quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O HOJE DE DEUS EM NOSSO CHÃO

Aspectos culturais

Quando falamos de mundo em mudança, com relação à Catequese, o impacto da questão dos paradigmas é grande. Alguns aspectos dessa mudança de paradigmas foram colocados e tem sido mencionados em muitos documentos da Igreja: crise institucional, secularização, pluralismo religioso e cultura, valorização da liberdade individual, subjetivismo, laicidade do mundo, etc.


A Igreja fala, reconhece o problemas, mas fica perplexa; às vezes, paralisada. Parece mãe de filho adolescente, que sempre falou em liberdade mas que, na verdade, não estava preparada para que o filho levasse esse discurso a sério.


Por que a perplexidade? Porque perdemos algo fundamental para o crescimento espontâneo, quase vegetativo, do rebanho: enfraqueceu-se a estrutura de plausibilidade que exercia pressão sobre as pessoas. Ficava “feio” não atender a Igreja; muitos valores morais eram mantidos por essa pressão social, não pela convicção pessoal. Restos dessa estrutura ainda fazem muitas famílias mandarem seus filhos à Primeira Eucaristia e se casarem numa Igreja pela qual, de fato, não optaram. Por causa desses “restos” os catequistas reclamam que as famílias não participam. É que ainda estamos com a mentalidade do catolicismo herdado, achando que é antinatural a família não ser praticante. Talvez esteja chegando a hora em que teremos de dizer: Que bom! As famílias não participam, mas pelo menos deixam as crianças virem a nós!


Diz a sociologia que um grupo ameaçado por falta de plausibilidade social tende a se defender, a endurecer posições para fechar-se ao contato diluidor do mundo que o cerca. Tem medo ao ver que existe outra maneira de entender o mundo (é que as pessoas que pensam diferente estão aí, sem nenhum problema maior, dando certo, sendo respeitadas). Começam a fazer perguntas que nunca se fizeram e tem medo das conseqüências dessas perguntas.

CLIQUE AQUI      e leia o texto na íntegra.

Este texto, de autoria de Therezinha M. L. da Cruz,  faz parte do Estudos da CNBB, n.º 78, resultado do Sétimo Encontro Nacional de Catequese que aconteceu em 1997.
Mesmo com o passar dos anos as reflexões e conclusões mostradas no texto permanecem atuais e relevantes para o trabalho catequético erm nossa Igreja.

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