sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de São Jerônimo: tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras



Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande "tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras": São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: "Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo".

Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na "Cidade Eterna", Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.

Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal.

Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o "Dia da Bíblia" no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.

São Jerônimo, rogai por nós!

Encerramento do Mês da Bíblia



Durante todo o mês de setembro nos foi oferecido reflexões e estudos sobre a Bíblia. Uma bonita tradição da CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, é oferecer um tema para o Mês da Bíblia para estudo, reflexão, oração e a vivência da Palavra de Deus. 

Neste mês de setembro do ano de 2011, o estudo concentrou-se no trecho do Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18, 27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”. Durante os encontros oferecidos ao logo do mês, para as diversas paróquias e comunidades, nossos fiéis puderam olhar as etapas da travessia desértica do Povo de Deus, saindo do Egito e buscando a Terra Prometida: as dificuldades enfrentadas pelo Povo de Deus, tanto os problemas da natureza, quanto os desafios oriundos pela convivência humana, criaram a necessidade de enraizar e vivenciar a fé, a esperança e o amor em Deus. E puderam também trazer essa “travessia” aos dias de hoje, refletir sobre os “desertos” modernos que precisamos atravessar para chegar a nossa “terra prometida” que é um mundo melhor para todos. Aprendemos com o Povo de Deus a realizar a nossa travessia de discipulado e missão.  E é passo a passo, que o caminho se faz”, estando sempre junto ao Senhor Deus em nossa caminhada. “Aproximai-vos do Senhor”, é o lema tirado do capítulo 16, versículo 9, que reforçamos em nossas vidas.

E é este o objetivo do subsídio elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, ajudar a todas as comunidades cristãs espalhadas por esse imenso país, a viver intensamente o Mês da Bíblia. Que ele tenha sido usado e aproveitado em nossos Grupos Bíblicos, na catequese e em todas as pastorais no intuito de ajudar a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo.

Findado o Mês do aprendizado, vamos agora ao mês da MISSÃO!

ORAÇÃO MISSIONÁRIA 2011


Oração Missionária 2011

Deus-Pai,
Criador do céu e da terra,
Enviai, por meio do vosso Filho,
O Espírito que renova todas as coisas,
Para que, no respeito e cuidado com a natureza,
Possamos recriar novos céus e nova terra,
E a Boa-Nova, que brilhou na Criação,
Seja conhecida até os confins do universo.

Amém.

Eu me encanto com Jesus...



Eu me encanto por Jesus todas as vezes que a dor e o sofrimento começam a fazer parte da minha vida. Porque me sinto forte pois sei que Ele está comigo e jamais estarei sozinha. O mundo, as pessoas e as circunstâncias da vida podem até me fazer vacilar, mas, se sei que Ele está comigo, tudo posso e nada mais me aflige.

Darlene - Passa Quatro MG

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

UM ANO DE BLOG!! JÁ??

Encerramos este mês de setembro com uma comemoração: 


Completamos 01 ano de blog!!!





e Felicidade a nossa, em estarmos aqui nessa nova fronteira de evangelização partilhando e contribuindo com a Catequese em nossa Igreja!

Nossas conquistas são hoje motivo de júbilo:

 
Temos mais de 55.700 acessos e 168 seguidores! 
São em média 800 pessoas que nos visitam todos os dias!

Só temos a agradecer... e a trabalhar mais ainda para retribuir com conteúdo de qualidade!

E muitos outros agradecimentos se fazem necessários: 
Primeiro, a TODOS OS CATEQUISTAS DO BRASIL por seu maravilhoso e incansável trabalho e pelas visitas, comentários, seguimento, colaboração;
à Ir. Zélia Batista, que teve a primorosa idéia de proporcionar aos catequistas do Brasil este espaço para formação e partilha;
ao Catequista Joseilton Luz pela parceria maravilhosa;
à Maria Cecília que tem nos apoiado muito;
aos Bispos da Comissão pela confiança em nós depositada;
aos demais Bispos da CNBB por contribuírem com seus artigos para o fortalecimento da nossa fé e enriquecimento de nosso conhecimento;
aos Padres e Religiosos e Religiosas, que colaboram conosco e,
a todas as pessoas de quem "pescamos" conteúdo para postar aqui...

NOSSO MUITO, MUITO OBRIGADO MESMO!

Mas agradecimento maior não poderia deixar de fazer a DEUS! 

Que pela Sua Ação Divina proporcionou ao homem da ciência e tecnologia os conhecimentos e as oportunidades para colocar à disposição da raça humana essa maravilhosa ferramenta, e porque não dizer, ESPAÇO DE ENCONTRO, chamado INTERNET!


As cinco vias da Palavra


Setembro é o mês da Bíblia. Sofremos um analfabetismo bíblico e precisamos criar o “século da Bíblia” e tê-la todos os dias em nossas mãos. Eis as cinco vias da Palavra.

O ouvido -  Como poderemos crer sem ouvir a pregação da fé? “Ouve oh Israel”. Este é o mandamento divino. Dá-nos Senhor, ouvido de discípulo, pede o profeta Isaías. A fé entra pelo ouvido. Não podemos ser surdos ao Deus que se revela a nós como a amigos. Quem ouve minha Palavra e a põe em prática, este é o maior no reino dos céus, ensinou Jesus. Hoje se ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis o vosso coração, diz o livro de Samuel. A Palavra supõe a audição, o ouvido, do contrário, ela cai no chão.

A cabeça - A Palavra exige o estudo, a teologia, o magistério e o catecismo. A fé não pode contrariar a reta razão, mas, ela vai além da razão. É preciso dar a razão de nossa fé porque a verdade e a fé são duas asas que movem o ser humano até Deus. Fé e razão se completam. O ato de fé é um ato de decisão, de opção, de adesão a Deus, a Jesus Cristo e à revelação divina. A cabeça é uma via da fé para evitar todo infantilismo, magia, engano, exploração, fanatismo e heresia no âmbito da religião. A Palavra guia nossos pensamentos e oferece critérios, valores e luzes para a razão.

O coração - A Palavra ouvida desce ao coração, ou seja, é interiorizada, assimilada, vivida, experimentada. É no intimo do coração que a Palavra se faz carne em nós. Ela se torna alimento. “Toma o livro e come-o” diz a Escritura.  Há uma grande fome e sede da Palavra porque ela alimenta a fé no coração dos cristãos. A fé é resposta à Palavra e compromisso assumido no centro, no interior dos corações.

As mãos - A fé sem obras é morta. A Palavra alimenta a fé. É no testemunho, na ação, mas principalmente nos gestos de amor a Deus e ao próximo, que se manifesta nossa fé. Nossas mãos se abrem à generosidade, à solidariedade, à prática do amor pessoal e social, graças à fé. Uma fé autêntica é compromisso com a vida, a transformação, a promoção humana. Daí se entende os famosos binômios: fé e vida, oração e ação, mística e política, contemplação e transformação. A Palavra abre nossas mãos para a construção do reino, para as boas obras e o amor transformador.

Os pés - A Palavra é o combustível, o motor, a energia da missão. Quem tem fé não é acomodado, mas, missionário, caminhante, evangelizador. Fé com  pé na estrada, pé a caminho, pé nas ruas, nas portas das casas, nas periferias e nas mansões. A fé leva ao lava-pés e a andar a pé para facilitar o encontro. De pessoa a pessoa, de casa em casa, de grupo em grupo, de nação a nação, a fé nos coloca em movimento, em ousadia missionária. Os caminhos da fé levam ao encontro com o diferente, o afastado, até o além fronteiras. A fé nos dá pés velozes que correm até os confins da terra, que nos levam ao povo. Com os pés iluminados pela Palavra caminhamos pressurosos para a casa do Pai. Pés evangelizadores que mesmo feridos e machucados nos deixam sempre de pé especialmente ao pé da cruz.   

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina
Publicado na Folha de Londrina, 11 de setembro de 2010.

Eu me encanto com Jesus...



“Eu me encanto com Jesus quando abro os olhos todos os dias.”

Fernanda – Machadinho RO

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Igreja e as estatísticas

Dias atrás, quando fomos informados pelo Papa Bento XVI que a próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada no Brasil, em 2013, a mídia, com base em pesquisa de 2009, divulgou notícia a respeito do aumento numérico de outros seguimentos religiosos não católicos, inclusive dos que optam por não ter nenhuma religião ou que preferem o ateísmo.

As jornadas mundiais da juventude têm demonstrado a ansiedade das novas gerações na busca de Jesus Cristo, reunindo milhões de rapazes e moças do mundo inteiro, formando, por uma semana, imensa comunidade juvenil sem limites geográficos, reunida ao redor do chefe visível da Igreja, pronta para ouvir a sua palavra e motivada a celebrar os Mistérios da fé, com entusiasmo e ao mesmo tempo com sensível espírito de concentração, silêncio sagrado, como ficou evidente em Madri.

As estatísticas brasileiras a respeito da mobilização religiosa são colocadas aos católicos como um desafio, provocando pergunta inevitável: quais têm sido as razões para este efeito?
Num primeiro momento, os dados colhidos em pesquisa não deixam de causar preocupação, uma vez que desperta a interrogação sobre as possíveis lacunas nos métodos evangelizadores. Porém, análise mais madura e serena provoca tranqüilidade. Levando-se em consideração que o método das pesquisas de 2009 foi questionável, o que gerou, na ocasião, abalizado artigo de protesto do Cardeal Dom Odilo Sherer, é curioso observar como as pesquisas não revelam o crescimento das comunidades católicas que tem provocado a criação de novas paróquias por todo o Brasil, novas comunidades e o crescimento inexplicável de movimentos eclesiais católicos que cada vez mais arrebanham pessoas desanimadas ou desiludias não só religiosamente, mas também com a situação existencial, para não falar das que perderam a fé nas correntes políticas no país.

Influenciada pela mentalidade mercantilista de concorrência, muito própria dos regimes capitalistas, causando impressão que somente o critério da maioria é que vale, ou pela mentalidade totalitarista que imprime a crença na força do poder e a desastrosa crença que os fins justificam os meios, gerando violência para impor regimes políticos, as estatísticas pecam contra a verdade enquanto revelam apenas parte da situação.  .

O prejuízo fica ainda maior, se por trás das pesquisas houvesse interesses ideológicos contrários à religião ou a grupos que incomodem. A Igreja católica, já afirmou o Papa Bento XVI em Aparecida, cresce não por proselitismo, mas por atração. Ela, com sua experiência de dois mil anos de história, já aprendeu a não se assustar com as estatísticas e nem com as interpretações ingênuas. Ela também já aprendeu a reconhecer erros das pessoas humanas que fazem parte de sua comunidade e sabe fazer exame de consciência; sabe inclusive pedir perdão pelas falhas humanas, coisa que não se tem visto em outros grupos religiosos ou não, certamente conscientes que errar não é característica de um só grupo, mas do ser humano como tal. Há os que afoitamente e ingenuamente caem na tentação de prognosticar o fim da Igreja católica, como se fenômenos sociológicos fossem a última palavra em tudo. A história não dá saltos. Ela ensina aos que são mais aptos a realizar análises maduras.

Aos católicos tranqüilizo, recordando que esta situação estatística não é a pior pela qual já passamos. Dou um exemplo: no fim do século XVIII, Napoleão Bonaparte prognosticou o fim da Igreja, quando prendeu injustamente o Papa Pio VI, levando-o como se fosse um criminoso para a França, jogando-o literalmente numa masmorra e gritando como vitorioso: Pio VI e último. Conseguiram os anticlericais franceses da revolução que muitos que professavam a fé católica e inclusive alguns eclesiásticos abjurassem a fé cristã o que provocou profunda dor à Igreja.

Mas a história andou por outros caminhos. Sendo eleito o Papa Pio VII em lugar de Pio VI que morreu na masmorra de Napoleão, foi o novo Papa também aprisionado pelo imperialista francês de forma humilhante e desumana. Contudo, em 1814, quando Napoleão perde a credibilidade e a força política, sendo extraditado da Franca, o Papa é liberto e volta para Roma, aclamado em todas as cidades e povoados por onde passava em viagem, glorioso, mas sem se prevalecer de sentimentos de revolta ou de argumentos políticos. A Igreja não se envolve com paixões políticas ou por espírito de disputa, mas age para divulgar a única verdade que vale a pena ser assumida de corpo e alma: Jesus Cristo e sua missão salvadora. Eis o que sempre ensinou a Igreja. Eis o que os jovens têm recebido nas Jornadas Mundiais da Juventude.

 

Dom Gil Antônio Moreira

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora - MG


Animação Bíblica da Pastoral


"Os Bispos em Aparecida solicitam um passo a mais em relação à Pastoral Bíblica. Não basta que todos os fiéis tenham acesso às Escrituras e tenham uma boa iniciação à Bíblia. É preciso que tudo na Igreja parta da Palavra de Deus, nela se inspire e se fundamente e dela se alimente, desde a vida pessoal de cada fiel até a Igreja como um todo. Que a Palavra de Deus perpasse, portanto, todas as pastorais, congregações religiosas, movimentos, seminários, lideranças da Igreja (bispos, presbíteros, ministros, coordenadores...). Que a Palavra de Deus passe a ser a alma que dinamize profunda e abrangentemente a Igreja". 

Ir. Israel Nery

Eu me encanto com Jesus...



“Eu me encanto com Jesus, quando partilho com os outros a minha dor.”

Ir. Zélia Batista – Curitiba PR

terça-feira, 27 de setembro de 2011

JOVENS, VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO!

Discurso do Papa aos jovens - Viagem apostólica de Bento XVI à Alemanha:
24 de setembro de 2011 em Freiburg im Breisgau

JOVENS, VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO!

Queridos jovens amigos!

Durante todo o dia, pensei com alegria nesta noite, quando poderia estar aqui junto convosco e estar unido a vós na oração. Talvez alguns de vós tenham estado presentes na Jornada Mundial da Juventude, onde pudemos experimentar a singular atmosfera de serenidade, profunda comunhão e íntima alegria que caracteriza uma vigília noturna de oração. Espero que possamos nós também fazer a mesma experiência neste momento: Que o Senhor nos toque e faça de nós testemunhas jubilosas, que rezam juntas e servem de suporte umas às outras não só nesta noite, mas durante toda a nossa vida.
Em todas as igrejas, nas catedrais e nos conventos, em toda a parte onde se reúnem os fiéis para a celebração da Vigília Pascal, a mais santa de todas as noites começa com o acendimento do círio pascal, cuja luz é transmitida a todos os presentes. Uma minúscula chama irradia-se para muitas luzes e ilumina a casa de Deus que estava às escuras. Neste maravilhoso rito litúrgico que imitamos nesta vigília de oração, desvenda-se a nós, através de sinais mais eloquentes do que as palavras, o mistério da nossa fé cristã. Jesus, que diz de Si próprio: Eu sou a luz do mundo (Jo 8, 12), faz brilhar a nossa vida, para ser verdadeiro o que acabamos de ouvir no Evangelho: Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 14). Não são os nossos esforços humanos nem o progresso técnico do nosso tempo que trazem a luz a este mundo. Experimentamos sempre de novo que o nosso esforço por uma ordem melhor e mais justa tem os seus limites. O sofrimento dos inocentes e, enfim, a morte de cada homem constituem uma escuridão impenetrável que pode talvez ser momentaneamente iluminada por novas experiências, como a noite o é por um relâmpago; mas, no fim, permanece uma escuridão acabrunhadora.
Ao nosso redor pode haver a escuridão e as trevas, todavia vemos uma luz: uma chama pequena, minúscula, que é mais forte do que a escuridão, aparentemente tão poderosa e insuperável. Cristo, que ressuscitou dos mortos, brilha neste mundo, e o faz de modo mais claro precisamente onde tudo, segundo o juízo humano, parece lúgubre e sem esperança. Ele venceu a morte – Ele vive – e a fé n’Ele penetra, como uma pequena luz, em tudo o que é escuro e ameaçador. Certamente quem acredita em Jesus não é que vê sempre só o sol na vida, como se fosse possível poupar-lhe sofrimentos e dificuldades, mas há sempre uma luz clara que lhe indica um caminho que conduz à vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Os olhos de quem acredita em Cristo vislumbram, mesmo na noite mais escura, uma luz e vêem já o fulgor dum novo dia.
A luz não fica sozinha. Ao seu redor, acendem-se outras luzes. Sob os seus raios, delineiam-se de tal modo os contornos do ambiente que podemos nos orientar. Não vivemos sozinhos no mundo. Precisamente das coisas importantes da vida, temos necessidade de outras pessoas. Assim, de modo particular na fé, não estamos sozinhos, somos anéis na grande corrente dos crentes. Ninguém chega a crer, se não for sustentado pela fé dos outros; mas, por outro lado, com a minha fé contribuo para confirmar os outros na sua fé. Ajudamo-nos mutuamente a ser exemplo uns para os outros, partilhamos com os outros o que é nosso, os nossos pensamentos, as nossas ações, a nossa estima. E ajudamo-nos mutuamente a orientar-nos, a identificar o nosso lugar na sociedade.
Queridos amigos, diz o Senhor: Eu sou a luz do mundo; vós sois a luz do mundo. É uma coisa misteriosa e magnífica que Jesus tenha dito de Si próprio e de cada um de nós a mesma coisa, ou seja, que somos luz. Se acreditarmos que Ele é o Filho de Deus que curou os doentes e ressuscitou os mortos, antes, que Ele mesmo ressuscitou do sepulcro e está verdadeiramente vivo, então compreenderemos que Ele é a luz, a fonte de todas as luzes deste mundo. Nós, ao contrário, não cessamos de experimentar a falência dos nossos esforços e o erro pessoal, apesar das melhores intenções. Ao que parece, não obstante o seu progresso técnico, o mundo onde vivemos, em última análise, não tem se tornado melhor. Existem ainda guerras, terror, fome e doença, pobreza extrema e desalmada repressão. E mesmo aqueles que, na história, se consideraram portadores de luz, mas sem ter sido iluminados por Cristo que é a única verdadeira luz, para dizer a verdade, não criaram paraíso terrestre algum, antes instauraram ditaduras e sistemas totalitários onde até a mais pequena centelha de humanismo foi sufocada.
Neste ponto, não devemos calar o fato de que o mal existe. Vemo-lo em tantos lugares deste mundo; mas vemo-lo também – e isto assusta-nos – na nossa própria vida. Sim, no nosso próprio coração, existe a inclinação para o mal, o egoísmo, a inveja, a agressividade. Com certa autodisciplina, talvez isto se possa, em certa medida, controlar. Caso diverso e mais difícil se passa com formas de mal mais escondido, que podem envolver-nos como um nevoeiro indefinido, tais como a preguiça, a lentidão no querer e no praticar o bem. Repetidamente, ao longo da história, pessoas atentas fizeram notar que o dano para a Igreja não vem dos seus adversários, mas dos cristãos tíbios. Então como pode Cristo dizer que os cristãos – sem ter excluído os cristãos fracos e frequentemente tão tíbios – são a luz do mundo? Compreenderíamos talvez que Ele tivesse gritado: Convertei-vos! Sede a luz do mundo! Mudai a vossa vida, tornai-a clara e resplandecente! Não será caso de ficar maravilhados ao vermos que o Senhor não nos dirige um apelo, mas diz que somos a luz do mundo, que somos luminosos, que resplandecemos na escuridão?
Queridos amigos, o apóstolo São Paulo, em muitas das suas cartas, não tem receio de designar por santos os seus contemporâneos, os membros das comunidade locais. Aqui torna-se evidente que cada batizado – ainda antes de poder realizar boas obras ou particulares ações – é santificado por Deus. No batismo, o Senhor acende, por assim dizer, uma luz na nossa vida, uma luz que o Catecismo chama a graça santificante. Quem conservar essa luz, quem viver na graça, é efetivamente santo.
Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objeto de caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo significasse estar fora da realidade, ser ingênuo e viver sem alegria. Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza ações ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente venerar, mas nunca imitar na própria vida. Como é errada e desalentadora esta visão! Não há nenhum santo, à exceção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez. Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes e caístes na vida, mas, sobretudo, de quantas vezes vos erguestes. Não exige ações extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós. Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e quer tornar-vos seus amigos. Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz. Sois cristãos, não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele, Cristo, é a vossa vida. Sois santos, porque a sua graça atua em vós.
Queridos amigos, nesta noite em que nos reunimos em oração ao redor do único Senhor, vislumbramos a verdade da palavra de Cristo segundo a qual não pode ficar escondida uma cidade situada no cimo de um monte. Esta assembléia brilha nos vários significados da palavra: quer no clarão de inúmeras luzes, quer no resplendor de tantos jovens que acreditam em Cristo. Uma vela só pode dar luz, deixando-se consumir pela chama; permaneceria inútil, se a sua cera não alimentasse o fogo. Permiti que Cristo arda em vós, ainda que isto possa às vezes implicar sacrifício e renúncia. Não tenhais medo de poder perder alguma coisa, ficando, no fim, por assim dizer de mãos vazias. Tende a coragem de empenhar os vossos talentos e os vossos dotes pelo Reino de Deus e de vos dar a vós mesmos – como a cera da vela –, para que o Senhor ilumine, por vosso meio, a escuridão. Sabei ousar ser santos ardorosos, em cujos olhos e coração brilha o amor de Cristo e que, deste modo, trazem luz ao mundo. Eu confio que vós e muitos outros jovens aqui na Alemanha sejam chamas de esperança, que não ficam escondidas. Vós sois a luz do mundo. Amém.

FONTE: ZENIT.org

IGREJA E CULTURA DIGITAL


Repasso pela importância que tem este evento presencial e virtual.

Irmão Nery fsc.



IGREJA E CULTURA DIGITAL

Cúpula da RIIAL, organizada no Chile em outubro, sobre o tema da cultura digital prepara sínodo da nova evangelização.

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 (ZENIT.org)

O congresso “Igreja e cultura digital”, que se realizará em Santiago do Chile entre 17 e 19 de outubro, constitui um momento importante no caminho de preparação do próximo sínodo dos bispos sobre a nova evangelização. Este foi o anúncio feito por Dom Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, em uma videomensagem transmitida virtualmente aos participantes e organizadores. O encontro é organizado pelo dicastério vaticano e pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), por meio da Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), em colaboração com a Conferência Episcopal Chilena e a Universidade Católica do Chile.
Dom Celli considerou que esta cúpula constitui uma “feliz oportunidade”, ao considerar que, atualmente, não é possível imaginar uma ampla reflexão da Igreja sobre uma nova pastoral sem fazer referência aos meios de comunicação social.

“As novas tecnologias deram vida a uma nova cultura, a uma nova maneira de ser do homem e da mulher de hoje”, acrescenta a videomensagem. “Não se pode falar de evangelização hoje em dia sem fazer referência a um diálogo profundo com a cultura digital e sem tomar consciência de que devemos exercer uma verdadeira pastoral no contexto da cultura digital”, esclarece.

“Parece-me que este congresso será um começo – reconhece o prelado. Vamos examinar o que já se está fazendo no contexto latino-americano, no campo da comunicação. Penso que os trabalhos serão amplamente úteis e também, de maneira profunda, para os trabalhos do próximo sínodo dos bispos.”

A próxima assembleia dos bispos do mundo, convocada por Bento XVI no Vaticano, para o próximo mês de outubro, se centrará na nova evangelização. Durante o congresso, será apresentado o trabalho realizado por dez universidades da América Latina, que analisaram aspectos concretos da cultura digital.

Segundo o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, esta pesquisa oferecerá uma base segura e certa para refletir posteriormente sobre qual é a tarefa da Igreja em seu dever evangelizador. O programa do congresso, a forma de participar e as contribuições do processo preparatório estão disponíveis em www.riial.org/congreso. Clique nesse endereço e participe.

DEUS OU O BIG BANG

Um excelente reflexão de D. Redovino, que pode nos ajudar num assunto tão polêmico junto aos nossos jovens catequizandos, onde muitas vezes os ensinamentos da escola se confrontam com as mensagens da catequese. D. Redovino Rizzardo tem um blog, clique neste link  Dom Redovino Rizzardo, e conheça mais do trabalho deste nosso querido Pastor e escritor. 


DEUS OU O BIG BANG

Há cristãos que continuam convictos de que, para serem coerentes com a fé que receberam da Igreja, precisam recorrer a uma interpretação literal da Bíblia, como se ela fosse um livro de ciências naturais ou de história universal. Para o Papa Bento XVI, ao invés, nada impede que se acredite que o universo tenha tido a sua origem num Big Bang conduzido por Deus.

Foi o que deixou entrever na quinta-feira, dia 6 de janeiro de 2011, festa da Epifania de Jesus, data em que o Evangelho de Mateus fala de uma estrela que conduziu uns magos desde o Oriente até Belém: “Há pessoas que querem nos fazer acreditar que o universo é resultado do acaso. Pelo contrário, contemplando o universo, somos convidados a pensar na sabedoria de Deus e na sua criatividade inacabável”.

Foram várias às vezes em que o Papa se pronunciou sobre a evolução do universo, apesar de raramente se haver referido ao Big Bang, a imponente explosão que os cientistas acreditam ter ocorrido há 14 bilhões de anos, da qual se iniciou a formação do cosmos.

Para Bento XVI, a ciência, por si só, não é suficiente para chegar ao âmago da realidade, que só pode ser apreendida através do acordo entre inteligência e fé, ciência e revelação, as duas luzes que guiaram os Reis Magos a Belém. Em sua opinião, algumas teorias científicas apoquentam a mente e deixam sem resposta as questões mais importantes: “Só é possível compreender a beleza do mundo, o seu mistério, a sua grandeza e a sua racionalidade se nos deixarmos guiar por Deus, criador do céu e da terra”.

Se a religião não pode tomar o lugar da ciência, esta, por sua vez, deve perder seu orgulho de auto suficiência e entender que muito da realidade escapa ao seu alcance. Numa palavra, imitar o exemplo dos Magos, autênticos buscadores da verdade: apesar de sábios – ou melhor, por isso mesmo –, não se envergonharam de pedir auxílio à religião para chegar a Belém. Eram homens de ciência – em seu sentido mais amplo – que observavam o cosmos e o consideravam um grande livro, cheio de sinais e mensagens de Deus para o homem. Uma ciência que, ao invés de se julgar auto suficiente, se abria a revelações e mensagens divinas.

Assim sendo, o título que dei ao artigo deveria ser mudado: ao invés de “Deus ou o Big Bang”, o certo seria “Deus e o Big Bang”.

Não são poucos os que defendem o criacionismo e combatem o evolucionismo porque julgam que somente assim se pode salvar a existência e a ação de Deus. Para eles, criação e evolução não podem andar juntas. Para manter intacta a fé, apegam-se ao relato da criação como as primeiras páginas da Bíblia o descrevem –, no máximo, substituindo os seis dias por períodos, ciclos ou eras.

Entretanto, criação e evolução fazem parte de um único processo: o universo teve início num ato de amor de Deus e continua sendo desenvolvido e completado por ele – sobretudo através da atividade humana – ao longo dos tempos. A criação aconteceu no passado e acontece no presente, num processo lento e constante, resultado de uma infinidade de altos e baixos, que deveriam conduzir progressivamente a humanidade a níveis cada vez mais elevados.

“Deveriam”, porque o pecado fez sua aparição no mundo e, com ele, tudo ficou mais complicado. Em todo caso, quem não se deixa contaminar por ele, descobrirá que o universo, a natureza e principalmente o ser humano refletem muito da beleza, da grandeza e do amor de Deus. Nem precisará de argumentos que provem a existência de Deus: em toda a parte, ser-lhe-á visível o milagre divino.

É também por isso que, quanto mais cristão ele for, mais se preocupará com o planeta, para que a criação continue seu caminho evolutivo onde o espírito e a vida tenham a primazia. Nesse processo, ao invés de um obstáculo, a fé se transformará num facho luminoso a guiar a inteligência e a atividade humana, até que se realize a utopia vislumbrada pelos profetas: “Vou criar um novo céu e uma nova terra” (Is 65, 17), e realizada por Jesus: “No final, Cristo entregará o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído as forças do mal. E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, ele também se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15, 24-28).

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados - MS

Quando nós escutamos...


Quando nós escutamos a Palavra de Deus a mensagem que ouvimos não desaparece no momento em que fechamos o texto. A Palavra permanece dentro de nós, como dizia o profeta Jeremias: “Quando se apresentavam as tuas palavras, eu as devorava: tuas palavras eram para mim contentamento e alegria do meu coração” (Jr 15,16).

(Frei Ildo Perondi)

Eu me encanto com Jesus...



“Eu me encanto com Jesus quando vejo a perfeição com que a natureza existe.”

Thabata - Tangará da Serra MT

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CONCENTRAÇÃO DE CATEQUISTAS DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA: UM MOMENTO DE GRAÇA


Por Ângela Rocha

Quem esteve ontem, dia 25 de setembro, na Concentração de Catequistas da Arquidiocese de Londrina, no Ginásio Poliesportivo do Colégio Marista, só pode descrever tudo como um momento da mais pura manifestação da Graça de Deus.

Cerca de 3.000 pessoas se reuniram no ginásio para aquele que seria um dia de formação, celebração, louvor e oração... Mas foi bem mais que isso! Foi um dia de “encantamento” pleno pelo projeto de Jesus. Ou como descreveria D. Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, uma “bagunça catequética” e um nada delicado “sacudir” como pediu D. Albano aos presentes. È necessário sacudirmos um ao outro para assumir o discipulado missionário em nossa Igreja, como bem lembrou D. Pedro Zilli, bispo em missão em Bafatá, Guiné Bissal, que esteve presente ao evento desde domingo.

O termo bagunça, nada tem a ver com o conceito usual da palavra em se tratando da organização do evento. Tudo foi coordenado e ordenado impecavelmente. Parabéns à Coordenação da Catequese e aos padres assessores. A “bagunça catequética” que pede D. Orlando, lembra o termo usado pelos nossos pais aos escutarem as estripulias dos filhos cantando, rindo, brincando... E tem a ver com “bagunçarmos” as estruturas da catequese, assumir a Iniciação á Vida Cristã e trabalharmos por uma Animação Bíblica das Pastorais, como tem pedido insistentemente nossa Igreja.

Em entrevista no final do evento, Ir. Israel Nery, palestrante da manhã e dirigente da Celebração Mariana da tarde nos afirmou que “encantou-se” com a alegria e disposição dos catequistas da Arquidiocese de Londrina. Segundo ele, a organização esteve perfeita para um evento dessa magnitude, envolvendo tantas pessoas num espaço que nem seria o adequado, pois a acústica do ginásio deu o que fazer aos técnicos de som. Mas no final a preocupação e o capricho dos organizadores do evento superou todas as dificuldades.

Ainda sobre o evento, Ir. Nery o descreveu como “celebrante, orante e participativo”, onde os decanatos se uniram na partilha do alimento, na alegria e na disposição. Um momento verdadeiramente “ágape” nas palavras do Ir. Nery. Destacou também a importância da presença dos presbíteros e religiosas (os) e do apoio que a Arquidiocese vem dando à catequese em suas paróquias.

Ainda segundo Ir. Nery, outro ponto importante que se deve destacar em eventos como esse é: “(...) a força do laicato, da união dos agentes leigos nas pastorais, isso mostra ao clero que é preciso buscar renovação, pois a Igreja está carente de vocações sacerdotais. O Clero precisa renovar, valorizar o trabalho dessa gente.”

Ao final da entrevista, olhando para a animação e o envolvimento de todas aquelas pessoas, ele confidenciou-me um sonho: a realização de um CONGRESSO NACIONAL DE CATEQUISTAS, onde se reunissem catequistas de todo o Brasil em Aparecida, sob o manto da Mãe Maria. Um sonho “louco do Ir, Nery”, como descreveu ele rindo, mas que reuniria as lideranças da catequese do Brasil todo para pensar a catequese, celebrar, orar e louvar.

Acredito que o sonho até pode ser “louco”, mas é possível. Para Deus, nada é impossível. E penso que além de louco, é contagioso: Passei a sonhá-lo também.

Você não sonharia uma coisa tão bonita?


DIA NACIONAL DOS SURDOS

Neste dia, em que comemoramos as conquistas dos deficientes auditivos, façamos uma profunda reflexão: Como está a catequese para os portadores de necessidades especiais em nossas paróquias? Ela existe? Existem catequistas preparados? Há preocupação das lideranças paroquiasi neste sentido?

DIA NACIONAL DOS SURDOS: O QUE COMEMORAR?

O Dia dos Surdos é comemorado por membros da Comunidade Surda de todo mundo, no último domingo do mês de Setembro de cada ano, com objetivo de relembrar as lutas da comunidade surda, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua de sinais nos diversos países do mundo.

Aqui no Brasil, no dia 26 de setembro, a Comunidade Surda Brasileira comemora o Dia Nacional do Surdo em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. É celebrado devido ao fato da data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos.

Muitos que não conhecem a história dos Surdos no Brasil, talvez se perguntem: Por que comemorar o Dia do Surdo? Na verdade, temos muito que comemorar, hoje as condições das pessoas surdas são muito melhores do que antes, como por exemplo, a LIBRAS foi oficializada, e podemos contar com profissionais habilitados a se comunicarem ou ensinarem a LIBRAS.

As Associações de Surdos, Escolas de Surdos, os Surdos tomam a iniciativa para participação das pessoas surdas e ouvintes, o protesto, a manifestação, a defesa, o orgulho, para mostrarem a Sociedade, o direito à Língua de Sinais, à Identidade e Cultura Surda no Brasil.

Para garantir os recursos e uma educação dos Surdos de melhor qualidade, ainda necessita-se muita luta, como por exemplo, na TV é necessário ampliar a janela dos intérpretes, para que os Surdos possam visualizar melhor a interpretação da fala em Língua de Sinais de todo e qualquer programa de Televisão. Temos também o close caption nas novelas, telejornais, filmes, um recurso que tempos atrás não tínhamos, mas este serviço só beneficia os surdos que possuem competência satisfatória na leitura da Língua Portuguesa.

Outro recurso que precisamos lutar é a qualidade da educação de Surdos, como por exemplo, muitas escolas inclusivas não estão preparadas para incluir os surdos, com isso, faltam intérpretes de LIBRAS e, profissionais para o atendimento para Surdos, além disso, o fundamental ter sinais luminosos, por exemplo, acender a luz quando tiver no tempo de recreio. Este cuidado não deve ser tomado apenas nestas escolas, mas também em outros locais públicos e particulares.  Em locais onde há ordem de chegada, ou chamada de indivíduos, o ideal é a presença das máquinas de senhas, onde o Surdo visualiza seu número e sabe quando está sendo solicitado, não dependendo, portanto, da presença de um ouvinte para avisá-lo sobre sua vez.

Quanto a comunicação, um recurso muito útil, e que antigamente os Surdos não possuíam, são os telefones, celulares, internet, etc. Hoje estes trouxeram a liberdade de comunicação, facilitando nosso contato, pois os surdos podem usar os torpedos, internet (webcam). Os telefones TDD públicos ainda precisam de melhoras, pois no momento, os surdos não utilizam estes serviços devido a falha dos profissionais que desconhecem como atender esta população e ainda tem a questão do atendimento eletrônico de muitas empresas e instituições, que não permitem a interação direta da pessoa Surda com um atendente real que solucione sua necessidade.

A qualidade do ensino na educação dos Surdos melhorou, pois antigamente não formavam os Surdos no nível superior. Hoje, com a Lei e decreto-lei, permitiu o ensino à distância que muitos surdos podem estudar através da internet, esta novidade se iniciou na UFSC, pioneira da Faculdade de Letras-Libras das turmas de Licenciatura e Bacharelado e também a formação dos Intérpretes de LIBRAS, que podem mostrar a toda sociedade a capacidade para o trabalho, para educar. Enfim os Surdos podem ser professores de crianças e jovens Surdos.

Deve-se salientar também, que este crescimento não deve ocorrer apenas no âmbito do curso de Letras, deve haver a expansão e ingresso de surdos nas demais áreas de conhecimento acadêmico, como a engenharia, informática e etc. Esse número de surdos qualificados ainda precisa aumentar, e no futuro as nossas condições de vida poderão ser ainda mais igualitárias.  

Além dos avanços educacionais, o surdo também está cada vez mais inserido na comunidade religiosa, e no trabalho pastoral. Esse discernimento e conhecimento religioso constrói um ser humano justo e caridoso, características que trazem cidadania a pessoa surda, além da preocupação com o próximo, fazendo com que esta comunidade seja uma grande portadora da missão evangelista.

Todas as conquistas e avanços obtidos só reforçam a importância da existência do Dia do Surdo para comemoramos o que já conseguimos e ainda temos muito que lutar frente às nossas necessidades e novas metas, a importância do reconhecimento dos direitos humanos da pessoa surda conscientizando a sociedade e respeitando a opinião que os Surdos têm e querem mostrar. 

                        Myrna Salerno Monteiro - surda
Professora de LIBRAS – UFRJ-RJ.

Jesus...



Jesus é o Mestre que nos ensina a acolher a Palavra de Deus. Jesus também escutava as Palavras escritas no Antigo Testamento. É só ver como Jesus cita os textos bíblicos, sobretudo dos Salmos e dos Profetas. Ao mesmo tempo Jesus é aquele que dirige palavras ao Pai. Quantas vezes encontramos Jesus que sobe as montanhas ou vai ao deserto para se comunicar com o Pai. Jesus reza, pede, louva, agradece, implora... Jesus escuta o que o Pai tem a lhe dizer. Depois Jesus se volta ao Pai e lhe dirige suas preces e seus louvores.

(Frei Ildo Perondi)

Eu me encanto com Jesus...


“Eu me encanto com Jesus, mesmo nos momentos mais difíceis! Ele continua ao meu lado me dando força, esperança e luz e me fazendo sentir sempre a Sua presença.”

Maria Amélia – Uberaba MG

domingo, 25 de setembro de 2011

Migalhas na mesa do Senhor


O dia amanheceu... Acordo com o canto dos pássaros...
Vislumbro todo um dia, mais um dia que o Senhor generosamente nos concede...
Que haja vida e vida em abundância, é isso que Ele nos oferece,
e que nós seres humanos, feitos a sua imagem e semelhança,
cada vez mais estamos sendo imagem e cada vez menos semelhança...
Estamos nos descaracterizando, estamos fugindo do que o Senhor
planejou para nós, do Seu chamado, do Seu Plano...
E muitas vezes temos oferecido ao Senhor apenas migalhas...

Migalhas do nosso tempo, migalhas das nossas orações,
migalhas do nosso dinheiro, migalhas da nossa formação,
migalhas do nosso comprometimento, migalhas... migalhas...
Migalhas de nós mesmos!!!

Jesus Cristo se deu por inteiro, Corpo e Sangue, para nos alimentar,
para nos fortalecer.
Enviou-nos o se Santo Espírito para iluminar a nossa caminhada,
e derrama sobre nós os seus dons.
O batismo nos torna rei, profeta e sacerdote.
O mundo precisa de discípulos missionários de Jesus!

Até quando continuaremos a colocar migalhas na mesa do Senhor?

Perdão Senhor, perdão!!
Senhor Meu Deus, ajuda-me a não me esconder  atrás de justificativas,
que não permitem que meu sim ressoe.
Senhor Meu Deus, fortalece-me com seu Santo Espírito para que eu possa
ser capaz de sacrifícios e renúncias para aceitar o Seu chamado.
Senhor Meu Deus, inunda-me com Seu amor, para que eu seja capaz
de amá-Lo, amando meu irmão.
Senhor Meu Deus, modela-me para a missão!

Que eu não queira transformar o meu "pouco" em "muito".
Mas que eu saiba me doar por inteiro cada vez mais.
Amém. Aleluia!

Rosangela Tamaoki - Londrina/Pr

FORMADA NOVA EQUIPE DA COMISSÃO BÍBLICO CATEQUÉTICA


A nova equipe da Comissão episcopal de animação bíblico-catequética encontra-se reunida em Brasília. Além do presidente, Dom Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas (RS), estão presentes os outros dois membros: Dom José Antonio Peruzzo, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR) e Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (SP). Com a chegada de Pe. Décio Walker, fica também constituída a dupla de assessores que já contava com Maria Cecília Rover. O principal trabalho do encontro é a elaboração de projetos que serão inseridos no Plano Quadrienal da CNBB.

Recordando: “a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética é um serviço essencial à evangelização inculturada da Igreja no Brasil. Na sua origem, dentro do espírito do plano de Pastoral de Conjunto, promovendo a ação catequética, o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica. Ela propõe um caminho de formação sistemática e progressiva da fé, para que as pessoas, acolhendo a palavra anunciada, vivam uma experiência pessoal e comunitária no Deus de Jesus Cristo e celebrem o Mistério da Redenção no serviço aos irmãos”.

Animação Bíblica e Pastoral

A poucas semanas do Congresso Nacional sobre a Animação Bíblica da Pastoral que acontecerá em Goiânia (GO) de 08 a 11 de outubro, gostaria de insistir sobre a importância da Bíblia para toda atividade evangelizadora da Igreja.

Frei Bernardo Cansi, grande catequeta, dizia, pouco antes de morrer: “Digam aos catequistas: ‘amem, amem a Bíblia’”. O que é válido para a catequese, também o é para todos os movimentos e pastorais.

Para nós cristãos, a Bíblia é Palavra de Deus. Através dela, Deus se comunica conosco. A finalidade da leitura da Sagrada Escritura é o encontro com o próprio Jesus, Palavra de Deus encarnada no meio de nós. Através da vida de Jesus, podemos ver o rosto do Pai.

A Bíblia revela também o homem a si mesmo. É um espelho que reflete nossos sentimentos e atitudes. Ilumina nossa própria humanidade. Nossos afetos e comportamentos, como nossas alegrias e sofrimentos encontram nos textos bíblicos uma luz capaz de dar sentido ao que vivemos. A leitura da Palavra de Deus ajuda a humanizar as nossas vidas. E tudo o que é vivido profundamente abre as portas para divinizar nossa existência.

No entanto, acredito que não é qualquer leitura que propicia isso. Uma leitura fundamentalista – ao pé da letra e fora do contexto – pode ser um veneno para a nossa fé. Por isso é de fundamental importância um estudo sério dos textos bíblicos através do que a hermenêutica moderna nos oferece. A análise histórico-crítica e o conhecimento dos gêneros literários da época são fundamentais para uma verdadeira interpretação. Mas isso não é suficiente, precisamos ir além destes tipos de análises e ver o significado mais profundo do texto: o que Deus quis nos revelar. O que chamamos de leitura teológica ou espiritual. Disse Bento XVI a esse respeito: “Somente quando se observar os dois níveis metodológicos, histórico-crítico e teológico, é que se pode falar de uma exegese teológica, de uma exegese adequada a este livro” [1]. Estudar a Bíblia não basta. Mesmo que isto seja fundamental, é preciso ainda descobrir o sentido profundo do que Deus nos quer comunicar através do texto.

A Palavra de Deus é vida. Por isso os santos são os melhores intérpretes da Bíblia. Olhando suas vidas, descobrimos que é possível viver os valores do Evangelho, reescrevê-los com a própria vida, como dizia Charles de Foucault. Ainda escreve Bento XVI a este respeito: “...que a nossa vida seja aquele ‘terreno bom’ onde o Semeador divino possa semear a Palavra para que produza em nós frutos de santidade...” [2]

A insistência sobre a animação bíblica de toda a pastoral foi uma grande contribuição da América Latina no Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja (2008). Com efeito, a Bíblia está presente na liturgia onde ela alimenta os fieis. “Realmente presente nas espécies do pão e do vinho, Cristo está presente, de modo análogo, também na Palavra proclamada na liturgia” [3]. Em outras palavras, na liturgia Palavra celebrada é sacramento da presença de Cristo.

A Bíblia é também a referência central na catequese. Como Jesus Ressuscitado, os catequistas são chamados a aquecer os corações dos catequizandos ao explicar as Sagradas Escrituras[4]. A iniciação à fé encontra na Palavra de Deus um caminho seguro para amadurecer as pessoas na vida cristã, qualquer que seja a idade.

O estudo bíblico não deve parar quando se termina a catequese. Necessitamos encontrar caminhos para uma formação continuada ou permanente. Como a vida sempre traz novos questionamentos, novas respostas também precisam ser procuradas na Palavra de Deus. Pequenas comunidades reunidas com frequência em volta da Bíblia ajudam muito no crescimento da fé. A troca de experiências faz crescer o entendimento das Sagradas Escrituras.

Todas as pastorais, todos os movimentos e todas as associações são chamadas a uma conversão pastoral, colocando a Bíblia no centro dos seus estudos e orações.

A Bíblia é o primeiro livro de oração. Hoje, fala-se muito da leitura orante ou lectio divina. Mais importante que os métodos – mesmo se eles são importantes – é o fato de que a Palavra de Deus ajuda os fieis a entrar na intimidade com Deus, a enamorar-se d’Ele[5].

Não basta apenas escutar a Palavra, é urgente colocá-la em prática. É necessário “traduzir em gestos de amor a palavra escutada, porque só assim se torna crível o anúncio do Evangelho, apesar das fragilidades humanas que marcam as pessoas” [6].

Desejo que o 1º Congresso Nacional de Animação Bíblica possa entusiasmar os participantes para que a Palavra de Deus seja conhecida, amada e vivida.

Dom Eugênio Rixen
Bispo de Goiás



[1] Bento XVI, Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Verbum Domini, São Paulo, Ed. Paulinas, 2010, nº. 34.
[2] Ibid, n.º 49.
[3] Ibid, n.º 56.
[4] Cf. Lucas 24,13-45
[5] Cf. VD, nº. 86
[6] Ibid, nº. 103
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