domingo, 1 de abril de 2012

O Concílio Vaticano II é um autêntico sinal de Deus



Começo uma série de pequenos artigos sobre os 50 Anos do Concílio Vaticano II (1962-1965) citando alguns parágrafos do Papa Bento XVI num vídeo-mensagem para o Encontro Nacional da Igreja da França em Lourdes com os bispos e 2.500 leigos/as, religiosos/as e presbíteros de todas as dioceses do país. 

“O Concílio Vaticano II foi e é autêntico sinal de Deus para os nossos tempos. Se soubermos lê-lo e acolhê-lo dentro da Tradição da Igreja e sob a orientação segura do Magistério, ele será sempre uma grande força para o futuro da Igreja.

Espero sinceramente que este aniversário seja para vós e para toda a Igreja em vosso país, ocasião de renovação espiritual e pastoral. Este, de fato, nos oferece a oportunidade de conhecer melhor os textos, que os Padres conciliares nos deixaram em herança e que não perderam seu valor, a fim de assimilar e assegurar que produzam frutos para hoje.

Essa renovação, que se insere na continuidade, assume diversas formas e o Ano da Fé, que quis propor a toda a Igreja por esta ocasião, deve permitir tornar nossa fé mais consciente, revitalizando nossa adesão ao Evangelho.

Isso requer uma abertura cada dia maior à pessoa de Cristo, sobretudo redescobrindo  “o gosto” pela Palavra de Deus, para realizar uma profunda conversão do nosso coração e para andarmos pelas estradas do mundo a proclamar o Evangelho da esperança aos homens e às mulheres do nosso tempo, em diálogo respeitoso com todos.

Que este tempo de graça permita consolidar a comunhão no interior da grande família que é a Igreja católica e contribua na reconstrução da unidade entre todos os cristãos, que era um dos principais objetivos do Concílio.

A renovação da Igreja passa também através do testemunho dado pela vida dos próprios cristãos para que resplandeça a Palavra da verdade que o Senhor nos deixou.

Redescobrir a alegria de acreditar e o entusiasmo de comunicar a força e a beleza da fé é uma questão essencial da nova evangelização à qual toda a Igreja é convidada. Coloquem-se a caminho, sem medo de levar os homens e mulheres de vosso país em direção a amizade com Cristo!

Queridos irmãos e irmãs, que a Virgem Imaculada, Nossa Senhora de Lourdes, que teve um importante papel no mistério da salvação, seja para vós uma luz na estrada que conduz a Cristo e os ajude a crescer na fé”  (cf. Zenit, 26/03/2012).

Os documentos do Concílio e o espírito renovador suscitado por ele impulsionaram uma rica primavera na Igreja. Duas características marcaram este período: a possibilidade de uma Igreja de comunhão e participação, a partir da igualdade básica de todos garantida pelo batismo, e um grande entusiasmo no compromisso com a transformação evangélica da sociedade. Como conseqüência houve grandes mudanças quanto à própria compreensão da Igreja em si e de sua missão no mundo contemporâneo, o que exigiu uma volta decisiva à Sagrada Escritura, novos parâmetros para a Teologia, permanente leitura crítica das mudanças vertiginosas do mundo, e busca de meios adequados para se poder atender, como Igreja, às necessidades sempre novas da sociedade. 

À luz da fé, como diz Bento XVI, “o Concílio Vaticano II foi e é autêntico sinal de Deus para os nossos tempos” e “será sempre uma grande força para o futuro da Igreja. 

Irmão Nery fsc

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