quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma espiritualidade trinitária

Em nossa primeira conversa sobre a espiritualidade da(o) catequista terminamos dizendo que na continuidade meditaremos sobre os diversos traços, ou características desta espiritualidade.


Sem querer classificar uns como mais importantes que outros começo com um traço que certamente configura o essencial: a dimensão Trinitária que o batismo nos confere como marca indelével. Nós somos introduzidos na vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ou dizendo de uma outra forma, mergulhados na Vida da Trindade Santa.

Se nosso Deus é uma Comunhão de Três (Três em Um), significa que é uma  Comunidade de Amor. “A mais perfeita Comunidade” como se dizia no 6º Intereclesial de CEBs , realizado  em Trindade/Go.  A fé professada dessa forma deve conduzir naturalmente a uma vivência prática de efetiva participação comunitária. E se a própria catequese não pode existir fora de uma comunidade (cf. DNC 51-52) a/o catequista precisa ser o primeiro a ser coerente com isso. Não aconteça que ela(e) insista na participação dos catequizandos em sua comunidade e ela(e) tem pouco compromisso com a caminhada cotidiana dessa comunidade.

Certa vez uma mãe de catequizando foi reclamar com a coordenadora, dizendo que seu filho vai à comunidade todos os domingos porque a catequista “cobra presença”, mas que nos últimos cinco domingos ela não apareceu. Neste caso, a catequista ensina sobre Trindade, comunidade, participação, talvez até com belas teorias e na prática, no entanto, desmente tudo, pois de fato não cultiva uma espiritualidade Trinitária. Nem sequer se dá conta que a fé na Santíssima Trindade pressupõe esforço de vida em comunhão no compromisso comunitário constante e em todas as dimensões, não apenas na liturgia. Participação principalmente na restauração da dignidade da vida humana à imagem e semelhança da Trindade Santa.

Que neste Tempo Pascal, momento propício para renovar em nós catequistas  a consciência de que a Santíssima Trindade é o Mistério Central de nossa fé cristã, nos tornemos mais atentos para cultivar com nossos catequizandos uma espiritualidade Trinitária através de nosso testemunho. Até mais!

Pe Décio José Walker
Assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral 
para a Animação Bíblico-Catequética.

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