quarta-feira, 30 de novembro de 2011

LER, MEDITAR E VIVER A PALAVRA



Pequena pedagogia para meditar e viver a Palavra

PREPARAÇÃO

1. Procure ter a alma vazia, aberta, tranqüila, sem ansiedade, em serena expectativa, pois é o Senhor o que vem, em sua Palavra e a seu encontro.
2. Uma vez escolhido o texto e depois de invocar o Espírito Santo, faça uma leitura lenta, muito lenta, com pausas freqüentes, pensando que Deus está falando a você, neste momento, com estas mesmas palavras que você está lendo.
3. Tem de ser uma leitura desinteressada, sem buscar utilidade alguma como solução de problemas, doutrinas ou verdades. O Senhor se manifestará livremente segundo os desígnios e projetos que tem para sua vida.

LEITURA ESCUTADA

4. Enquanto vai lendo lentamente, escute a Deus: é o Senhor que está falando de pessoa a pessoa. Estas palavras tão antigas, o Senhor as está pronunciando, para você, neste momento. Escute-O com atenção receptiva e serena, sem nenhuma ansiedade.
5. Não pretenda entender intelectualmente o que está escutando; não se esforce por buscar tanto o que significa esta frase, que quer dizer este versículo, mas o que o Senhor está querendo dizer a você com essas palavras. Se algumas expressões não "lhe dizem" muito, ou não as entende, não fique perdido nem ansioso, passe adiante com calma e liberdade.

DETALHES PRÁTICOS

6. Pode acontecer que algumas expressões o comovam, despertando em você ressonâncias profundas e desconhecidas. Detenha-se aí mesmo, dê voltas em sua mente e em seu coração, remoendo, ponderando saboreando essas expressões. Tome um lápis e as sublinhe e escreva à margem, uma palavra ou uma breve frase que sintetize aquela impressão.
7. Quando, na leitura escutada, aparecem nomes próprios como Israel, Jacó, Samuel, Moisés...substitua-os pelo seu próprio nome, pensando e sentindo que o Senhor está se dirigindo a você pelo seu nome próprio.
8. Se a leitura não "lhe diz" nada, fique tranqüilo e em paz. Pode acontece que essa mesma passagem, lida outro dia, lhe diga muito. Acima de nossa atividade humana está o mistério da graça que, por essência, é imprevisível. A hora de Deus não é a nossa hora. Nas coisas de Deus, necessário ter muita paciência.
9. Não se esforce tanto por captar e apreender exatamente o significado doutrinal da Palavra, mas sim, procure meditá-la gozosamente, no coração, como Maria, dando-lhe voltas na mente, deixando-se inundar, por dentro, das vibrações e emoções que se desprendem da proximidade de Deus. E "conserve a Palavra", quer dizer, permita que continuem vibrando em seu interior essas ressonâncias ao longo do dia.

SALMOS

10. Os Salmos não se lêem, se rezam. Anote em seu caderno os Salmos que "lhe dizem" mais, classificados segundo diferentes sentimentos como admiração, gratuidade, compreensão, louvor.
11. Esforce-se, por sentir com toda a alma o significado de cada frase, identificando sua atenção e emoção com o conteúdo das expressões, dizendo-as com o mesmo tom interior que sentiriam os salmistas.
12. Coloque-se imaginativamente no coração de Jesus Cristo e trate de sentir o que Ele sentiria ao pronunciar estas mesmas palavras. Com a ajuda do Espírito Santo trate de identificar-se com a disposição interior de adoração e assombro e ação de graças do coração de Jesus, no espírito dos Salmos.

COMPROMISSO DE VIDA

13. Procure questionar sua vida à luz da Palavra, aplicando permanentemente a Palavra escutada à situação concreta de sua vida, perguntando a cada momento, "o que Deus está me dizendo" nesta frase, para minha vida, em que sentido os critérios divinos encerrados nesta Palavra interpelam meu modo de pensar e atuar, em que aspecto devo mudar, "que faria Jesus em meu lugar". Na medida em que sua mente se adapte à "mente" de Deus, você será discípulo do Senhor. Se em qualquer momento da leitura escutada seu coração sentir o impulso de orar , deixe-o, livremente, desabafar-se com o Senhor.

EM RESUMO:

- ler a Palavra lentamente
- saboreá-la prazerosamente
- meditá-la cordialmente
- aplicá-la diligentemente

QUE A PALAVRA SEJA PARA VOCÊ:

- Lâmpada que ilumine seu caminho
- Pão que alimente sua alma
- Fogo que incendeie o fervor
- Rota que o conduza à salvação
- Pulsar que anime seu espírito
- Vida que jamais acabará.

Frei Ignácio Larrañaga

O "Profeta da Oração", sacerdote capuchinho, começou a escrever aos 45 anos, o "Profeta da Oração", é conhecido em todo o mundo como o criador dos Encontros de Experi~encia de Deus, apostolado ministrado em trinta e três países, três continentes, que se estendeu por aproximadamente trinta anos. Em 1984 fundou as Oficinas de Oração e Vida, serviço eclesial difundido em mais de quarenta países. Já escreveu de 16 livros. É conhecido como um dos autores de maior difusão na literatura religiosa e de auto-ajuda.


O TEMPO DO ADVENTO - VI


A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A luz nascente que via sendo acesa a cada domingo, indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O TEMPO DO ADVENTO - V

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados. As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.



JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s). A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lo como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo. João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc. Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.


JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi". José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O TEMPO DO ADVENTO - IV


Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

domingo, 27 de novembro de 2011

HOMILIA DO DOMINGO


 1º. Domingo do Advento

Iniciamos um novo ano litúrgico e um novo tempo – o Advento. O termo vem do latim e significa chegada, vinda. Portanto, estamos no tempo da vinda do Senhor. Duas são as vindas do Senhor: a primeira já aconteceu, a sua a vinda na carne; a segunda será a sua vinda na glória. Os dois primeiros domingos do advento se ocuparão da vinda na glória, portanto serão domingos escatológicos. Depois nos ocuparemos da vinda na carne, mais próximo da reflexão natalina.

Podemos falar de muitas vindas do Senhor. As situações históricas são verdadeiros juízos de Deus: as crises advindas das perseguições, guerras e terrorismos já julgam o mundo com as suas consequências, condenando o mundo com os seus egoísmos. Por outro lado, há também sinais mais positivos da vinda de Cristo – as parusias (vindas) de Deus na história: os santos, os reformadores, os concílios, o serviço aos pequenos, os gestos de amor... Deus bate à porta e vem ao encontro da humanidade constantemente. É preciso que reconheçamos a presença de Deus na história humana, pois foi assim toda a história do Povo de Deus.

O tema da vinda do Senhor nos leva, neste domingo, a acendermos a vela da vigilância. O Senhor virá como o dono da casa. Quando chegar, desejará que seus empregados estejam atentos ao cuidado de sua residência. Portanto, a nossa história não é um lugar de espera. A expectativa vigilante não nos coloca como passageiros no portão de embarque. A vigilância nos leva a perceber a presença do Senhor na história e a provocar suas vindas.

Há sempre o risco do sono, como conta Jesus na parábola. A vida pode facilmente se tornar uma rotina que nos coloca na inércia, na repetição constante. Então caímos na pastoral da conservação. Isso não acontece somente no âmbito da comunidade, quando não se desejam mudanças de práticas pastorais rotineiras, mas há também uma “pastoral da conservação” no modo de se lidar com os problemas, com a família, com as relações humanas, com a vida social... O cristão não é um conformado com o que se sucede, mas procura limpar a casa sempre que percebe sinais de sujeira, organizar as coisas, quando há bagunça. De algum modo, isso prepara e apressa a vinda do dono da casa.

A vigilância é, no entanto, limitada. Vivemos a experiência que marcou o povo de Israel que estava no exílio da Babilônia, como retrata o profeta Isaías na primeira leitura: “somos como um pano sujo, murchamos todos como folhas....” Por isso, não confiamos exclusivamente nas nossas forças. É preciso nos reconhecer como pobre argila nas mãos do oleiro: “Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai, nós somos barro; tu nosso oleiro, e nós todos, obras de tuas mãos” (Is 64,7).

Se somos barro nas mãos do pai, o Reino definitivo não depende somente de nossas forças, como nos diz Gustavo Gutiérrez: “A esperança cristã abre-nos, em atitude de infância espiritual, ao Dom do futuro prometido por Deus, evitando-nos toda confusão do reino com uma etapa histórica determinada, toda idolatria ante um êxito humano inevitavelmente ambíguo, toda absolutização da revolução. (...) Esperar em Cristo é, ao mesmo tempo, crer na aventura histórica, o que abre um campo infinito de possibilidades ao amor e à ação do cristão.”

Contando com a força divina, pedimos ao Senhor o dom da perseverança para que nossa vigilância seja constante: “É ele que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até o fim, até o dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,8).

“Com efeito, ‘eterno’ suscita em nós a idéia do interminável, e isto nos amedronta; ‘vida’, faz-nos pensar na existência por nós conhecida, que amamos e não queremos perder, mas que, frequentemente, nos reserva mais canseiras que satisfações, de tal maneira que se por um lado a desejamos, por outro não a queremos. A única possibilidade que temos é procurar sair, com o pensamento, da temporalidade de que somos prisioneiros e, de alguma forma, conjecturar que a eternidade não seja uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe. Podemos somente procurar pensar que este instante é a vida em sentido pleno, um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria” (Spe Salvi – Bento XVI).

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!" (2Cor 12,9)

O TEMPO DO ADVENTO - III


Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).

O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para santificá-lo. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.


sábado, 26 de novembro de 2011

O TEMPO DO ADVENTO - II

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.


TEMPO DO ADVENTO


No próximo domingo, dia 27 de novembro começamos a vivenciar o tempo litúrgico do advento, que é tempo de esperança, confiança e conversão. É o tempo que aponta para as três vindas de Cristo: a do passado, sua vinda histórica; – a do presente: Cristo atuante no povo que celebra a eucaristia e pratica a caridade; – a do futuro: Cristo aparecendo em sua glória. É o mesmo acontecimento: ontem histórico e visível; hoje sacramento e realidade oculta; amanhã manifestação gloriosa.

O advento nos chama a levantar a cabeça, a olhar para o horizonte, enxugar as lágrimas e a viver a novidade que virá, e que nos convida a partilhar o pão e o coração, a superar o ódio e a vingança, a não querer destruir o difícil e o diferente, o louco, o pobre e o importuno. A vinda de Cristo vem no inesperado, no empobrecido e no evitado, em quem Deus faz sua morada.

Para que a vinda de Cristo não nos surpreenda, a exemplo do que aconteceu com as jovens imprudentes da parábola de Jesus (Mt 25,1-13) precisamos colocar azeite em nossas lâmpadas. Esperar com alegria e discernimento, vigilância e cuidado, lendo os sinais dos tempos, percebendo os vestígios de esperança que tornam a vida mais humana. Revestir-nos da atitude de espera e não de entorpecimento; espera criativa e amorosa, que aplaina os caminhos, superando a injustiça, a impostura e a corrupção que fabricam o desalento e deixam o povo sem perspectiva.

O Advento nos convida à conversão e a mudar a nossa maneira de pensar, agir e sentir, preparando-nos para celebrar o Natal com coerência, acolhendo o Deus feito homem, a luz que veio a esse mundo e que muitos não quiseram receber. Precisamos colocar-nos a caminho em ação, pois Cristo virá somente para aqueles que lhe prepararam um tempo e um lugar em suas casas, na comunidade e na sociedade.

Os caminhos de conversão que temos a apontar para o período do Advento são os grupos de oração, as celebrações da palavra, da penitência e da eucaristia, os gestos de partilha com os mais necessitados e a generosidade com a coleta da evangelização. Não deixemos que os enfeites sem conteúdo, e que só levam ao consumo, nos levem a ignorar os marginalizados da sociedade, que foram os primeiros a quem foi anunciada a boa notícia da entrada de Jesus na história da humanidade.

A todos desejo um tempo de Advento de muita graça e bênção. Que os caminhos e as ações que vamos trilhar e realizar nos levem verdadeiramente ao Natal do Senhor. Quem se prepara bem celebra bem. Abençoado Advento a todos!

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul - RS


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Repensar o Natal


Há uma frase que diz: “Quando chega o Natal, todos os corações voltam ao lar”. É interessante perceber como os sentimentos vão se modificando à medida em que o ano finda: Há um cansaço que procura repouso no aconchego do lar, à sombra da árvore da família; uma saudade que busca as lembranças da infância; gratidão que se entrelaça e abraça as esperanças de um ano novo.

Podemos repensar a preparação e a celebração do Natal entre nossos familiares, colegas de estudo ou trabalho. Que essa festa cristã não se transforme em consumismo e cansaço. Com a participação de membros da família ou de outro grupo de pessoas, os preparativos para a celebração do Natal ficam mais significativos.

Os ornamentos natalinos não são apenas enfeites, mas símbolos que têm uma razão de ser. Sendo assim, cores e formas são significativas. Reflitamos sobre o significado de cada um deles. Há muita literatura a respeito. Quem coordena a decoração e a celebração deve procurar envolver pessoas de várias idades. As noites de dezembro, principalmente as de finais de semana sejam cheias de canções, histórias, lembranças, surpresas...

Há os que preparam sacolinhas verdes e vermelhas, recheadas de doces e surpresinhas para oferecê-las a crianças carentes, a uma instituição de caridade ou levá-las em suas andanças, para presentear os que encontrar pelo caminho. Lembro das sacolinhas em tecido vermelho, recheadas de balas e algumas moedas, que as senhoras do Apostolado da Oração entregavam a todas as crianças, depois da Missa de Natal. Era um SINAL de amor às crianças. Imagino a alegria daquelas senhoras, reunidas na preparação desses agrados. Orfanatos e asilos - extremos frágeis do cuidado pela vida - merecem atenção especial.


Ir. Zuleides Martins de Andrade, ASCJ
Curitiba-PR
Fonte: Revista Triunfo do Coração de Jesus - n° 57 

O TEMPO DO ADVENTO - I


A partir de hoje, estaremos publicando pequenos textos que falam um pouco do Tempo do Advento, tempo de espera ansiosa pela vinda de Jesus Salvador.
São ao todo seis textos, acompanhe!

Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Nesta ano o primeiro domingo do advento é no dia 27.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 10 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Primeira Missa Acessível da Arquidiocese de São Paulo



“alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, para que haja espaço para todos” (Isaias 54.2).

 
No próximo dia 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo fará celebrar uma missa em ação de graças em comemoração à data.

Será a primeira Missa Acessível da Arquidiocese de São Paulo, organizada de maneira a receber com todas as condições de acesso pessoas com diferentes deficiências.

Haverá acessibilidade arquitetônica e locais adequados para pessoas em cadeiras de rodas, intérpretes de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, telão com o roteiro escrito de toda a missa, audiodescrição, textos em braille e com letra ampliada, e intérpretes para pessoas surdocegas.

Toda a liturgia da missa também foi planejada no sentido de facilitar o entendimento, a participação e a compreensão das pessoas com deficiência intelectual.

Voluntários capacitados receberão e orientarão todos aqueles que compareceremà missa, com especial atenção às pessoas com deficiência que precisarem de qualquer tipo de apoio.

A igreja a serviço da vida plena para todos.

A realização de uma Missa com todos os elementos e condições de acessibilidade visa sensibilizar e contribuir para o desenvolvimento da Igreja com foco no aprimoramento da sua capacidade de acolhida a todos os seus fiéis e a todos que a procuram.

Esperamos com essa iniciativa contribuir para uma Igreja preocupada e ativa para a efetivação da acessibilidade e de um adequado acolhimento a todas as pessoas, e às pessoas com deficiência em particular, de acordo com suas necessidades específicas.

Temos a ciência e a consciência de que as condições de inclusão e de acessibilidade plena para todas as pessoas com deficiência, em todas as paróquias e demais organismos, espaços físicos e de comunicação da Igreja se concretizarão em prazo mais longo. Mas, os primeiros passos devem, necessariamente, ser dados agora!

“O que conta para nós é o homem, cada homem, cada grupo de homens, até se chegar à humanidade inteira”. Papa Paulo VI.

Nesta Missa será prestada homenagem a diversas pessoas com deficiência que já não se encontram entre nós, que lutaram e se dedicaram para o fortalecimento e à ampliação de nossos direitos. Com uma especial atenção à serva de Deus Maria de Lourdes Guarda, cujo processo de canonização já se encontra no Vaticano.

Dedicaremos especial carinho ao amigo e militante pelos direitos das pessoas com deficiência Luiz Baggio Netoque nos deixou recentemente.

A Celebração da 1ª. Missa Acessível da Arquidiocese de São Paulo será realizada pelo Cardeal Metropolitano Dom Odilo Pedro Scherer.



Compareça. Sua presença é muito importante!

Serviço:

1ª. Missa Acessível da Arquidiocese de São Paulo.

Dia 3 de Dezembro, sábado, 10h00.

Igreja de Santa Cecília.

Largo de Santa Cecília. Ao lado do Metrô.

Informações: pastoralpessoascomdeficiencia@gmail.com

SUGESTÕES NATALINAS PARA A CATEQUESE


Encontre tempo para recordar e contar a história do Menino-Deus que veio viver a nossa vida e a nossa história. Recorde Natais passados e escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada. Visite as famílias de seus catequizandos. São muitas as atividades envolvendo momentos de espiritualidade, confraternização e ações solidárias, desenvolvidas em famílias, escolas, na catequese e em outras instituições, para celebrar o aniversário de Jesus. Participe da forma como puder!

Algumas sugestões:

- A preparação de enxoval para gestantes é um gesto concreto, as pessoas contempladas são mães que necessitam de nossa colaboração na chegada de seu bebê. Ou então a montagem de cestas básicas para famílias carentes. A paróquia sempre tem iniciativas nesse sentido. Por que não montar uma com sua turminha de catequese?

- A confecção de enfeites para a árvore de Natal reforça nos catequizandos o sentido de pertença à comunidade. No início do Advento, fazer com que cada turma tenha o seu momento de celebração, junto à árvore que completa o cenário do presépio. Entre cantos e preces, cada um coloca o seu enfeite na árvore. Interessante o que acontece a partir desse momento: As crianças insistem para que os pais e familiares vejam o enfeite que fez e colocou na árvore.

- Durante a novena celebrada na paróquia, contemplar um dos personagens do presépio. A reflexão inclui a entrada solene das imagens e perguntas referentes ao personagem do dia. Propor uma virtude a ser praticada; pois, Natal é tempo de rever a vida e torná-la cada vez mais de acordo com os ensinamentos de Jesus.

- Sendo o Natal festa da família e de muita luz, sugerir o tema LUZ para a celebração do Advento e Natal. "Aquela" estrela que conduziu os magos até Jesus, deve conduzir, através de dinâmica, cada catequizando com a sua família, para o presépio, montado em local estratégico.

- Que tal convidar as crianças a partir o seu natal indo com os pais a agência dos Correios e escolher uma das cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe-Noel delas? É só entregar um presente numa agência do Correio, até dia 20 de dezembro, que ele se encarregará de fazer a entrega.

- Bem próximo ao natal, em uma celebração, proporcionar à comunidade uma encenação do presépio contando com a participação das crianças. Envolvê-las antecipadamente em ensaios e na preparação do cenário, renovando assim, em cada um destes encontros, o espírito do Advento, da preparação para a chegada do Salvador.


Visite as Páginas Natalinas no portal Apóstolas: http://www.apostolas-pr.org.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Felicidades

Comemoramos hoje dia  22, dia de Santa Cecília e também o aniversário de Cecília Rover (assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética).

Nós que fazemos o blog Catequese e Bíblia e todos os Catequistas parabenizamos você e que o seu aniversário seja repleto de felicidades, ao lado das pessoas mais queridas...E que Deus te conserve sempre assim, tão especial e importante na vida de tantas pessoas! Queremos festejar o prazer de ter você, entre nós e poder partilhar do seu carinho e da sua alegria de viver.

Que neste dia iluminado... Você seja ainda mais feliz!
Parabéns!!!

22 de Novembro - Dia de Santa Cecília, Padroeira dos Músicos

No dia 22 de Novembro, comemora-se o Dia do Músico. É também o dia da padroeira dos músicos, Santa Cecília.

Segundo a Igreja Católica, Cecília era uma jovem e bela romana. Nascida no século II, foi prometida em casamento ao jovem Valeriano. No dia das núpcias confessou ao noivo que havia consagrado sua pureza a Jesus Cristo e que um anjo guardava sua virgindade.

Valeriano, que era ateu, disse que respeitaria sua vontade, desde que ele visse o tal anjo. Cecília então pediu que ele procurasse o bispo Urbano, para que fosse batizado e purificado. Seguindo as instruções da noiva, Valeriano tornou-se cristão e teve a visão do anjo. O casal passou então a professar junto a fé cristã, tendo convertido também Tibúrcio, irmão de Valeriano.

Mas os cristãos eram permanentemente perseguidos pelo Império Romano e logo os irmãos caíram na mão dos pretorianos, que os executaram. Cecília foi presa ao enterrar o corpo do cunhado e do marido. Como era muito popular em Roma, por sua ajuda aos pobres, foi decidido que ela seria morta em sua casa, para evitar protestos. Prenderam-na em um quarto de banhos quentes, para que morresse asfixiada. Mas o que aconteceu surpreendeu a todos e valeu a Cecília o título de padroeira dos músicos. Durante três dias e três noites Cecília ficou entoando cantos de louvor a Deus. Intrigados com tamanha resistência, os algozes a tiraram de lá para degolá-la. Por três vezes a tentativa do algoz falhou e ela foi deixada para morrer agonizando, já que pela lei romana esse era o número máximo de vezes em que se poderia tentar a degola. Cecília perdeu as cordas vocais e levou ainda um tempo para morrer, mas seus cânticos ainda podiam ser ouvidos.

No ano de 323, o cristianismo foi adotado como religião oficial do Império Romano. Foi criada uma basílica na cidade italiana de Travestere, onde teria sido a casa de Cecília, que foi canonizada. Lá repousam os restos mortais da Santa, que é uma das mais veneradas da Igreja Católica e a que possui mais capelas e igrejas dedicadas a seu nome na Europa.

A todos que receberam este dom divino de cantar, compor ou tocar um instrumento, os parabéns do Portoweb e os votos de que sua música contribua para a construção de um mundo cada vez melhor.

ORAÇÃO DO MÚSICO

Deus, Todo-Poderoso, que nos destes a vida, os sons da natureza,

o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais,

dai-me a graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento,

a fim de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons.

Permiti, Senhor, que os sons por mim emitidos

sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados,

de curar os doentes e de animar os deprimidos;

que sejam brilhantes como as estrelas

e suaves como o veludo.

Permiti Senhor, que todo o ser que ouvir o som do meu instrumento

sinta-se bem e pressinta a Vossa Presença.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Arquidiocese de Salvador, na Bahia, lança novo portal de comunicação


A arquidiocese de São Salvador da Bahia, através da Pastoral de Comunicação, lançou nesta quinta-feira, (17), seu novo portal e projeto editorial do Jornal São Salvador, veículos oficiais da comunicação da arquidiocese. O evento aconteceu no Café & Cultura Primaz, na Cúria arquidiocesana, no bairro da Garcia.

Na abertura do evento, o responsável do projeto destacou as novidades do portal que se tornou mais dinâmico, atraente e acessível. (www.arquidiocesesalvador.org.br) "Agora com o novo formato os internautas terão um motivo a mais para permanecer conectados nas informações e formação que oferecemos", disse padre Manoel Filho, coordenador da Pastoral de Comunicação na arquidiocese.

O novo canal de comunicação convida o internauta a mergulhar nas redes sociais, a exemplo do Orkut, Facebook e Twitter. Existem ainda espaços para a publicação de infográficos sobre os mais variados temas, os canais da São Salvador TV e a versão online do Jornal São Salvador.

Na ocasião, dom Murilo Krieger, arcebispo primaz do Brasil falou sobre "a Igreja católica e a comunicação: do Sermão da montanha às mídias sociais." O bispo disse que hoje a Igreja liderar no conhecimento e no ensinamento através dos meios da comunicação. "Jesus sentava e ensinava, (Mt. 5,1) e a Igreja não pode se omitir desse dever de ensinar usando os novos areópagos, como dizia o beato João Paulo II, ‘o primeiro areópago da idade moderna são os meios da comunicação' (RMi, 37)", completou o bispo. O bom uso dos meios, segundo dom Murilo, faz com que as pessoas se tornam solidários, nacionalizando e internacionalizando os eventos locais. Ao contrário, o mal uso deles, acentua o materialismo, consumismo, e secularização fazendo com que as pessoas criem monopólio e resistência a conversão.

Também, foi lançado o novo Curso Arquidiocesano de Comunicação pastoral (CACP), que já existe desde 2003, com o início das aulas marcado para o mês de julho de 2012.

Para conhecer o portal,  CLIQUE AQUI


Fonte: Missionários da Consolata, AMV – Bahia

TEMPO DO ADVENTO

Foto: Ir. Zuleides, ascj.

O tempo do Advento, quatro semanas que antecedem o Natal, é oportunidade para um mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de esperança, preparação alegre para a vinda do Senhor, meio precioso de recordar o mistério da salvação e reavivar os valores cristãos. Começa às vésperas do domingo mais próximo do dia 30 de novembro.

Tempo de esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, na vida eterna; esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida. É tempo propício à conversão, a "preparar o caminho do Senhor", vencendo o pecado, por meio de uma disposição maior para a Oração e mergulho na Palavra. O Advento deve ser celebrado com sobriedade e discreta alegria. Flores e instrumentos musicais sejam usados com moderação, para não antecipar a plena alegria do Natal de Jesus.

Coroa do Advento

Entre os símbolos do Advento, está a coroa ou grinalda, feita de galhos verdes entrelaçados, formando um círculo; nele são colocadas quatro velas representando as quatro semanas do Advento. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante, até serem acesas as quatro velas no 4° domingo. ·.
A Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição pagã européia. No inverno, acendiam-se velas que representavam o “fogo do deus sol”, na esperança de que a sua luz e o seu calor voltassem. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus costumes para anunciar-lhes a fé.

A coroa apresenta símbolos:
Forma circular - O círculo é símbolo do amor de Deus que é eterno, sem princípio, sem fim; também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma idéia de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança.
Ramas verdes - É a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna.
Quatro velas - Simbolizam as quatro semanas do Advento. No início, a coroa sem luz recorda-nos a experiência de escuridão do pecado. Na medida em que se aproxima o Natal, vamos acendendo uma a uma as quatro velas, representando assim a chegada, entre nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, que dissipa a escuridão.

Quanto à cor das velas, podemos usar:
A) Três roxas e uma rosa: A cor roxa é um convite a purificar os nossos corações, para acolher o Cristo que vem. A cor rosa, no terceiro domingo, é um chamado à alegria, pois o Senhor está próximo. Detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

B) Quatro velas nas cores litúrgicas:
Roxa - cor penitencial que lembra o perdão concedido a Adão e Eva.
Vermelha - expressa a fé de Abraão e demais Patriarcas.
Branca - simboliza a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança.
Verde - recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.
C) Na falta de velas coloridas, podemos usar velas brancas ou amarelas, decorando-as com as cores das opções anteriores.  

Que a nossa preparação para o Natal de Jesus seja alegre e cristã!

Ir. Zuleides, ascj

Fonte: Revista Triunfo do Coração de Jesus - Edição de Natal 2009

domingo, 20 de novembro de 2011

DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA




Esta data foi estabelecida pelo projeto de Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

A criação desta data serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país.

É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.  Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Com a criação do dia da consciência negra temos a valorização de um líder negro em nossa história.
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