terça-feira, 10 de abril de 2012

Vinde a mim


Torne sua paróquia um lugar acessível para todos por meio da catequese inclusiva

Como evangelizar, integrar e relacionar-se com pessoas com deficiência, que sempre foi um problema social e institucional e essa tarefa antes, restrita à família ou a alguma pessoa que, por alguma razão, assumisse tal papel, como também, às instituições públicas ou privadas, agora, espera-se que as dioceses, paróquias, comunidades de maneira geral incluam e evangelizem pessoas com deficiência que apresentem tais limitações?! 

Refletir sobre os fundamentos da catequese inclusiva significa refletir sobre as características de nosso trabalho como evangelizadores (as), escolhidos (as) a dedo pelo Pai para desenvolver esta missão, antes mesmo do nosso nascimento (Jr 1,5). 

 Na Catequese Inclusiva, propõe-se uma forma de articulação entre eles diferente daquela à qual estamos acostumados. 

Há, agora, dispositivos legais favoráveis à inclusão, com base nas leis, e a proposta da Catequese inclusiva, pela qual tenho a maior simpatia, apesar de todos os desafios que coloca para cada um de nós catequistas é considerar a relação entre as pessoas de forma interdependente.Embora nosso trabalho evangelizador e catequético, siga o exemplo de Jesus, através do nosso chamado ser Catequista, aprendemos com elas e nos aperfeiçoarmos  a ser o (a )a catequista que o Pai espera que sejamos. 

Todas essas considerações são importantes, quando analisamos a questão da Catequese Inclusiva. Se aceitamos pessoas deficientes em uma catequese, e a tratamos com preconceito, teremos a exclusão da inclusão, uma farsa de inclusão mesmo no interior da igreja. Nas classes, onde são ministrados os encontros de catequese, exige uma atenção por parte dos (as) catequistas, mais individualizada para com os catequizandos com deficiência, pois o objetivo, é evangelizar a turma toda.

Na Diocese de Santo Amaro, há a Pastoral da Pessoa com Deficiência, da qual eu coordeno, e uma das linhas de ação desta pastoral, é trabalhar na linha da catequese, e elaborei o Projeto Diocesano de Catequese Inclusiva UMA CATEQUESE DE QUALIDADE PARA TODOS e fruto deste projeto, tive um catequisando autista que recebeu a Primeira Eucaristia no ano de 2004. Público atendido: Crianças na faixa etária a partir de 8 anos Duração: Correspondente ao ano de catequese das paróquias
Período: A partir do 1º semestre de 2.005.

Refletir sobre o Evangelho de Marcos: o ponto de partida do Projeto e também conhecido como Evangelho da cura, acolhia a todos sem discriminar ninguém” 

Objetivos: Conduzir os catequizandos a receber o Corpo e o Sangue de Cristo;

Adaptar e incluir todos os catequizandos portadores de deficiências nos encontros de catequese;Incentivar os demais catequizandos a aceitar Jesus nos catequizandos portadores de deficiências;Reconhecer a individualidade de cada catequizando dentro da sua deficiência;Conscientizar, no interior da igreja, as pessoas envolvidas na Pastoral da Catequese a seguir o exemplo de Jesus, Incluir os catequizandos para ouvir a Palavra de Deus;Estruturar os encontros de catequese com atividades para os catequizandos sentirem acolhidos;Conscientizar os catequizandos a construir Deus de forma gradativa em cada encontro com os portadores de deficiência;

Desenvolvimento: Estudo de caso com X paróquias da Diocese de Santo Amaro sob orientação de um padre à luz do Evangelho de Marcos, que é o ponto de partida deste Projeto e também conhecido como Evangelho da cura, Jesus acolhia a todos sem discriminar ninguém. A partir de respostas obtidas por meio de um questionário coletivo respondido por tais catequistas; foi realizada uma pesquisa à luz dos documentos que fundamentam a inclusão no Brasil:Declaração de Salamanca (1.994) – Acesso e Qualidade para Todos, e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1.948); 

Metodologia:Inicialmente, os catequistas antes de iniciar o ano letivo de catequese, deverão assistir ao filme Procurando Nemo, uma vez que aborda a realidade das crianças por se tratar de um filme infantil, onde este retrata a situação de uma “Inclusão Aquática”, pois Nemo possui uma nadadeira menor do que a outra e mesmo assim é aceito no grupo, após assistirem ao filme será possível perceber que a coragem e o companheirismo caminham juntos e são passaportes essenciais para uma catequese inclusiva, onde a coragem da catequista está em aceitar o desafio do seu CHAMADO e o companheirismo está inserido na sua vocação ao lidar com o catequizando portador de deficiência; 

Avaliação: Este projeto será avaliado à luz da Primeira Eucaristia a ser recebida pelos catequizandos com deficiência. 

Dessa forma não é o catequizando que se amolda ou se adapta à igreja, mas é ela que, consciente de sua função evangelizadora, coloca-se adequada a ele, apresentando a ele, um espaço inclusivo. Nesse contexto, a catequese inclusiva é gerada para possibilitar que o catequizando com deficiência, atinja os objetivos da evangelização proposto também no Doc de Aparecida e no CELAM. O espaço catequético, que compreende inclusive o mobiliário, deve receber todo e qualquer catequizando, oferecendo condições propícias para a evangelização que é o aprendizado e interação destes futuros (as) vocacionados (as) no serviço à Deus, a exemplo de Jesus, como ele diz no evangelho: Quando fizeres isto ao menor dos meus irmãos, é a mim que estais fazendo.(MT25,40)

Catequistas, a essência do trabalho revangelizador inclusivo, está em usar os talentos e colocar em prática, a missão confiada a Deus, o (a) catequista Inclusivo, é aquele (aquela) que evangeliza a turma TODA, e pensando em ajudar vocês, tenho dois materiais publicados, e que se encontram disponíveis à venda,

http://www.paoevinho.com.br/produtos.php?cod=157&categoria=1

e o Curso online de Catequese Inclusiva Evangelizar nas diferenças e Inclusão: Um ato de amor! http://www.catolicanet.com/?system=cursos&action=view_curso&id=34

Thaís Thaís Rufatto Dos Santos
Pedagogia Pscicopedagogia Consultora Educacional em Educação Inclusiva 
abpp Nº 12572
thaisrdossantos@gmail.com

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Fonte: Paróquias & Casas Religiosas novembro-dezxembro 2011
Ano 6- Nº 33

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