terça-feira, 10 de abril de 2012

Nossos Bispos e a Iniciação à Vida Cristã

Talvez poucos se lembrem, mas no 2º domingo de Páscoa de 2009 a Igreja do Brasil iniciava a celebração do Ano Catequético Nacional, com o tema Catequese, caminho para o discipulado, que tinha por objetivo “dar um novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado”. Com essa iniciativa, nossos Bispos provocaram em toda a Igreja uma grande reflexão sobre o significado e o lugar da catequese nos dias de hoje. Aliás, eles mesmos dedicaram bastante tempo para estudar o assunto durante a 48ª Assembleia, que realizaram em Itaicí, no mês de abril daquele ano.

Se o objetivo principal do estudo era a catequese, nossos Bispos logo perceberam que para contextualizá-la de forma adequada se fazia necessário ampliar os horizontes, pois o desafio tinha uma dimensão maior e mais envolvente. Eles mesmos, alguns anos antes, quando aprovaram e publicaram o Diretório Nacional de Catequese (DNC), já tinham considerado que a catequese é parte fundamental da iniciação cristã e está a seu serviço (cf. DNC 35-38; 45-50). Mas, apesar dessa afirmação ter sido acolhida e entendida serenamente por várias pessoas, acabou passando despercebida pela maioria dos catequistas e de tantos outros evangelizadores. Portanto, era realmente necessário que fosse realizado um devido aprofundamento que favorece a todos a compreensão do que realmente significa a iniciação à vida cristã e como deve ser realizada.

Por isso, partindo de um texto elaborado por pessoas competentes no assunto, eles enfrentaram um exigente estudo sobre o processo da iniciação à vida cristã, que culminou com a publicação do subsídio Estudos da CNBB 97 – Iniciação à Vida Cristã. Um Processo de Inspiração Catecumenal.

De fundamental importância para o conhecimento e aprofundamento do tema em questão, o texto Estudos da CNBB 97 procura traçar aquelas orientações fundamentais que permitem concretizar a realização do processo. Está estruturado em cinco capítulos que procuram desenvolver o que já tinha sido pedido pelo Documento de Aparecida (DAp): “Impõe-se a tarefa irrenunciável de oferecer uma modalidade de iniciação cristã, que além de marcar o que, dê também elementos para o quem, o como e o onde se realiza. Dessa forma, assumiremos o desafio de uma nova evangelização, à qual temos sido reiteradamente convocados” (DAp 287).

Nas nossas conversas sobre o tema da Iniciação à Vida Cristã, o texto Estudos da CNBB 97 será, com certeza, nosso principal subsídio e referência obrigatória.

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário

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