sábado, 24 de setembro de 2011

A expectativa do domingo...



* por Ângela Rocha

Acabei de temperar o frango e deixar pronta a farofa do recheio. Estou agora cozinhando as batatas. Já fiz o molho da maionese e lavei as verduras da salada. E amanhã pretendo levantar bem cedinho e rechear e por o frango para assar. E deixar um bilhete minucioso sobre como por o arroz para cozinhar e o tempo e a temperatura exata do forno para não deixar passar ou ficar cru o assado.

E esta é uma rotina bastante parecida com a de centenas de catequistas que pretendem dedicar seu domingo a um Encontro de Formação. No meu caso, a Concentração de Catequistas da Arquidiocese de Londrina. Estar longe de casa e da família implica em deixar as coisas já “em andamento” para o almoço do domingo. Já “pecamos” em deixar os nossos sem a nossa presença naquele que seria o dia em que a família se reúne. Pecado maior seria pedir aos nossos cônjuges, que normalmente trabalham a semana toda, que se “virassem” sozinhos ou fossem comer fora. Sem contar que isso, via de regra, é um ônus com que a maioria das famílias não pode arcar.

E fico aqui pensando o quanto essas minhas ações são repetidas aí, pelo Brasil afora. No quanto à dedicação à catequese faz com que muitas mulheres se desdobrem em duas, às vezes três, para dar conta do recado. Isso quando ainda não o fazem contra a vontade de seus maridos. Mas precisamos de formação. Precisamos estar cientes e conscientes de que só conhecer a realidade do mundo não basta. É preciso saber como a nossa Igreja vai lidar com essas realidades. É preciso partilha, oração e celebração em conjunto. E as formações, para ter um alcance maior, são em finais de semana. Os próprios encontros de catequese o são para as (os) catequistas que trabalham fora.

E o interessante disso tudo é que, longe de encontrarmos nestes encontros, pessoas “emburradas” e descontentes por estarem lá, encontramos catequistas animados e dispostos a dar o melhor de si nesses momentos. Sorrisos, cumprimentos, abraços calorosos, reencontros, emoção. São encontros cheios de “graça” em que o Espírito Santo, essa “rebeldia”, como diz Ir. Nery, toma conta de nós. São em momentos assim que revemos amigos, que oramos juntos e cantamos a felicidade de sermos catequistas discípulos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Oro fervorosamente, que este encontro de amanhã seja para nós, mais um destes momentos de Graça, em que nem nos lembramos que existem frangos assando no forno, só nos lembramos do júbilo de servir ao Senhor e poder estar juntos, em comunidade, lembrando sempre que, onde um ou mais estão reunidos em nome do Senhor, ali está Jesus.

Londrina, sábado, 21h38, dia 24 de setembro de 2011.

Um comentário:

  1. Realmente Angela nem lembramos que existe frango no forno! Deixamos nossa família sim, mas isso também os enriquece, quando servimos a Deus as bençãos são derramadas sobre eles,indiretamente a família também participa.Abraços e que seu encontro seja abençoado.

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