sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como é o ecumenismo que queremos?


A nossa catequese educa para o discipulado cristão, tendo a Igreja como comunidade alimentadora da fidelidade a Jesus. O catequizando não apenas aprende coisas, mas ele se torna alguém com uma identidade definida. Dentro dessa identidade é que ele vai ser preparado para viver o ecumenismo que a nossa Igreja nos pede. Vejamos algumas características do ecumenismo que a nossa Igreja quer. Ele é:

Diálogo que reconhece e respeita a diversidade: o catequizando com certeza conhece cristãos de outras Igrejas. Deve saber que há diferenças mas deve respeitar a vocação cristã do outro, como gostaria que a sua fosse respeitada.

Valorização de tudo que já une as Igrejas:  em vez de apenas censurar os que não são católicos, a catequese pode mostrar que cremos no mesmo evangelho e que buscamos servir ao mesmo Mestre. Aí seria bom conhecer o que nossa Igreja diz sobre o reconhecimento do batismo, por exemplo, que ela considera válido em muitas outras Igrejas (não todas).

Trabalho conjunto na construção de um mundo melhor: muita coisa precisa ser feita para melhorar o mundo e, juntos, seremos mais eficientes.

Criação de laços fraternos entre as Igrejas: se formos amigos uns dos outros, o respeito irá substituindo o confronto.

Oração em comum a partir da fé básica: há orações que são típicas da nossa Igreja e que outros irmãos não aceitariam, mas há muitas maneiras de orar que podemos desenvolver juntos sem problema. Além disso, dentro da nossa própria Igreja, temos que educar para a oração pela unidade.

Busca sincera de caminhos para curar as feridas da separação: séculos de desencontro geraram má vontade e preconceito; as pessoas crescem numa Igreja e desde pequenas ouvem falar das outras de maneira depreciativa. Por isso, às vezes fica difícil o diálogo fraterno: afinal, estamos pisando em feridas antigas. Paciência, perdão mútuo e perseverança podem ser bons remédios para curar falhas de convívio.

Valorização leal de tudo de bom que as diferentes denominações cristãs realizam: ciúme entre as Igrejas não dá bom resultado; Quando uma Igreja faz algo bom, devemos nos alegrar porque é o evangelho de Jesus que está produzindo frutos. Além disso, quando uma Igreja sabe elogiar outra, as duas apresentam aos que ainda não creem uma boa imagem de si mesmas e do cristianismo.

Como a catequese colaboraria com esse processo? Ela pode ajudar o catequizando a dialogar com os cristãos de outras Igrejas que ele já conhece. Pode orientar na oração pela unidade, especialmente na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Mas tudo isso vai depender da espiritualidade que o catequista tiver porque, como já dizia o evangelho, a boca fala daquilo de que o coração está cheio.

Therezinha Cruz

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