segunda-feira, 30 de abril de 2012

Devemos lançar um novo olhar sobre a catequese...


Quando decidimos implantar a catequese em estilo catecumenal em nossa paróquia, a primeira atitude foi investir em formações para o catequista. Uma das primeiras foi com Padre Antonio Francisco Lelo. Lembro-me como se fosse hoje de suas palavras dizendo que, o tema da “iniciação cristã” precisa ser um tema que vamos crescendo aos pouquinhos, que vamos pegando uma pedrinha aqui, outra ali,  assim vamos construindo algo novo e isso exigirá um esforço  pessoal de cada catequista.

Pois é mais fácil aprendermos algo quando é totalmente novo, quando começamos do zero, quando a gente entra sabendo nada, então tudo o que entra é novidade. Mas com o tema da “iniciação”  é diferente, pois já temos  algumas informações, uma caminhada, já temos os nossos vícios, mas que precisamos lançar um novo olhar sobre nossa catequese para podermos enxergar as novidades que o processo nos apresenta.

Não se trata de descartar tudo o que já fazemos, mas melhorar, ajustar, adequar algumas coisinhas.

Carregamos vários vícios. Um deles é fazer a ligação de catequese de iniciação àqueles que vão receber a primeira eucaristia, fomos formados nessa mentalidade fragmentada dos sacramentos e isso foi passado aos nossos pais. Com isso, uma grande porcentagem  de nossos catequizandos recebem a primeira eucaristia e não perseveram na catequese, não concluem sua iniciação à vida cristã, ficando esse buraco, esse vazio, enchendo nossa comunidade de meios cristãos, de pessoas com uma fé imatura, infantil,  de pessoas que ficam em cima do muro ou que vão onde o vento sopra. 

Olha só a caminhada que já temos! A nossa catequese recebeu um grande sopro com a catequese renovada que foi aprovada em 1983, deixando de ser uma catequese doutrinária apenas, passando a ser um processo muito mais interativo na vida do catequizando, da realidade social com a Palavra de Deus. Quem já não ouviu falar sobre a chamada interação FÉ E VIDA.  O método ver, julgar, agir e celebrar ajudou a fazer a leitura, a Bíblia passa a ser o livro mais importante na catequese, a inserção do catequizando na vida da comunidade foi muito mais valorizada.

O processo catequético tornou-se um fator  de unidade na Igreja. Em 2006 surge o Diretório Nacional da catequese que todos os catequistas conhecem e também o Documento de Aparecida, eles chegam sem perder nada do que já tínhamos, vem tratar da iniciação cristã tomando com base o modelo do catecumenato, priorizando a catequese com adultos, mas que podemos muito bem adaptar às outras etapas. Vem reforçar pra nós que a iniciação cristã consiste na recepção e na vivência dos três sacramentos, Batismo, Crisma e Eucaristia.

Talvez pelo fato de não termos conhecimento através da leitura desses documentos que a Igreja nos apresenta prontinhos, achamos que a catequese irá sofrer uma grande mudança. Nada será colocado goela abaixo, a Igreja nos PROPÕE caminhos que foram esquecidos e que na atual realidade de nossa catequese devemos retomar a partir do que já temos. Nada será descartado e sim melhorado.

Eu, como catequista,  estou achando uma maravilha todo esse movimento envolvendo  a catequese. E de verdade, acho que essa moda da Iniciação à Vida Cristã, não vai passar.

Imaculada Cintra - Catequista de IVC

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Querido leitor, caso não tenha uma conta google escolha a opção anônimo e deixe seu nome no final do comentário.

Loading...

Cadastre seu email e receba nossas novidades:

Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética

MAPA DE VISITAS