia 21 de janeiro de cada ano, data da festa de Santa Inês. A lã posteriormente é tecida pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.

São Pedro e São Paulo

Em sua homilia, o Papa explicou que a tradição cristã sempre considerou as figuras de São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo. 

O discípulo Pedro, por dom de Deus, pode tornar-se uma rocha firme no qual se edificou a Igreja de Cristo. 

“Graças à luz e à força que provêm do Alto, o Papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas, ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar”, salientou Bento XVI.

O Papa lembrou também que a imagem de São Paulo é sempre representada com a espada que simboliza o instrumento do seu martírio, mas também toda a sua missão como evangelizador.

“O Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, explicou o Pontífice.

Ecumenismo e fraternidade

Estavam presentes também na celebração embaixadores, autoridades civis e uma delegação do Patriarcado de Constantinopla, recebidos com pelo Papa com “gratidão fraterna e cordial”.

“Só o seguimento de Cristo conduz a uma nova fraternidade: esta é, para cada um de nós, a primeira e fundamental mensagem da Solenidade de hoje, cuja importância se reflete também na busca da plena comunhão, à qual anelam o Patriarca Ecumênico e o Bispo de Roma, bem como todos os cristãos”, salientou Bento XVI. 

Fonte: Canção Nova

Aprender com o outro sem medo


            Andamos pelo mundo aprendendo uns com os outros. Gonzaguinha tem uma canção (Caminhos do Coração) que diz: “... toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas...”  Pensadores famosos disseram coisas semelhantes. Por exemplo: “Cada pessoa que encontro é superior a mim em algum aspecto sobre o qual eu aprendo algo.” (Ralph Waldo Emerson) ou “Não só precisamos realmente entender-nos uns aos outros, como precisamos uns dos outros para entender a nós mesmos” (Gandhi). A vida de fato seria muito pobre sem a diversidade de temperamentos, idéias, espiritualidades, talentos, pontos de vista. É claro que não vamos aprender tudo o que os outros fazem, dizem, sentem. Muitas vezes é sábio simplesmente dizer: Não! Não quero ser parecido com essa pessoa! Mas ninguém tem (nem seria bom que tivesse) uma personalidade totalmente livre de influências alheias.

            Não é diferente no terreno religioso. Nosso cristianismo deve muito ao judaísmo, no qual estão suas raízes. Uma religião pode ter orações, modos de desenvolver a espiritualidade que possam ser edificantes para outros grupos. Entre cristãos de Igrejas diferentes, esse intercâmbio poderia ser ainda mais produtivo e menos arriscado porque já há uma boa base comum.

            Nossa Igreja não tem medo dessa possibilidade de um aprendizado mútuo entre cristãos de Igrejas diferentes, feito naturalmente com discernimento e sem intenções de dominação. Por isso, o documento Unitatis Redintegratio, do Concílio Vaticano II, nos diz: “... é necessário que os católicos reconheçam com alegria e com a devida estima os bens verdadeiramente cristãos provenientes do patrimônio comum existente entre os irmãos separados. Reconhecer as riquezas de Cristo e as obras virtuosas na vida de quem dá testemunho de Cristo até, às vezes, o derramamento de sangue, é justo e salutar: Deus é sempre admirável em suas obras. Nem se deve desprezar a obra da graça do Espírito Santo nos irmãos separados, que pode contribuir muito para a nossa edificação.” UR 4

            Mas, é claro que só estão bem preparados para essa aprendizagem mútua os que estão firmes na sua identidade fé. Muito úteis são os encontros em que uns captam coisas boas dos outros e os católicos continuam católicos, metodistas continuam metodistas, batistas continuam batistas... e assim por diante. Sem intenções de proselitismo, a aprendizagem é tranqüila. E até pode ajudar muito na formação específica de cada parte envolvida porque, para apresentar ao outro o melhor da sua Igreja, cada um sente que deve conhecer muito bem a instituição que representa no diálogo.

            Músicas, estilos de acolhimento, orações, biografias de cristãos exemplares, métodos de ensino são algumas das coisas que as Igrejas deveriam poder partilhar sem medo. Mas só quem está preparado e seguro vai entrar nesse diálogo sem sentir necessidade de estar o tempo todo se defendendo do que o outro tem a oferecer. 

Therezinha Cruz

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Solenidade de São Pedro e São Paulo


“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt 16,13). Pedro, Paulo e cada pessoa responderá esta pergunta de um modo singular.

Muitas são as visões distorcidas sobre Jesus Cristo. Alguns querem um Jesus político, revolucionário. Outros preferem um Cristo da fé, sem relação com a sua história: um Cristo para adorar e fazer pedidos, para satisfazer desejos materiais. Há um Jesus do “tipo Dan Brawn”, que teria sido um ser humano quase comum. Há também aquele Jesus sofredor, que parece nos salvar pela quantidade de sangue derramado na cruz. Estas imagens não se aproximam daquela revelada nos evangelhos.

Pedro segue o Jesus da história. Mas inicialmente, não compreendeu o messianismo de Jesus. Repreendeu o Senhor, não desejou que sua vida se destinasse a Jerusalém. Queria o messias da glória, da vitória política, da revolução que o fez cortar a orelha de Malco de modo covarde. Só com a Ressurreição, compreenderia a totalidade da missão de Jesus, e de sua própria missão. Com Pedro, aprendemos a crescer na caminhada de fé, a rumar para um Deus que não apenas satisfaz nossos interesses, mas que nos convida a uma missão. Pedro apascentou o rebanho a ele confiado, movido pela imagem de um Deus que o amou mesmo depois de sua traição, que confiou nele, mas lhe deixou as exigências próprias do seguimento. Seguir a Cristo é abraçar as consequências inerentes à opção por Ele.

Paulo seguiu o Cristo da fé.  Ele viu o senhor ressuscitado e passou a viver não mais só, mas a partir da vida de Cristo Senhor em sua própria existência: “Não sou eu que vivo, Cristo vive em mim” (Gl 2,20). Na estrada de Damasco, inaugurou-se uma nova etapa na vida de Paulo, pelo seu encontro com o Senhor ressuscitado. Gradativamente ele teria uma nova visão do mundo e de Deus. Paulo passaria a entender que Deus ama antes de nossa observância legalista. Compreende que Deus não espera que sejamos bons para mostrar o seu amor, mas que ama a todos, ama até os pecadores (Rm 5,8). Por isso, pronunciou: “Jesus Cristo me amou e se entregou por mim” (Gl 2,12). Paulo substituiu o deus do legalismo pelo Deus da gratuidade. Paulo entendeu que o mais importante não é sua fidelidade, mas a fidelidade de Deus. Entendeu que apesar de sua fraqueza, o Deus de amor o amou primeiro. Sentiu a presença de um Deus de misericórdia. Portanto, aprendemos com Paulo que Cristo nos ama gratuitamente, não nos ama pelos nossos méritos. Aprendemos também que nossa vida tem sentido a partir da experiência pessoal do encontro com o Senhor.

Pedro e Paulo estão muito distantes daquela imagem romântica e estereotipada de santidade. Não são homens serenos, passivos e de rostinhos meigos. Pedro e Paulo revelam personalidades fortes. Pedro foi um homem controverso que sempre se mostrou pronto a responder e a questionar o Senhor. Paulo foi um lutador que desafiou os judaizantes e travou lutas apaixonantes com suas comunidades. Deste modo, aprendemos destas duas colunas que a paixão move a vida para o bem. Aprendemos que a santidade não é a passividade diante das coisas e que mesmo diante dos erros, o que mais importa é a coragem de realizar. As duas colunas da Igreja nos conduzem à coragem de mudar, à liderança, à ousadia de se expressar, à paixão pelas convicções. Aprendemos a amar a vida, a amar com paixão a Jesus e o seu Reino. “Ai de mim se não evangelizar!” 

Pe Roberto Nentwig

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética realiza encontro com grupos ligados a Comissão



Tem início hoje dia 27 e vai até o dia 30 de junho na Casa de Retiros Felippo Smaldone em Brasília-DF o encontro com os grupos ligados a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética (Bispos referenciais, coordenadores dos 17 regionais, GREBICAT, Catequetas, Executiva da Catequese com os Indígenas, equipe Executiva Junto a Pessoa com Deficiência e o blog Catequese e Bíblia). Certamente toda a Animação Bíblico-catequética terá ganhos significativos com o encontro. É um fato histórico que pela primeira vez a comissão reúne todos os grupos.

O objetivo do encontro é sentirmos juntos a caminhada que estamos fazendo como diretamente envolvidos com duas das urgências das DGAE; pensarmos juntos os desafios que se colocam para a Animação Bíblico-catequética e celebrarmos juntos as maravilhas que estão acontecendo nos regionais diz Dom Jacinto Bergmann Presidente da Comissão.

Neste encontro serão trabalhados o Ano da Fé, Iniciação à Vida Cristã – Itinerários, blog Catequese e Bíblia e o cadastro de catequistas. Será lançada a Bíblia Lectionautas com a presença do Rev. Dr. Erni e Márcia – SBB. Outros temas que também serão discutidos são a Catequese e Novas Mídias, e a proposta da formação de catequistas com ensino a distância (EAD).   

Pedro e Paulo

Numa única festa celebramos a vida dos apóstolos Pedro e Paulo, porque os dois perseguiram um mesmo objetivo, o seguimento de Jesus Cristo, terminando no martírio. Pedro era muito ligado ao povo judeu, e Paulo, numa visão bem missionária, vai às demais nações de seu tempo. Além da força das suas palavras, eles foram verdadeiras testemunhas de fé e compromisso com Jesus Cristo.
Na convivência com o Mestre, esses dois apóstolos contribuíram na construção de uma consciência coletiva sobre a identidade da vivência cristã. Mas era preciso compreender quem era Jesus Cristo e qual o verdadeiro sentido de sua mensagem. Só a partir daí foi possível dar solidez ao projeto da construção do Reino.
Em Pedro e Paulo está assentada a Igreja, sendo eles as principais colunas de sua sustentação. É uma construção feita no meio das forças do antirreino, no mundo da maldade e de tudo que é desconstrução do bem e da vida das pessoas. É um processo que continua na história, enfrentando o mal da cultura moderna.
Ambos fizeram o caminho da libertação, tendo como fim, a condenação. Na dimensão do Reino de Deus, só consegue libertar quem é capaz de dar a vida por aquele que vive em situação de indignidade. Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo, e Paulo, degolado, coincidente e curiosamente, em Roma, onde foram sepultados e tidos como marcos da Igreja.
Devemos entender que o martírio, por causa do Evangelho, é valorizado pela Igreja como autêntica oferta ou sacrifício. Fruto de um longo combate na fé e, ao mesmo tempo, confirma uma situação de vitória, por ser uma doação feita em nome de Deus. É consequência de um projeto assumido em vista do bem.
Não é fácil ter fidelidade em relação à vida, principalmente quando temos que enfrentar críticas e perseguições. Não conseguimos vencer por dizer muitas palavras, mas por ter uma vida marcada pelo testemunho de autenticidade na prática da fé e da vida cristã. O testemunho supõe determinação e coragem no que é assumido.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Iniciação à Vida Cristã e o Discipulado 2


Durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese, Ir. Vera começou lembrando a todos que o Documento de Aparecida “destaca a iniciação cristã como a maneira prática de colocar alguém em contato com Jesus Cristo e iniciá-lo no discipulado”. Isso provoca muitos questionamentos e entre eles é importante se perguntar: “será que a nossa catequese é um verdadeiro caminho de discipulado?”

“Discipulado” e “seguimento” são termos que se entrelaçam na medida em que são identificados pela ação de caminhar ou seguir, e acabam sendo utilizados indistintamente como sinônimos. Na realidade, como bem distinguiu Ir. Vera, “seguimento expressa a ampla realidade do chamado de Deus que entra na vida da pessoa, espera uma resposta e provoca uma ruptura”. Por outro lado, “o discipulado expressa a relação vital entre a pessoa do discípulo e o mestre Jesus”.

O processo catequético deve, em primeiro lugar levar a pessoa a encontrar-se com o Jesus que convida “algumas pessoas do meio do povo para segui-lo e partilhar com ele a vida, a missão e o destino”. Somente quem acolhe esse convite é capaz de dar o passo seguinte, o do discipulado, que é o “aprofundamento do seguimento e implica renúncia a tudo o que se opõe ao projeto de Deus e diminui a pessoa; leva à proximidade e intimidade com Jesus Cristo e ao compromisso com a comunidade e com a missão”.

Os verdadeiros “seguidores de Jesus participam de sua vida, de suas atividades, particularmente do anúncio do Reino. Mas, eles dependem plenamente de Jesus e agem em comunhão com ele. Sem a relação-comunhão vital com Jesus, a pregação da boa-nova do Reino perde toda sua força de transformação”.

Por isso mesmo, como bem lembrava Ir. Vera, “na catequese, não é suficiente apresentar conteúdos sobre Cristo para serem sabidos e aceitos, mas é importante propor um modo de conhecer Jesus, que consiste em assemelhar-se a ele, segundo seus ensinamentos”.

Nessa mesma direção são muito significativas as palavras do teólogo Jon Sobrino que afirma: “quem quiser conhecer Jesus e não só ter notícia sobre ele, que o siga! (...) Quem quiser conhecer o mistério cristão de Deus, que esteja disposto a permanecer diante de Deus, a viver e atuar como Jesus! (...) Quem quiser saber da ação renovadora e vivificadora do Espírito, que se coloque, como Jesus, entre os pequenos e os pobres!”

Todas essas afirmações a respeito de seguimento e discipulado são elementos fundamentais do processo de iniciação à vida cristã. De fato, a sua finalidade não é simplesmente a de aumentar o número de batizados e encher Igrejas, mas a de formar verdadeiras comunidades de discípulos missionários de Jesus Cristo, que se esforçam em viver as propostas do Reino de Deus, contribuindo, assim para que esse mundo fique cada vez melhor.



Conheça e aprofunde mais sobre esse tema no livro “3ª Semana Brasileira de Catequese. Iniciação à Vida Cristã”, publicado pela “Edições CNBB”, nas páginas 169-185. Consulte o site www.edicoescnbb.com.br e veja como adquirir este livro.


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Batizados, não convertidos...

"A maioria dos católicos batizados, nascidos num país cristão são, como adultos, verdadeiros catecúmenos". (CT 44).

Católicos batizados, verdadeiros catecúmenos! Isso quer dizer que não assumiram seu batismo, não fizeram a experiência com o ressuscitado, se comportam como verdadeiros catecúmenos. Acontecia naquela época e ainda hoje. Por catecúmenos entendemos aqueles que não foram batizados.  Catecumenato, essa palavra de origem grega, quer dizer: "lugar onde ressoa alguma mensagem". Seria então esse tempo de preparação, de amadurecimento na fé.

Nos primeiros séculos da Igreja, quem desejava se tornar um cristão era admitido ao catecumenato, que começava sempre com o querigma, e logo depois, uma catequese completa, antes dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Ao longo do tempo, isso foi-se perdendo.

Voltemos às fontes... Seria bom se o itinerário catequético acontecesse de forma sistemática, organizada, de modo que os catequizandos, independente da idade, amadurecessem de fato na fé e isso de livre escolha, porque amam e querem seguir a Cristo. A verdadeira felicidade consiste nisso, nesse encontro, nesse caminhar ao lado, nessa partilha de dons na comunidade (vamos repetindo isso, até que fique gravado no  coração que essa é a meta com a catequese)

Quando a Igreja nos pede que priorize os adultos, ela “grita” com razão, pois  em muitos lugares não se tem organizado um trabalho para a INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ COM ADULTOS, alimentando ainda a idéia de que catequese é coisa de criança.

Concordo plenamente com a “prioridade” da iniciação Cristã com adultos, mas creio firmemente num trabalho consciente, maduro com nossos pequenos, adolescentes e jovens, tendo em vista que serão os adultos de amanhã. Esperamos em Deus que se tornem  adultos cristãos, batizados, evangelizados, conscientes. Isso é o que queremos, por isso estamos na luta do resgate da maneira de formar cristãos dos primeiros séculos.

Agora, quer evangelizar os adultos? Aproxime e acompanhe  o itinerário da iniciação cristã que começa na idade infantil, indo até a juventude. Lá se concentra o maior número de adultos batizados, não convertidos. Basta organizar um trabalho de evangelização com essas famílias. É gratificante, quando percebemos famílias inteiras sendo despertas, participando da comunidade, buscando a catequese com adultos, durante a caminhada catequética do filho.

O DNC nos orienta que toda diocese deveria ter um projeto catequético que acompanhe as pessoas desde a infância até a idade avançada, com uma adequada integração entre as diversas etapas da caminhada da fé. Que priorize a educação da fé com adultos, oferecendo-lhes acompanhamento e aprofundamento da fé, respostas ás suas inquietações, indicações para a vivência familiar, profissional e o engajamento na vida eclesial e que o RICA seja conhecido e vivenciado nas comunidades e inspire todas as modalidades de catequese. (DNC 312)
  
Imaculada Cintra - Catequista e Iniciação à vida Cristã

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Falhas que podem atrapalhar o diálogo


Muita coisa pode atrapalhar a caminhada ecumênica. Temos hábitos arraigados e muitas vezes nem notamos que estamos alimentando a discórdia em vez de construir a paz. Teríamos que prestar mais atenção às armadilhas que muitas vezes armamos até sem perceber.  Vamos destacar aqui alguns campos onde nossas falhas costumam criar obstáculos a um diálogo mais construtivo:

a)      A linguagem: até sem perceber, podemos usar expressões que denotam uma rejeição. E não falamos só com palavras, temos também a linguagem corporal e facial. Brincadeiras podem ser ofensivas de um modo muito desastroso. Também é comum termos “dois pesos e duas medidas”, que se revelam nas palavras que usamos. Diante da mesma situação, por exemplo, temos uma tendência a chamar outros de “fanáticos” enquanto consideramos a nós mesmos “fiéis”. Um bom jeito de evitar falhas de linguagem é ouvir o outro, perceber como ele mesmo define a sua fé.

b)      A omissão: um jeito muito especial de expressar rejeição em relação ao outro é fazer de conta que ele não existe. Não é comum nos referirmos a outros irmãos cristãos na nossa Igreja. Falamos, por exemplo, do Batismo como se fosse coisa só nossa (embora a nossa Igreja reconheça até oficialmente a validade do batismo de muitas outras denominações cristãs).  O papa João II lembrou, na encíclica Ut Unum Sint, coisas que não costumamos mencionar:

“ Para além dos limites da Comunidade católica, não existe o vazio eclesial. Muitos elementos de grande valor, que estão integrados na Igreja Católica na plenitude dos meios de salvação e dos dons da graça que a edificam, acham-se também nas outras Comunidades cristãs.” UUS 13

c)      A preparação para a guerra: Já encontrei católicos que me pediam estudo de certos textos bíblicos “para responder aos protestantes”. É claro que os católicos devem saber como a sua Igreja lê a Bíblia. Mas ela deve ser trabalhada como instrumento de diálogo, não como arma para derrotar o outro.

d)     Nivelar sem discernimento: ser ecumênico não é ser ingênuo e aceitar tudo que vier com rótulo cristão. Há Igrejas sérias e grupos que se aproveitam da religião para enganar o povo. Sempre é importante discernir o que está ou não a serviço do projeto de Jesus, tanto nas outras Igrejas como até dentro da nossa. Mas também não se pode julgar uma Igreja pelo comportamento negativo de alguns de seus membros. Sem generalizar, sem criar clima de guerra e sem maximizar as falhas alheias de modo preconceituoso, é preciso perceber que tipos de atitudes devem ser valorizadas ou rejeitadas.

e)      Perder de vista a busca da verdade: ecumenismo não é vivido fazendo de conta que não há problemas e divergências. O que deve ser diferente é o modo de tratar essas divergências. Se há pontos em que ainda não estamos de acordo, vamos rezar, pedir luz ao Espírito Santo, buscando com honesta fraternidade soluções verdadeiras para as questões que ainda nos dividem.

Diante de tudo isso, para os catequistas, seria importante ter presente o que diz o documento Catechesi Tradendae:

É sobremaneira importante fazer uma apresentação correta e leal de outras Igrejas e comunidades eclesiais, das quais o Espírito Santo não recusa servir-se como de meios de salvação... Entre outras coisas, uma tal apresentação ajudará os católicos, por um lado, a aprofundarem sua própria fé e, por outro lado, a melhor conhecerem e estimarem os outros irmãos cristãos, facilitando assim a procura em comum do caminho para a plena unidade na verdade total.” CT 32

Therezinha Cruz

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lançado o “Instrumento de Trabalho” para o Sínodo dos Bispos


Na manhã do dia 19 de junho, na Sala de Imprensa da Santa Sé, foi apresentado o “Instrumento de Trabalho” da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que será realizada no próximo mês de outubro e vai tratar do tema “A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”.


Como o próprio nome já diz, esse texto é importante por que é a partir dele que os Bispos que participarão do Sínodo vão orientar suas reflexões e trabalhos em vista de uma nova evangelização a ser realizada pela Igreja nos dias de hoje. Antes dele já tinha sido publicado um outro texto preparatório do Sínodo conhecido pelo nome “Lineamenta”. Nele foi elaborada uma primeira reflexão sobre o tema da nova evangelização e toda a Igreja tinha sido convidada a dar suas contribuições em vista do aprofundamento e enriquecimento da proposta apresentada.


O “Instrumento de Trabalho” consta de 4 capítulos, além da introdução, que explica a dinâmica do documento, a realidade que motiva o tema e as expectativas em relação o Sínodo de 2012:


- O primeiro capítulo, intitulado “Jesus Cristo, Evangelho de Deus para o Homem”, é dedicado à redescoberta que o encontro com Jesus Cristo vivo é o coração de todo trabalho evangelizador.


- No segundo capítulo, “Tempo de Nova Evangelização”, é feita uma reflexão sobre a desafiadora realidade a ser evangelizada hoje, enquanto motivadora para que muitas comunidades cristãs realizem numerosas e diferentes experiências de nova evangelização.


- O terceiro capítulo tem o título “Transmitir a Fé”, no qual se analisa os lugares fundamentais, os instrumentos, os sujeitos e as ações realizadas para a transmissão da fé cristã a partir da liturgia, da catequese e da caridade.


- O quarto capítulo, “Reavivar a Ação Pastoral”, reflete sobre os vários setores da ação pastoral que mais especificamente se dedicam ao anúncio do Evangelho e à transmissão da fé.


- Por fim, a conclusão destaca a esperança e a alegria como motivadoras de nossa missão de evangelizar.


Veja na íntegra

Natividade de São João Batista


O nascimento de João Batista merece uma festa especial no calendário litúrgico, pois este personagem é o elo entre o Antigo e o Novo Testamento. O maior de todos os nascidos de mulher é o menor no Reino dos Céus, apenas uma “voz que clama no deserto”. O profeta que preparou o caminho do Senhor manifestou sempre a sua humildade: “Estando para terminar a sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’” (At 13, 22-26).
João nasce em um contexto de adversidade, muito próprio nos textos da Bíblia. Deus costuma se manifestar onde menos se espera, por meio de pessoas simples e sem relevância. João Batista nasceu de uma mulher estéril, de idade avançada e, portanto, humilhada por não ser mãe. Também Zacarias não vivia menor humilhação: um homem velho e sem ninguém para dar o seu nome, sem um filho para lhe garantir a descendência. O modo de Deus proceder na história nos ensina que não devemos confiar na aparente grandeza do mundo: na fraqueza, na humildade e na pequenez a ação de Deus desabrocha.

Deus gosta de transformar a esterilidade em fecundidade para mostrar o seu amor e o seu poder. Manifesta o Senhor que não podemos jamais perder a esperança e nem acreditar demasiadamente nas forças humanas. A secura no ventre de Izabel é o lugar da aridez humana que espera ser fecundada pela graça de Deus. Como nos diz o Salmista, Deus transforma a aridez em fonte de vida: "Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir quais peregrinos. Quando passam pelo vale da aridez, o transformam numa fonte borbulhante, pois a chuva o vestirá com suas bênçãos. Caminharão com um ardor sempre crescente e hão de ver o Deus dos deuses em Sião" (Sl 84, 6-8).

Zacarias é sacerdote do templo. Junto de sua velha esposa representa a antiga lei e o culto que certamente carregavam a esterilidade, pois não davam frutos de conversão e vida. Jesus, precedido por João Batista, produzirá nova fecundidade ao trazer a nova lei, a graça, a misericórdia, o Reino de Deus. A frieza de Israel não impediu que Deus realizasse o seu plano de amor. Não podemos deixar que as estruturas surgidas depois do kairós inaugurado por Jesus se transformem em instrumentos estéreis que não produzem vida. Pensemos em nossas paróquias, ministérios e pastorais. Façamos a revisão de nossa vida e vejamos onde está falta de fecundidade que precisa ser restaurada pela graça divina.

A mudez de Zacarias é causada pela incredulidade. Diante da falta de fé em Deus, resta-nos calar e deixar que Deus fale. Ao ser perguntado sobre o nome do menino, só lhe restou escrever: “Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome’. E todos ficaram admirados” (Lc 1, 59-63). João significa "Deus é cheio de graça", "agraciado por Deus" ou mesmo "a graça e misericórdia de Deus". Diante de nossa miséria, de nossa aridez, esterilidade e mudez, resta-nos, mais do que qualquer coisa, a graça misericordiosa de Deus que nunca nos abandona. Então faremos coro com as palavras proféticas que romperam o silêncio da Antiga Aliança: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!”

Pe Roberto Nentwig

Catequistas do Piauí realizam aprofundamento sobre o Ano da Fé


Teve início na  quinta-feira, 14 de junho, a Assembleia Regional de Catequese, que foi realizada no Centro de Treinamento da diocese de Picos (PI). O encontro reuniu catequistas de todo o Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí) e seguiu até o domingo, 17, com atividades formativas e partilha de experiências.
A temática principal da assembleia foi sobre o Ano da Fé, que se inicia em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e termina em 24 de novembro de 2013, com a Solenidade de Cristo Rei.
Em virtude desta temática, os catequistas estudaram o documento Porta Fidei - A porta da Fé, com a assessoria do padre Domigos Barbosa, diretor de estudos do Seminário Interdiocesano Sagrado Coração de Jesus.
Durante a abertura da Assembleia Regional de Catequese, o padre Gregório Leal Lustosa, responsável pela Catequese na diocese de Picos, realizou a acolhida dos participantes em nome de dom Plínio José Luz da Silva, bispo diocesano. Na oportunidade afirmou que a finalidade da catequese é levar a comunhão com Jesus Cristo.  “Só ele pode conduzir ao amor do Pai, no Espírito e fazermos participar da vida da Santíssima Trindade”, disse.
Dom Eduardo Zielski, bispo de Campo Maior e referencial da Catequese no Regional, destacou que a cada ano os representantes das dioceses se reúnem para atualizar a caminhada catequética. “A ideia é caminhar sempre em comunhão com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, e demais Diretrizes oriundas de Roma. Este ano estamos aqui para conhecer a carta do papa Bento XVI, Porta Fidei, por isso nós colocamos como tema ‘Ano da Fé: Compromisso da Catequese’”, afirmou.
A programação de abertura seguiu com um momento de oração e dinâmica de apresentação das dioceses, bem como da nova coordenadora regional de Catequese, irmã Maria das Graças.
Na manhã de sexta-feira, 15, os participantes se reuniram na capela para a missa, marcada pela festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Oração pela Santificação do Clero. As atividades foram iniciadas com a Leitura Orante da Bíblica, seguida da partilha sobre as experiências catequéticas realizadas nas dioceses do Piauí.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 20 de junho de 2012

São João Batista


Coincidentemente, a Festa do Nascimento do profeta João Batista acontece no domingo, Dia do Senhor. O momento é de lembrança e de memória da vida desse santo, aliás muito popular, na vida do cristianismo e na tradição do Brasil. Foi um nascimento testemunhado nos primeiros tempos da Igreja e conservado pela história nos escritos da Sagrada Escritura.

Os pais de João Batista, Zacarias e Isabel, eram já idosos, mas Deus, numa visão, prometeu-lhes um filho, o filho da velhice. João seria aquele que deveria prepara o caminho para a realização da Aliança de Deus, em Jesus Cristo. Isto se deu nos arredores de Jerusalém, tendo João Batista relação com o ministério de Jesus.

O mesmo fato misterioso aconteceu na vida de Maria, uma jovem da Galileia, temente a Deus, que tinha feito um voto de esterilidade. Mas Deus lhe fez conceber e dar à luz um filho, concretizando a Aliança feita com Abraão e agora finalizando com a nova humanidade, com o nascimento de Jesus Cristo.

Na mentalidade do tempo, ser estéril era visto como desonra e castigo de Deus, uma vergonha (Gn 30, 23). Todas as mulheres deveriam ser como a terra, aquela que faz germinar a semente. Zacarias e Isabel entendem que o filho era um dom de Deus, um verdadeiro presente, que nasce com uma missão em Israel.

O acréscimo “batista”, ao nome de João, significa aquele que batiza, isto é, que batizou Jesus Cristo nas águas do Rio Jordão. Que veio pedir conversão do povo e mostrar a profunda misericórdia de Deus, diferente das atitudes praticadas pelo Imperador Herodes, autoridade sem piedade, que mandou decapitar João na prisão.

A presença de João Batista, pela sua fidelidade e coerência, tornou-se um perigo para as “falsas” autoridades do tempo. João foi um crítico contundente do poder vigente. Foi esse o real motivo de sua condenação e martírio. Isto significa que as falsas autoridades têm medo das palavras do profeta, de quem age defendendo a vida do povo e seus verdadeiros direitos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Iniciação à Vida Cristã e o Discipulado 1


O Diretório Nacional de Catequese afirma muito claramente que “o fruto da evangelização e catequese é o fazer discípulos”. Mais do que somente preparar as pessoas para receberem esse ou aquele sacramento, é necessário ajudar os candidatos a chegarem a uma verdadeira conversão a Jesus e ao seu projeto para o mundo.

Tal relação entre ser catequizado e transformar-se em seguidor autêntico de Jesus foi muito bem desenvolvida durante o painel “Discípulos Missionários hoje: Catequese, caminho para o discipulado”, que foi apresentado por Dom Juventino Kestering juntamente com Ir. Vera Bombonato, durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese.

Entender a catequese como caminho para o discipulado exige que façamos uma profunda revisão e ampliação de horizontes sobre esse importante momento de evangelização. Pois, como disse Dom Juventino, sem que se abandonem as crianças e os jovens, é necessário que fique muito claro para todos que “os adultos são os primeiros interlocutores e a preocupação básica do cuidado pastoral”. Além disso, no mundo de hoje, marcado pela mudança de época, que questiona profundamente a fé e o agir cristão, não se pode ainda conceber uma catequese que simplesmente dê informações sobre a fé, a Igreja e os sacramentos.

De fato, na atual realidade brasileira, não é mais normal que a transmissão da fé aconteça na família, na comunidade ou mesmo na própria sociedade, como acontecia há tempos atrás. Hoje, os vários ambientes proporcionam as mais diversificadas possibilidades de escolhas e isso acaba exigindo que a transmissão da fé seja encarada como uma ação evangelizadora que oferece uma opção muito clara e atraente.

Enquanto caminho para o discipulado a catequese tem que ser entendida como uma ação evangelizadora que deve estar interligada a “outros caminhos, como a liturgia, a dimensão social da fé, o ecumenismo, a dimensão missionária” e, por isso mesmo, não acontece de forma isolada, mas é um ato essencialmente eclesial. Somente assim conseguirá realizar sua missão de lançar as bases da vida cristã naqueles que desejam seguir Jesus, através da catequese de iniciação.

Segundo Dom Juventino, os catequizandos conseguirão se transformar em autênticos discípulos missionários na medida em que passarem por um caminho composto de vários passos: “é no caminhar, na persistência, na busca, nas motivações, nas descobertas que a pessoa vai se encontrando com Jesus Cristo, com a comunidade e com a missão. É importante o primeiro passo: o Kerigma, o encontro entusiasmante com Jesus Cristo. Mas é preciso caminhar para o segundo passo: A conversão, o seguimento, a persistência, o aprofundamento. Mas não pode parar por aí. O caminho é para um terceiro passo: O discípulo missionário, o engajamento, a transformação da realidade, a sua inserção nas profissões, na família, no mundo do trabalho, da política, das profissões e aí permear com os valores do Evangelho, da ética e da cidadania”.

A realização desses passos vai exigir das comunidades que todas as pastorais, grupos e movimentos trabalhem de forma mais harmoniosa e orgânica, e somente assim se conseguirá que o processo de iniciação à vida cristã aconteça de forma plena e eficaz.

 
Conheça e aprofunde mais sobre esse tema no livro “3ª Semana Brasileira de Catequese. Iniciação à Vida Cristã”, publicado pela “Edições CNBB”, nas páginas 161-167. Consulte o site www.edicoescnbb.com.br e veja como adquirir este livro.


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário

domingo, 17 de junho de 2012

Regional Oeste 2 realiza 1º Seminário Regional da Animação Bíblica Catequética



Iniciou sexta-feira dia 15/06, dia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus no  CENE em Cuiabá o 1º Seminário Regional sobre Animação Bíblica Catequética. “A Palavra de Deus deve ser inspiradora de todas as fases da ação evangelizadora nas casas, nas comunidades, nas paróquias e nas dioceses.”Dap n. 371). Estão presentes a Arquidiocese de Cuiabá as dioceses  de Diamantino, Cáceres, Guiratinga, Barra  do Garças, Sinop, Juína, Rondonópolis as prelazias de  São Félix e Paranatinga.

No primeiro dia Pe. Antenor acolheu com as boas vindas os participantes do seminário e em seguida o Pe. Giovane da Prelazia de Paranatinga conduziu o momento orante, fazendo uma reflexão da Palavra de Jo 1, 1 – 18 e do Sl 33, que culminou com a benção do Pe. Antenor.

O Seminário términa hoje dia 17/06 e abordou as temáticas: Palavra Preparada -  com a Ir. Rosângela da Diocese de Sinop; Leitura Orante com a Irª Sarvelina e Verbum Domini – Pe. Reinaldo, da diocese de Diamantino e a Animação bíblica da Pastoral com  Dom Juventino Kestering, da diocese de Rondonópolis. 

Visite o blog do Regional Oeste 2 CLICANDO AQUI

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Trabalho da Comissão Bíblico-Catequética da Diocese de Cajazeiras tem destaque Nacional


O Cadastro Nacional de Catequistas tem servido para aprimorar os trabalhos da Comissão Nacional, dos Regionais e Dioceses, servindo de base para novos rumos. O Blog Catequese e Bíblia entrevistou o Pe. Franciarley Duarte de Sousa, 32, Coordenador da Comissão Diocesana de Animação Bíblico-Catequética da Diocese de Cajazeiras que vem se destacando a nível nacional pela boa articulação no processo de cadastramento dos catequistas.


O Regional Nordeste 2 vem se destacando em nível nacional por alguns trabalhos que vem realizando. E agora mais uma vez torna-se destaque com a diocese de Cajazeiras sendo a primeira diocese no país a superar os 1000 catequistas cadastrados. Como foi a estrutura e dinâmica que a sua diocese utilizou para atingir esse número? E que trabalho é esse que seu regional está realizando?

Como sabemos que os meios de comunicação são falhos, e que nem todos tem internet em casa, achamos por bem tirar cópia do material, ou seja, a ficha e entregar nas paróquias, em algumas diretamente ao Padre, em outras ao coordenador paroquial de catequese. Junto a um bloco de 20 ou 30 cópias da ficha para cada paróquia, anexamos uma carta com uma data limite escolhida pela Comissão Diocesana e o endereço de minha Paróquia para a devolução das fichas. Devido a isto, estamos recebendo com muita rapidez as respostas. O Regional, por sua vez, com sua nova coordenação está nos motivando muito, sua dedicação nos impulsiona a também assumirmos essa empreitada com entusiasmo.

Quantas paróquias fazem parte de sua diocese?

Atualmente nossa Diocese é composta por 54 paróquias e 07 áreas pastorais, subdivididas em 06 zonais.

Quem está ajudando nesse processo de cadastramento?

Nossa comissão está em fase de composição, temos poucos membros ainda. Elegemos uma assessora de comunicação: Maria Almeida, que ficou responsável para receber as cópias da ficha e fazer o cadastro via internet e está assumindo com muita dedicação.

O senhor tirou 2000 mil cópias da ficha de cadastro e foi em cada paróquia entregar a ficha ao pároco e ao coordenador paroquial. Como surgiu essa ideia?

Tendo em vista que, nem todos tem acesso à internet e nem todos recebem um acompanhamento direto em sua Paróquia, resolvemos fazer cópias, e reservei um final de semana e sai de paróquia em paróquia fazendo as entregas e falando da urgência e importância desse cadastro para a CNBB e também para nossa Diocese.

Quais as maiores dificuldades enfrentadas pela comissão diocesana?
R- Podemos destacar duas: encontrar pessoas disponíveis para integrar a comissão e conseguir reunir todas. Para nós que estamos iniciando agora, falta muita experiência.

Sabemos que existem dificuldades de se cadastrar catequistas que não tem acesso à internet. Como surgiu a ideia de cadastrar os catequistas com uma ficha?

Para que pudéssemos ter também em nossa Diocese uma visão geral da quantidade de Catequistas. Esse percentual é muito importante para elaborarmos projetos para o futuro da catequese na Diocese.

Com o objetivo de facilitar ainda mais a comunicação e ajudar as comissões diocesanas a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética – CNBB reformulou o cadastro online e irá atualizar e informar aos regionais e dioceses - além da quantidade – o perfil do catequista. O que o senhor acha dessa nova plataforma de cadastro?

Muito bem elaborada, pois assim estamos vendo que a cada dia que passa o valor dado à pessoa do catequista está sendo mais visibilizado.

Quais os projetos da coordenação depois que tiverem os dados deste cadastro?

Estamos preparando um arquivo na Diocese e fazendo um trabalho que ainda está em fase de elaboração para o centenário da Diocese em 2014.

Com esse trabalho da Comissão Nacional utilizando o Blog Catequese e Bíblia e para criar uma rede de blogs interligando as paróquias e as dioceses ao regional e este ao nacional o senhor acredita que as informações estão chegando com mais facilidade?

Sem sombra de dúvidas! Esse trabalho está criando entre nós uma aproximação maior, onde encontramos facilidades para tirar dúvidas, pedir sugestões, receber orientações, etc. Parabéns pela missão!

Qual a importância da Comunicação e as novas Mídias Sociais nas Comissões Bíblico-Catequéticas?

É de fundamental importância na sociedade em que vivemos. A agilidade na veiculação de informações, material de formação, atividades realizadas, etc. Isto vem nos motivar e encorajar ainda mais.

Cadastro de Catequistas





Com o objetivo de facilitar ainda mais a comunicação, criar um banco de dados de Catequistas em nível nacional e melhorar a qualidade de sua assessoria a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética – CNBB está intensificando o cadastramento de todos os catequistas via internet e via ficha de cadastro. Desde abril a Comissão disponibilizou para os coordenadores dos regionais e diocesanos essa ficha para que possamos atender a todos os catequistas. Parabenizamos a Diocese de Cajazeiras do Regional Nordeste 2 por ser a primeira diocese no Brasil a ultrapassar os 1.000 (mil) catequistas cadastrados. Eles seguiram as orientações de cadastramento (VIA INTERNET E VIA FICHA - cada um conforme sua possibilidade).  Merece destaque o Coordenador da Comissão de Catequese de Cajazeiras, Pe Franciarley, que tirou 2000 mil cópias da ficha e foi em todas as paróquias entregar aos coordenadores e aos párocos, e junto com a sua comissão e coordenadores paroquiais estão fazendo o cadastramento.

Você catequista, que tem mais facilidade com a internet, ajude aos que não tem acesso a se cadastrarem pela ficha. Cobrem do seu coordenador.

Cadastre online aqui: http://catequistas.cnbb.org.br/

Um caminho pedagógico


          Ecumenismo é, entre outras coisas, um processo de cura de feridas profundas e antigas no corpo dos discípulos de Cristo. A separação vem de séculos, o afastamento criou preconceitos, fez cada um alimentar imagens negativas do outro e as Igrejas durante  muito tempo aprenderam a se defender umas das outras. Diante disso, quem se envolve numa proposta de construção de uma espiritualidade ecumênica pode perguntar: Por onde devemos começar? Que caminhos devemos seguir?

            O Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso publicou em 1991 o documento Diálogo e Anúncio. Lá são destacadas quatro formas de diálogo, cada uma ligada a um campo de atuação religiosa. O documento trata de diálogo inter-religioso, que  vai além das comunidades cristãs a que nos referimos quando falamos estritamente de ecumenismo. Mas as quatro formas de diálogo podem ser adaptadas para indicar um caminho pedagógico para a construção de relações ecumênicas também. São as seguintes:

a) diálogo da vida: é o que acontece no convívio diário quando conhecemos pessoas de outras Igrejas. Não vamos começar discutindo doutrinas religiosas, vamos criar laços de amizade, vamos conversar sobre sentimentos humanos, preferências, alegrias e tristezas, vamos conhecer fraternalmente o outro. Na catequese, temos que preparar para esse tipo de diálogo porque há presença de cristãos de outras Igrejas na vida dos catequizando, na família, no ambiente escolar, na vizinhança, no local de trabalho.

            b) diálogo da ação: o mundo precisa da ação dos cristãos no socorro aos necessitados, na educação para valores mais construtivos, no protesto contra as injustiças, na defesa da vida, na construção de um mundo melhor para todos. Então a catequese pode mostrar exemplos de Igrejas unidas para realizar boas obras. É bom lembrar até a parábola do bom samaritano, em que Jesus colocou como exemplo de solidariedade justamente uma pessoa que, pelos padrões da religiosidade judaica, pertencia a um grupo dissidente. Muita coisa já é feita em conjunto e esse tipo de trabalho deve ser conhecido e apoiado.

            c) diálogo dos intercâmbios teológicos: aí entram os teólogos, os estudiosos que ajudam a organizar textos onde se expõem as divergências e as aproximações. Há muitos acordos bilaterais feitos pela nossa Igreja com cristãos de outras denominações. A divulgação desses textos em geral é muito deficiente e, por isso, nem sempre eles produzem todo o efeito que deles poderíamos esperar. Na vida cotidiana, mesmo em se tratando de pessoas com o devido preparo, creio que o diálogo teológico deveria vir depois dos outros dois (de vida e ação) porque, se já houver amizade e cooperação entre as duas partes, a conversa sobre as divergências fica muito mais fácil. Com boa vontade de ambos os lados, vamos compreender melhor que não se busca uniformidade e sim unidade na diversidade.

            d) diálogo da experiência religiosa: é o compartilhamento das riquezas espirituais, da oração, da busca de Deus, da vivência amorosa do discipulado. Aqui entraria a valorização das orações e cantos que podem se tornar comuns e também os exemplos dos que viveram heroicamente sua vocação cristã nas diferentes Igrejas. À catequese caberia destacar, entre outras coisas, que temos em comum toda uma espiritualidade bíblica. O Pai Nosso e o Credo têm versões ecumênicas, com pouquíssimas diferenças.

            Imaginemos agora que esses caminhos de diálogo, com o devido respeito às identidades de cada denominação cristã, fossem assumidos e regularmente vivenciados. Como ficaria esse testemunho diante dos que ainda não creem?

Therezinha Cruz

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Celebrar e viver o Concílio Vaticano II


Em nota pastoral do dia 19 de abril a Conferência Episcopal Portuguesa motivou a “Celebrar e viver o Concílio Vaticano II”, em vista da comemoração dos 50 anos de abertura do Concílio e do Ano da Fé. (ZENIT.org 24/04/2012). Eis um resumo desta nota:

Celebrar o Concílio. Na Carta apostólica “A Porta da Fé”, assim se exprime o Papa Bento XVI: «Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, “não perdem o seu valor nem a sua beleza (…). Sinto hoje, ainda mais intensamente, o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa. Quero aqui repetir, com veemência, as palavras que disse a propósito do Concílio, poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: “Se o lermos e recebermos, guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja”.(1)
Celebrar o cinquentenário do Concílio, nestes tempos em que a fé deixou de ser um dado evidente, há de ser uma ocasião para aprofundarmos tão grande dom de Deus, que nos faz experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja. Se a nossa fé não se renova, facilmente degenera num adorno espiritualista e as práticas religiosas não passam de rituais sem alma e coração. Para nada serve o sal que perdeu a força e a luz que fica escondida (cf. Mt 5, 13-16).
Não basta mostrar a nossa concordância com os documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos como sua aplicação catequética. É preciso fazer descer à prática quotidiana a riqueza dos seus ensinamentos. Pelos frutos de caridade se conhece a árvore da nossa fé (cf. Mt 7, 17-20). É preciso que a nossa fé encarne num estilo de vida cristã, na família e no trabalho, na vida social e política. Cristo exorta-nos à coerência entre fé e vida real: «Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu» (Mt 7, 21). E São Tiago recorda-nos que «a fé sem obras está morta» (Tg 2, 26), é inexistente.

Pôr em prática o Concílio
2. A convocação do Concílio Vaticano II deu-se 90 anos depois da realização do Concílio Vaticano I, que foi interrompido repentinamente, a 18 de dezembro de 1870, dadas as convulsões pela unificação de Itália. A 25 de janeiro de 1959, na Basílica de S. Paulo extramuros, João XXIII, eleito apenas três meses antes, anunciou, inesperada e solenemente, a convocação de um Concílio ecumênico. Tinha em mente não apenas «o bem-estar do povo cristão», mas também um convite às «comunidades separadas para a busca da unidade». Sem consultas prévias aos Bispos da Igreja universal, como tinha feito Pio IX antes da convocação do Concílio Vaticano I, João XXIII decide esta convocação «por uma repentina inspiração de Deus», apelidando este Concílio como «flor espontânea de uma inesperada primavera». A Igreja viveu «um novo Pentecostes», como chamou o mesmo Papa ao Concílio. Um dinamismo de renovação foi experimentado na Igreja, aos mais diversos níveis e quadrantes geográficos.
O Papa Paulo VI, na Carta apostólica em que declara encerramento o Concílio, confirma e exorta ao seu cumprimento: «Foi o maior Concílio pelo número de Padres, vindos de todas as partes da terra, mesmo daquelas onde só há pouco foi constituída a hierarquia; foi o mais rico pelos temas que, durante quatro sessões, foram tratados com empenho e perfeição; foi o mais oportuno, enfim, porque tendo em conta as necessidades dos nossos dias, atendeu, sobretudo, às necessidades pastorais e, alimentando a chama da caridade, esforçou-se grandemente por atingir com afeto fraterno não só os cristãos ainda separados da comunhão da Sé Apostólica, mas até a inteira família humana» (2).
A Igreja de Cristo é hoje a Igreja do Concílio Vaticano II, que nos compete continuar a aplicar com fidelidade criativa. Queremos dar graças a Deus por este Concílio providencial que continua a inspirar a Igreja. No decurso do movimento de renovação conciliar, ocorreram hesitações e desvios, que não se podem atribuir a este evento de grandeza ímpar, que João Paulo II apelidou de «seminário do Espírito Santo», aberto ao mundo. Felizmente a recepção do Concílio Vaticano II deu-se entre nós de um modo globalmente positivo. A celebração do presente aniversário deve levar-nos a um exame de consciência, pessoal e comunitário, para vermos o que falta fazer para implementar o espírito e a letra do Concílio.

Iniciativas pastorais para viver o Concílio.
3. O Santo Padre quis fazer coincidir o início do Ano da Fé com a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. Assim, recordamos a importância de integrar nos nossos planos pastorais as indicações gerais e as propostas de ação que se encontram na citada Carta apostólica “Porta Fidei” do Papa Bento XVI e na Nota com indicações pastorais para viver o Ano da Fé (3).
Os Bispos exortam os agentes pastorais, a nível de dioceses, paróquias, congregações, movimentos e os responsáveis das mais diversas instituições eclesiais, que promovam o estudo, a reflexão e a aplicação do Concílio Vaticano II, sobretudo dos documentos mais relevantes, as Constituições: “Lumen gentium”, sobre a santa Igreja; “Sacrosanctum Concilium”, sobre a sagrada Liturgia; “Dei Verbum”, sobre a Revelação divina; e “Gaudium et spes”, sobre a Igreja no mundo contemporâneo.
Propomos que as atividades e iniciativas programadas, como cursos, jornadas, pregações, retiros, encontros, peregrinações, intervenções na comunicação social e a própria oração, possam abordar temas na linha das efemérides celebradas.
Ao mesmo tempo que celebramos o cinquentenário da abertura do Concílio, comemoramos também o vigésimo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, que já tem uma edição adaptado aos jovens, o Youcat. O Santo Padre Bento XVI recorda que «para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II» (4). Ler, estudar e dar a conhecer o Catecismo da Igreja Católica é, sem dúvida, um modo muito recomendável de assimilar o espírito e a letra do Concílio do século XX, de tanta atualidade ainda nos primórdios do século XXI.
Todos precisamos examinarnos para ver o que o Espírito diz à Igreja, a fim de continuar a experiência de Pentecostes do Vaticano II. O dinamismo de renovação conciliar deve também passar pelo projeto em que está envolvida a Igreja nos últimos tempos, no horizonte da nova evangelização.
Celebrar o Concílio Vaticano II não significa recordá-lo em clima de nostalgia do passado, mas revivê-lo e projetá-lo, na abertura ao futuro onde Deus nos espera. Cabe-nos a missão de pôr sempre mais em prática o Vaticano II, um Concílio com 50 anos de atualidade.

Fátima, Portugal, 19 de abril de 2012
NOTAS:
1 - Bento XVI, Carta apostólica Porta Fidei, 2011.10.11, n. 5.
2 - Paulo VI, Carta apostólica In Spiritu Sancto, 1965.12.08.
3 - Congregação para a Doutrina da Fé, Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé, 2012.01.06.
4- Bento XVI, Carta Apostólica Porta Fidei, 2011.10.11, n. 11.

Irmão Nery fsc
irnery@yahoo.com.br

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