terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Celebração Familiar para a Noite de Natal‏

Celebração para ser realizada em Família, na Noite de Natal.

Ao prepará-la, eu pensei em minha família que todo ano se reune, mesmo nem todos participando sempre da Igreja.

Busquei inspiração, entre outras fontes, na Celebração proposta pela CNBB, mas procurei deixá-la o mais simples possível, pois, pela experiência que tenho, nessa hora, se demorar muito, o pessoal acaba se dispersando e a proposta acaba perdendo o sentido.

Algumas orientações:

- a Celebração cabe toda em meia folha de papel A4 (normal) frente e verso;

- portanto, depois de imprimir, peça para quem tirar as cópias (xerox), ir tirando frente e verso;

- depois é só cortar ao meio.

- antes de imprimir, é possível, também dar alguma mexida no texto; neste caso, cuidado para não deixar o texto maior do que está, pois aí vai acrescentar mais páginas e não vai mais dar certo o que escrevi antes.

Um FELIZ NATAL a todos!!!

Que a Celebração do Nascimento de Jesus ajude todos a ter mais consciência de que Deus realmente está no meio de nós, nos abençoa e conta com a gente para deixarmos esse mundo sempre melhor!!!

Um grande abraço. Pe Luiz Gonzaga.
 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Regional Nordeste 2: Instituto de Catequese em Maceió-AL encerra atividades de 2011


Na manhã deste sábado (10) a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Maceió realizou o encerramento do ano leitvo do Instituto Formação Arquidioceseno Bíblico-Catequética (IFABIC). A última aula de 2011 foi realizada no auditório do Seminário Provincial Nossa Senhora da Assunção no Farol.

As atividades começaram com Pe. Elison Silva que ministrou as duas últimas aulas da disciplina Bíblia II. Após o intervalo, os alunos juntos com a Coordenação avaliaram as atividades desse semestre. Todos tiveram a oportunidade de fazer sua avaliação e sugestão. Durante esse momento Pe. Elison Silva explicou a importância do momento. "Vocês são a primeira turma do instituto. Então é fundamental a participação de todos para que possamos melhorar nas próximas turmas".

"Está em nosso planejamento expandir o instituto para as cidades do interior e precisamos da ajuda de vocês como futuros articuladores nesses municípios", completou o coordenador arquidiocesano, Pe. Márcio Roberto.

As aulas do IFABIC retornam no dia 25 de fevereiro de 2012 e continuarão no Seminário Provincial nos mesmos horários. Em breve no blog estarão os dias e horários das inscrições para a nova turma. 

Novos Membros na Comissão

Na oportunidade, Pe Márcio Roberto, apresentou os novos membros da Comissão de Animação Bíblico-Catequética. Três novos membros foram acrescentados a equipe: Luiz Carlos, Aldo Artêmio e a Irmã Maria José.  O coordenador desejou boas vindas aos novos membros e pediu que Deus abençoasse a Catequese nessa nova fase.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solenidade da Imaculada Conceição

  “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça, como a noiva ornada de suas jóias” (Is 61,10). – Estas palavras do Profeta Isaías, com toda razão a Igreja as coloca hoje na boca da Virgem Maria. De fato, estas palavras exprimem bem o mistério da Festa de hoje, a Imaculada Conceição da Toda Santa Mãe de Deus.
            Hoje, caríssimos, no ventre da velha Ana foi concebida a Virgem Maria. Que há de maravilhoso nisso? Dizem as antigas fontes cristãs que Ana era já idosa e estéril como Sara, a esposa de nosso pai Abraão, como Isabel, a esposa do velho Zacarias. Pois bem, idosa e estéril, também Ana gerou no seu ventre uma filha! É obra de Deus: onde não há vida ele faz a vida brotar; onde já não há mais futuro, ele faz o futuro acontecer! Bendito seja o nome do Senhor, Deus da vida, Senhor que nos abre a porta da esperança! Mas, o mistério da Festa de hoje, a alegria da Igreja neste dia, é por um acontecimento ainda maior, um mistério ainda mais admirável! Eis a surpresa, eis a obra estupenda do nosso Deus: esta filhinha concebida hoje no ventre da velha Ana, desde o primeiro momento de sua conceição, foi preservada por Deus de todo vínculo do pecado que pesa sobre a nossa raça. O salmista diz: “Minha mãe já concebeu-me pecador!” (Sl 50/51,7). Estas palavras não se aplicam à Virgem Maria! Desde o primeiro instante de nossa existência, todos somos marcados pela quebradura provocada pelo pecado de nossos antepassados... Não assim a Virgem Maria! Ela, desde o primeiro instante de sua existência, por pura graça de Deus, foi preservada do pecado original. O mesmo Deus que “antes da fundação do mundo no escolheu em Cristo para que fôssemos santos e irrepreensíveis sob seu olhar, no amor”, o mesmo Senhor Santo que “nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão de sua vontade”, ele mesmo, por causa do Filho Jesus e pelos méritos do Filho Jesus, o “Cordeiro sem defeitos e sem mácula, conhecido antes da fundação do mundo” (1Pd 1,19s), predestinou e preservou de toda mancha do pecado a Virgem Maria, futura mãe escolhida para o seu Filho! Assim, desde o primeiro momento de sua existência, a Virgem Maria foi revestida da justiça de Deus, foi justificada em Jesus Cristo, foi ornada de santidade como uma noiva ornada com suas jóias pelo Noivo divino! Por isso mesmo, a liturgia da Igreja coloca na boca da Virgem Santíssima as palavras do salmo 29: “Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e não deixastes rir de mim meus inimigos!”.Com efeito, caríssimos, a todos nós o Senhor arrancou da lama do pecado pela graça da sua Páscoa. Mas, à Virgem Maria, ele sequer deixou que a lama do pecado nela tocasse! Por isso, o Arcanjo Gabriel a saúda como “Toda Agraciada”, por isso também, a própria Virgem exulta dizendo: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor!” (Lc 1,48) Meus caros em Cristo, hoje nós estamos aqui reunidos em torno do Altar sagrado para proclamar todas essas grandes coisas que o Senhor realizou em nosso favor na vida da Virgem Maria!
            É tão belo, tão significativo, agora que estamos cheios de santa ansiedade na preparação para o próximo Natal do Senhor, celebrar a Conceição Imaculada da Virgem Maria. Ela já aparece como a doce Aurora do Dia da Salvação. A sua Imaculada Conceição, o dom imenso da sua vitória sobre o pecado já prenuncia Aquele que, vindo dela, esmagará a cabeça da antiga Serpente, do inimigo da nossa raça! É por causa do Salvador, por causa daquele que tira o pecado do mundo, que a Virgem foi preservada do pecado. Deus, “a fim de preparar para o seu Filho mãe que fosse digna dele, preservou Nossa Senhora da mancha original, enriquecendo-a com a plenitude da sua graça. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados!”
            Caríssimos, vivemos atualmente num mundo em que o pecado parece ter mais força que nunca! Nossa civilização cada vez mais vai voltando as costas para a luz do Cristo: descrença, humana soberba, impiedade, imoralidade, orgulho, violência, materialismo, consumismo, egoísmo, falta de solidariedade e compaixão, desrespeito pela vida humana e pelas leis de Deus – eis as marcas da nossa cultura, mais e mais transformada em “cultura de morte”. E, no entanto, não temos o direito de perder a esperança! A Festa deste hoje nos mostra e nos faz experimentar na solene Liturgia o quanto o Cristo vence a treva do pecado, vence os laços da antiga Serpente, vence as marcas da morte! A Imaculada Conceição de Maria é Aurora que nos garante que jamais as trevas vencerão o Cristo que, saído do ventre da Virgem, brilhou como luz para o mundo! Como afirmava Santo Efrém, o grande doutor da Igreja síria, Maria é o “santuário imaculado no qual Deus habitou. Maria gerou Deus, que enche o mundo de bênção e trouxe a vida ao mundo!” Por isso mesmo, diz o santo Doutor que “é grande o mistério da Virgem puríssima e supera toda língua, pois ela acolheu no seu seio o rio da vida que com as suas águas irrigou o mundo e vivificou todos os mortos!”
            Meus caros, o cristão não deve ser um iludido! Sabemos que os sinais de treva, de dor, de pecado com todas as suas tristes conseqüências marcam ainda o nosso tempo e até mesmo o nosso coração. Mas, sabemos também que o Deus nascido da Virgem é o mesmo que vence o pecado e a morte, o mesmo em quem já experimentamos a graça da salvação, o mesmo em quem nos sabemos mais que vencedores! Voltemo-nos, então, para aquela que hoje foi concebida sem pecado e, do fundo de nossa humana miséria, clamemos, com as intensas palavras da Liturgia oriental: “Bendita Mãe de Deus, abre-nos a porta da tua benevolência! Não fique desiludida a nossa confiança, que espera em ti! Livra-nos das nossas adversidades! Tu és a salvação do gênero humano! É tão grande o número dos meus pecados, ó Mãe de Deus! A ti recorro, ó Imaculada, a procura de salvação! Consola a minha alma desolada e pede ao teu Filho nosso Deus, que me conceda o perdão dos meus pecados, ó única Imaculada, única bendita! Deposito em ti toda a minha esperança, ó Mãe da Luz! Acolhe-me sob a tua proteção!”
            Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Dom Henrique Soares da Costa, 
Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju.

Oração a Nossa Senhora da Conceição

Virgem Santíssima, 
que fostes concebida sem o pecado original 
e por isto merecestes o título 
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição 
e por terdes evitado todos os outros pecados, 
o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: 
"Ave Maria, cheia de graça"; 
nós vos pedimos que nos alcanceis 
do vosso divino Filho o auxílio necessário 
para vencermos as tentações 
e evitarmos os pecados e, 
já que vós chamamos de Mãe, 
atendei-nos com carinho maternal 
e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. 
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ADVENTO: reavivar a esperança

 Advento é um tempo bonito, alegre e marcado pela esperança; mas é breve, como nossa vida que, de fato, é o tempo real significado por este tempo litúrgico. O Advento coloca-nos no contexto das promessas de salvação, anunciadas pelos profetas e cumpridas com o envio do Salvador prometido ao mundo e sua manifestação na palavra e na ação de Jesus. É tempo de esperança e de alegria.

A celebração do Natal recorda-nos a surpreendente proximidade de Deus em  relação aos homens; o Filho de Deus veio ao mundo para estar próximo de cada pessoa e para revelar-lhe humanamente o amor de Deus. Por que, será, que o Natal nos traz um clima geral de serenidade e paz, de alegria e fraternidade? Não será porque nos sentimos mais próximos de Deus, amados por Ele e “salvos” de nossas limitações e preocupações diárias?

Mas o Advento também aponta para o futuro, para a realização plena da salvação de Deus. Desde agora, já vislumbramos, através do véu da fé, aquilo que ainda esperamos; sabemos que Deus é fiel e cumprirá suas promessas. Por isso, enquanto vivemos “de esperança em esperança”, a Igreja nos recorda sempre de novo que, durante este tempo, devemos ser operosos na prática do bem e vigilantes, para não distrair-nos, nem desviar-nos do caminho certo. O Senhor glorioso pode vir ao nosso encontro a qualquer momento e pedir contas de nossa vida; quem tiver sido fiel a Deus na vida, perseverante na prática do bem e coerente com o reino de Deus, verá a plenitude da vida.  É o que todos desejamos e buscamos!

Em nossos tempos é muito importante recordar este horizonte de esperança da nossa existência e a responsabilidade que todos temos de viver bem, pois a vida é dom e tarefa. Recordava o Papa Bento 16, na encíclica Spe salvi (Salvos na Esperança), que um dos aspectos mais preocupantes da cultura do nosso tempo é a ausência da esperança – daquela grande Esperança, que vai além daquilo que nós mesmos podemos dar-nos, e que somente Deus pode dar-nos.

Li, recentemente, a entrevista de uma pessoa que afirmava não crer em Deus e que estava bem assim: “não quero ser salva, não preciso de Deus”. Será mesmo?! Muitas vezes, o sonho inteiro de uma vida se resume em comer, beber, divertir-se, ter casa, dinheiro, saúde... São coisas boas, e quem não as quer?! Mas não são elas o objetivo da vida. Nosso coração deseja mais e continua inquieto. Não devemos enganá-lo, dando-lhe apenas “coisas”, que não podem satisfazê-lo plenamente! Só Deus mesmo é o supremo bem do homem.

Pensando nisso, não deixa de preocupar que este período do ano, mais que todos, é marcado pelo consumismo desenfreado: a promessa da felicidade em cada artigo posto à venda, a corrida compulsiva às compras, a necessidade de comer e beber bastante no Natal, presentes dados e recebidos... É difícil resistir ao clima contagiante que a corrida ao consumo de bens cria; parece que a felicidade tem fórmula mágica e hora marcada para acontecer: “a gente pensa que em pacotes compra a paz”... É sempre mais evidente a perda do sentido cristão do Advento e do Natal!

O Advento cristão é um convite para ouvir mais a Palavra de Deus, rezar mais intensamente, voltar-se para os motivos mais profundos do nosso viver, fazer um balanço de nossas vidas; é tempo de acordar a esperança sobrenatural esquecida, de praticar a solidariedade, confessar os pecados, abrir as portas e acolher o Deus-que-vem e já está no meio de nós! Não percamos de vista nossa fé e esperança!

Eis a nossa tarefa de cristãos! Não deixemos de dar nossa contribuição para uma cultura que se empobrece sempre mais e perde os altos referenciais para a vida humana. Anunciamos a dimensão sobrenatural da nossa existência e o caminho para alcançá-la Esta luz brilhou para os pastores na noite de Belém e continua a brilhar para todos na pessoa de Jesus Cristo, “luz do mundo”!

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo - SP

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 29/11/2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MJ 2013 lança aplicativo "Siga a Cruz"


 A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 comunicou que já está disponível o aplicativo “Siga a Cruz”, uma ferramenta oficial da JMJ que irá possibilitar, pelo celular ou tablet, acompanhar passo a passo o trajeto dos símbolos da JMJ , cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora, pelo Brasil.

A ferramenta é gratuita é já está disponível para download. Desenvolvido pelo departamento de Tecnologia da Informação da comunidade católica Canção Nova, a pedido do Instituto JMJ Rio2013, o aplicativo pode ser adquirido, inicialmente, pelos usuários de dispositivos iPhone, iPad e iPod. Em breve, será lançada também a versão para Tablets e smartphones com a plataforma Android. A ferramenta tem como objetivo exibir de forma dinâmica, por meio de um mapa com recurso de geolocalização, o trajeto percorrido pela Cruz da JMJ Rio2013.

Os usuários também poderão interagir com seus amigos via Twitter e Facebook, traçar rotas detalhadas para o local onde se encontra a Cruz e acessar galerias exclusivas de fotos. “A ferramenta, que é gratuita, mostra em tempo real a localização da Cruz”, ressalta João Paulo Ferraz Kruschewsky, gerente de TI/Mobile da Canção Nova. O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora, que desde o dia 18 de setembro estão no país. Os símbolos percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ Rio2013.

Como funciona

Com o aplicativo, o usuário irá visualizar, inicialmente, a posição atual dele dentro do mapa, por meio de um círculo azul, sendo atualizado automaticamente caso ele esteja em movimento. Através dos círculos de cores vermelho, verde e amarelo, serão apontados os locais onde a cruz esteve, onde ela está naquele momento e por onde ainda irá passar. Os círculos verdes irão mostrar no mapa todos os locais que já foram visitados pela cruz, além de apresentar algumas informações como nome do local, endereço, data da visita (chegada e partida). O recurso irá permitir o compartilhamento, através das redes sociais (Facebook e Twitter), e dará a opção 'Como chegar aqui', que traça a rota partindo do seu local de origem até chegar ao ponto marcado com a cruz. O círculo vermelho apontará o local atual onde a cruz se encontra, com informações da região e opções de como chegar lá. Já o círculo amarelo indicará todos os locais cadastrados que serão visitados pela cruz. Assim como nas outras opções, o usuário também poderá visualizar as informações da região que receberá os símbolos.

Fonte: www.cnbb.org.br

PAPAI NOEL

São Nicolau, que deu origem à figura do Papai Noel, mora em nossa imaginação e no nosso coração de criança. Sua festa é celebrada no dia 6 de dezembro. Ele nos lembra de oferecer presentes e é símbolo de bondade.

Que Papai-Noel continue na festa, mas lembrem-se que o Aniversariante, JESUS é quem merece o primeiro lugar!

Um texto para ilustrar:

É tudo culpa do Papai Noel...

Perceberam o quanto nós lutamos contra moinhos de vento em nossa Igreja? De vez em quando se levantam bandeiras de causas totalmente inócuas. É o caso do dia das bruxas, é o coelhinho da páscoa e muitas outras coisas. Nessa época a luta tem sido contra o pobre do Papai Noel. Aquele velhinho sorridente de longas barbas brancas e roupa vermelha, símbolo de esperança que povoa o imaginário de muitas crianças. Resolvemos colocar toda a culpa da nossa incompetência, em evangelizar e tocar corações, nas costas do bom velhinho.

Temos dito que ele é o símbolo do consumismo e não significa o Natal. Concordo. Afinal, São Nicolau, ao iniciar a tradição, apenas queria trazer alegria às crianças pobres no natal. Jamais imaginou que a Coca-cola ia dar-lhe uma roupa vermelha e que sua figura ia ser transformada em tamanho ícone do capitalismo. Mas o fato é que temos dado a ele um fardo grande demais para carregar. Tá certo que ele já carrega um saco a altura de tamanha amolação, mas... Haja saco!

Pouco, na verdade, nos esforçamos para transformar o Menino Jesus em símbolo do Natal. O menino na manjedoura como símbolo de esperança e salvação, não nos lembra o Jesus adulto que carregou no pó das suas sandálias tantos discípulos. Cristo adulto é para nós modelo e mensagem. Do Cristo menino, pouco sabemos. Lembramos dele no natal e só.

A ternura do menino nascido num estábulo, não lembra às crianças, aquilo que elas vão necessitar por toda a sua vida adulta: fé. Porque quando criança, precisamos de coisas palpáveis que façam parte do nosso mundo. Brinquedos, por exemplo. Talvez seja isso que faça com que a maioria das crianças, confie bem mais no velhinho que atravessa os céus em um trenó movido a renas, cheio de presentes. É de praxe. Copiamos e vivemos muitos modelos americanos. E também, é bem mais fácil para as crianças confiar num adulto, que lembra o vovô, do que num pobre menino que nasceu num berço de palha.

Mas, independente de ícones e símbolos, o significado do Natal está arraigado, de alguma maneira, em cada um de nós. É uma época mágica. De luzes, enfeites, presentes, encontros. É uma época em que um pouco daquela bondade escondida em nós, vem à tona. Sim, deveríamos transportar estes sentimentos de fraternidade e perdão, para o resto do ano, mas temos falhado nisso, de modo fragrante.

Fato é, que todos nós, temos lembranças de natais passados e dos natais da nossa infância. Maravilhosos ou não, trazem ao nosso coração aquela doce nostalgia de uma época em que ainda tínhamos a inocência de acreditar em Papai Noel. Onde havia esperança, muito mais que de presente, de encontro, de abraço, de rever parentes, de festa. Claro que hoje a mídia e o comércio deram ao natal uma roupagem por demais materialista. Nossas crianças não se contentam mais com simples bonecas e carrinhos. Computadores e jogos, videogames de décima, vigésima... geração, Ipods, Tablets, celulares cibernéticos, Barbies que cantam, dançam e, se duvidar, expressam sua opinião; estão mais ao gosto delas. São os novos tempos. E lutar contra o futuro, é fazer como Dom Quixote, lutar contra moinhos de vento imaginando que são dragões.

Definitivamente, Papai Noel existe. E está aí, estampado em outdoors e decorando as vitrines de todas as lojas, para quem quiser ver. Então, ao invés de lutarmos contra ele, por que é que não gastamos nossas energias na Novena de Natal, ou numa campanha de arrecadação de alimentos e presentes? Porque não temos catequese no Natal? Porque numa época tão maravilhosa e cheia de significado religioso, damos férias a nossas crianças? Deve ser porque precisamos de tempo para percorrer todas as lojas, tão lindamente enfeitadas com a imagem do Papai Noel...

Angela Rocha

domingo, 4 de dezembro de 2011

Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do RN2 realizará formação de catequistas para a Iniciação à Vida Cristã


Estamos vivendo um novo tempo em nossa Igreja, queremos assumir neste momento nossa missão evangelizadora, conforme as urgências oferecidas para todo o Brasil nas Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil e em sintonia com a caminhada que estamos vivenciando no nosso Regional Nordeste 2.

Em janeiro vamos realizar mais uma vez nosso encontro de formação para catequistas, que acontecerá no Colégio Santa Rita, situado na rua Vigário Odilon, 152 – Centro Areia – PB, contamos com a representação dos catequistas de sua diocese/arquidiocese, será muito importante esta participação, pois iremos refletir sobre A FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS PARA A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ.

A formação em nosso trabalho é indispensável, todos os documentos da Igreja e os específicos sobre a catequese nos impulsionam para a formação permanente, queremos viver esta formação contemplando a Igreja: Casa da Iniciação à Vida Cristã e ainda Igreja: Lugar da Animação Bíblica da Vida e da Pastoral.

Contamos com sua divulgação!

Pe. Elison Silva dos Santos
Coordenador da Comissão Regional Pastoral para
Animação Bíblico-Catequética

HOMILIA DO DOMINGO



2º. Domingo do Advento – B

“Princípio da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1,1). Assim começa o Evangelho de Marcos. Declara-se logo no início que o texto é um evanguelion, ou seja, uma boa notícia. Quando esta mensagem chega aos ouvidos de homens e mulheres deve, sim, gerar amor, alegria, esperança... As instituições religiosas, quando não se deixam guiar pelo Espírito, anunciam uma má notícia, bem diferente do Evangelho de Jesus Cristo. É preciso que insistamos na positividade do Evangelho. Sua força é transformadora, não tem limites.

O profeta Isaías trouxe uma boa notícia ao povo que estava prestes a ser libertado do cativeiro babilônico: “Consolai o meu povo, consolai-o – diz o vosso Deus...”. Quando muitos não acreditavam na libertação, quando tantos estavam aprisionados pelo peso dos pecados e não encontravam saída, Isaías prepara um tempo novo. Que venha a consolação, que venha a paz, que se prepare o caminho para novos dias. Hoje, do mesmo, modo, diante de tantas escravidões, não precisamos ficar no exílio, pois o Senhor vem para nos trazer consolação.

A tônica de Isaías é a mesma do último e mais importante de todos os profetas – João Batista. Este homem apareceu no deserto, vestido de roupas de animais, alimentando-se de gafanhotos e mel. Certamente, João está muito longe do nosso conceito de marketing. Hoje, poucos o escutariam, poucos dariam crédito a ele. Seria pintado como louco, maltrapilho, pobre, feio... Pois foi este homem do deserto que gritou a voz da conversão: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estrada’” (Mc 1, 3).

O gesto simbólico de banhar-se nas águas é sinal de conversão. João Batista insiste que a chegada do Senhor depende de cada um de nós. É preciso que haja uma mudança radical da existência: mudança no modo de pensar e de agir.

A escolha do deserto e das roupas simples evocam que a conversão passa necessariamente pela pobreza e pelo despojamento de si mesmo. Não estaremos abertos para o Senhor que vem enquanto o “eu” falar mais forte, enquanto estivermos presos em nós mesmos. É preciso compreender que o sentido da vida vai muito além do consumismo capitalista, das ofertas do marketing, das luzes artificiais geradas neste tempo. Tempo este que é antes de tudo quietude, serenidade, meditação, alegria interior.

Aquele que vem é mais forte. Sua força se manifesta em sua vitória sobre os inimigos, sobre os adversários, sobre a morte e sobre o pecado. Aquele que vem não batiza com água, mas com o Espírito Santo. A conversão que se almeja, portanto, não é simples obra humana. Somente Deus pode realizar esta graça em nós: purifica-nos de nossos pecados, lava-nos, regenera-nos. É Deus que age na interioridade de nosso ser, que é tão íntimo em nossa intimidade, que nos guia e gera a vida nova como pronunciou Ezequiel (Ez 36,25-28).

Renovai hoje em vós este Espírito que gera vida. Preparai o caminho do Senhor!

Bom domingo!

Pe. Roberto Nentwig


"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)

Estória da Espada


             
Nos tempos de guerra dos reis mouros, correu de boca em boca a lenda de que quem se apoderasse da espada de Asharaf seria o vencedor de todas as batalhas e de todos os seus reinos, implantando um reinado que se ergueria sobre todos os outros. Depois de muitas lutas em busca desta relíquia preciosa, um dos reis conseguiu se apoderar da arma. Seu reino passava por dificuldades, mas logo sabendo que era invencível, partiu desesperadamente para a guerra, buscando o poder que tanto almejava. Resultado: foi derrotado na primeira batalha, atravessado pela espada abençoada. Morreu com surpresa no rosto, pois tinha certeza da vitória. A mesma expressão tinha o rosto do vencedor que tentava explicar o resultado da batalha. O guerreiro vencedor, limpando o sangue da espada, percebeu que nela havia uma inscrição em árabe, com letras finas:

“Para ter posse de um reino esplêndido: Mesmo nos momentos de adversidade, não deixe de ter paciência, esperando que a mão de Deus guie os teus caminhos; Converte teu coração ao Senhor e jamais deixes de vigiar, para que a ganância não se apodere de ti, levando-o a ruína; E jamais lute com esta espada. Em paz e concórdia, teus irmãos se unirão a ti.”
             

Seu novo dono entendeu a mensagem. Foi temente a Deus, teve esperança e vigilância. Renunciou a luta e empreendeu uma caminhada de paz, que o fez rei de um reino de concórdia, ao qual se ajuntou os demais reinos irmãos.

Lições da parábola:

Neste tempo do advento, Deus nos quer preparando os seus caminhos com o uso de uma espada como a da história. Nesta arma há o segredo da vitória, a chave da felicidade, o caminho para o Reino que esperamos – “Novos Céus e Nova Terra”. Não use esta arma para a ruína, mas perceba e medite sobre as inscrições da espada da parábola:

  • Nunca perca a esperança, mesmo nos momentos de dificuldade, como o povo de Israel no exílio da Babilônia que ouviu as palavras do profeta: “Consolai o meu povo!”
  • Converte o seu coração para Deus. É tempo de preparar o caminho para ele passar, para ele ficar, para ele morar na sua vida.
  • Não deixe se seduzir pela ganância. Veja a simplicidade de João que se vestia com pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. Vigia para que nada roube a paz do seu coração.
  • Deixe se levar pela paz, mesmo quando for mais fácil ser violento. A paz é o caminho para que este Reino aconteça. O Reino que todos esperamos.
  • Deus lhe dá a espada de sua Palavra. Esta espada traz o segredo da vida. Meditando a Palavra e deixando-se guiar pelo Espírito de Deus, poderá alcançar o Reino!

Colaboração: Pe. Roberto Nentwig.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TEMPO DE PRESÉPIOS



Certos sinais são importantes para fecundar o sentido que sustenta a vida. Vivemos um tempo especial. O Natal é rico em sinais, com uma força que vem da beleza, dos gestos de fraternidade e dos convites para compromissos de solidariedade. De novo, neste tempo, as praças atrairão multidões pela singularidade de sua ornamentação, com iluminações criativas, muita gente, novidades, festa.

As casas também são enfeitadas. Lojas e shoppings recebem especial tratamento de beleza. Papai Noel ganha um destaque fora do comum, um realce que merece preocupação. O que acontece quando crianças entendem o Natal apenas como tempo de Papai Noel? O perigo se manifesta quando o sentido de Papai Noel se reduz ao interesse de ganhar um presente.

O sonho de ser presenteado pelo velhinho encantado é também um sinal que possui força de evocações. Mas esse sinal terno do Papai Noel não remete, pelo menos de forma mais direta, às raízes do sentido do Natal. Mais importante que entender que é tempo de ganhar presente, até com riscos de alimentar alguma mesquinhez, o que vale é aprender a lição de que o bom velhinho nasceu da tradição narrada a respeito de São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia, hoje parte da Turquia.

O destinatário mais importante dos presentes era o mais pobre, aquele que também tinha o direito de experimentar alegrias, nascidas de gestos de solidariedade. Pode-se imaginar a revolução de valores que viveríamos caso fosse resgatado esse entendimento de Papai Noel. O Natal não seria tempo de se receber presentes, mas de oferecer e repartir mais. Nesta direção está o horizonte largo e de inesgotável riqueza presente no sinal mais importante deste tempo: o presépio.

As lições do presépio, entendidas e praticadas, ajudam a livrar, homens e mulheres, dos caminhos que estão desfigurando a sociedade. São ensinamentos que precisam ser resgatados nas praças, nas igrejas, nas casas e em todo lugar.

A tradição dos presépios nasce em 1223, quando, depois da aprovação da Regra dos Frades Menores, São Francisco de Assis foi para o eremitério de Greccio (Itália), com o propósito de ali celebrar o Natal do Senhor. São Francisco disse a alguém que queria ver, com os olhos do corpo, como o menino Jesus, escolhendo a humilhação, foi deitado numa manjedoura. Assim, entre o boi e o jumento, foi celebrada a missa de Natal, ainda sem estátuas e pinturas. Esse acontecimento foi a inspiração para, mais tarde, o Natal ser representado por meio do presépio, que simboliza a encarnação de Jesus Cristo, o Verbo de Deus.

A retratação do amor misericordioso de Deus na encarnação do Filho Amado, o Redentor, no presépio, faz desta arte, nas mais diversas modalidades e com a inteligência de criatividades interpelantes, um ensinamento da mais alta importância. O presépio se torna assim um patrimônio da cultura e da fé popular. Esta retratação remete, pois, ao núcleo mais genuíno do sentido autêntico do Natal. O presépio, pela arte e pela beleza, mesmo pela simplicidade e pobreza, tem força para propagar o Evangelho com um entusiasmo singular, capaz de atrair toda atenção para Jesus, a pessoa que é a razão insubstituível das festas natalinas.

A arte do presépio, de miniaturas a imagens em tamanho normal, com a riqueza dos personagens, da singeleza nobre das figuras de José e Maria venerando o menino Deus, pode e deve tocar os corações. A celebração do Natal se torna consequentemente uma festa da interioridade sem eliminar, absolutamente, o que luzes, sons e enfeites significam na beleza amorosa deste tempo. Não se pode abrir mão do presépio, sinal que remete a Cristo.

Jesus deve ser e estar no centro do Natal, sem prescindir de tantas outras coisas que compõem e dão graça especial a este tempo. Vale recuperar e investir na armação de presépios, nas casas, nas igrejas e nos lugares públicos. Uma oportunidade para os pais exercerem a catequese dos filhos, reavivando no próprio coração as lições insubstituíveis aprendidas com Cristo.

Assim, o tempo do Natal, respeitando seu genuíno sentido, torna-se época especial de aproximação. Passa-se a viver um encontro que transforma corações e superam-se descompassos como a corrupção, a mesquinhez de ter só para si. O presépio ajuda a dar estatura a quem só tem tamanho, fazendo brotar a sabedoria emoldurada por serenidade, um presente para quem contempla esse sinal e aprende o sentido de sua lição.

 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

LER, MEDITAR E VIVER A PALAVRA



Pequena pedagogia para meditar e viver a Palavra

PREPARAÇÃO

1. Procure ter a alma vazia, aberta, tranqüila, sem ansiedade, em serena expectativa, pois é o Senhor o que vem, em sua Palavra e a seu encontro.
2. Uma vez escolhido o texto e depois de invocar o Espírito Santo, faça uma leitura lenta, muito lenta, com pausas freqüentes, pensando que Deus está falando a você, neste momento, com estas mesmas palavras que você está lendo.
3. Tem de ser uma leitura desinteressada, sem buscar utilidade alguma como solução de problemas, doutrinas ou verdades. O Senhor se manifestará livremente segundo os desígnios e projetos que tem para sua vida.

LEITURA ESCUTADA

4. Enquanto vai lendo lentamente, escute a Deus: é o Senhor que está falando de pessoa a pessoa. Estas palavras tão antigas, o Senhor as está pronunciando, para você, neste momento. Escute-O com atenção receptiva e serena, sem nenhuma ansiedade.
5. Não pretenda entender intelectualmente o que está escutando; não se esforce por buscar tanto o que significa esta frase, que quer dizer este versículo, mas o que o Senhor está querendo dizer a você com essas palavras. Se algumas expressões não "lhe dizem" muito, ou não as entende, não fique perdido nem ansioso, passe adiante com calma e liberdade.

DETALHES PRÁTICOS

6. Pode acontecer que algumas expressões o comovam, despertando em você ressonâncias profundas e desconhecidas. Detenha-se aí mesmo, dê voltas em sua mente e em seu coração, remoendo, ponderando saboreando essas expressões. Tome um lápis e as sublinhe e escreva à margem, uma palavra ou uma breve frase que sintetize aquela impressão.
7. Quando, na leitura escutada, aparecem nomes próprios como Israel, Jacó, Samuel, Moisés...substitua-os pelo seu próprio nome, pensando e sentindo que o Senhor está se dirigindo a você pelo seu nome próprio.
8. Se a leitura não "lhe diz" nada, fique tranqüilo e em paz. Pode acontece que essa mesma passagem, lida outro dia, lhe diga muito. Acima de nossa atividade humana está o mistério da graça que, por essência, é imprevisível. A hora de Deus não é a nossa hora. Nas coisas de Deus, necessário ter muita paciência.
9. Não se esforce tanto por captar e apreender exatamente o significado doutrinal da Palavra, mas sim, procure meditá-la gozosamente, no coração, como Maria, dando-lhe voltas na mente, deixando-se inundar, por dentro, das vibrações e emoções que se desprendem da proximidade de Deus. E "conserve a Palavra", quer dizer, permita que continuem vibrando em seu interior essas ressonâncias ao longo do dia.

SALMOS

10. Os Salmos não se lêem, se rezam. Anote em seu caderno os Salmos que "lhe dizem" mais, classificados segundo diferentes sentimentos como admiração, gratuidade, compreensão, louvor.
11. Esforce-se, por sentir com toda a alma o significado de cada frase, identificando sua atenção e emoção com o conteúdo das expressões, dizendo-as com o mesmo tom interior que sentiriam os salmistas.
12. Coloque-se imaginativamente no coração de Jesus Cristo e trate de sentir o que Ele sentiria ao pronunciar estas mesmas palavras. Com a ajuda do Espírito Santo trate de identificar-se com a disposição interior de adoração e assombro e ação de graças do coração de Jesus, no espírito dos Salmos.

COMPROMISSO DE VIDA

13. Procure questionar sua vida à luz da Palavra, aplicando permanentemente a Palavra escutada à situação concreta de sua vida, perguntando a cada momento, "o que Deus está me dizendo" nesta frase, para minha vida, em que sentido os critérios divinos encerrados nesta Palavra interpelam meu modo de pensar e atuar, em que aspecto devo mudar, "que faria Jesus em meu lugar". Na medida em que sua mente se adapte à "mente" de Deus, você será discípulo do Senhor. Se em qualquer momento da leitura escutada seu coração sentir o impulso de orar , deixe-o, livremente, desabafar-se com o Senhor.

EM RESUMO:

- ler a Palavra lentamente
- saboreá-la prazerosamente
- meditá-la cordialmente
- aplicá-la diligentemente

QUE A PALAVRA SEJA PARA VOCÊ:

- Lâmpada que ilumine seu caminho
- Pão que alimente sua alma
- Fogo que incendeie o fervor
- Rota que o conduza à salvação
- Pulsar que anime seu espírito
- Vida que jamais acabará.

Frei Ignácio Larrañaga

O "Profeta da Oração", sacerdote capuchinho, começou a escrever aos 45 anos, o "Profeta da Oração", é conhecido em todo o mundo como o criador dos Encontros de Experi~encia de Deus, apostolado ministrado em trinta e três países, três continentes, que se estendeu por aproximadamente trinta anos. Em 1984 fundou as Oficinas de Oração e Vida, serviço eclesial difundido em mais de quarenta países. Já escreveu de 16 livros. É conhecido como um dos autores de maior difusão na literatura religiosa e de auto-ajuda.


O TEMPO DO ADVENTO - VI


A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A luz nascente que via sendo acesa a cada domingo, indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O TEMPO DO ADVENTO - V

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados. As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.



JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s). A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lo como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo. João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc. Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.


JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi". José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O TEMPO DO ADVENTO - IV


Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

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