quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como ensinar

Estamos sempre a aprender e a ensinar. Devemos ter a mente aberta para partilhar os conhecimentos e experiências vividas e acolher a dos outros. Quem se fecha nas suas certezas, fica mais pobre. O conhecimento deve ser contínuo e gradual. Deve ser refletido para ser integrado nas nossas ações.
Dizem que a mente deve ser como o para-quedas: só serve se abrir.

Quem tem a missão de educar e ajudar a construir conhecimentos, deve procurar fazê-lo como gostaria que o fizessem consigo. Ensinar como gostaria de ser ensinado.

Para isso, precisa colocar-se no lugar do outro. Tentar entender as suas necessidades, o seu ritmo, os seus objectivos. Precisa entrar no mundo do outro, para o trazer para o seu. Não de forma imposta, mas como uma proposta, um desafio.

Utilizemos as estratégias que melhor se adequam ao público-alvo, e não apenas porque eu gosto. Não é porque utilizo um filme, um computador, uma história que as coisas funcionam.

Utilizemos uma linguagem atrativa, envolvente, empolgante e desafiante. As dinâmicas são um complemento. Tudo deve ter um encadeamento lógico. Aprendamos a arte de perguntar. Mais importante que as respostas, são as perguntas, reflexivas, profundas, vivas, e que respeitam a liberdade.

Falemos com ardor, com criatividade, para que a chama da surpresa, da novidade, do interesse, desperte e aqueça o coração e a mente dos nossos ouvintes, e os faça ficar a pensar, ver com outros olhos, correr para um destino melhor.

Hoje reconhecemos que as nossas crianças e jovens não querem nada. Não sabem refletir. Não sabem pesquisar e selecionar informação. Copiam tudo. Falta-lhes criatividade. Mas nem mesmo assim podemos desistir. Devemos olhar para isso como uma oportunidade, um desafio. E acreditar que nós semeamos, e a semente pode demorar algum tempo a desabrochar. Mas um dia, aquilo que dissemos e fizemos, pode fazer a diferença.

Mais do que ceifeiros, sejamos semeadores de ideias. E tenhamos paciência para deixar que a semente floresça e frutifique. Não queiramos frutos imediatos.

Pe José Carlos de Azevedo e Sá
Pároco das paróquias Sequeirô e Lama, Santo Tirso, Diocese de Braga

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