segunda-feira, 14 de maio de 2012

Famílias ausentes, catequese carente!


Atingir as famílias de nossos catequizandos, um grande desafio! Devemos aproveitar do itinerário catequético, para criar uma proximidade entre catequese e família. Essa união (casamento) é essencial para uma catequese eficaz. Todo casamento começa com o namoro (tempo para conhecer). Para conhecer quem são as famílias de nossos catequizandos, agendamos uma visita missionária com toda família reunida. O objetivo primeiro dessa visita, não é catequizar, e sim  anunciar Jesus Cristo.

Depois do anuncio querigmático, é hora de uma conversa informal, momento propício para conhecer a realidade daquela família. Anunciamos, escutamos, conferimos os dados práticos da ficha de inscrição.  Enfim, com as visitas, temos um “Raio X” de nossas famílias, o que contribuirá para que nossos encontros semanais com nossos catequizandos, sejam desenvolvidos respeitando a realidade de cada um.

No momento dessa conversa, precisamos ter alguns cuidados, pois às vezes querendo aproveitar dessa visita, como se fosse o único contato, corremos o risco de atropelar as coisas. Por exemplo, quando encontramos casos irregulares, casais que vivem juntos, que não se casaram na igreja, em segunda união, membros da família sem o sacramentos da Iniciação Cristã, uma série de necessidades materiais e espirituais.

A princípio, nossa vontade é de consertar tudo.  Diante de tais situações, é difícil para o catequista não catequizar. Contenha-se,  não é momento pra isso, e sim, anunciar, colher informações. Não podemos forçar, impor. Certa vez li o seguinte: “nenhuma mensagem, nenhuma evangelização  deve ser colocada como uma camisa de força que se IMPÕE, e sim uma opção que se PROPÕE.”

Por exemplo, o que acontece quando uma mãe oferece um alimento desconhecido ao filho pequeno? Muitas vezes, ele vira o rosto, tapa a boca, rejeita. O que faz essa mãe diante da rejeição? Desiste? Não! Ela experimenta o alimento, coloca primeiro em sua boca, faz caras  e bocas e diz: “Hummm! Que delícia! Experimente! O filho acaba experimentando, porque foi convencido de que “aquilo” é realmente bom. A mãe não colocou boca abaixo, mesmo porque, isso causaria repugnação.  Ela seduziu, ofereceu, convenceu com seu jeitinho de mãe.

Nas coisas de Deus, religião,  não é diferente, nossas famílias devem perceber que “comemos com a boca boa”. Devemos OFERECER, PROPOR sem forçar. Ir aos poucos, conquistando, seduzindo. Eles precisam  enxergar através de nós que é bom viver em comunidade, que é bom estar em comunhão com Deus e isso não acontece numa única visita, pode levar algum tempo, anos até. Os encontros de catequese com as famílias devem acontecer em todo processo catequético do filho.    “Não basta apenas conversar com os pais sobre determinado assunto, dando uma palestra ou fazer um encontro de acolhida. É necessário que eles também se convertam e a partir daí assumam suas responsabilidades com a catequese do filho e também pra sua vida”.(Pe Lelo) “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir”, dizia o profeta Jeremias.

Na postagem anterior vimos que precisamos OUSAR com critérios, agora estamos vendo que precisamos PROPOR, sem impor. Aos poucos nossas famílias, nossos catequizandos, deixarão ser seduzidos pelo Senhor.

A propósito, falei tanto da visita, do anuncio querigmático, mas você sabe como fazer o querigma? Qual a diferença entre querigma e catequese? Veremos a seguir.

Beijo grande!
Imaculada Cintra



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