domingo, 1 de abril de 2012

Espiritualidade do Catequista


Nosso Blog em nova e ampla reestruturação quer oferecer reflexões em torno dos mais diversos aspectos do processo bíblico-catequético que vivemos na Igreja nestes 50 anos pós-Vaticano II. Sem dúvida, um aspecto muito abordado pelos documentos produzidos neste tempo é a questão da “espiritualidade da(o) catequista.

O Diretório Geral da Catequese proclama: “A verdadeira formação alimenta, sobretudo, a espiritualidade do próprio catequista, de maneira que a sua ação nasça, na verdade, do testemunho de sua própria vida. Todo tema catequético que transmite deve alimentar, em primeiro lugar, a fé do próprio catequista. Na verdade, catequizam os demais, catequizando primeiramente a si mesmos” (DGC 239).

Esta perspectiva  tão clara e bonita que o Diretório Geral  propõe, nos anima a fazer  uma reflexão semanal sobre esta temática. Para iniciar, porém, queremos fazer, por primeiro, a pergunta básica: O que é “espiritualidade”?
Usamos com freqüência as expressões: experiência espiritual, caminho de espiritualidade, vida espiritual, caminho de santidade. São todas formas de falar da mesma realidade que na Bíblia é expressa por “Vida Segundo o Espírito” cujo fruto é a santidade (cf. Rm, 6,22; Gl 5,22). Segundo o Apóstolo Paulo trata-se de um dinamismo que suscita em cada batizado o seguimento de Jesus Cristo no caminho das Bem-aventuranças, na escuta e meditação da Palavra de Deus, na consciente e ativa participação da vida litúrgica e sacramental, na oração pessoal, na fome e sede de justiça, na prática do mandamento do amor em todas as situações da vida, no serviço aos irmãos, especialmente aos pequenos, pobres e excluídos da sociedade(cf. Lc. 16).
Podemos dizer, então, que espiritualidade é a própria vida cotidiana animada pelo Espírito. Não pensemos logo em grandes arroubos espirituais que são atribuídos a grandes místicos(as) na Igreja. Na língua hebraica para falar em espírito se usa o termo Ruáh que significa sopro, vento, para dizer que é uma força que age provocando uma reação vital que brota do íntimo do ser humano e o faz entrar em sintonia com o próprio Criador e o projeto da Nova Criação que Cristo inaugurou, o Reino de Deus.
Cultivar uma espiritualidade cristã é meta de todo batizado, mas o ministério da catequese necessita de uma vivência espiritual específica, com características próprias. Estas apresentaremos aos poucos neste espaço do Blog. Até mais!
Pe. Décio José Walker – Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética

4 comentários:

  1. Vou aguardar o senhor falar em termos práticos: como deve ser a espiritualidade do catequista.

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  2. Vou aguardar o senhor falar em termos práticos: como deve ser a espiritualidade do catequista.

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  3. Muito bom! Nosso testemunho arrasta o catequizando para a fé!

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  4. Começamos pelo nosso testemunho!

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