quarta-feira, 4 de abril de 2012

Vigília Pascal

1ª leitura (Gn1,1.26-31): Há uma íntima ligação entre a Páscoa e a Criação, pois em Cristo somos Nova Criatura. Se fomos criados por Deus, caímos pelo pecado. A Nova criação é maior que a primeira. Somos recriados em Cristo pelo Batismo.

2ª leitura (Gn 22,1-18): Deus fez diversas alianças até chegar à Nova e Eterna Aliança. O sacrifício de Isaac prefigura o sacrifício de Cristo que subiu o monte com o madeiro às costas. Também nós devemos estar dispostos a sacrificar aquilo que nos é precioso, mas pode ser uma exigência para que aconteça libertação. A última Palavra de Deus não é o sacrifício, mas uma proposta de vida – ele não permite um final infeliz.

3ª leitura (Ex 14,15-15,1): Como o povo de Israel passou pelo Mar Vermelho, ganhando a libertação, nós passamos pelas águas do Batismo. Revivendo hoje este sacramento, nós morremos para o pecado como morreu o povo egípcio e participamos da libertação como o Povo de Deus foi libertado.

4ª leitura (Is 54,5-14): A Nova Jerusalém reconstruída depois do exílio da Babilônia é imagem da Igreja – o Novo Povo de Deus – a amada do Senhor, que mesmo diante das infidelidades, recebe o carinho de Deus. Nada vence o amor que Deus tem por nós.

5ª leitura (Is 55,1-11): Em Jesus Cristo se realiza as promessas de abundância do AT. Hoje nós estamos aqui para beber da grandeza da salvação que Deus nos oferece; estamos aqui para beber com alegria do manancial da salvação, da água viva trazida pelo Cristo. 

6ª leitura (Br 3,9-15.32-4,4): O que dirige nossa vida é a Palavra de Deus – ela traz a verdadeira sabedoria. Cristo, nossa Páscoa, é a nossa lei. “Tua Palavra é um lâmpada para os meus pés”. É preciso amar a Palavra, escutar a Palavra, manter-se fiel a Palavra! Amar a Palavra é amar a Deus.

7ª leitura (Ez 36,16-28): A Nova Aliança é caracterizada pelo perdão dos pecados: Ele nos retira o coração de pedra e nos purifica com água pura. Tudo isso é Dom, é graça: “não é por vossa causa, mas por causa do meu santo nome que eu vou agir!” Por puro dom, Deus nos concede hoje a graça da salvação.

Epístola (Rm 6,3-11): Pelo Batismo nós participamos da Páscoa do Cristo: morremos para o pecado e vivemos para o Senhor. Também depois de nossa morte corporal, receberemos a verdadeira vida- esperamos a ressurreição!

Evangelho (Mc 16,1-8): O anjo convida a não temer. A Páscoa é o momento de transformamos nossos medos. Diante da vitória das vitórias de Cristo, nosso medo precisa se purificar, transformando-se em confiança. O anjo convida para que os discípulos se reúnam na Galileia. Lá é o lugar da fé, o lugar onde verão o Senhor. É a comunidade reunida (não dispersa) que pode testemunhar o Cristo ressuscitado.


Pe Roberto Nentwig
Assessor da Pastoral catequética da Arquidiocese de Curitiba e Vice-reitor do Seminário Teológico Rainha dos Apóstolos

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